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Fernando de Noronha recebe laboratório internacional de projetos audiovisuais; inscrições abertas até 30 de maio

A paradisíaca ilha de Fernando de Noronha, em Pernambuco, será palco da segunda edição do N2B – Film Commission Forum, que acontece entre os dias 29 de junho e 2 de julho de 2025. Um dos principais destaques do evento é o N2B WIP LAB, laboratório voltado ao desenvolvimento e finalização de projetos audiovisuais. As inscrições são gratuitas e seguem abertas até o dia 30 de maio, por meio do formulário disponível no perfil oficial do Instagram @noronha2b.

Destinado a criadores do Brasil, América Latina e Europa que se comuniquem em português ou espanhol, o laboratório busca obras de longa-metragem ou séries — ficcionais, documentais ou híbridas — divididas em duas categorias: Work In Progress (para projetos em fase avançada de pós-produção) e Desenvolvimento (para obras ainda em fase de roteiro ou pré-produção).

Ao todo, seis projetos serão selecionados: dois na modalidade Work In Progress e quatro em Desenvolvimento. Os representantes escolhidos terão acesso a uma agenda intensa de mentorias personalizadas, encontros com agentes do setor audiovisual, seminários especializados e vivências imersivas nas paisagens naturais do arquipélago. A organização cobre os custos de hospedagem e alimentação de um participante por projeto durante o evento.

Um dos grandes diferenciais do N2B WIP LAB é seu foco na internacionalização e responsabilidade socioambiental, incentivando produções que explorem temáticas ligadas ao meio ambiente e ao turismo sustentável. O programa também visa conectar talentos a festivais, film commissions, oportunidades de coprodução e distribuição internacional.

Entre os nomes confirmados para as atividades formativas estão figuras de peso da indústria audiovisual, como Andrea Barata Ribeiro (O2 Filmes), Carla Esmeralda (cofundadora do Laboratório Novas Histórias), Daniel Dreifuss (produtor de cinema) e Mariana Barassi (diretora do Festival Márgenes, da Espanha).

Na categoria Work In Progress, os projetos terão seus cortes exibidos em sessões restritas para análise, com foco em estratégias de lançamento em festivais. Já na fase de Desenvolvimento, a ênfase será no aperfeiçoamento do roteiro e na escolha de locações.

O N2B WIP LAB reforça o compromisso com a formação e valorização de novos talentos, promovendo conexões entre criadores, paisagens e o mercado global.

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Crítica | Confinado: quando a reciclagem de ideias vira armadilha

No atual panorama do cinema comercial, onde a reinvenção parece ter sido trocada pela repetição, Confinado surge como mais um sintoma da exaustão criativa. O longa, estrelado por Bill Skarsgård e Anthony Hopkins, impressiona negativamente não apenas por sua falta de inovação, mas também por sua total ausência de propósito artístico. A impressão é de um projeto que sequer compreende por que foi realizado — e menos ainda, por que contou com nomes tão expressivos.

Os acertos e erros de Confinado

O argumento, já explorado anteriormente em outras cinematografias com mais coragem e personalidade, aqui é esvaziado de tensão e reflexão. A história acompanha Eddie (Skarsgård), um sujeito comum que, pressionado por dívidas e por um cotidiano cada vez mais sufocante, enxerga no crime uma solução rápida. Ao tentar furtar o interior de um carro de luxo deixado misteriosamente destrancado, ele se vê aprisionado em uma cilada cuidadosamente armada. A partir daí, o que parecia um roubo oportunista transforma-se em um jogo psicológico de resistência e dominação.

Do outro lado está William (Hopkins), um médico à beira da morte, consumido pelo ressentimento e disposto a aplicar uma justiça própria sobre aqueles que, em sua visão, simbolizam a falência moral da sociedade. A perda da filha em um assalto e o histórico de violência urbana o conduzem à decisão de reagir — não mais com argumentos ou tribunais, mas com brutalidade. O que se segue é uma batalha de vontades entre dois homens em frangalhos, ambos extrapolando os limites éticos de maneira preocupante.

A intenção de discutir temas como moralidade, desigualdade e desejo de vingança se perde em um roteiro raso e uma direção que se apoia mais em choques visuais e situações extremas do que em profundidade dramática. David Yarovesky, que já demonstrou alguma ousadia em Brightburn: Filho das Trevas, aqui se entrega a um espetáculo de sadismo que pouco acrescenta ao debate que poderia emergir da trama.

Skarsgård entrega um desempenho contido, que vai perdendo força à medida que a narrativa afunda em repetições. Hopkins, por sua vez, parece mais interessado em se divertir com a vilania do que em construir um personagem com reais dilemas. O que poderia ser um duelo intelectual ou moral se reduz a um embate caricatural e desprovido de nuances.

Comparações são inevitáveis. O argentino 4×4 (2019) já havia explorado conceito semelhante com mais intensidade, e sua versão brasileira, A Jaula (2022), ainda conseguiu incorporar questões sociais locais com mais relevância. Já Confinado falha em estabelecer identidade própria, soando como um experimento frio, que nem entretém, nem provoca reflexão.

Veredito

Ao final, resta ao espectador apenas o desconforto — não aquele produtivo, que move pensamentos, mas o da frustração diante de um filme que não sabe o que quer ser. Esquecível e genérico, Confinado é mais um exemplo de como ideias recicladas, quando tratadas com desleixo, podem se tornar apenas um fardo.

Nota: 3/10

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In-Edit Brasil 2025 traz mais de 60 documentários musicais inéditos em sua 17ª edição

Entre os dias 11 e 22 de junho, a cidade de São Paulo será palco da 17ª edição do In-Edit Brasil – Festival Internacional do Documentário Musical, que reúne uma seleção diversificada com mais de 60 filmes nacionais e internacionais. Com exibições em salas como CineSesc, Cinemateca Brasileira, Spcine Olido, Cine Bijou, Cine Matilha e outras, o evento promove uma verdadeira imersão no universo musical por meio do cinema.

A sessão de abertura acontece no CineSesc, no dia 11 de junho, às 20h, com a estreia nacional de “Anos 90 – A Explosão do Pagode”, dirigido por Emílio Domingos e Rafael Boucinha. O longa investiga a trajetória e o impacto do gênero nos anos 1990, reunindo depoimentos e performances de grandes nomes como Belo, Péricles, Thiaguinho, Salgadinho, Leci Brandão, Ludmilla, Gloria Groove e outros artistas que marcaram época ou foram influenciados pelo movimento.

Homenagens e sessões comemorativas

Entre os destaques da programação estão títulos dedicados a ícones da música global, como John Lennon, Yoko Ono, o compositor John Williams, e nomes do indie rock e punk como Butthole Surfers, Fugazi e Peaches. O festival também celebra personagens esquecidos ou pouco conhecidos, como a cantora trans Jackie Shane e a estrela persa Googoosh.

O evento ainda oferece sessões especiais, como a que comemora os 25 anos do clássico “O Rap do Pequeno Príncipe Contra As Almas Sebosas” (2000), e uma exibição de “A Noite do Espantalho” (1974), celebrando a incorporação do acervo do cineasta e compositor Sérgio Ricardo pela Cinemateca Brasileira.

Panorama Brasileiro: uma viagem sonora pelo país

A produção nacional é contemplada em diversas frentes, com estreias que resgatam trajetórias de artistas fundamentais da cultura brasileira. Na Competição Nacional, filmes como “Cazuza: Boas Novas”, “As Travessias de Letieres Leite”, “Amor e Morte em Julio Reny”, “As Dores do Mundo: Hyldon” e “Ave Sangria: A Banda Que Não Acabou” oferecem retratos sensíveis de músicos que marcaram época ou desafiaram convenções.

Já a Mostra Brasil reúne documentários sobre artistas e movimentos regionais, como “Leci”, “Hardcore 90”, “Goiânia Rock City”, “Passarô”, “O Ano em Que o Frevo Não Foi Pra Rua” e “WR Discos”. Cada título oferece uma lente particular sobre expressões musicais brasileiras, da cena alternativa ao carnaval, do samba ao punk.

Na seção Brasil.Doc, o festival promove filmes que investigam as raízes e a diversidade da música brasileira, como “O Clube da Guitarrada”, “Regional Beat”, “Veraneio: Uma Antologia Negra”, “Concerto de Quintal” e “Baile Soul”, entre outros.

O programa Curta um Som exibe curtas que vão do documentário etnográfico à experimentação estética, como “Antonio E Manoel”, “Black House: Jazz é o Corre”, “Vamembolá” e “Vollúpya”, este último ambientado em uma boate queer dos anos 1990.

Panorama Mundial: música sem fronteiras

No recorte internacional, o In-Edit apresenta produções recentes que abordam desde movimentos históricos até artistas icônicos. Os destaques incluem filmes sobre o maestro John Williams, responsável por trilhas de clássicos como Star Wars, E.T. e Indiana Jones, além de obras sobre a consolidação do hip hop norte-americano nos anos 1990.

Com curadoria especial do Instituto Cervantes, o festival apresenta uma seleção de quatro documentários espanhóis que resgatam figuras culturais de grande valor histórico, como Xavier Cugat, as irmãs flamencas Fernanda e Bernarda de Utrera, o produtor Mario Pacheco e a bailarina surda Antonia Singla, que retorna ao festival após repercussão positiva em 2024.

Acessibilidade e programação online

Além das sessões presenciais, parte da programação estará disponível gratuitamente para todo o Brasil nas plataformas Itaú Cultural Play, Sesc Digital e Spcine Play.

Para o diretor artístico Marcelo Aliche, a essência do festival está na pluralidade de vozes e histórias: “A diversidade de gêneros musicais e culturas continua sendo um norte para nós. E o que nos interessa nesse percurso são as boas histórias”, afirma.

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Fernando Coimbra retorna ao cinema brasileiro com ‘Os Enforcados, que estreia em agosto

Após quase uma década atuando em produções internacionais, o cineasta Fernando Coimbra, conhecido por O Lobo Atrás da Porta e por dirigir episódios de séries como Narcos, Outcast e Perry Mason, volta às telas nacionais com o drama Os Enforcados. O longa, que estreará nos cinemas brasileiros no dia 21 de agosto, chega com a chancela da Paris Filmes na distribuição e traz um elenco de peso liderado por Leandra Leal e Irandhir Santos.

Com passagens por prestigiados festivais internacionais — incluindo Toronto, Rio, São Paulo e Havana — o filme tem como pano de fundo o universo do jogo do bicho no Rio de Janeiro, mas se aprofunda mesmo na relação intensa e ambígua de um casal envolvido em uma trama de ambição, poder e tragédia.

Na trama, Valério (Irandhir Santos) e Regina (Leandra Leal) vivem uma vida confortável graças ao império ilegal construído por familiares. Enquanto tenta manter distância das práticas criminosas da família, Valério é pressionado pela esposa a participar de um plano arriscado, supostamente infalível. A partir dessa escolha, o casal se vê preso em um ciclo de consequências irreversíveis.

“É uma história sobre casamento, sobre um pacto que não se sustenta. A partir de um último crime, eles tentam alcançar seus sonhos, mas a realidade se impõe com violência”, define Coimbra. Inspirado livremente em Macbeth, de Shakespeare, o diretor opta por narrar os eventos sob a ótica da figura feminina, dando ênfase à perspectiva da “Lady Macbeth” brasileira, vivida por Leandra Leal.

Coimbra, que trabalhou com Leandra no aclamado O Lobo Atrás da Porta, destaca a intensidade da atriz e a química com Irandhir Santos, com quem desejava colaborar há tempos. O filme ainda conta com participações especiais de Irene Ravache e Stepan Nercessian.

Produzido pela Gullane, com coprodução da Fado Filmes, Globo Filmes, Telecine e Pavuna Pictures, Os Enforcados traz um olhar crítico e provocador sobre as elites brasileiras e sua ligação com a criminalidade. “Há um foco muito grande no crime ligado à periferia, mas esquecemos de olhar para cima. Há muita corrupção nos andares mais altos da sociedade”, comenta o diretor.

Desenvolvido desde 2015, o roteiro passou pelo renomado Laboratório de Sundance e foi premiado no Sundance Global Filmmaking Awards em 2017. A produção foi adiada por compromissos internacionais e pela pandemia, mas Coimbra seguiu aperfeiçoando o texto durante esse período. “O mundo foi ficando mais absurdo, e o roteiro também precisou acompanhar isso”, revela.

O longa conta ainda com apoio de diversas instituições e fundos nacionais e internacionais, como Ancine, ProAC LAB, Ibermedia, Projeto Paradiso, RioFilme e BB Asset. As vendas internacionais estão a cargo da Playtime.

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Diretor de “I Saw the Devil” vem ao Brasil para lançar “Na Teia da Aranha”, novo filme com Song Kang-ho

O consagrado cineasta sul-coreano Kim Jee-woon desembarca no Brasil em junho para promover o lançamento de seu mais novo longa-metragem, “Na Teia da Aranha”, que estreia nos cinemas nacionais no dia 12 de junho, com distribuição da Pandora Filmes. A visita faz parte de uma ação conjunta com o Centro Cultural Coreano no Brasil, incluindo a 14ª Mostra de Cinema Coreano e uma coletiva de imprensa com o diretor, que será realizada em São Paulo. Informações detalhadas sobre o evento serão divulgadas em breve.

Conhecido por obras como I Saw the Devil e O Último Trem para Busan, Kim volta a impressionar o público com um projeto ousado e metalinguístico. Protagonizado por Song Kang-ho (Parasita, Memórias de um Assassino), “Na Teia da Aranha” se passa na Coreia do Sul dos anos 1970, período de forte repressão sob o regime militar, e mistura drama e comédia com uma abordagem estilizada.

Sobre Na Teia da Aranha

A trama acompanha um diretor que, mesmo após finalizar seu filme e enfrentar críticas duras, decide rodar um novo final que o persegue em sonhos. Em apenas dois dias, ele tenta transformar sua obra em algo grandioso, enfrentando obstáculos como a censura oficial e a incompreensão do elenco. Com uma estética que alterna cenas coloridas e em preto e branco — representando, respectivamente, os bastidores e o filme dentro do filme —, a produção presta tributo ao cinema clássico coreano e à resistência criativa de seus artistas.

O longa teve sua estreia mundial na Seleção Oficial (fora de competição) do Festival de Cannes, onde foi celebrado pela crítica por sua originalidade narrativa e desempenho do elenco. A produção também integrou a competição do 70º Festival de Cinema de Sydney.

Kim Jee-woon é reconhecido por sua habilidade em transitar entre gêneros diversos, sempre com forte apuro visual e narrativas intensas. Ele começou sua carreira nos palcos, mas conquistou projeção internacional com filmes como A Tale of Two Sisters (2003), The Good, The Bad, The Weird (2008), I Saw the Devil (2010) e The Age of Shadows (2016), este último selecionado como representante da Coreia do Sul para o Oscar.

A chegada do diretor ao Brasil promete movimentar os cinéfilos e fãs da cultura sul-coreana, consolidando ainda mais o intercâmbio artístico entre os dois países.

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Olhar de Cinema 2025 bate recorde de filmes paranaenses na programação

Entre os dias 11 e 19 de junho, a capital paranaense se transforma em palco para o 14º Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba, que este ano chega com um feito notável: 17 produções paranaenses integram a seleção oficial do evento — um número inédito na história do festival.

Com um total de 92 títulos nacionais e internacionais, a programação ocupa alguns dos principais espaços culturais de Curitiba, como a Ópera de Arame, Cine Passeio, Teatro da Vila, Cine Guarani, Cinemateca e o Museu Oscar Niemeyer. Os ingressos já estão disponíveis no site oficial, com valores acessíveis a partir de R$8 (meia-entrada), além de sessões gratuitas.

Desde a criação da Mostra Mirada Paranaense, em 2012, o festival tem valorizado a produção local, mas, em 2025, essa valorização atinge um novo patamar. “Essa é uma das maiores presenças do Paraná em todas as edições do Olhar. Reunimos filmes de diversas cidades, como Londrina, Maringá, Sapopema, Guarapuava, Foz do Iguaçu e Curitiba”, comenta Gabriel Borges, co-diretor artístico do evento.

Presença marcante nas mostras principais

Além da tradicional Mirada Paranaense, que foca em curtas e longas do estado, os filmes locais estão espalhados por outras seções de destaque, como a Competitiva Brasileira, as Exibições Especiais, os Pequenos Olhares, os Olhares Clássicos e o Filme de Encerramento.

Na Competitiva de Longas, o paranaense “Torniquete”, de Ana Catarina Lugarini, se destaca com um drama familiar protagonizado por Marieta Severo, em que três gerações de mulheres compartilham o mesmo teto, buscando reconstruir laços e o sentido de pertencimento.

Já entre os curtas em competição, dois títulos oriundos de Foz do Iguaçu chamam atenção: “Fronteriza”, que retrata o encontro entre dois jovens na tríplice fronteira, e “Ontem Lembrei de Minha Mãe”, que resgata memórias de infância de um homem sem terra.

Panorama diverso da produção paranaense

A Mirada Paranaense, que neste ano reúne filmes de até sete cidades diferentes, apresenta obras que tratam de temas urgentes e íntimos. De questões geopolíticas globais, como em “Notas Sobre um Desterro”, que revisita imagens da Palestina sob a ótica da guerra e do exílio, até narrativas pessoais e sensíveis, como “Bem Me Quer, Mal Me Quer”, que expõe memórias familiares entre mãe e filha, numa busca por cura e reconciliação.

Outros destaques incluem o documentário histórico “Guairacá”, que resgata a figura do indígena símbolo do movimento paranista, e o curta “Dança dos Vagalumes”, que mistura memória e militância ao narrar o retorno de uma mulher ao assentamento onde cresceu.

Também há espaço para o fantástico e o pop, como em “Fabulosas – Operação Aranha”, uma trama sobrenatural protagonizada por uma jornalista travesti que investiga o assassinato de uma amiga numa cidade congelante.

Cinema inclusivo e nostálgico

O festival também abre espaço para obras que inovam na representatividade. É o caso de “Nem Toda História de Amor Acaba em Morte”, exibido na Mostra Especial, que apresenta a primeira protagonista surda do cinema nacional em uma história de amor e reencontros.

Na seção Pequenos Olhares, voltada à produção infantojuvenil, o destaque é o curta da PUC-PR, “Um Monstro e Meia”, que acompanha uma menina e seu monstrinho travesso enfrentando os dilemas da infância.

Já nos Olhares Clássicos, dois filmes de Frederico Fullgraf restauram a memória dos impactos da Usina de Itaipu nos anos 1980: “Desapropriado” e “Quarup Sete Quedas”, verdadeiros registros históricos da destruição de comunidades e paisagens naturais emblemáticas do Paraná.

Thriller político fecha o festival

O encerramento do festival também será marcado por uma produção paranaense. “Verde Oliva”, longa de Wellington Sari, combina suspense e crítica social ao acompanhar um editor de vídeos que, ao realizar um trabalho aparentemente comum com drones, acaba se envolvendo em uma trama de obsessão, conspiração e paranoia. O filme presta homenagem ao cinema de Brian De Palma, Dario Argento e Alfred Hitchcock e foi inteiramente rodado em locais icônicos de Curitiba, como o Teatro Guaíra, a Galeria Tijucas e a Rua XV de Novembro.

O 14º Olhar de Cinema é uma realização da Grafo Audiovisual, com apoio do Ministério da Cultura e Governo do Estado do Paraná, por meio do PROFICE. O festival conta ainda com patrocínios do setor privado e apoio de diversas instituições culturais locais. Um convite aberto para o público mergulhar na produção audiovisual contemporânea, com um olhar afiado sobre as potências do cinema paranaense.

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Filme francês Vencer ou Morrer ganha trailer e data de estreia no Brasil

Chega aos cinemas brasileiros no dia 5 de junho o drama histórico Vencer ou Morrer (Vaincre ou Mourir), longa que conquistou o público francês ao recontar uma passagem pouco conhecida da Revolução Francesa. A produção, dirigida por Vincent Mottez, já atraiu mais de 300 mil espectadores na França e gerou debates acalorados entre educadores, historiadores e defensores da liberdade religiosa.

A distribuidora Kolbe Arte divulgou os trailers dublado e legendado, disponíveis no YouTube, destacando a força dramática do longa e sua proposta de resgate histórico.

Sobre Vencer ou Morrer

A trama acompanha a trajetória de François de Charette, figura histórica que liderou uma resistência contra os desdobramentos da Revolução Francesa no interior do país. Em meio a um período turbulento e violento, Charette se destacou por sua fé inabalável e postura firme diante da repressão ao seu povo.

Considerado um herói por uns e um rebelde por outros, o personagem é interpretado por Hugo Becker (Apaches: Gangues de Paris), que encabeça um elenco formado ainda por Rod Paradot, Gilles Cohen e Constance Gay. Juntos, eles retratam homens e mulheres que enfrentaram dilemas morais, políticos e espirituais em um dos períodos mais complexos da história europeia.

Com distribuição exclusiva nos cinemas brasileiros, Vencer ou Morrer promete provocar discussões relevantes ao lançar luz sobre uma narrativa histórica silenciada por séculos — e que, agora, ganha espaço nas telonas com força e sensibilidade.

O longa estreia dia 5 de junho nos cinemas brasileiros.

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Banguela desembarca em SP e RJ para promover versão live-action de ‘Como Treinar o Seu Dragão’

Uma das criaturas mais queridas da animação moderna, o dragão Banguela, está ganhando vida fora das telas para celebrar a chegada da adaptação em live-action de Como Treinar o Seu Dragão. A Universal Pictures trouxe ao Brasil uma escultura gigante do Fúria da Noite, com mais de dois metros de altura e mais de cinco metros de comprimento, em uma ação especial de divulgação do longa-metragem, que estreia nos cinemas em 12 de junho.

O tour promocional já começou por São Paulo, onde a réplica está em exibição na área externa do Shopping Cidade São Paulo até o dia 25 de maio. Depois, a escultura passará por outros pontos da capital paulista, incluindo centros comerciais e espaços culturais. O Rio de Janeiro também receberá a visita do dragão, com a exposição se estendendo até o fim de julho.

Confira o cronograma completo da turnê:

São Paulo

  • Shopping Cidade São Paulo: até 25/05
  • Neoquímica Arena: 28/05 a 02/06
  • Shopping Tietê Plaza: 02/06 a 09/06
  • Shopping Grand Plaza: 09/06 a 16/06
  • Shopping D: 16/06 a 23/06
  • Roda Rico: 23/06 a 10/07

Rio de Janeiro

  • UCI New York City Center: 31/05 a 20/06
  • Loja Burger King – Engenho de Dentro: 20/06 a 30/06
  • Parque Bondinho Pão de Açúcar: 30/06 a 31/07

A ação promocional faz parte da campanha de lançamento da aguardada nova versão do filme, baseada nos livros de Cressida Cowell. Entre os dias 24 e 28 de maio, a cidade de São Paulo também será palco de um evento especial com a presença do elenco principal, incluindo Mason Thames (O Telefone Preto), que vive o protagonista Soluço; Nico Parker (The Last of Us), como Astrid; Gerard Butler, que retorna como Stoico, e o diretor Dean DeBlois, responsável pela trilogia original animada.

Sobre Como Treinar o Seu Dragão

Inspirada na série de livros best-seller do “New York Times”, de Cressida Cowell, Como Treinar o Seu Dragão se passa na acidentada Ilha de Berk, onde vikings e dragões são inimigos há gerações. No centro da história está Soluço (Mason Thames), o engenhoso e negligenciado filho do Chefe Stoico (Gerard Butler). Desafiando as tradições de seu povo, Soluço forma uma amizade improvável com Banguela, um temido dragão Fúria da Noite. Juntos, eles revelam uma nova verdade sobre os dragões e questionam as crenças mais profundas da sociedade viking.  

Ao lado da corajosa e determinada Astrid (Nico Parker) e do excêntrico ferreiro Bocão Bonarroto (Nick Frost), Soluço precisa enfrentar um mundo dividido pelo medo e mal-entendidos. Quando uma antiga ameaça ressurge, colocando em risco a sobrevivência de vikings e dragões, a amizade entre Soluço e Banguela torna-se a chave para um novo futuro. Juntos, eles devem trilhar o caminho em direção à paz, ultrapassando os limites de seus mundos e redefinindo o que significa ser herói e líder. 

O longa tem distribuição da Universal Pictures e estará disponível nos cinemas a partir de 12 de junho também em versões acessíveis e com estreias antecipadas a partir de 7 de junho. 

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Coala Music anuncia Thiago Custódio como novo Head de Parcerias e mira crescimento no mercado

A Coala Music, ecossistema por trás do consagrado Coala Festival, acaba de anunciar uma mudança estratégica em sua liderança. Thiago Custódio, um dos sócios do festival, assume oficialmente o cargo de Head de Parcerias após deixar a Meta, onde atuou por quase oito anos como executivo.

Com uma trajetória de mais de 15 anos nas áreas de marketing e publicidade, Custódio traz sua experiência para fortalecer o posicionamento do Coala Music como um player estratégico no setor musical e ampliar suas frentes de negócio. Segundo ele, o objetivo agora é ampliar o diálogo com marcas, desenvolver novas fontes de receita e consolidar ainda mais a presença da empresa no mercado. “Trago uma bagagem forte de processos e visão comercial da minha passagem pela Meta. Agora é hora de aplicar isso para gerar mais valor dentro do Coala Music”, explica.

Ao longo de sua história com o festival — que começou em 2014, ao lado de Gabriel Andrade, Guilherme Marconi e Christiano Pix — Custódio atuou diretamente nas parcerias com marcas como Jameson e o grupo Heineken. A decisão de dedicar-se integralmente ao Coala foi motivada por iniciativas recentes, como a estreia internacional do festival em Portugal, a criação do Festival GIGANTES em parceria com o rapper BK’, e a estruturação de um escritório próprio.

Além do evento anual no Memorial da América Latina, o Coala Music abriga diversas frentes: o Coala Studios, responsável por consultoria, conteúdo e eventos; o Coala Records, selo independente com lançamentos de artistas como Tim Bernardes, Rubel e Bala Desejo; e o Coala MGMT, focado no agenciamento de carreiras — com BK’ como principal nome do casting. Há também a Coala TV, canal no YouTube com conteúdos audiovisuais da marca, e o AKQA Coala.Lab, uma parceria com a agência AKQA dedicada a projetos de inovação criativa na música — como o premiado curta Bluesman, de Baco Exu do Blues, vencedor do Grand Prix no Cannes Lions.

Para Custódio, o potencial do Coala Music vai além do festival que o público conhece. “Muita gente enxerga só o evento, mas temos uma gravadora, grandes cases com marcas e projetos feitos sob medida. Minha missão é aproximar isso do mercado de forma mais estratégica”, destaca. Ele ficará à frente das iniciativas de patrocínio e da prospecção de novos negócios em todas as áreas da empresa.

Segundo dados da Pró-Música, o mercado fonográfico brasileiro movimentou R$ 3,4 bilhões em 2024, com crescimento de 21,7% — números que reforçam as oportunidades para iniciativas como o Coala Music.

O novo momento da empresa também se reflete na expectativa para a 11ª edição do Coala Festival, prevista para acontecer nos dias 5, 6 e 7 de setembro de 2025, em São Paulo. A organização projeta um recorde de patrocinadores no evento, que já conta com a Amstel como apresentadora, Elo como meio de pagamento oficial, Vibes no apoio e Red Bull como energético oficial.

“A entrada do Thiago nessa nova função marca uma nova fase para o Coala Music. Ele já era peça-chave como sócio e, agora, assume um papel ainda mais central na conexão com marcas e parceiros que compartilham nossa visão”, comenta Gabriel Andrade, curador do festival.

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Anthony Hopkins retorna ao suspense em “Confinado”

O vencedor do Oscar Anthony Hopkins está de volta aos holofotes em “Confinado”, novo thriller psicológico que estreia nos cinemas brasileiros em 29 de maio, com distribuição da Diamond Films. Sob a direção de David Yarovesky, conhecido por “Brightburn: Filho das Trevas”, o longa marca o retorno de Hopkins a papéis mais sombrios, em contraste com suas performances recentes mais comedidas, como a de “Meu Pai”, que lhe rendeu sua segunda estatueta do Oscar.

Na nova produção, o ator galês encarna William, um personagem enigmático e implacável, cuja visão distorcida de justiça o transforma em um perigoso antagonista. Com traços que remetem à frieza e sofisticação de seu icônico Hannibal Lecter, Hopkins entrega mais uma atuação carregada de tensão e magnetismo.

A trama acompanha Eddie, interpretado por Bill Skarsgård (“Nosferatu”), um jovem pai que tenta sair do aperto financeiro e vê em uma SUV de luxo abandonada a chance perfeita de mudar de vida. No entanto, o que parecia uma oportunidade vira um pesadelo, ao descobrir que o carro pertence a William — e cair em um jogo psicológico mortal onde sua sobrevivência estará por um fio.

Em entrevista ao MovieWeb, o diretor David Yarovesky revelou que Hopkins se envolveu profundamente com o papel desde o início. “Ele ficou imediatamente fascinado pela moral ambígua do personagem”, contou o cineasta, que relatou longas conversas com o ator ainda durante a fase de preparação. “Ele me ligava todas as noites por semanas, conversávamos sobre o personagem e até improvisávamos falas como se estivéssemos no filme. Foi um aprendizado diário.”

“Confinado” se firma como um dos thrillers mais aguardados da temporada. A estreia nacional está marcada para o dia 29 de maio, com distribuição da Diamond Films, considerada a principal distribuidora independente da América Latina.

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