A Menina Que Matou Os Pais | O que aconteceu com Andreas von Richthofen, o irmão de Suzane?

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Após quase dois anos de espera desde que foram anunciados, já estão disponíveis no Amazon Prime Video os filmes sobre o popular e controverso Caso Richthofen. Em A Menina Que Matou os Pais vemos a versão de Daniel Cravinhos (Leonardo Bittencourt) sobre o crime que chocou o país, já em O Menino Que Matou Meus Pais, vemos o depoimento de Suzane (vivida por Carla Diaz). Mas muita gente quer saber: o que aconteceu com Andreas von Richthofen (no filme interpretado por Kauan Ceglio) – o irmão mais novo de Suzane – após a tragédia, uma vez que ambos os filmes falam pouco sobre seu destino. Aqui vamos contar tudo sobre o jovem e como ele está hoje em dia.

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Confira também nossa live especial sobre os dois filmes:

Um jovem promissor

Andreas Albert Von Richthofen era um garoto caseiro considerado tímido, e com poucos amigos. Passava a maior parte do tempo trancado no quarto vendo televisão ou no computador, era educado com os empregados da mansão e esperava a chegada de seu pai todos os dias, quando comentava sobre seu dia.

Quando a família ia para o sítio que possuía em São Roque, Andreas e Manfred faziam objetos de marcenaria e cuidavam das plantas do jardim. O garoto estudava dois idiomas e era faixa marrom de caratê. Andreas tinha temperamento reservado, como o de seu pai. Recebia cerca de 2 mil reais mensais de mesada dos pais e, ao contrário de Suzane, guardava a maior parte do dinheiro.

Apesar de ser tímido e recluso, o menino tinha um futuro promissor. Originário de uma família rica, estudava nas melhores escolas e se destacava por sua inteligência. Entretanto, o destino começou a mudar no dia 3 de julho de 1999, dia de seu 12º aniversário – o fatídico dia em que conheceu Daniel Cravinhos.

Após uma forte aproximação de sua irmã mais velha, Suzane, com o seu professor de aeromodelismo, Daniel, toda a sua vida seria afetada. Com o passar do tempo, a paixão de Andreas pelo aeromodelismo crescia, assim como o de Daniel por Suzane.

Após o crime que chocou o Brasil

Anos depois, no macabro 31 de outubro de 2002, o bárbaro assassinato que chocou o Brasil não vitimou apenas o casal Manfred Albert von Richthofen e Marísia von Richthofen. Andreas também foi muito afetado, afinal, além dos pais, ele perdera também a irmã e seus dois melhores amigos.

Após seu primeiro depoimento, em 31 de outubro de 2002, Andreas foi afastado da irmã, passando a viver com o único tio materno, Miguel Abdalla. Reencontrou Suzane pela primeira vez em 13 de novembro, na reconstituição do caso na mansão da família. Em 14 de novembro visitou a irmã no 89º DP, no bairro Morumbi, acompanhado do advogado dela, Denivaldo Barni. Na ocasião, Barni divulgou um bilhete supostamente escrito pelo garoto. No julgamento da irmã, Andreas afirmou que foi coagido a escrever o bilhete de perdão à irmã, que dizia:

“Perdoar é abrir o coração. Não só perdoei minha irmã Su, mas continuo a amá-la. Agora, principalmente, é o momento em que ela mais precisa do amor. Apesar da dor, tenho plena certeza de que nossos pais a perdoaram. Ainda ontem ouvi uma frase que muito me marcou: a humanidade deve caminhar unida em busca da civilização do amor”

Após a divulgação do suposto bilhete, o irmão de Suzane foi “bombardeado” pela mídia sensacionalista, mas o promotor Roberto Tardelli e o tio do garoto, Miguel, saíram em sua defesa, afirmando que o bilhete foi um “golpe baixo” dado por Suzane e seu advogado, Denivaldo.

Tais críticas chamaram a atenção do Centro de Apoio Operacional das Promotorias da Criança e Adolescente, que enviou uma notificação ao advogado de Suzane. Andreas visitou Suzane pela última vez na véspera de natal de 2002, no Carandiru, onde não passou pela fila.

Segundo a diretora da penitenciária do Carandiru, Andreas entrou direto porque sua presença na fila poderia causar tumulto. Andreas obteve também permissão para que um Audi A4 fosse buscá-lo dentro da penitenciária, o que causou revolta em parentes de detentos que precisaram parar seus carros na rua. A diretora disse que quem foi buscar Andreas era um advogado, por isso pôde entrar com o carro.

O irmão de Suzane passou 15 anos sem contato direto com a irmã, desde que se viram pela última vez no pátio da Penitenciária Feminina da Capital.

No mundos das drogas

Visivelmente perturbado com tudo que aconteceu em sua vida, Andreas, o irmão de Suzane, se deixou levar pelo consumo de álcool e drogas até perder o sentido. Ele só foi encontrado, completamente surtado, quando tentava pular o muro de uma casa no bairro Chácara Monte Alegre, na zona sul da capital paulista.

De lá, seguiu para um hospital psiquiátrico com a roupa toda rasgada e ferimentos pelo corpo. Na época, foi noticiado que Andreas foi resgatado da Cracolândia, a famosa zona de comércio livre de drogas do Centro de São Paulo. Andreas, porém, nunca esteve lá, como relatou o livro Suzane assassina e manipuladora, de Ullisses Campbell, lançado em 2020.

Nos dias de hoje

Em 2004, o irmão de Suzane foi aprovado nas cinco principais universidades do estado. Em 2005, quando Suzane foi solta, procurou o promotor Tardelli “temendo sua morte” após ver Suzane rondando a casa em que ele vivia com o tio e a avó materna. Andreas soube que ela havia visitado a casa quando a avó, Lourdes, estava sozinha e inclusive registrou fotos com a avó.

Andreas e seu tio Miguel não perdoaram Suzane e não aceitaram acolhê-la na época de sua liberdade. A avó materna, Lourdes, perdoou a neta, mas declarou que “não podia aceitar uma atitude dessas e não queria dividir o mesmo teto com ela”. Andreas nunca falou sobre o crime para a imprensa e não visita Suzane desde a véspera de natal de 2002. Durante o período em liberdade, Suzane declarou que ligava para o irmão uma vez por semana, mas ele não a atendia. E quando o fazia, a conversa acabava em discussão.

Andreas cursou Farmácia e Bioquímica na Universidade de São Paulo entre 2005 e 2009. Ingressou no doutorado em Química Orgânica em 2010 na mesma universidade, e recebeu bolsa de estudos do CNPq. Viveu na Vila Congonhas com o tio Miguel e a avó materna Lourdes Magnani Silva Abdalla (falecida em 2006) de novembro de 2002 a meados de setembro de 2011, quando foi noticiado que havia se mudado para Zurique, Suíça, onde vive até o momento e ainda sem contato com Suzane von Richthofen. Hoje ele tem 34 anos.

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