Início Site Página 61

Inspirado no caso real de justiceiros que se conheceram na internet , ‘Cloud – Nuvem de Vingança’ ganha trailer oficial

O longa-metragem dirigido por Kiyoshi Kurosawa, Cloud – Nuvem de Vingança, estreia no dia 17 de julho e acaba de ganhar trailer inédito. Eleito como um dos melhores filmes da década de 2020 pela Indiewire, a história foi inspirada no caso verídico de um grupo de justiceiros formado pela internet. Distribuído pela O2 Play, a produção da Nikkatsu Corporation e Tokyo Theatres Company, abriu o festival Olhar de Cinema 2025.

Confira abaixo:

Sobre Cloud – Nuvem de Vingança

O filme, que foi a aposta do Japão para o Oscar 2025, segue Yoshii (Masaki Suda), um jovem que vive dias tranquilos em Tóquio, onde trabalha em uma pequena fábrica e faz bicos em um e-commerce. Sua vida passa a mudar gradualmente quando o jovem decide se dedicar à revenda de produtos baratos por preços altos, sob o pseudônimo Ratel.

Conforme os clientes começam a se sentir lesados pelas compras, um sentimento de revolta e vingança toma conta deles. A situação sai do controle quando até quem não foi diretamente prejudicado, como seu antigo chefe, se une para caçá-lo, sob pressão de ressentimentos pessoais. 

O diretor japonês Kiyoshi Kurosawa é conhecido internacionalmente como “mestre do horror” por seu trabalho em produções como Pulse (2001), A Cura (1997) e Creepy (2016). Kurosawa não se limita ao gênero de terror, tendo também dirigido dramas premiados como Sonata de Tóquio (2008), vencedor do prêmio do júri na mostra Un Certain Regard do 61° Festival de Cannes, e A Mulher de um Espião (2020), que lhe garantiu o prêmio de Melhor Direção no 77º Festival de Veneza.

Cloud – Nuvem de Vingança estreia dia 17 de julho nos cinemas brasileiros.

LEIA TAMBÉM:

Publicidade

É tudo CGI? Saiba como foram criados os cenários no live-action de Branca de Neve

Existem mundos cinematográficos que ocupam um lugar especial no coração de públicos de todas as idades, e não há dúvida de que o de Branca de Neve é um deles. Do castelo com o espelho mágico à incomparável floresta com seus animais adoráveis, o reino de Branca de Neve encanta gerações desde a estreia em 1937 da clássica animação BRANCA DE NEVE E OS SETE ANÕES.

Agora, esses lugares mágicos ganham vida como nunca visto antes em BRANCA DE NEVE, o novo filme live-action baseado na animação que já está disponível no Disney+. A nova história apresenta todos os icônicos cenários amados pelos fãs que foram criados por uma talentosa equipe criativa que os homenageia e os eleva.

Revisitando lugares memoráveis

“A animação tem tantos elementos icônicos, que passamos muito tempo refletindo sobre esses momentos do filme. Da sala do espelho e a sacada da Rainha Má à cabana dos mineradores e o poço dos desejos… queríamos não somente preservar, mas também elevar todos esses elementos”, diz a designer de produção Kave Quinn.

Com essa premissa em mente, e com sede no Pinewood Studios em Londres, a equipe liderada por Quinn criou ambientes físicos impactantes nos quais personagens interpretados por atores e atrizes reais coexistem com personagens fantásticos criados com recursos tecnológicos de primeira. 

“Um dos motivos pelos quais sentimos que era o momento certo de fazer este filme é que, no passado, havia coisas que só podiam ser alcançadas com animação, mas a tecnologia atual nos permite criar um mundo de fantasia e trazê-lo à vida em live-action de uma forma que jamais teria sido concebível em 1937. Poder expandir os limites do que é possível em efeitos visuais nos dá a oportunidade de dar vida a esses personagens amados de uma forma que nos faz acreditar que eles existam no mesmo universo físico que os atores humanos que os cercam”, explica o produtor Jared LeBoff.

Além da sala do espelho, da cabana dos mineradores e do icônico poço dos desejos mencionados por Quinn, a equipe criativa deu vida à imponente escada em espiral do castelo, à masmorra, à sala de poções, à sala do trono, à sala de jantar e à cozinha, bem como ao quarto e à varanda da Rainha Má. Os artistas também criaram a floresta sóbria, a clareira onde Branca de Neve dorme e o pomar de maças.

Um reino que honra a tradição gótica alemã

Para trazer o reino mítico de Branca de Neve para o live-action, Quinn e sua equipe se inspiraram na arquitetura medieval e gótica, no estico art déco e no cinema mudo. Para criar o castelo, a designer se afastou da influência francesa evidente na versão animada e adotou um estilo alemão. 

“Eu me inspirei principalmente na Alemanha, por seus estilos arquitetônicos góticos inicial e tardio. Também queríamos que o castelo e o reino tivessem um toque bávaro, já que é o local de origem do conto de fadas dos Irmãos Grimm”, diz Quinn, referindo-se à obra literária que inspirou o filme de 1937. Especificamente, dois castelos reais serviram de inspiração para o novo filme: o castelo Albrechtsburg, na cidade alemã de Meissen, e o castelo Chillon, na Suíça, cuja masmorra serviu de inspiração para a masmorra da Rainha Má.

A vila, por sua vez, se assemelha ao castelo, pois a ideia era que tivesse o mesmo status social. “A relação com o portão do castelo é que ele está sempre aberto enquanto estiver no reino do bem. No entanto, quando a Rainha Má assume o controle, os portões se fecham, marcando uma diferença em sua forma de governar”, acrescenta Quinn.

Uma floresta mágica e uma cabana com detalhes surpreendentes

A floresta onde Branca de Neve se refugia é outro cenário importante na história. As cenas foram filmadas em Burnham Beeches, uma antiga floresta de 200 hectares em Buckinghamshire, Inglaterra.

As sequências na floresta combinam imagens live-action do local da atriz Rachel Zegler, que interpreta Branca de Neve, com animais da floresta criados pela equipe de efeitos visuais na pós-produção. Entre outros, corujas, coelhos, pássaros, tartarugas, esquilo, ratos e morcegos aparecem nas cenas.

A cabana dos mineradores, por sua vez, destaca-se pelos seus muitos detalhes decorativos que conferem um toque único ao ambiente. O interior da casa foi construído em madeira, com vigas esculpidas com figuras de corujas – tanto dormindo quanto acordadas – além de outros pássaros. Destaca-se também um lustre de madeira pintado à mão com detalhes intrincados de pássaros esculpidos e lanternas. E aqui vai uma outra curiosidade: o piano de madeira esculpida foi criado para se assemelhar ao da animação.

BRANCA DE NEVE já está disponível no Disney+.

Se você ainda não é assinante do Disney+, pode assinar clicando aqui.

LEIA TAMBÉM:

Publicidade

Filmagens de ‘Geni e o Zepelim’, de Anna Muylaert, chegam ao fim no Acre

Por mais de dois meses, equipe e elenco de “Geni e o Zepelim”, novo longa de Anna Muylaert, movimentaram a cidade de Cruzeiro do Sul, localizada na região da Amazônia, no Acre. O lugar serviu de cenário para a primeira história nos cinemas da personagem Geni, originalmente criada para os versos da canção homônima de Chico Buarque, há cerca de 50 anos.

O filme mostrará a invasão das terras da comunidade ribeirinha de Geni (Ayla Gabriela) pelo Comandante (Seu Jorge), que chega em seu zepelim com o objetivo de expulsar os moradores e explorar o território para fins próprios. 

A nova produção de Iafa Britz, da Migdal Filmes, reúne no elenco principal Ayla Gabriela, Seu Jorge, Suzy Lopes, Gero Camilo, Ênio Cavalcante, e grande elenco. O elenco é formado por atores do Rio de Janeiro, São Paulo, Ceará, Paraíba, Rio Grande do Norte, Pará, além de atores do Acre – de Cruzeiro do Sul e de Rio Branco – e centenas de figurantes locais. 

A produção contou com cenas rodadas em barcos enquanto desciam o curso do rio Moa. Foi preciso um esquema especial para a captação das imagens: enquanto um barco aparecia em cena, outras embarcações davam o apoio necessário nos bastidores. Ao todo, o filme utilizou sete barcos para cena, nove embarcações para apoio e transporte diário (voadeiras, balsas e canoas). 

Assim como na música, Geni (Ayla Gabriela) é uma travesti que se prostitui, sendo alvo constante de preconceito e humilhação na comunidade em que vive. Mas a chegada do Comandante (Seu Jorge) com um projeto predatório para a região, faz o jogo virar, e o destino de todos cai nas mãos de Geni: caso ela aceite passar uma noite com o Comandante, ele promete deixar a cidade  e levar suas tropas embora. O conto “Bola de Sebo”, do escritor francês Guy de Maupassant, que serviu de inspiração para Chico Buarque na criação da música, também foi fonte para o roteiro, assinado por Muylaert.

 A produção é assinada pela Migdal Filmes, em coprodução com a Paris Entretenimento e a Globo Filmes. A distribuição nos cinemas ficará a cargo da Paris Filmes.

LEIA TAMBÉM:

Publicidade

NCIS: Tony & Ziva, novo derivado da franquia, ganha trailer e data de estreia; veja

Paramount+ acaba de divulgar o pôster oficial e a data de estreia da aguardada série original NCIS: TONY & ZIVA. A produção de 10 episódios é o mais recente lançamento da franquia global NCIS e vai estrear dia 04 de setembro, quinta-feira, exclusivamente no Paramount+

Confira o trailer e o cartaz abaixo:

Sobre NCIS: Tony & Ziva

NCIS: TONY & ZIVA retoma a história após a suposta morte de Ziva, quando Tony deixou a equipe NCIS para criar sua filha. Anos depois, Ziva foi encontrada viva, o que a levou a completar uma última missão com o NCIS antes de se reunir com Tony e sua filha em Paris. Desde então — é neste ponto que se inicia a trama da série — Tony e Ziva criam sua filha, Tali, juntos. Mas quando a empresa de segurança de Tony é atacada, eles precisam fugir pela Europa, descobrir quem está atrás deles e aprender a confiar um no outro novamente, e dessa forma alcançarem seu final feliz nada convencional.

NCIS: TONY & ZIVA é estrelado por Cote de Pablo, Michael Weatherly, Amita Suman, Maximilian Osinski, Julian Ovenden, Nassima Benchicou, Lara Rossi, Isla Gie, Terence Maynard e James D’Arcy.

John McNamara dirige a série. A produção executiva ficou a encargo de John McNamara, Cote de Pablo, Michael Weatherly, Laurie Lieser, Christina Strain, Shelley Meals e Mairzee Almas. A série é produzida pela CBS Studios e distribuída pela Paramount Global Content Distribution.

Se você ainda não é assinante do Paramount +, pode assinar clicando aqui.

LEIA TAMBÉM:

Publicidade

Itaú Cultural Play expande parcerias com festivais e adiciona clássicos do cinema brasileiro ao seu catálogo

A Itaú Cultural Play completa quatro anos no dia 19 de junho, data em que também se celebra o Dia do Cinema Brasileiro. Para comemorar, a plataforma de streaming gratuita preparou uma programação especial ao longo do mês, com curadorias exclusivas de importantes festivais nacionais.

Entre os destaques estão o Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba, com filmes disponíveis de 20 de junho a 9 de julho, e a CineOP – Mostra de Cinema de Ouro Preto, de 27 de junho a 13 de julho.

A IC Play recebe, ainda, a partir do próprio dia 19, lançamentos de clássicos na coleção permanente Histórias do Cinema Brasileiro, em cópias restauradas e novas versões digitais. A coletânea incorpora, por exemplo, Também somos irmãos (1949), com o aclamado ator Grande Otelo (1915-1993), filme que se tornou pioneiro ao abordar o racismo, e Limite (1931), longa-metragem de Mário Peixoto (1908-1992), considerado uma das obras-primas do cinema nacional.

Nesses quatro anos, a Itaú Cultural Play amadureceu com o cinema brasileiro e cresceu numericamente. Seu catálogo, iniciado com 135 filmes, até hoje já recebeu mais de 1.500. A seleção abrange cada vez mais produções realizadas por indígenas, mulheres, diretores negros, além de animações e filmes para crianças. A IC Play também ampliou seu conteúdo voltado à educação, com coleções específicas para professores e sequências didáticas, e passou a disponibilizar mais filmes com recursos de acessibilidade, como tradução em Libras, audiodescrição e legendas.

“Celebrar o aniversário da Itaú Cultural Play é reafirmar nosso compromisso com a valorização do audiovisual brasileiro. A cada filme, mostra, festival ou nova história compartilhada, a IC Play celebra o Brasil, nossa diversidade e capacidade de criar”, afirma André Furtado, gerente de Criação e Plataformas, núcleo do IC responsável pela plataforma.

O acesso à Itaú Cultural Play é gratuito, disponível em www.itauculturalplay.com.br, nas smart TVs da Samsung, LG, Android TV e Apple TV, nos aplicativos para dispositivos móveis (Android e iOS) e Chromecast. Você também pode encontrar conteúdo da IC Play nas plataformas Claro TV+ e Watch Brasil. 

Novos filmes no catálogo do Itaú Cultural Play

Histórias do Cinema Brasileiro, uma das primeiras coleções permanentes da Itaú Cultural Play, celebra os diferentes caminhos que a sétima arte percorreu no Brasil desde sua origem, valorizando os filmes muitas vezes ignorados pelo cânone. Para comemorar seu aniversário, a plataforma adiciona mais oito produções à coletânea, clássicos que perpassam a década de 1930 até os anos 2000. 

Um dos novos filmes a entrar na coletânea é Limite (Rio de Janeiro, 1931), de Mário Peixoto (1908-1992), considerado um dos melhores filmes brasileiros de todos os tempos. A trama se inicia com abutres pousando sobre uma pedra e segue com três personagens — duas mulheres e um homem — em uma pequena embarcação, aparentemente à deriva. Através de flashbacks, as histórias individuais de cada um são poeticamente contadas, enquanto as condições dentro do barco se deterioram. Limite foi restaurado com o apoio da World Cinema Foundation, presidida pelo cineasta Martin Scorsese. Sua cópia foi cedida à plataforma pelo Centro Técnico Audiovisual (CTAv), que comemora 40 anos de existência em 2025.

Outro lançamento é Também somos irmãos (Rio de Janeiro, 1949), longa-metragem do cineasta José Carlos Burle (1910-1983). A história acompanha um viúvo que adota quatro crianças, entre brancos e negros, criando uma família aparentemente unida. No entanto, o filme, um clássico da Atlântida Cinematográfica, destrincha as fissuras dessa harmonia à medida que o racismo e o preconceito social afloram, revelando humilhações e injustiças. 

Reconhecido como um precursor na discussão sobre o racismo no cinema brasileiro, Também somos irmãos conta com um elenco formado no Teatro Experimental do Negro e a performance impactante do ator Grande Otelo (1915-1993). Em 2023, o filme passou por uma restauração digital realizada pela Cinemateca Brasileira, a partir dos materiais remanescentes em 16mm, uma vez que os materiais originais em 35mm não sobreviveram.

Outra produção histórica, Eles não usam black-tie (São Paulo, 1981), um clássico de Leon Hirszman (1937-1987), é uma adaptação da aclamada peça de Gianfrancesco Guarnieri (1934-2006). O filme explora o conflito familiar entre Tião e seu pai, Otávio, ambos operários de uma fábrica. Quando a namorada de Tião engravida, o jovem anuncia o noivado. Paralelamente, os operários decidem entrar em greve, e a escolha de Tião de não aderir ao movimento do pai gera um profundo embate familiar. A obra foi premiada no Festival de Veneza e conta com um grande elenco, com atuações de Fernanda Montenegro e do próprio Guarnieri. 

Sai da frente (São Paulo, 1952), dirigido por Abílio Pereira de Almeida (1906-1977), também foi restaurado e digitalizado pela Cinemateca Brasileira, em parceria com o Museu Mazzaropi. A produção marca a estreia do icônico comediante Amácio Mazzaropi (1912-1981) no cinema. A trama acompanha as desventuras do atrapalhado Isidoro Colepícula, dono de um caminhão de entregas, que parte de São Paulo a Santos com seu fiel cachorro, Coronel, para transportar móveis. Ao longo da Via Anchieta, ele se envolve em uma série de confusões com burocratas, policiais, motoristas e até mesmo uma noiva fugitiva. Produzido pelos estúdios Vera Cruz, o filme foi um grande sucesso de bilheteria nos anos 1950 e projetou o carisma cômico de Mazzaropi para a tela grande.

Uma produção mais recente, Durval Discos (São Paulo, 2001), dirigido por Anna Muylaert, nos transporta para o universo particular de Durval e Carmita, que vivem na mesma casa onde funciona sua loja de discos de vinil. A trama se desenrola quando Durval contrata uma funcionária para auxiliar sua mãe, e a chegada de Célia e da jovem Kiki revela que a vida, assim como um vinil, possui lados “A” e “B”. A comédia conta com participações especiais de Rita Lee e André Abujamra. Este último também contribuiu para a trilha sonora. Celebrado em festivais, o filme arrebatou 7 Kikitos em Gramado em 2002 e pode ser redescoberto em uma novíssima digitalização.

Em O menino e o vento (Rio de Janeiro, 1966), o diretor Carlos Hugo Christensen (1914-1999) apresenta a história de um engenheiro intimado a comparecer a um tribunal no interior de Minas Gerais, acusado do desaparecimento de um rapaz. Enquanto a comunidade local e as autoridades atribuem ao engenheiro uma amizade “suspeita” com a vítima, ele alega que a conexão entre os dois era motivada por uma paixão compartilhada: o vento. Baseado em um conto do escritor mineiro Aníbal Machado (1894-1964), o drama mescla elementos fantásticos em um cenário rural tipicamente brasileiro, resultando em uma narrativa que mistura surrealismo e drama de tribunal, e que ainda constrói uma atmosfera homoerótica instigante entre os protagonistas.

Em A margem (São Paulo, 1967), Ozualdo Candeias (1922-2007), importante nome do cinema marginal, entrega uma obra desconcertante e inaugural. O drama começa com a aparição misteriosa de uma mulher a bordo de uma barca no rio Tietê, em São Paulo, abrindo um novo capítulo onde dois casais perambulam pelas margens do rio e pelo centro da capital paulista. Celebrado por críticos e cinéfilos, o primeiro longa-metragem de Candeias permanece um enigma cinematográfico. Distanciando-se do cinema brasileiro da época, o diretor forja uma estética particular com poucos diálogos, atores não profissionais e movimentos de câmera singulares. 

Por fim, Histórias do Cinema Brasileiro recebe Lilian M: relatório confidencial (São Paulo, 1975), segundo longa-metragem de Carlos Reichenbach (1945-2012). Uma obra libertária, provocativa, erótica e política, ela acompanha a jornada de uma mulher do campo que abandona sua família para tentar a vida na metrópole. Sua ascensão social a leva a se envolver com uma galeria de personagens excêntricos, incluindo um industrial, um empresário alemão que financia a repressão e um jovem burguês agressivo e mimado. Censurado pelo governo militar, que cortou 25 minutos de sua duração original, o filme foi restaurado no final dos anos 2000.

LEIA TAMBÉM:

Publicidade

Do mesmo diretor de ‘Bom Dia, Verônica’, vem aí ‘Fúria’, nova série brasileira da Netflix

Fúria, nova série brasileira da Netflix, iniciou as gravações neste mês. Com um enredo repleto de ação, mistério e muita luta, a produção será protagonizada por Vinicius Neri, e contará com Fabio LagoAlice CarvalhoEduardo MoscovisCláudia RaiaMC Cabelinho e Bianca Comparato no elenco. 

A trama acompanha a história de um jovem resgatado à beira da morte por um treinador de artes marciais, que, sem nenhuma memória de quem é, recebe o nome de Marcelo, além de um novo propósito: conquistar um espaço no mundo do MMA (Mixed martial arts – Artes Marciais Mistas). Porém, à medida que descobre mais sobre seu passado, Marcelo se vê em meio a uma teia de crimes e segredos, que pode ameaçar sua vida e a de seu treinador. 

Fúria não é apenas uma série sobre o mundo das lutas , ela vem carregada com uma dramaturgia potente que irá prender a atenção do espectador do primeiro ao último minuto“, diz o diretor geral, José Henrique Fonseca, também responsável por Bom dia, Verônica, disponível na Netflix. Fúria foi criada por Igor Verde e Gustavo Bragança, tem como produtores executivos Eduardo Pop, Fernanda Laignier e José Henrique Fonseca e é uma co-produção Zola Filmes e Netflix. 

LEIA TAMBÉM:

Publicidade

Começou a pré-venda de ingressos de “Jurassic World: Recomeço”

Universal Pictures deu início a pré-venda de ingressos para o novo filme da icônica franquia de dinossauros “Jurassic World: Recomeço” (Jurassic World: Rebirth). O público poderá garantir os ingressos para o filme, que estreia em 3 de julho

Clique aqui e compre seu ingresso para o filme

Sobre Jurassic World: Recomeço

Cinco anos após os eventos de Jurassic World: Domínio, o enredo mostra um mundo onde humanos e dinossauros tentam coexistir em relativa harmonia. Porém, essa nova ordem será colocada à prova quando uma missão secreta é organizada para recuperar material genético valioso em uma ilha esquecida — território que abriga espécies colossais e ameaçadoras.

A atriz Scarlett Johansson assume o papel de Zora Bennett, uma agente altamente treinada, encarregada de liderar essa arriscada operação em uma antiga base de pesquisa ligada ao extinto Jurassic Park. Ao lado dela está um elenco de peso, incluindo o vencedor do Oscar Mahershala Ali(MoonlightGreen Book) e Jonathan Bailey (WickedBridgerton).

A direção fica por conta de Gareth Edwards, cineasta aclamado por Rogue One: Uma História Star Wars, enquanto a produção executiva leva a assinatura de Steven Spielberg, criador original da franquia.

Com estreia confirmada para 3 de julho, o filme será lançado em versões acessíveis, reforçando o compromisso da Universal com a inclusão nas salas de cinema.

Clique aqui e compre seu ingresso para o filme

LEIA TAMBÉM:


Aproveite para nos acompanhar nas redes sociais: FacebookTwitterInstagramYoutube e também no Google News

Quer comentar filmes e séries com a gente? Entre para o nosso canal no Instagram.

Publicidade

Filme do Jovem Nerd dirigido por Ian SBF, ‘A Própria Carne’ ganha trailer inédito e data de lançamento

A espera acabou! “A Própria Carne”, primeira produção com selo Jovem Nerd nos cinemas, acaba de ganhar data de lançamento: 30 de outubro, com exibição exclusiva nas unidades Cinemark para os cinemas de todo o país. O longa é uma criação de Deive Pazos, Alexandre Ottoni e Ian SBF; produzido por Nonsense Creations e Neebla. Para quem está curioso: o trailer oficial com detalhes da trama acaba de ser divulgado.

O trailer traz imagens inéditas do longa, com cenas que criam suspense sobre a casa e os terrores que seus moradores escondem. Desde que foi anunciado na CCXP 2024, “A Própria Carne” gerou expectativa entre os fãs, e promete ser uma experiência única na tela grande para todos os fãs do cinema de terror.

Confira abaixo:

Sobre A Própria Carne

Dirigido por Ian SBF (“Porta dos Fundos”, “Entre Abelhas”), o terror acompanha a chegada de três soldados desertores em uma casa isolada na floresta, durante a Guerra do Paraguai, em 1870. O que parecia ser um refúgio seguro, logo se torna um pesadelo, conforme os fugitivos descobrem que o fazendeiro misterioso e a jovem que moram no local escondem segredos macabros.

O elenco conta com Luiz Carlos Persy (“The Last Of Us”), Jorge Guerreiro (“Pedaço de Mim”), Jade Mascarenhas (“As Five”), George Sauma (“Tim Maia”) e Pierre Baitelli (“Amor Perfeito”) no elenco. 

Como parte da divulgação de estreia, o longa terá uma campanha crossmedia massiva que contará com uma turnê com os realizadores por sete capitais brasileiras, marcando presença em sessões exclusivas para fãs antes do lançamento oficial. Além do filme, os fãs poderão curtir a história com outros produtos que serão lançados junto com a estreia. Mais informações serão reveladas em breve.

“A Própria Carne” é uma produção Nonsense Creation e Neebla, com distribuição do Jovem Nerd e da Cinemark, que também exibe o filme com exclusividade em todo o país. 

LEIA TAMBÉM:

Publicidade

2ª Temporada de Festa da Salsicha: Comilândia ganha data de estreia

O Prime Video anunciou que a segunda temporada de Festa da Salsicha: Comilândia estreia em 13 de agosto. Todos os oito episódios da comédia estreiam de uma só vez em mais de 240 países e territórios em todo o mundo.

Sobre a 2ª temporada de Festa da Salsicha: Comilândia

Na segunda temporada, exilados de casa, Frank, Barry e Sammy logo se encontram em New Foodland, uma utopia para alimentos e humanos. Mas, sob as geladeiras brilhantes e os sorrisos alegres da cidade, há um segredo sombrio que ameaça toda a sociedade de alimentos.

Entre os membros do elenco que retornam estão Seth Rogen,  Will Forte, Edward Norton e Michael Cera. Marion Cotillard, vencedora do Oscar, como “Dijon”, dá voz a uma princesa guerreira e malvada que pilota o Humey mais eficiente de New Foodland, Jillian Bell como “Trish”, uma porca empática que coloca o bem-estar de New Foodland acima de tudo, Martin Starr como ‘Sherman’, o braço direito de Trish e um bolo que não é tudo o que parece ser, e Patti Harrison como “Jill”, uma Humey de New Foodland.  

A segunda temporada de Festa da Salsicha: Comilândia tem produção executiva de Ariel Shaffir e Kyle Hunter, que também atuam como showrunners. Shaffir e Hunter coescreveram o longa-metragem animado de 2016 com Seth Rogen e Evan Goldberg. Rogen, Goldberg, James Weaver, Alex McAtee e Jonah Hill serão os produtores executivos pela Point Grey Pictures, com Madeline Blair supervisionando pela Point Grey Pictures.

Conrad Vernon, que codirigiu o longa-metragem, retorna como diretor da série e também será o produtor executivo ao lado de Megan Ellison, Patrick Chu e Andrew Millstein, da Annapurna. Sausage Party: Comilândia é uma coprodução da Annapurna Television, Sony Pictures Television e Amazon MGM Studios. O filme original foi uma coprodução entre a Columbia Pictures e a Annapurna. 

O Amazon Prime custa R$ 19,90 e além do serviço de streaming de vídeo, o assinante tem direito a Frete GRÁTIS em milhões de produtos elegíveis, 2 milhões de músicas no Amazon Music, centenas de eBooks e revistas no Prime Reading. Clique aqui para assinar  e aproveite os 30 dias grátis.

LEIA TAMBÉM:

Publicidade

Olhar de Cinema 2025 | ‘Cais’ é cinema que atraca no íntimo

Screenshot

Em um festival dominado por narrativas carregadas de palavras, voice overs e elucubrações — como se só o verbo bastasse —, Cais, de Safira Moreira, vence o 14º Olhar de Cinema exatamente por seguir o caminho contrário. Enquanto outros filmes falam muito, Cais escuta. Escuta os gestos, os silêncios, as águas e os ventos que atravessam a Bahia e o Maranhão em busca de um abraço impossível: o da mãe que partiu.

Safira Moreira, conhecida pelos curtas Travessia (2017), Nascente (2020) e Alágbedé (2021), estreia na direção de longas com uma obra profundamente pessoal, mas de reverberações universais. Após a morte de sua mãe Angélica, Safira embarca em uma jornada com o filho pequeno por territórios encharcados de memória, cruzando o Rio Paraguaçu e o Rio Alegre — e, ao fazer isso, reconstrói não apenas sua própria história, mas também as raízes que ligam mulheres, gerações e territórios invisíveis ao olhar distraído.

Há algo de ritualístico em Cais. A câmera, nunca intrusiva, se aproxima das mãos, dos gestos, dos trabalhos cotidianos, e aos poucos nos convida a mergulhar nesse fluxo de imagens e sensações. É como se o cinema aqui não fosse sobre representar, mas sobre sentir. Sentir o tempo, sentir a ausência, sentir o amor que se infiltra até nos silêncios mais fundos.

A beleza de Cais está em sua capacidade de nos levar ao território do íntimo sem jamais soar indulgente. Não há espetáculo da dor, não há dramatização da perda. Há, sim, uma cadência generosa, encantada e encantadora, que já dava sinais de maturidade nos curtas de Moreira, mas que aqui alcança potência plena.

Cais é um filme raro porque entende que o cinema pode ser ponte, pode ser porto — mas, acima de tudo, pode ser cais. Um lugar onde a memória atraca e, por um breve instante, reencontra o que foi levado pela maré.

O longa levou 3 prêmios para casa na noite: Melhor Filme pelo Júri Oficial, Melhor Filme pelo Voto do Público e Melhor Filme pela Crítica ABRACCINE.

LEIA TAMBÉM:

Publicidade