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Liam Neeson e Pamela Anderson contam como foi contracenar em ‘Corra que a Polícia Vem Aí’

Quando Liam e Pam se conheceram, foi possível perceber imediatamente: dois atores belos, icônicos e esculturais. Vê-los lado a lado nos primeiros testes de câmera foi lindo e incrível. Eles se gostaram imediatamente. Era palpável”, afirma Erica Huggins, produtora de “Corra que a Polícia Vem Aí”. A comédia, que chega na próxima quinta-feira, dia 14, nos cinemas brasileiros, marca a estreia de Liam Neeson no gênero e um novo momento na carreira de Pamela Anderson. 

Contracenando juntos pela primeira vez, Pamela conta que estava muito ansiosa para conhecer Liam. “Ele tem uma carreira incrível, faz parte da realeza da atuação”, diz ela. “Então, era intimidante. Eu estava com medo de conhecê-lo. Eu estava literalmente tremendo no dia em que fui ensaiar nossa primeira cena. Mas, assim que começamos, ele se mostrou um cavalheiro e uma pessoa adorável – tão generoso, elogioso e solidário que é impossível não se apaixonar por Liam.”

Neeson conta que não via a hora de gravar as cenas com Beth Davenport, personagem de Anderson no longa. “Beth é uma femme fatale – muito bonita, sexy e engraçada. E Pamela é tudo isso e muito mais. Todas as cenas que fiz com ela foram fantásticas, e eu sempre as aguardava ansiosamente. Era ótimo trabalhar com ela – sem ego inflado, sem arrogância. E ela se tornou uma nova amiga”, comenta o ator. 

Sobre Corra que a Polícia Vem Aí

Na trama, o público acompanhará a jornada do Tenente Frank Drebin Jr. e verá  como apenas um homem tem as características específicas para liderar o Esquadrão Policial e salvar o mundo. 

Além de Neeson, Pamela Anderson (The Last Showgirl), Paul Walter Hauser (Cobra Kai), Liza Koshy (Transformers: O Despertar das Feras), Kevin Durand (Planeta dos Macacos: O Reinado) e Danny Huston (Mulher Maravilha) completam o elenco. 

Escrito e dirigido por Akiva Schaffer, o filme é uma associação entre a Paramount Pictures com a Domain Entertainment e a Fuzzy Door Productions. Além de Schaffer, Dan Gregor e Doug Mand também assinam o roteiro. A  produção é de Seth MacFarlane, conhecido por seu trabalho em “American Dad!” e “Uma Família da Pesada”. “Corra que a Polícia Vem Aí” estreia em 14 de agosto nos cinemas nacionais. 

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“Downton Abbey: O Grande Final” ganha trailer oficial; assista

Universal Pictures lançou o primeiro trailer de “Downton Abbey: O Grande Final” (Downton Abbey: The Grand Finale), que marca o encerramento da trama após dois filmes e uma série televisiva com cinco temporadas. Michelle Dockery, vencedora de três SAG Awards pelo papel da protagonista, retorna para o último capítulo da franquia que é um fenômeno global como Lady Mary Talbot. 

Confira o trailer abaixo:

Sobre Downton Abbey: O Grande Final

Ambientado no verão de 1930, “Downton Abbey: O Grande Final”, apresenta pela última vez os personagens queridos enquanto a aristocracia e os empregados enfrentam novos desafios, romances, escândalos e transformações sociais. Lady Mary assume o controle de Downton em meio ao seu divórcio e novos relacionamentos, simbolizando o choque entre tradição e modernidade.   

Com estreia marcada para daqui um mês, em 11 de setembro, o drama tem direção de Simon Curtis e produção de Julian Fellowes, Gareth Neame e Liz Trubridge. A produção ainda conta com a participação de estrelas já conhecidas pelos fãs, entre elas a indicada ao Oscar Elizabeth McGovern, Samantha Bond, da franquia “007”, Hugh Bonneville, de “Paddington: Uma Aventura na Floresta”, e Jim Carter, de “Wonka”. 

O longa tem distribuição da Universal Pictures e estará disponível nos cinemas também em versões acessíveis.  

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2ª temporada de ‘Amor da Minha Vida’ tem gravações concluídas

Após conquistar o público e se tornar a maior estreia de uma série nacional do Disney+ em 2024, a comédia romântica Amor da Minha Vida finalizou as gravações da segunda temporada e chega em breve ao streaming da Disney.

Estrelada por Bruna Marquezine (Bia) e Sérgio Malheiros (Victor), a série original do Disney+ — recomendada para maiores de 18 anos — acompanha a história de dois melhores amigos em fases diferentes da vida. A nova temporada marca o retorno de Rayssa Bratillieri (Paula), Danilo Mesquita (Marcelo) e outros nomes já conhecidos do público, como Cissa Guimarães, Priscilla Rozenbaum, Agda Couto, Pâmela Morais, Bryan Ruffo e Sophia Abrahão.

Entre as novidades no elenco, estão Gleici Damasceno, Alanis Guillen, Clarice Falcão, Rômulo Estrela, Maria Ribeiro, Daniel Dantas, Guida Viana, Louise Cardoso, Gabriel Godoy, Nil Marcondes, Pablo Morais, Priscila Reis e Hugo Bonemer.

Criada e escrita por Matheus SouzaAmor da Minha Vida tem direção geral de René Sampaio, que também assina a direção de cena ao lado de Matheus Souza, Tatiana Fragoso e Bruna Marquezine. 

Foram 60 diárias gravadas no Rio de Janeiro, com muito mais locações que na 1ª Temporada como Parque das Ruínas, Restaurante Albamar, Associação Comercial do Rio de Janeiro, Pier Mauá, Museu de Arte do Rio (MAR) e outros.

A primeira temporada completa da série, com 10 episódios, está disponível exclusivamente no Disney+. A segunda temporada estreia no ano que vem. 

Se você ainda não é assinante do Disney+, pode assinar clicando aqui.

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Netflix renova parceria com produtora do Príncipe Harry e Meghan e lançará novos títulos ainda em 2025

A Netflix renovou sua parceria com a Archewell Productions, produtora fundada pelo Príncipe Harry e Meghan, Duque e Duquesa de Sussex. O novo acordo de longo prazo amplia a colaboração entre as empresas por meio de um contrato que garante à Netflix prioridade na avaliação e desenvolvimento de todos os projetos de filmes e séries da produtora, fortalecendo sua estratégia de investimento em conteúdos originais com potencial de impacto cultural ao redor do mundo.

Desde o início da parceria em 2020, a Archewell Productions já lançou documentários, séries roteirizadas, filmes e produções sobre estilo de vida, como Harry & Meghan, Jogos Invictus: Veteranos no Topo, Polo, Com Amor, Meghan eLíderes que Inspiram, além da marca As ever, desenvolvida em parceria com a Netflix.

A série documental Harry & Meghan registrou 23,4 milhões de visualizações nos primeiros quatro dias após sua estreia, tornando-se o documentário mais assistido da Netflix neste período. Até hoje, a produção é a quinta série documental mais popular da Netflix, tendo alcançado o Top 10 de TV em inglês em 85 países.

Já Com Amor, Meghan acumulou 5,3 milhões de visualizações no primeiro semestre de 2025 e tornou-se o programa de culinária mais assistido da Netflix desde seu lançamento, além de integrar o Top 10 global e em 24 países.

Harry e Meghan são vozes relevantes e influentes, e suas histórias seguem despertando interesse em todo o mundo”, afirma Bela Bajaria, Líder Global de Conteúdo da Netflix. “Com Harry & Meghan, o público teve acesso a um retrato íntimo do casal que rapidamente se tornou um dos nossos maiores sucessos documentais. E Com Amor, Meghan também conquistou o público, com episódios envolventes e alta demanda pelos produtos da linha As ever. Estamos animados em seguir construindo essa parceria e levando ainda mais histórias que gerem conexão e conversa.

Meghan, Duquesa de Sussex, reforça: “Estamos muito felizes em estender nossa parceria com a Netflix e ampliar nosso trabalho juntos para incluir a marca As ever. Meu marido e eu nos sentimos inspirados por nossos parceiros, que trabalham de perto conosco e com a equipe da Archewell Productions para criar conteúdos cuidadosos, em diferentes gêneros, que têm alcance global e celebram a nossa visão em comum.”

Entre os próximos lançamentos da Archewell Productions na Netflix estão:

  • Com Amor, Meghan – Temporada 2, com estreia prevista ainda para este mês. Na nova temporada, Meghan recebe chefs renomados, artistas e amigos para experiências práticas que combinam culinária, conversas inspiradoras, projetos criativos e rituais do dia a dia. Ao longo dos episódios, ela e seus convidados exploram sabores ousados, testam novas técnicas e apresentam maneiras simples de trazer mais beleza para a rotina, reforçando a proposta de valorizar a diversão acima da perfeição.
  • Com Amor, Meghan: Celebração de Fim de Ano, especial natalino que estreia em dezembro na Netflix. Gravado em Montecito, o episódio reúne Meghan, familiares e amigos em uma comemoração repleta de momentos acolhedores. Juntos, eles decoram ambientes, preparam pratos festivos, produzem presentes artesanais e compartilham histórias, sempre com dicas práticas para inspirar o público a recriar a magia da temporada em casa.
  • Meet Me at the Lake, longa-metragem de romance inspirado no best-seller homônimo de Carley Fortune, atualmente em fase de produção.
  • Masaka Kids: A Rhythm Within, documentário curta-metragem com estreia prevista ainda este ano. A produção acompanha o cotidiano de um orfanato na região de Masaka, em Uganda, onde crianças órfãs afetadas pela crise do HIV/AIDS transformam suas vivências por meio da música e da dança.
    • Direção: David Vieira Lopez e Moses Bwayo
    • Produção: Ross M. Dinerstein, Rebecca Evans
    • Produção executiva: David Vieira Lopez, Geeta Gandbhir; Príncipe Harry, Meghan Markle e Chanel Pysnik pela Archewell Productions.
  • As ever, marca de estilo de vida lançada por Meghan em abril, segue em expansão com novas linhas de produtos previstas para os próximos meses. A primeira coleção foi esgotada em menos de uma hora. Mais informações estão disponíveis em asever.com.
     

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Franquia ‘Invocação Do Mal’ retornará aos cinemas para maratona especial antes da estreia do último filme

Fãs de terror já podem se preparar para reviver as histórias que assombraram gerações. A Warner Bros. Pictures Brasil acaba de anunciar o retorno dos três primeiros filmes de Invocação do Mal às telonas, em uma maratona especial entre os dias 21 e 27 de agosto.

As sessões antecedem o aguardado lançamento da conclusão da franquia, Invocação do Mal: O Último Ritual, que chega aos cinemas em 04 de setembro. A pré-venda para as reexibições da franquia já está disponível.

Clique aqui e compre seu ingresso para o filme

Essa é a chance de se assustar de novo ou conhecer pela primeira vez Ed (Patrick Wilson) e Lorraine Warren (Vera Farmiga), investigadores paranormais que enfrentaram alguns dos casos sobrenaturais mais sombrios e assustadores do cinema. Inspirada em eventos reais, a série de filmes que acompanha os famosos demonologistas chega ao seu capítulo final em 2025, quando o casal retorna para lidar com o caso mais perturbador e enigmático de suas carreiras.

Para mais informações sobre datas e horários das exibições, confira a programação da rede de cinema mais próxima.

Sobre Invocação do Mal 4: O Último Ritual

A New Line Cinema apresenta o nono filme do universo cinematográfico Invocação do Mal, que já arrecadou mais de 2 bilhões de dólares nos cinemas, Invocação do Mal 4: O Último Ritual, dirigido pelo veterano cineasta da franquia, Michael Chaves, e produzido pelos arquitetos do universo Invocação do Mal, James Wan e Peter Safran. 

Invocação do Mal 4: O Último Ritual é o mais novo eletrizante capítulo do icônico universo cinematográfico Invocação do Mal, baseado em eventos reais. Vera Farmiga e Patrick Wilson se reencontram, para trabalhar em um último caso, como os renomados investigadores paranormais da vida real Ed e Lorraine Warren, uma considerável e arrepiante adição à franquia sucesso mundial de bilheteria. 

Vera Farmiga e Patrick Wilson estrelam ao lado de Mia Tomlinson e Ben Hardy, nos papéis de Judy Warren, filha de Ed e Lorraine, e seu namorado Tony Spera. O elenco também conta com Steve Coulter, que retorna como Padre Gordon, além de Rebecca Calder, Elliot Cowan, Kíla Lord Cassidy, Beau Gadsdon, John Brotherton e Shannon Kook. 

Michael Chaves dirige Invocação do Mal 4: O Último Ritual a partir do roteiro de Ian Goldberg & Richard Naing e David Leslie Johnson-McGoldrick, com argumento de David Leslie Johnson-McGoldrick & James Wan, baseado nos personagens criados por Chad Hayes & Carey W. Hayes. Os produtores executivos são Michael Clear, Judson Scott, Natalia Safran, John Rickard, Hans Ritter e David Leslie Johnson-McGoldrick. 

Em sua equipe criativa atrás das câmeras, Chaves conta com o diretor de fotografia Eli Born; o designer de produção John Frankish; os editores Elliot Greenberg e Gregory Plotkin; o supervisor de efeitos visuais Scott Edelstein; o produtor de efeitos visuais Eric Bruneau; o figurinista Graham Churchyard; Rose Wicksteed e Sophie Kingston-Smith, responsáveis pelo elenco; e o supervisor musical Ian Broucek. A trilha sonora foi composta por Benjamin Wallfisch. 

A New Line Cinema apresenta uma produção da Safran Company/Atomic Monster, Invocação do Mal 4: O Último Ritual, que será lançado e distribuído mundialmente pela Warner Bros. Pictures nos cinemas e salas IMAX de todo mundo. 

Invocação do Mal 4: O Último Ritual estreia em 04 de setembro nos cinemas, também disponível em versões acessíveis. 

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Mais de 70 filmes da Warner estão por R$ 7,90 para compra ou aluguel digital; veja a lista

Chegou a hora de turbinar sua coleção de filmes digitais com os grandes sucessos do cinema! A Warner Bros.  Brasil anunciou a promoção Warner na Sua Casa, válida até o dia 24 de agosto, com seus melhores filmes custando apenas R$ 7,90 cada, nas principais plataformas digitais, tanto para aluguel quanto para compra.

Com descontos de até 60%, a promoção inclui mais de 75 títulos diferentes das franquias mais amadas da Warner, garantindo entretenimento de qualidade para todos os gostos — do épico ao nostálgico, do suspense à fantasia, de heróis à vilões.

Entre os destaques estão franquias consagradas como Duna, Harry Potter, Mad Max, O Senhor dos Anéis, Se Beber, Não Case e Animais Fantásticos, além de sucessos recentes e clássicos adorados pelo público geek e fãs de cultura pop como Wonka, Os Fantasmas Ainda se Divertem: Beetlejuice Beetlejuice e muitos outros.

A promoção é uma ótima oportunidade para quem deseja ter os melhores filmes da Warner na biblioteca digital para assistir onde e quantas vezes quiser e com quem quiser, sem necessidade de assinatura, sem sair de casa e ainda por um preço muito especial. Basta acessar sua plataforma de vídeo favorita e aproveitar os descontos.

Confira aqui todos os títulos disponíveis durante a promoção, e boa diversão!

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8 curiosidades sobre os bastidores de Quarteto Fantástico: Primeiros Passos

Pedro Pascal as Reed Richards/Mister Fantastic in 20th Century Studios/Marvel Studios' THE FANTASTIC FOUR: FIRST STEPS. Photo courtesy of Marvel Studios. © 2025 20th Century Studios / © and ™ 2025 MARVEL

Quarteto Fantástico: Primeiros Passos chegou recentemente aos cinemas latino-americanos e, desde a primeira cena, apresenta uma proposta visual ousada. O mais recente filme da Marvel Studios, ambientado em um mundo retrofuturista inspirado na década de 1960, brilha na tela com locações, ambientes, figurinos e elementos únicos, concebidos por uma equipe criativa que magistralmente combinou arte, tecnologia e fantasia, estabelecendo um marco estético no Universo Cinematográfico Marvel (UCM).

“O visual do filme foi pensado com muito cuidado. E acho que essa estética inspirou uma maneira rica de interpretar esses personagens”, diz o ator Pedro Pascal

De deslumbrantes cenários a segredos sobre os figurinos, o novo filme da Marvel Studios surpreende com uma produção grandiosa. A seguir, compartilhamos oito curiosidades dos bastidores de Quarteto Fantástico: Primeiros Passos.

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O diretor é a mente criativa por trás da aclamada série WandaVision

Matt Shakman, o diretor de Quarteto Fantástico: Primeiros Passos, juntou-se ao projeto após dirigir a aclamada série original da Marvel WandaVision. Assim como o novo filme, a história, que está disponível no Disney+ desde 2021, tem um toque retrô e se destaca por sua estética única. Além disso, ambas as histórias têm como tema a família. 

“Matt tem uma habilidade incrível de pegar uma história enraizada na vida real e combiná-la com o espetáculo. Vimos isso ser realizado com maestria em WandaVision. Seu talento para abordar relacionamentos familiares e aventuras foi o que realmente inspirou Matt a dirigir Quarteto Fantástico: Primeiros Passos, diz o produtor executivo Grant Curtis, acrescentando que Shakman é fã dos quadrinhos de Quarteto Fantástico desde a infância, quando ia semanalmente à loja em busca da próxima aventura.

As filmagens aconteceram em ruas e prédios icônicos da Europa

As filmagens do novo filme ocorreram principalmente no Pinewood Studios, em Londres, onde mais de 30 sets foram construídos, mas muitas das cenas também foram filmadas em locações em diferentes cidades europeias. Uma das mais impressionantes foi o Palacio de Exposiciones y Congresos, em Oviedo, na Espanha, projetado pelo renomado arquiteto Santiago Calatrava. Este espaço futurista serviu de cenário para o saguão e salão de reuniões da Fundação Futuro.

Ciência real para uma nave fictícia

Para criar a Excelsior, a icônica nave espacial do Quarteto Fantástico, a equipe criativa se inspirou nos quadrinhos da Marvel, ao mesmo tempo em que realizou uma vasta pesquisa sobre a tecnologia espacial dos anos 1960 e filmes de ficção científica contemporâneos. Os criadores também contaram com a ajuda do astronauta da NASA Rick Mastracchio, que trouxe informações importantes sobre pequenos detalhes da nave, como tiras de velcro para prender equipamentos, presilhas de tecido para segurar amarras e corrimãos para se mover em gravidade zero.

A Excelsior mede 25 metros de comprimento e levou 12 semanas para ser construída, antes de ser entregue à equipe de ambientação, que trabalhou por três semanas para equipar a nave. Uma curiosidade bônus: o painel do teto central a bordo da nave foi inspirado no saguão do Hotel TWA no Aeroporto John F. Kennedy, em Nova York.

Um robô especial: como H.E.R.B.I.E. ganhou vida

H.E.R.B.I.E in 20th Century Studios/Marvel Studios’ THE FANTASTIC FOUR: FIRST STEPS. Photo courtesy of 20th Century Studios/Marvel Studios. © 2025 20th Century Studios / © and ™ 2025 MARVEL.

Na tela, praticamente tudo o que o icônico H.E.R.B.I.E. faz, realmente aconteceu. O robô ganhou vida após 16 semanas de trabalho, do design à produção. Com quase um metro de altura – e feito de resina impressa em 3D, chapas de acrílico e alumínio –, H.E.R.B.I.E. foi operado por cinco pessoas no set, que controlavam sua cabeça, olhos, boca, braços, mãos e movimentos com o uso de controles remotos e uma bateria. Uma versão mais simples também foi construída para chegar a espaços de difícil acesso no set.

Diferentes influências arquitetônicas de meados do século XX

(L-R) Ebon Moss-Bachrach as Ben Grimm/The Thing and H.E.R.B.I.E in 20th Century Studios/Marvel Studios’ THE FANTASTIC FOUR: FIRST STEPS. Photo courtesy of 20th Century Studios/Marvel Studios. © 2025 20th Century Studios / © and ™ 2025 MARVEL.

Um dos cenários “estrelas” do filme é a cobertura da família Reed, localizada em um arranha-céu em Manhattan. O designer de produção Kasra Farahani explica que o design da casa foi fortemente influenciado pelo modernismo e futurismo americanos de meados do século XX, especialmente pelo trabalho de arquitetos como Eero Saarinen e Oscar Niemeyer. “Nos inspiramos muito em casas unifamiliares da arquitetura de meados do século, especialmente da costa oeste dos Estados Unidos. Incorporamos materiais naturais, madeira, pedra natural para piso e vegetação – como samambaias, que eram muito comuns na época – para criar um ambiente acolhedor e natural”, descreve Farahani.

O apartamento dos Reed também traz alguns easter eggs especialmente selecionados pela equipe de decoração de set. Na biblioteca, por exemplo, podem ser vistos livros que homenageiam papéis anteriores do elenco, como The World of Rome (uma referência ao personagem de Pedro Pascal em Gladiador II) e Princess Margaret (que homenageia o papel da Princesa Margaret interpretado por Vanessa Kirby na série The Crown). 

A trilha sonora foi gravada no lendário Abbey Road Studios

A música de Quarteto Fantástico: Primeiros Passos foi composta pelo renomado vencedor do Oscar® Michael Giacchino, que utilizou sintetizadores vintage, percussão e texturas melódicas de metais para imprimir à história o espírito otimista da era espacial. E ainda tem um fun fact: a música incidental do filme foi gravada no icônico Abbey Road Studios, em Londres, com uma orquestra de 101 músicos e um coro de 100 vozes.

Os poderes de Sue Storm foram inspirados na estética dos efeitos visuais dos anos 60 e 70

Vanessa Kirby as Sue Storm/Invisible Woman in 20th Century Studios/Marvel Studios’ THE FANTASTIC FOUR: FIRST STEPS. Photo courtesy of 20th Century Studios/Marvel Studios. © 2025 20th Century Studios / © and ™ 2025 MARVEL.

Para representar os poderes de Sue Storm – seus campos de força e invisibilidade – a equipe de efeitos visuais recorreu ao estilo simples nos anos 60 e 70. Para isso, utilizaram técnicas como aberrações cromáticas (separando vermelhos, verdes e azuis) e efeitos ópticos para gerar resultados prismáticos de inspiração retrô. Técnicas modernas foram utilizadas para alcançar um visual retrô, mantendo a ilusão de simplicidade com uma abordagem técnica sofisticada.

A cor perfeita: Como foi definida a tonalidade icônica dos trajes

(L-R): Ebon Moss-Bachrach as Ben Grimm/The Thing, Vanessa Kirby as Sue Storm/Invisible Woman, Pedro Pascal as Reed Richards/Mister Fantastic and Joseph Quinn as Johnny Storm/Human Torch in 20th Century Studios/Marvel Studios’ THE FANTASTIC FOUR: FIRST STEPS. Photo courtesy of 20th Century Studios/Marvel Studios. © 2025 20th Century Studios / © and ™ 2025 MARVEL.

Em termos de figurino, a equipe liderada por Alexandra Byrne criou uma ampla gama de looks para os diferentes personagens, com destaque para os trajes espaciais do Quarteto Fantástico. Os artistas criaram um conjunto inicial de trajes mais rudimentares para a primeira viagem ao espaço, inspirados nos primeiros trajes espaciais da NASA para os programas Gemini e Mercury, que ocorreram do final da década de 1950 a meados da década de 1960. Em seguida, desenharam um conjunto mais sofisticado e moderno para a segunda viagem ao espaço, utilizando a tecnologia de Reed.

Em ambos os casos, a equipe trabalhou extensivamente na escolha da cor dos trajes. Byrne conta que eles consideraram centenas de tons e testaram vários deles diante das câmeras e sob diferentes iluminações. No fim, o escolhido foi o que ficou conhecido como “Azul Número 9”.

Quarteto Fantástico: Primeiros Passos já está disponível nos cinemas. Uma nova era começa para a primeira família da Marvel, em uma história que combina emoção, design e aventura como nunca antes.

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7 filmes e séries de Espionagem para assistir no Disney+

Após estrear nos cinemas, o filme Operação Vingança já está disponível no Disney+. A trama acompanha Charlie (Rami Malek), um pacato programador da CIA, cuja esposa é assassinada em um ataque terrorista. Quando seus superiores se recusam a caçar os responsáveis, Charlie decide agir por conta própria, usando todo o seu conhecimento para rastrear e eliminar os criminosos.

Além deste lançamento, o streaming da Disney oferece um catálogo completo de produções no gênero, reunindo títulos consagrados e novidades que agradam aos fãs de espionagem e ação. Confira abaixo algumas opções disponíveis:

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Kingsman (2014-2021)

Série de filmes | Disponíveis exclusivamente no Disney+

A franquia Kingsman começa em Serviço Secreto, quando Eggsy, um jovem rebelde, é recrutado pela agência secreta Kingsman e ajuda a impedir um bilionário que ameaça a humanidade com tecnologia mortal. Em O Círculo Dourado, após a destruição da sede da agência, os Kingsman se unem aos Statesman, sua versão americana, para enfrentar um traficante que quer envenenar milhões.

Já em A Origem volta no tempo para mostrar como a organização surgiu, durante a Primeira Guerra Mundial, a partir da luta do Duque de Oxford contra uma conspiração global. Com ação estilizada e humor afiado, a saga mistura espionagem, aventura e elegância britânica.

Missão: Impossível (1996-2025)

Série de filmes | Disponíveis no Disney+ 

A franquia Missão: Impossível acompanha Ethan Hunt (Tom Cruise), agente da IMF (Força Missão Impossível), em missões de alto risco para salvar o mundo. No primeiro filme, Hunt é acusado de traição e precisa provar sua inocência. A partir daí, enfrenta conspirações globais, organizações criminosas e ameaças nucleares em uma sequência de missões cada vez mais perigosas. 

Com destaque para cenas de ação ousadas, perseguições eletrizantes e espionagem de alto nível, os filmes mostram Ethan e sua equipe enfrentando desafios quase impossíveis — sempre com adrenalina, lealdade e inteligência. A franquia evolui a cada capítulo, misturando ação intensa com tramas de espionagem e dilemas morais.

Agentes da S.H.I.E.L.D. (2013-2020)

Série | 7 temporadas disponíveis exclusivamente no Disney+ 

O mundo já sabe da existência de super-heróis e alienígenas e está tentando se acostumar com essa ideia. O agente Phil Coulson está de volta e monta um grupo pequeno e altamente treinado de Agentes da S.H.I.E.L.D., a organização de execução da lei, para lidar com o estranho e desconhecido e proteger as pessoas comuns.

O elenco principal conta com Clark Gregg, Ming-Na Wen, Chloe Bennet e a série é criada pelos irmãos, Joss Whedon, Jed Whedon e pela Maurissa Tancharoen (cunhada de Joss Whedon).

Agente Carter (2015-2016) 

Série | 2 temporadas disponíveis exclusivamente no Disney+

Agent Carter conta a história de Peggy Carter (Hayley Atwell). O ano é 1946, e Peggy se vê marginalizada quando os soldados da Segunda Guerra retornam ao lar. Trabalhando para a SSR (Reserva Científica Estratégica), Peggy precisa conciliar os afazeres administrativos com as missões secretas para Howard Stark (Dominic Cooper), ao mesmo tempo que leva uma vida de solteira após perder o seu amor, Steve Rogers.

O Novato (2003)

Filme | Disponível exclusivamente no Disney+

O filme O Novato acompanha James Clayton (Colin Farrell), um dos aspirantes a agente da CIA mais promissores do momento, conhecido por sua inteligência e comportamento exemplar. Durante seu treinamento, ele passa a ser orientado por Walter Burke (Al Pacino), um veterano da agência que o guia com conselhos para ascender rapidamente na carreira. No entanto, Clayton logo começa a suspeitar que alguns de seus colegas, inclusive Burke, possam, na verdade, ser agentes duplos. 

O filme também é marcado pelo grande elenco, Al Pacino, Colin Farrell, Bridget Moynahan e pela direção de Roger Donaldson, diretor consagrado em filmes do gênero.

Homeland – Segurança Nacional (2011-2020)

Série | 8 temporadas disponíveis no Disney+

Homeland – Segurança Nacional, conta a história de um soldado americano que todos acreditavam ter sido morto no Iraque, retorna após ficar oito anos desaparecido. Mas quando a alegria e euforia da sua recepção se acalmam, aparecem algumas suspeitas: será que ele é um herói americano ou integrante de um plano para um ataque terrorista?

A série também é marcado pelo grande elenco, Claire Danes, Damian Lewis, Morena Baccarin, David Harewood, Diego Klattenhoff, Jackson Pace e conta com a direção de Alex Gansa e Howard Gordon.

Invasão Secreta (2023)

Série | 1 temporada disponível no Disney+

Na nova série, Invasão Secreta da Marvel, ambientada no MCU dos dias de hoje, Nick Fury (Samuel L. Jackson) toma conhecimento de uma invasão clandestina da Terra por uma facção dos transmorfos Skrulls . Fury se une aos seus aliados, incluindo Everett Ross, Maria Hill e o Skrull Talos, que fez uma vida para si mesmo na Terra. Juntos correm contra o tempo para impedir uma invasão Skrull iminente e salvar a humanidade.

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Crítica | A Hora do Mal – Terror que vale cada segundo

Afogado em um mar de produções de horror que se acomodam na mediocridade, o gênero parece ter esquecido como surpreender. E é justamente nesse cenário apático que A Hora do Mal (Weapons) irrompe como um grito de frescor: um filme que recusa fórmulas prontas, desafia o senso comum e mergulha em uma narrativa ousada, fragmentada em múltiplos pontos de vista, mas costurada com precisão milimétrica até um clímax tão épico quanto perturbador.

Zach Cregger, um dos nomes mais promissores do terror atual, que já havia mostrado talento no excelente Noites Brutais, agora demonstra um domínio ainda mais refinado sobre o estranho e o oculto, criando uma experiência que assusta e assombra, daquelas que grudam na memória e não se soltam por décadas. A Hora do Mal é visceral e tudo que podemos esperar de um filme de suspense pensado para realmente nos envolver.

Os acertos e erros de A Hora do Mal

A teia de suspense que A Hora do Mal constrói, entrelaçando múltiplas histórias que se convergem, confere à obra uma sofisticação rara, um apreço pelo mistério que abraça e que nos mantém em constante tensão, colados à poltrona durante suas duas intensas horas de projeção. Com visível liberdade criativa no projeto, Cregger entrega um blockbuster irresistível: assustador, engraçado e sempre determinado a nos convencer de sua trama macabra.

O desaparecimento de 17 crianças de uma mesma turma, sem deixar qualquer rastro, mergulha uma cidade inteira no pânico satânico e nos transforma, como espectadores, em detetives de um enigma de proporções arrepiantes. Como em episódios de uma série de TV, cada ponto de vista nos instiga a examinar minuciosamente as pistas e as perguntas sem resposta, enquanto o roteiro, bastante sagaz, revela seu plot cedo, mas guarda as respostas como tesouros até os últimos minutos. É muito instigante consumir um filme tão apaixonado pelo seu mistério assim.

Com ares de lenda urbana, a trama se abre pela voz de uma criança, nos conduzindo diretamente para um cenário um mês após o desaparecimento das crianças e segue sua narrativa em capítulos. Sem respostas, soluções ou sequer pistas concretas, a cidade, os pais e as autoridades afundam em uma espiral de dor coletiva, paralisados pela incerteza. É nesse contexto que Justine, professora da turma infantil, passa a ser vista como a principal suspeita — papel que Julia Garner (Ozark) abraça, mais uma vez, com uma performance estonteante, oscilando com maestria entre a serenidade e o completo colapso.

Já Archer, vivido por Josh Brolin (Onde os Fracos Não Têm Vez), é o pai que se recusa a aceitar o sumiço inexplicável do filho único, ocorrido numa madrugada qualquer, exatamente às 2h17. Determinado, ele inicia sua própria investigação paralela e, guiado por sonhos perturbadores, começa a decifrar o enigma que envolve a cidade. E é então — sem entregar muitos spoilers — que as revelações irrompem, elevando o filme a um patamar de horror satânico ainda mais sufocante e, curiosamente, com momentos de humor involuntário que só tornam a experiência ainda mais bizarra e desconfortante.

A Hora do Mal surpreende justamente por nunca seguir o caminho mais previsível. Suas reviravoltas partem de algo quase palpável, como a caçada a um serial killer pervertido, e escalam para um mergulho na bruxaria mais sombria, evocando o clima inquietante de Longlegs e Hereditário. Não há respostas fáceis: o roteiro evita a tentação da exposição excessiva e mantém parte do terror no território do imaginário, o que só amplifica a tensão.

O resultado é um dos finais mais arrebatadores do gênero em anos — um caos perverso, filmado com maestria. Ainda assim, é possível farejar para onde a história está conduzindo o espectador, e quando Cregger decide abrir as portas para a violência gráfica, ele não economiza um único frame. Personagens se enfrentam com brutalidade desconcertante e planos longos mostram ameaças se aproximando lentamente, como uma sentença inevitável. É um terror que funciona como uma montanha-russa para os sentidos, somado a trilha sonora imersiva e uma fotografia sombria lindamente projetada.

Veredito

Misturando gêneros com ousadia e flertando com o status de ser o novo fenômeno de bilheteria, A Hora do Mal chega na hora perfeita para provar que o horror ainda pode ser surpreendente, sofisticado e irresistível. É um lembrete de que vale — e muito — sair de casa para vivenciar um filme de terror na tela grande.

Zach Cregger maneja o mistério com mão firme, revelando apenas o suficiente para gelar a espinha, enquanto suas reviravoltas satânicas e o humor desconfortante transformam a experiência em um mergulho perverso e deliciosamente tenso. Ainda que faltem alguns elementos do terror convencional, a atmosfera oculta e absurdamente sombria gruda no fundo da mente. Um terror que vale cada segundo.

NOTA: 9/10

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Crítica | A Melhor Mãe do Mundo – A Vida é Bela na dura paisagem de São Paulo

Se há algo que Anna Muylaert domina com rara habilidade é a capacidade de recortar questões sociais e filtrá-las por uma lente de sensibilidade única. Todo mundo ainda se lembra do impacto de Que Horas Ela Volta?, que reverberou nos lares brasileiros como um soco no estômago, mas a diretora já explorava essas temáticas desde os primeiros passos de sua bela carreira autoral.

O sucesso do filme mencionado, no entanto, parece ter colocado seu cinema em uma rota de tentativa constante de repetir a mesma fórmula dramática. Após o pouco inspirado Clube das Mulheres de Negócios, Muylaert retorna em grande forma com A Melhor Mãe do Mundo, um filme que atinge o coração com força e retoma, com vigor, o olhar materno que ela sabe conduzir tão bem.

Entre todas as suas obras, talvez esta seja a que mais escancaradamente conduz o espectador à emoção, e está tudo bem. Alguns filmes existem justamente para dizer o que precisa ser dito, funcionando como instrumentos de apelo social. Mas A Melhor Mãe do Mundo vai além de ser apenas um manifesto em torno da Lei Maria da Penha. É um filme bom, afetuoso, emocional, e profundamente comprometido com o universo que deseja retratar: o amor materno em tempos de crise e o acolhimento familiar como ferramenta de salvação.

Muylaert evoca a dor de A Vida é Bela, clássico do cinema italiano, ao ambientar sua história pelas ruas frias e escuras de uma São Paulo opressora e ameaçadora. No lugar da guerra, há um conflito familiar tão devastador quanto, e, ainda assim, ela enche a tela de realismo e afeto de uma mãe leoa que faz de tudo para sobreviver.

Os acertos e erros de A Melhor Mãe do Mundo

A comparação com o clássico italiano de 1997 não é gratuita. Em A Melhor Mãe do Mundo, acompanhamos Gal, interpretada com intensidade e doçura por Shirley Cruz, uma mulher negra e pobre, que trabalha como catadora de materiais recicláveis e tenta reconstruir sua vida após escapar de um relacionamento abusivo. Ao lado dos filhos, Rihanna (Rihanna Barbosa) e Benin (Benin Ayo), ela percorre as ruas de uma São Paulo hostil, tentando transformar o caos cotidiano em uma jornada de afeto e reinvenção.

Na tentativa de proteger os filhos da dura realidade que enfrentam, Gal transforma sua rotina de sobrevivência em uma espécie de aventura lúdica, onde o amor, a proteção e o desejo por uma vida mais digna se tornam os pilares da narrativa. Entre altos e baixos, momentos mais previsíveis e outros de emoção genuína, o roteiro reconta uma história conhecida (de dor, superação e resistência) sob uma ótica maternal e profundamente brasileira. Ainda que não apresente grandes surpresas ou originalidade formal, o filme acerta ao tocar com sinceridade e afeto os temas que propõe, mas é um bom “feijão com arroz” desse tipo de drama.

Muylaert sempre demonstrou ser uma diretora excepcional na condução de elenco — e aqui, mais uma vez, comprova isso com Shirley Cruz, que entrega uma performance poderosa sob sua direção. Cruz convence no papel de Gal; ela habita a personagem com uma profundidade rara, construindo camadas emocionais, muitas vezes, apenas com o olhar e expressões corporais. É o tipo de atuação silenciosa que nos arrasta sem dó para dentro da história, fazendo com que acompanhemos sua jornada e sintamos sua dor, o que é essencial para provocar reflexão sobre os temas propostos.

Gal é o retrato de tantas mulheres invisibilizadas no cotidiano: poderia ser chamada de “guerreira”, mas no fundo só deseja ser tratada como uma mulher comum. O filme não romantiza a dificuldade de sua trajetória, e esse é um de seus méritos. Muylaert recorta com precisão o universo das mães solo que lutam diariamente por dignidade, sem recorrer à idealização. Gal representa as mulheres que sustentam as bases do país, aquelas de onde nascem os sonhos e a vontade real de transformação, algo especialmente relevante em um momento político tão polarizado como o atual.

E é verdade que Gal nem sempre faz as escolhas mais acertadas. Há um ponto de virada no qual ela decide voltar para o ex-marido — interpretado por Seu Jorge em mais um papel impactante, embora breve —, mas logo percebe que certas pessoas simplesmente não mudam. Ao entender que manter essa relação coloca seus filhos em risco, a protagonista reflete a complexidade real das relações abusivas e violentas. É doloroso assistir, mas também compreensível, justamente por ser verossímil.

Porém, o filme ganha força mesmo é nos momentos mais lúdicos, que poderiam, inclusive, ter sido mais explorados. A delicada cena do banho na fonte, por exemplo, remete à icônica sequência da piscina em Que Horas Ela Volta?, evocando uma poesia que suaviza, mesmo que por instantes, a dureza da narrativa. Esse mergulho sem medo entre a fantasia e a realidade faz uma falta enorme aqui.

Muylaert, com seu apego ao realismo cru, opta por uma abordagem ainda mais intensa dessa vez. Em certos momentos, esse peso funciona como alerta; em outros, pode acionar gatilhos que talvez merecessem ser conduzidos com mais delicadeza emocional e refinamento cinematográfico. A pobreza entristece e, por mais que a história aponte para reflexões positivas no desfecho, nenhuma conclusão otimista é capaz de suavizar o amargor de uma realidade que está longe de oferecer qualquer escapismo.

Veredito

Com isso, Anna Muylaert retorna ao terreno familiar de histórias socialmente engajadas com A Melhor Mãe do Mundo, uma narrativa que, embora recicle elementos já vistos em sua filmografia e em outros dramas sociais, ganha nova vida ao ser filtrada pelo olhar de uma mãe solo que transforma os escombros da realidade em abrigo para seus filhos.

O filme nos transporta para um universo de dor e resiliência, evocando a sensibilidade de A Vida é Bela, mas adaptando-a ao cenário brasileiro de uma mãe leoa que recorre ao lúdico para proteger seus filhos da dureza do mundo. Shirley Cruz é um espetáculo à parte. Sua presença em cena é arrebatadora, e o filme encontra nela sua maior força e razão de ser.

Ainda que tropece em alguns aspectos técnicos e que a condução emocional por vezes pareça fabricada, o filme pulsa verdade. Como uma mãe que transforma sucata em brinquedo, A Melhor Mãe do Mundo pega o que poderia ser um drama qualquer e o reimagina com empatia, ternura e força. Mesmo com sua previsibilidade, ele cumpre seu papel: acolher, emocionar e provocar reflexão. No fim, é como um cobertor remendado, imperfeito, mas carregado de calor e cuidado, que cobre, ainda que por instantes, a ferida aberta de tantas realidades esquecidas no Brasil.

NOTA: 7/10

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