A Paris Filmes acaba de divulgar o teaser trailer de “O Ritual” (The Ritual), terror que estreia nos cinemas brasileiros em 10 de julho. Baseado no maior exorcismo da história, o filme é protagonizado por Al Pacino, Dan Stevens e Ashley Greene.
Confira abaixo:
A produção, dirigida por David Midell, acompanha dois padres – um deles em crise com sua fé e o outro confrontando um passado turbulento – que precisam superar suas diferenças para realizar um exorcismo arriscado. O roteiro é assinado por David Midell e Enrico Natale.
O Ritual estreia dia 10 de julho nos cinemas brasileiros.
SERRA DAS ALMAS, novo projeto do diretor pernambucano Lírio Ferreira, estreia em 24 de abril nos cinemas de todo o país com distribuição da Imagem Filmes. Com um grande elenco, composto por nomes como Julia Stockler, Mari Oliveira, Ravel Andrade e David Santos, a produção acompanha um grupo de desajustados que se envolve em um roubo de joias em Pernambuco.
Trata-se de uma narrativa inquietante, repleta de ação e suspense. Mas, nas mãos de Lírio Ferreira, um cineasta conhecido por sua habilidade de navegar entre o realismo e o poético, a trama ganha nuance e profundidade, conduzindo o espectador por uma verdadeira jornada emocional.
Confira 5 motivos que fazem de SERRA DAS ALMAS um lançamento nacional imperdível:
1. Cineasta aclamado
Cineasta por trás de um dos filmes mais relevantes da Retomada, “Baile Perfumado” (1996), Lírio Ferreira assume novos riscos criativos com SERRA DAS ALMAS, uma narrativa não-linear, cuja trama árida desafia relações longevas, na mesma medida que aproxima completos estranhos. Com o avançar das horas, a violência se contrapõe aos afetos e coloca o espectador na pele de cada um dos protagonistas do thriller, conforme eles navegam da melhor maneira que podem por essa situação enervante.
Trata-se, portanto, de uma proposta imersiva – e não é de se surpreender que, somada à tradicional lírica de Ferreira, ela tenha rendido elogios nos festivais por onde passou, a exemplo do Festival do Rio e da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo no ano passado. Neste último, inclusive, SERRA DAS ALMAS saiu vencedor do Prêmio Netflix.
2. Trio feminino encabeça a trama
Pode-se dizer que o coração de SERRA DAS ALMAS está com as três protagonistas, vividas pelas atrizes Julia Stockler, Mari Oliveira e Pally Siqueira. Embora não tenham motivos para nutrir qualquer tipo de carinho ou cuidado umas com as outras, é muito forte acompanhar sua aproximação, especialmente nos momentos mais tensos da trama. Afinal, como Stockler bem pontuou no Festival do Rio, em SERRA DAS ALMAS existe uma dicotomia muito rica entre as formas como homens e mulheres lidam com o estresse e o medo: “de um lado, você tem os ‘brothers’, que se matam; e, do outro, as mulheres, que não se conhecem, e se cuidam.”
“Vera, minha personagem, teve sua juventude atravessada de forma que a transformou para sempre. A chegada dessas mulheres, até então desconhecidas, se torna um convite para reagir”, afirma Mari Oliveira. Para ela, o desenvolvimento dessas relações, tão complexas e interessantes, só foi possível graças à imersão que fizeram na serra que dá nome ao filme. “Descobrimos nossos personagens e nossa dinâmica enquanto elenco vivendo juntos por um mês”.
3. Mais do que um cenário, Serra das Almas é um personagem vivo
Além dos oito protagonistas que conduzem o espectador do princípio às consequências do assalto, há um protagonista que dá o tom a todo o filme: a própria Serra das Almas. Mais do que um cenário, o agreste de Pernambuco contribuiu para a construção de um senso de comunidade entre a equipe, que então pode, em conjunto, mergulhar nos mundos internos destes personagens. Deste modo, não é à toa que a paisagem árida da Serra das Almas salte na telona. Ela foi vital para o desenvolvimento da resiliência e da mitologia por trás de toda a história.
4. Tensão levada às últimas consequências
Para que a humanidade desses personagens, em toda sua beleza e dor, tome o centro da trama é necessário que o público sinta que há de fato muito em jogo – e Lírio Ferreira eleva a tensão e os perigos como poucos ao longo de todo o filme. Assim, nas mãos do cineasta, o assalto se transforma em uma verdadeira panela de pressão para os protagonistas, que de repente precisam encarar fantasmas do passado, na mesma medida que lidam à sua maneira com as tensões sociais e existenciais da comunidade que construíram juntos.
5. Cinema nacional nas telonas
Diante de um momento tão rico do audiovisual brasileiro, não assistir a SERRA DAS ALMAS nas telonas é deixar passar a chance de conferir com os próprios olhos a riqueza e a inventividade que o nosso cinema tem a oferecer – e não só em termos de narrativa. Neste novo projeto, Lírio Ferreira e toda sua equipe demonstram um esmero técnico ímpar na composição de cada frame. É, portanto, uma experiência imersiva de encher os olhos.
SERRA DAS ALMAS estreia nos cinemas em 24 de abril, com distribuição da Imagem Filmes.
A atriz Thainá Duarte (“Cangaço Novo”, “Aruanas”) dará vida a lendária personagem Geni na adaptação cinematográfica de “Geni e o Zepelim”, clássica canção de Chico Buarque, composta em 1978.
O longa homônimo conta a história de uma prostituta que se sacrifica para salvar sua comunidade, mesmo sendo desprezada e marginalizada pela elite local. Com direção e roteiro de Anna Muylaert (“Que Horas Ela Volta”, “A Melhor Mãe do Mundo”), o filme também trará no elenco principal Seu Jorge (“Marighella”, “Cidade de Deus”, “Medida Provisória”) como o Comandante do Zepelim. O longa é uma produção Migdal Filmes, em coprodução com Paris Entretenimento e Globo Filmes, e terá distribuição nos cinemas pela Paris Filmes.
Criada há quase 50 anos, a canção sobre uma prostituta que sofre recorrente humilhação pública já ganhou diversas versões no campo das artes, mas inspira pela primeira vez um longa de ficção. Seu nome, Geni, virou adjetivo para se referir a pessoas perseguidas pela sociedade, marginalizadas sem motivo aparente.
“Durante a pandemia, meus filhos escutavam muita MPB. Ouvindo Geni com eles, percebi a música de um outro jeito e vi que ali tinha um filme, e teria que ser um filme da minha amiga Anna Muylaert. É impressionante como a Geni é uma personagem muito forte no imaginário popular, mesmo depois de décadas. E segue nos provocando a reflexão sobre a violência e marginalização da mulher”, conta Iafa Britz.
As filmagens serão realizadas na Cidade de Cruzeiro do Sul, no Acre. “Quando a Iafa me chamou para dirigir esta fábula de Chico, me veio claramente a ideia de rodar na Amazônia”, conta a diretora Anna Muylaert. “Vejo um paralelo entre a desvalorização do corpo feminino e da floresta, ambos são desrespeitados e explorados, sem pudor”.
O Apple TV+ revelou as primeiras imagens do novo drama policial “Cortina de Fumaça” (“Smoke”), estrelado e com produção executiva de Taron Egerton (“Black Bird” e “Tetris”, da Apple, “Rocketman”) e criado por Dennis Lehane (“Black Bird”, “A Entrega”, “Sobre Meninos e Lobos”, “A Lei da Noite”).
A série de nove episódios estreia mundialmente, no Apple TV+, na sexta-feira, 27 de junho, com os dois primeiros episódios, seguidos por um novo toda sexta-feira até 8 de agosto.
Confira as imagens abaixo:
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Sobre Cortina de Fumaça
Inspirada em fatos reais, “Cortina de Fumaça” acompanha um detetive com problemas e um misterioso investigador de incêndios criminosos que seguem os rastros de dois incendiários em série.
Estrelado por Egerton como o investigador de incêndios criminosos ‘Dave Gudsen’ e a indicada ao prêmio Emmy Jurnee Smollett (“Aves de Rapina: Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa”) como a detetive de polícia ‘Michelle Calderone’, o elenco de “Smoke” também conta com Rafe Spall (“A Grande Aposta”), Ntare Guma Mbaho Mwine (“O Poder e a Lei”), Hannah Emily Anderson (“Jogos Mortais: Jigsaw”), a indicada ao prêmio Emmy Anna Chlumsky (“Vice”), Adina Porter (“The Newsroom”), o indicado ao Oscar e ao prêmio Emmy Greg Kinnear (“Pequena Miss Sunshine”) e o vencedor do prêmio Emmy John Leguizamo (“Moulin Rouge: Amor em Vermelho”).
Produzida pela Apple Studios, “Cortina de Fumaça” foi criada por Lehane, que também atua como roteirista e produtor executivo. Egerton é produtor executivo ao lado de Richard Plepler (“Black Bird”, da Apple, “O problema com Jon Stewart”), em nome da EDEN Productions, e Bradley Thomas (“Assassinos da Lua das Flores”, da Apple, “Quem Vai Ficar com Mary?”) e Dan Friedkin (“Assassinos da Lua das Flores”, da Apple, “Dunkirk”), por meio da Imperative Entertainment, além de Kari Skogland (“A Voz Mais Forte: O Escândalo de Roger Ailes”, “O Espião”), Joe Chappelle (“Black Bird”, “A Escuta”) e Jane Bartelme (“Sem Saída”, “RoboCop 2”).
A série de ficção é inspirada no elogiado podcast “Firebug” da truth.media, apresentado por Kary Antholis (“One Survivor Remembers”, “Black Bird”), vencedor do Oscar e do Emmy, que é produtor executivo pela Crime Story Media, LLC. Marc Smerling, vencedor do prêmio Emmy, atua como produtor executivo da Truth Podcasting Corp. Os diretores da série são Skogland, Chappelle e Jim McKay (“Girls Town”, “Our Song”).
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O Apple TV+ anunciou que adquiriu os direitos mundiais do elogiado documentário “Come See Me in the Good Light“, do diretor Ryan White (“Pamela Anderson: Uma História de Amor”, “The Keepers”, “Visible: Out on Television”).
Após sua estreia mundial no Festival de Cinema de Sundance de 2025, onde ganhou o “Prêmio Favorito do Festival”, o filme foi muito elogiado como um “documentário excepcional” e “maravilhosamente elaborado” que oferece um “olhar comovente sobre a fragilidade da vida humana”.
No Festival Internacional de Cinema de Boulder 2025, também ganhou o “Prêmio Escolha do Público- Filme de Longa Metragem” e, no Festival Internacional de Cinema de Cleveland 2025, recebeu o “Prêmio Escolha da Audiência Roxanne T. Mueller de Melhor Filme”. “Come See Me in the Good Light” fará sua estreia mundial no Apple TV+, no próximo semestre.
“Come See Me in the Good Light” é uma história de amor comovente e surpreendentemente engraçada sobre as poetas Andrea Gibson e Megan Falley, que enfrentam um diagnóstico de câncer incurável com alegria, inteligência e uma parceria inabalável. Por meio do riso e do amor incondicional, elas transformam a dor em propósito e a mortalidade em uma comovente celebração de resistência.
“Come See Me in the Good Light” é dirigido por Ryan White, que também é produtor ao lado de Jessica Hargrave (“Pamela Anderson: Uma História de Amor”, “The Keepers”, “Visible: Out on Television”), Tig Notaro (“The Morning Show”, “Jornada nas Estrelas”, “Está Tudo Bem Comigo?”) e Stef Willen (“Em”, “Have Tig at Your Party”).
O documentário tem música original interpretada pela vencedora do Grammy e indicada ao Emmy, Sara Bareilles, e pela vencedora do Grammy e indicada ao Oscar, Brandi Carlile, escrita por Andrea Gibson, Sara Bareilles e Brandi Carlile.
Glennon Doyle (“The Dylan Hour”), Abby Wambach (“Shadow Game: Women”), Lauren Haber (” A Bruxa”), Joe Lewis (“Fleabag”), Rachel Eggebeen (“171”), Colin King Miller (“Detona Ralph”), Catherine Carlile (“The Daily Show”), Brandi Carlile (“Nasce Uma Estrela”), Susan Yeagley (“Quase Famosos”), Kevin Nealon (“Saturday Night Live”), Galia Gichon (“The Fiscal Firecrackers”), Sara Bareilles (“Little Voice”), Amanda Doyle (“We Can Do Hard Things with Glennon Doyle”), Christi Offutt, Soraida Bedoya, Melony Lewis (“Gonzo Girl”) e Adam Lewis (“On the Record”) atuam como produtores executivos.
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Na Hora Max do mês de abril, o público poderá conferir o primeiro episódio da segunda temporada da série original da HBO e vencedora do Emmy®, THE LAST OF US. O episódio inicial da produção será exibido em quatro canais da Warner Bros. Discovery: Warner Channel, Cinemax, Space e TNT.
Confira os horários de cada canal:
Warner Channel | 21/04 – 22h30
Cinemax | 22/04 – 22h30
Space | 24/04 – 00h
TNT | 24/04 – 22h30
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Sobre a 2ª temporada de the Last of Us
Cinco anos se passaram dos eventos da primeira temporada e o passado de Joel e Ellie os alcança, levando-os a um grande conflito e a um mundo ainda mais perigoso e imprevisível do que aquele que abandonaram.
Pedro Pascal está de volta como Joel, assim como Bella Ramsey como Ellie, Gabriel Luna como Tommy e Rutina Wesley como Maria. A série reúne ainda novos nomes como Kaitlyn Dever como Abby, Isabela Merced como Dina, Young Mazino como Jesse, Ariela Barer como Mel, Tati Gabrielle como Nora, Spencer Lord como Owen e Danny Ramirez como Manny. Catherine O’Hara também terá uma participação como convidada.
THE LAST OF US é escrita e produzida executivamente por Craig Mazin e Neil Druckmann. A série é uma coprodução com a Sony Pictures Television e também é produzida executivamente por Carolyn Strauss, Jacqueline Lesko, Cecil O’Connor, Asad Qizilbash, Carter Swan e Evan Wells. Empresas produtoras: PlayStation Productions, Word Games, The Mighty Mint e Naughty Dog.
Se você ainda não é assinante da Max, pode assinar clicando aqui.
A Diamond Films acaba de divulgar o pôster e teaser de um dos lançamentos mais esperados do ano: A VIDA DE CHUCK (The Life of Chuck), drama baseado no conto homônimo de Stephen King (autor de À Espera de um Milagre).
Com direção de Mike Flanagan (A Maldição da Residência Hill) e protagonizado por Tom Hiddleston (Loki), o longa estreia nos cinemas brasileiros em 28 de agosto. A produção narra a tocante trajetória de um homem aparentemente comum, revelando as nuances e profundidades da experiência humana.
Confira o conteúdo abaixo:
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Sobre A Vida de Chuck
Em A VIDA DE CHUCK, acompanhamos a jornada de Charles “Chuck” Krantz, vivido por Tom Hiddleston. A narrativa mistura diferentes gêneros para retratar, de forma única e comovente, os altos e baixos da vida. Ao longo da história, o protagonista experimenta a beleza do amor, a dor da perda e descobre as múltiplas camadas que compõem a essência humana.
Vencedor do prêmio do público na edição mais recente do Festival de Toronto, A VIDA DE CHUCK ganha vida sob a direção de Mike Flanagan, que também assina o roteiro do filme. O diretor, conhecido por suas adaptações de obras de Stephen King, já comandou produções como Jogo Perigoso, Doutor Sono e atualmente está comandando o desenvolvimento da série de TV A Torre Negra.
A VIDA DE CHUCK ainda conta com Chiwetel Ejiofor, Karen Gillan, Jacob Tremblay e Mark Hamill no elenco.
Com distribuição da Diamond Films, A VIDA DE CHUCK estreia nacionalmente em 28 de agosto.
Um Robert Pattinson é bom, dois é demais? Prepare a pipoca e o refri porque Mickey 17 está chegando às plataformas digitais para compra e aluguel no próximo domingo, dia 20 de abril. Você pode fazer assim como Mickey, pagar uma única vez pelo filme e reveja 17 vezes, com seu múltiplo ou sozinho, e sem pausas para propagandas.
A compra ou aluguel do longa estará disponível nas plataformas Prime Video, Claro TV+, YouTube, Apple TV, Vivo Play e Microsoft.
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Sobre Mickey 17
O roteirista e diretor de “Parasita”, Bong Joon Ho, vencedor do Oscar, apresenta sua próxima experiência cinematográfica inovadora, Mickey 17. O herói improvável, Mickey Barnes (Robert Pattinson) encontra-se na extraordinária situação de ter um chefe que exige o compromisso máximo no emprego… morrer de trabalhar para viver.
Dirigido, produzido e escrito por Bong Joon Ho, baseado no romance Mickey 7, de Edward Ashton, Mickey 17 é estrelado por Robert Pattinson (“The Batman”, “Tenet”), Naomi Ackie (“Star Wars: Episódio IX – A Ascensão Skywalker”), Steven Yeun (“Não! Não Olhe!”), e com os indicados ao Oscar Toni Collette (“Hereditário”) e Mark Ruffalo (“Pobres Criaturas”). Mickey 17 tem produção de Dede Gardner e Jeremy Kleiner (vencedores do Oscar por “Moonlight: Sob a Luz do Luar” e “12 Anos de Escravidão”), e Bong Joon Ho e Dooho Choi (“Okja”, “Expresso do Amanhã”). Os produtores executivos são Brad Pitt, Jesse Ehrman, Peter Dodd e Marianne Jenkins.
A equipe de produção criativa do cineasta Bong Joon Ho inclui o diretor de fotografia Darius Khondji (indicado ao Oscar por “Bardo, Falsa Crônica de Algumas Verdades”, “Okja”); a designer de produção Fiona Crombie (indicada ao Oscar por “A Favorita”, “Cruella”); o editor Yang Jin Mo (indicado ao Oscar por “Parasita”, “Okja”); o supervisor de efeitos visuais Dan Glass (“Animais Fantásticos: Os Segredos de Dumbledore”, “Velozes & Furiosos: Hobbs & Shaw”); e a figurinista Catherine George (“Okja”, “Expresso do Amanhã”).
Às vezes, só percebemos que estamos diante de um novo clássico muito tempo depois de sairmos da sala de cinema. Mas Pecadores (Sinners) não deixa espaço para dúvidas. Logo nos primeiros minutos, fica claro que Ryan Coogler está em sua forma mais ousada e visionária, entregando um filme com “F” maiúsculo, que mistura drama racial, suspense e terror raiz com uma maestria ímpar.
É como se algo realmente extraordinário ganhasse vida na tela, pronto para sacudir a mesmice de Hollywood. Com uma atmosfera hipnotizante — sensual, envolvente e absolutamente magnética — Coogler nos presenteia com sua obra mais criativa, mais divertida e, sem exagero, a melhor experiência que você vai ter nos cinemas este ano. Se você quer saber como nascem as grandes obras-primas, aqui está sua resposta.
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Os acertos e erros de Pecadores
Em Pecadores, tudo parece acontecer com calma e sob uma notável liberdade criativa concedida ao diretor. O filme não tem pressa em seguir fórmulas prontas — ao contrário, quebra algumas, abraça outras e reinventa o que for necessário.
A história começa com uma introdução longa e bem construída, de quase 40 minutos, dedicada a apresentar personagens carismáticos e cativantes antes de mergulhar num banho de sangue. O ponto de partida é um drama racial ambientado nos Estados Unidos dos anos 1930, ainda marcados pela segregação, pela sombra da escravidão e pela violência da Ku Klux Klan.
Mas logo o roteiro ganha camadas de fantasia e uma forte dose de elementos sobrenaturais fascinantes, abraçando o terror com uma naturalidade surpreendente. O resultado é um filme de vampiro que entrega todos os elementos clássicos — alho, estacas de madeira, o som inconfundível de morcegos — mas que vai além do óbvio ao transformar seus monstros em uma poderosa metáfora sobre o roubo de identidade e da música negra. É nesse gesto ousado que Pecadores se firma como algo raro: um terror que respeita suas raízes e, ao mesmo tempo, dá um ar fresco ao próprio gênero.
Michael B. Jordan brilha em um papel duplo — uma tendência que parece estar ganhando força este ano, como já vimos em Mickey 17 e The Alto Knights. Aqui, ele interpreta gêmeos que retornam à cidade natal carregando dinheiro, postura e um objetivo claro: abrir um clube de blues voltado à comunidade negra, que ainda era proibida de frequentar os espaços destinados à população branca. Ao lado do primo Sammie (vivido por Miles Caton) e das misteriosas Mary (Hailee Steinfeld)e Annie (Wunmi Mosaku) — duas mulheres com laços profundos com os irmãos — eles se preparam para a grande noite de inauguração.
Mas algo sombrio ronda o local e é atraído pelo talento e pela voz hipnotizante de Sammie. É aí que o pesadelo começa. Com a chegada dos vampiros, o clube se transforma em um palco de horror.
E que vampiros! Coogler os retrata como verdadeiros monstros clássicos: assustadores, sanguinários e sedutores — herdeiros diretos de Um Drink no Inferno e das grandes obras da literatura gótica. São criaturas intensas, manipuladoras, que exalam carisma e um erotismo inquietante. Cada cena em que eles aparecem é eletrizante, especialmente uma sequência de dança em ciranda grotesca, tão impactante que provavelmente vai assombrar seus sonhos por dias.
Mas o mais provocativo é a ideia de que esses vampiros vivem numa espécie de consciência coletiva livre de preconceitos raciais. Uma vez transformado, tudo aquilo que nos divide — cor, classe, histórico social — simplesmente desaparece. Brancos e pretos dançam juntos, em harmonia. Uma utopia? Talvez. Mas a que custo? É essa provocação que eleva o filme a algo maior.
Jordan segura tudo com um magnetismo impressionante. Sua química com o restante do elenco, a diferença de personalidade entre os irmãos, e a sintonia afinada com a direção de Coogler fazem com que a gente se importe genuinamente com cada personagem. Quando o terror finalmente morde — literalmente — cada cena dói de assistir.
O elenco feminino também se destaca bastante, especialmente Steinfeld, que entrega uma performance encantadora e cheia de nuances. E quando o caos começa, não dá pra piscar. Coogler se diverte na direção, e com a potência das câmeras IMAX, transforma cada plano em uma explosão visual. Estilo, atmosfera, composição de cena, fotografia — tudo em Pecadores grita diversão. Um espetáculo estético e narrativo que parece ter resgatado a alma do cinema hollywoodiano.
Outro elemento fundamental que eleva a obra a um patamar especial é sua trilha sonora, que vai muito além do papel de fundo musical — ela está presente em todas as cenas, pulsando como se fosse um personagem vivo dentro da narrativa. A música corre solta nas veias do filme, moldando atmosferas, intensificando emoções e guiando a história com alma e identidade.
Ludwig Göransson, vencedor do Oscar e colaborador de longa data de Coogler, assina uma composição simplesmente magistral. Ele costura uma tapeçaria sonora que reúne ritmos e estilos da música negra global — do jazz ao soul, do blues ao hip-hop, passando pelo rock e até por sons ancestrais e folclóricos. Tudo isso se funde em cenas de impacto sensorial, que arrepiam não só pela intensidade visual, mas pela força emocional que a música carrega.
A trilha é, sem dúvida, o alicerce do filme. É o coração que bate por trás da ação, da tensão e do drama. Ela emociona, cativa e dá corpo à jornada dos personagens. E mesmo com toda a violência gráfica e os sustos dignos dos melhores filmes de terror, uma experiência visual deslumbrante do começo ao fim — um espetáculo criado para ser vivido na maior tela possível. Combinando som, imagem e narrativa com maestria, o filme amplifica tudo que o cinema tem de melhor.
Veredito
Ryan Coogler realiza um feito admirável: entrega um filme de autor, com identidade própria e uma mensagem potente, dentro da estrutura de um blockbuster de horror à moda antiga. Pecadores é quase um musical — vibrante, estilizado e ritmado — que parece nascer do encontro entre Quentin Tarantino e Jordan Peele, equilibrando violência, crítica social e puro entretenimento com uma precisão espetacular.
Por trás dos sustos, há muito o que decifrar em suas camadas mais profundas. A mensagem antirracista está lá, clara e cortante, mas nunca didática — ela pulsa na narrativa, nos personagens, na trilha, na estética. E quando mergulha no território do terror clássico, não decepciona: entrega tensão, atmosfera e diversão como poucos filmes de vampiro conseguiram nas últimas décadas. É seguro dizer: desde Entrevista com o Vampiro, não víamos uma produção tão inspirada dentro desse subgênero.
Depois de mostrar sua força na direção de um drama de boxe e de um super-herói negro icônico, Coogler agora prova que domina também o terror — e com estilo. Pecadores é, até aqui, o grande filme do ano. E será difícil ser superado. É reconfortante — e empolgante — perceber que ainda existem ideias frescas em Hollywood e cineastas apaixonados por fazer cinema com propósito, alma e ambição artística.
O Prime Video divulgou o trailer oficial de Outro Pequeno Favor, sequência de Um Pequeno Favor do diretor Paul Feig. O filme chega ao serviço de streaming em 1º de maio.
Assista ao trailer abaixo:
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Sobre Outro Pequeno Favor
Em Outro Pequeno Favor, Stephanie Smothers (Anna Kendrick) e Emily Nelson (Blake Lively) se reencontram na bela ilha de Capri, na Itália, para o extravagante casamento de Emily com um rico empresário italiano. Junto com os convidados glamourosos, espere que o assassinato e a traição sejam o RSVP para um casamento com mais voltas e reviravoltas do que a estrada que liga a Marina Grande à praça da cidade de Capri.
Além de Anna e Blake, o longa também tem no elenco Andrew Rannells, Bashir Salahuddin, Elizabeth Perkins, Michele Morrone, Alex Newell, Henry Golding e Allison Janneyé. Ele foi dirigido por Paul Feig, produzido por ele e Laura Fischer, tem como produtores executivos Jennifer Booth, Jessica Sharzer e Marco Valerio Pugini, e foi escrito por Jessica Sharzer e Laeta Kalogridis. O filme foi baseado nos personagens de Darcey Bell.
Outro Pequeno Favor estreia dia 1º de maio no Prime Video.
O Amazon Prime custa R$ 19,90 e além do serviço de streaming de vídeo, o assinante tem direito a Frete GRÁTIS em milhões de produtos elegíveis, 2 milhões de músicas no Amazon Music, centenas de eBooks e revistas no Prime Reading.Clique aqui para assinare aproveite os 30 dias grátis.