“Se não têm pão, que comam brioches!”. Esta frase, atribuída de forma controversa à Rainha Consorte da França Maria Antonieta, representa muito bem a futilidade dos abastados em relação ao povo faminto e necessitado. Mas o que isso tem a ver com cinema, ômi? Talvez seja o melhor jeito de traduzir em poucas palavras as reações negativas geradas pelas recentes mudanças implementadas pela Academia no Oscar, dentre as quais destaca-se a criação de uma categoria para laurear filmes populares.

Pense numa dificuldade que é manter, especialmente nos dias de hoje, um formato que premia as diversas e mais minuciosas tecnicalidades necessárias para produzir um longa-metragem. Deve ser justamente por isso que a audiência do Oscar vem caindo substancialmente nos últimos anos. O povão parece não querer mais (ou talvez nunca quis) saber quem teve o melhor design de produção ou mixagem de som, além de não aguentar esperar tanto até que a premiação inteirinha acabe para finalmente conhecer os vencedores das categorias principais. Então por que mudanças que afetam exatamente esses pontos são tão criticadas?

É simples, minha gente. Oscar é nicho, mesmo sendo o menos nicho de todas as premiações. Assim como vários outros prêmios, esses momentos de gala servem: para manter vivo o glamour de Hollywood; e para os pobres mortais que só gostam de assistir filmes – e se amostrar por isso -, terem o prazer de dizer “ah, mas eu vi todos os filmes em festivais porque nenhum cinema exibiu, e a direção de arte isso, e a fotografia aquilo, e é um absurdo filmes de heróis serem indicados porque não tem a profundidade necessária…” Mas tenha dó, viu? Meu povo, acordem pra vida! Quem manda no mundo é o dinheiro. Quem manda no Oscar é o canal ABC, que é quem faz a transmissão. Quem manda na ABC é a Disney. Simples assim, é só fazer a conta.

Se não pode vencê-los…

Falando em Disney, algo que parece nunca acabar é esse muído da compra da Fox. A mais nova notícia é que a dona do Mickey pode fechar de vez a empresa quando a aquisição se concretizar. A possibilidade, revelada por uma reportagem do Wall Street Journal, indica que podem ocorrer mais de 2300 demissões e o cancelamento de vários projetos que não se adequem à visão da compradora – o famoso “para toda a família”. Por enquanto, a certeza é apenas uma: isso ainda vai dar muito o que falar.

Amo Mulan e vou defendê-la

É muita coisa pra um só coração de um fã de “Mulan”! Além da versão maravilhosa em 3D que vem sendo mostrada na divulgação de “Wi-Fi Ralph”, fomos agraciados nesta semana com a primeira imagem oficial do live-action da personagem, que será interpretada pela atriz chinesa Liu Yifei (“O Imperador”).

O longa será dirigido pela neozelandesa Niki Caro (“O Zoológico de Varsóvia”) e tem estreia prevista para 2020. Haja coração pra aguentar a espera!

Meu nome é Elba. Não a Ramalho.

Se tem uma coisa certa no mundo é que post em rede social só serve pra confundir ainda mais a nossa cabeça. Depois de ser cotado como um dos principais candidatos ao papel de James Bond após a vindoura saída de Daniel Craig, o ator Idris Elba (“A Grande Jogada”) postou uma imagem no Twitter com a emblemática frase do espião. Não faz isso com a nossa cabeça, rapaz!

Enquanto tudo é só achismo, o certo é que “Bond 25”, próximo filme da franquia e último de Craig no papel principal, estreia ano que vem.

Rapidinhas

  • Fox está desenvolvendo filmes de “Os Simpsons” e “Family Guy”. Mas, como dito antes, é capaz que tudo desapareça (como lágrimas na chuva);
  • “Jungle Cruise” terá o primeiro personagem abertamente gay da Disney. Interpretado por um ator hétero branco. Boa, Disney. Muito boa mesmo. ~ironia
  • Tessa Thompson (“Thor: Ragnarok”) dará voz à Dama no remake em live-action de “A Dama e o Vagabundo”. Embora candidato ao Vagabundo não falte – especialmente em época de eleições -, quem interpretará o vira-lata será Justin Theroux.
  • Esta semana estreiam a sequência “O Protetor 2” e o live-action “Christopher Robin: Um Reencontro Inesquecível”, além dos nacionais “Como é Cruel Viver Assim” e “Unicórnio”.

Dica da semana

Não abram um empreendimento próprio com foco em presentes na véspera do Dia dos Pais. Embora seja rentável, você será sugado de todas as formas, inclusive não tendo tempo nem de escrever uma coluna sobre notícias de cinema (perdão pelo vacilo).

Semana que vem tem mais! E prestigiem a sétima arte!

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