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O Shaolin do Sertão: cultura nordestina pra gente grande

Depois do estrondoso sucesso de Cine Holliúdy (2013), filme gravado em “cearês” e que levou quase 500 mil espectadores aos cinemas brasileiros, Halder Gomes volta com tudo à direção de mais uma comédia nacional.

Na nova trama, Aloísio Liduíno (Edmilson Filho), ou Aloísio Li como prefere ser chamado, sonha em ser um grande lutador de Kung Fu, como nos filmes que assiste. Logo nos primeiros momentos do filme, inclusive, podemos acompanhar Aloísio imaginando participar de um filme de kung-fu, lutando contra grandes vilões (que hora falam mandarim, hora falam cearense) para salvar a mocinha, que nesse caso é o seu grande amor, Anésia Shirley. Entretanto, o sonho do protagonista esbarra na dura realidade de ser apenas um padeiro, não tendo muito crédito do povo de sua cidade. Quando o grande lutador de vale-tudo Tony Tora Pleura (Fábio Goulart) anuncia na TV que a sua próxima luta será em Quixadá-CE, cidade de Aloísio, o padeiro finalmente enxerga a oportunidade de alcançar o destaque necessário para se transformar em um mestre das artes marciais.

Financiado pelo prefeito Rossivaldo (Frank Menezes), nosso herói busca aprimorar seus conhecimentos em Quixeramobim, cidade próxima à Quixadá, onde Piolho (fiel escudeiro de Aloísio, e uma das únicas pessoas que acreditam em seu potencial), interpretado por Igor Jansen, ouviu falar que existia um mestre Shaolin. Em sua jornada atrás de um verdadeiro mestre, Liduíno encontra Mestre Wilson (Falcão), que o “prepara” para a tão aguardada luta, tal qual Daniel San pelo Senhor Miyagi.

O Shaolin do Sertão é um filme carregado de referências culturais e que tem, acima de tudo, uma grande mensagem: o nordestino pode tudo… do seu jeito. Quando questionado sobre suas referências para produção da obra, o diretor Halder Gomes disse que Shaolin do Sertão é “uma espécie de Karate kid (1984) cearense, com referências a outras histórias do gênero”. O diretor cita ainda outras obras que o inspiraram no trabalho, como “Operação dragão” (1973), “O grande dragão branco” (1988) e “Kung fu panda” (2008), além de referências um pouco mais improváveis como ‘Os pássaros’, de Hitchcock. São ‘easter eggs’, que estão lá, mas nem todo mundo vai perceber.

O filme mantém a linha de Cine Holliúdy, mas é possível notar traços de Ai que Vida! (2008), filme de Cícero Filho gravado no Piauí e Maranhão, que chegou a desbancar Harry Potter nas bilheterias de Teresina. Com um orçamento consideravelmente maior que Cine Holliúdy, é perceptível a melhoria na qualidade técnica do filme, fato que também pode ser atribuído a parceria com a Globo Filmes.

O elenco traz nomes conhecidos da cultura nordestina como Falcão e Tirulipa, além de outros famosos como a Youtuber Camila Uckers e Braúlio Bessa. Grandes nomes da comédia nacional também abrilhantaram a equipe, como Dedé Santana, Fafy Siqueira e Marcos Veras.

CONCLUSÃO

PENSE NUM FILME ARRETADO! É humor do início ao fim. Já deixamos avisado que é melhor ir preparado para engasgos e falta de ar, pois não foram poucas as crises de riso dentro das salas onde acompanhamos as sessões.

Talvez alguns espectadores das outras regiões do país sintam falta, em alguns momentos, do uso da legenda para traduzir termos caracteristicamente nordestinos, como “ir com gosto de gás”, “espinhaço” e “titela” ou até mesmo para entender a forma peculiar como algumas coisas acontecem no interior do nordeste, como por exemplo, batizar os filhos com nomes compostos como só bons sertanejos sabem fazer ( Anésia Shirley e Aloisio Liduíno são exemplos clássicos), mas nada que prejudique o entendimento do enredo.

O filme não se preocupa em reforçar os estereótipos do filme anterior, trazendo cenários semelhantes, o mesmo ator como protagonista e, claro, o exacerbado uso do humor regional. Na verdade, o filme é bem enfático em afirmar que os nordestinos não tentam ser engraçados, nós somos essencialmente engraçados – e isso é ótimo.

O Shaolin do Sertão dá continuidade a um novo período da comédia nacional, iniciada por Cine Holliúdy. Em nossa opinião, filmes de comédia com essa qualidade e autenticidade foram vistos pela última vez na era de ouro da comédia brasileira, época de O Auto da Compadecida e Lisbela e o Prisioneiro. O resultado disso tudo tem sido muito bem traduzido pelas bilheteria da produção, que em oito dias já alcançou a excelente marca de 156 mil espectadores, em apenas 150 salas de cinema. Se considerarmos o quesito “média público/sala” o filme ocupa a segunda posição, mesmo com concorrentes de peso como “Inferno” e “O Contador”. A expectativa é que a nova obra bata os resultados alcançados com Cine Holliúdy.

Pra quem já está fã das produções do Halder Gomes vai uma notícia boa: Cine Holliúdy 2 já está em produção.

E você? Assistiu O Shaolin do Sertão? O que achou? Conta pra gente!

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Trailer:

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O Shaolin do Sertão: cultura nordestina pra gente grande

Depois do estrondoso sucesso de Cine Holliúdy (2013), filme gravado em “cearês” e que levou quase 500 mil espectadores aos cinemas brasileiros, Halder Gomes volta com tudo à direção de mais uma comédia nacional.

Na nova trama, Aloísio Liduíno (Edmilson Filho), ou Aloísio Li como prefere ser chamado, sonha em ser um grande lutador de Kung Fu, como nos filmes que assiste. Logo nos primeiros momentos do filme, inclusive, podemos acompanhar Aloísio imaginando participar de um filme de kung-fu, lutando contra grandes vilões (que hora falam mandarim, hora falam cearense) para salvar a mocinha, que nesse caso é o seu grande amor, Anésia Shirley. Entretanto, o sonho do protagonista esbarra na dura realidade de ser apenas um padeiro, não tendo muito crédito do povo de sua cidade. Quando o grande lutador de vale-tudo Tony Tora Pleura (Fábio Goulart) anuncia na TV que a sua próxima luta será em Quixadá-CE, cidade de Aloísio, o padeiro finalmente enxerga a oportunidade de alcançar o destaque necessário para se transformar em um mestre das artes marciais.

Financiado pelo prefeito Rossivaldo (Frank Menezes), nosso herói busca aprimorar seus conhecimentos em Quixeramobim, cidade próxima à Quixadá, onde Piolho (fiel escudeiro de Aloísio, e uma das únicas pessoas que acreditam em seu potencial), interpretado por Igor Jansen, ouviu falar que existia um mestre Shaolin. Em sua jornada atrás de um verdadeiro mestre, Liduíno encontra Mestre Wilson (Falcão), que o “prepara” para a tão aguardada luta, tal qual Daniel San pelo Senhor Miyagi.

O Shaolin do Sertão é um filme carregado de referências culturais e que tem, acima de tudo, uma grande mensagem: o nordestino pode tudo… do seu jeito. Quando questionado sobre suas referências para produção da obra, o diretor Halder Gomes disse que Shaolin do Sertão é “uma espécie de Karate kid (1984) cearense, com referências a outras histórias do gênero”. O diretor cita ainda outras obras que o inspiraram no trabalho, como “Operação dragão” (1973), “O grande dragão branco” (1988) e “Kung fu panda” (2008), além de referências um pouco mais improváveis como ‘Os pássaros’, de Hitchcock. São ‘easter eggs’, que estão lá, mas nem todo mundo vai perceber.

O filme mantém a linha de Cine Holliúdy, mas é possível notar traços de Ai que Vida! (2008), filme de Cícero Filho gravado no Piauí e Maranhão, que chegou a desbancar Harry Potter nas bilheterias de Teresina. Com um orçamento consideravelmente maior que Cine Holliúdy, é perceptível a melhoria na qualidade técnica do filme, fato que também pode ser atribuído a parceria com a Globo Filmes.

O elenco traz nomes conhecidos da cultura nordestina como Falcão e Tirulipa, além de outros famosos como a Youtuber Camila Uckers e Braúlio Bessa. Grandes nomes da comédia nacional também abrilhantaram a equipe, como Dedé Santana, Fafy Siqueira e Marcos Veras.

CONCLUSÃO

PENSE NUM FILME ARRETADO! É humor do início ao fim. Já deixamos avisado que é melhor ir preparado para engasgos e falta de ar, pois não foram poucas as crises de riso dentro das salas onde acompanhamos as sessões.

Talvez alguns espectadores das outras regiões do país sintam falta, em alguns momentos, do uso da legenda para traduzir termos caracteristicamente nordestinos, como “ir com gosto de gás”, “espinhaço” e “titela” ou até mesmo para entender a forma peculiar como algumas coisas acontecem no interior do nordeste, como por exemplo, batizar os filhos com nomes compostos como só bons sertanejos sabem fazer ( Anésia Shirley e Aloisio Liduíno são exemplos clássicos), mas nada que prejudique o entendimento do enredo.

O filme não se preocupa em reforçar os estereótipos do filme anterior, trazendo cenários semelhantes, o mesmo ator como protagonista e, claro, o exacerbado uso do humor regional. Na verdade, o filme é bem enfático em afirmar que os nordestinos não tentam ser engraçados, nós somos essencialmente engraçados – e isso é ótimo.

O Shaolin do Sertão dá continuidade a um novo período da comédia nacional, iniciada por Cine Holliúdy. Em nossa opinião, filmes de comédia com essa qualidade e autenticidade foram vistos pela última vez na era de ouro da comédia brasileira, época de O Auto da Compadecida e Lisbela e o Prisioneiro. O resultado disso tudo tem sido muito bem traduzido pelas bilheteria da produção, que em oito dias já alcançou a excelente marca de 156 mil espectadores, em apenas 150 salas de cinema. Se considerarmos o quesito “média público/sala” o filme ocupa a segunda posição, mesmo com concorrentes de peso como “Inferno” e “O Contador”. A expectativa é que a nova obra bata os resultados alcançados com Cine Holliúdy.

Pra quem já está fã das produções do Halder Gomes vai uma notícia boa: Cine Holliúdy 2 já está em produção.

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Sétima temporada marca novos rumos em The Walking Dead

Alerta: Esse texto contém spoilers do primeiro episódio da sétima temporada de The Walking Dead.

Foram 200 dias de espera para a conclusão do maior cliffhanger do ano (e talvez do século). Seis meses de espera ardente para saber quem seria a vítima de Lucille, bastão de Negan. Muitas foram as especulações para esse episódio, a ponto de a produção da série gravar vários finais alternativos, onde em cada final um personagem diferente era vítima de Negan, fugindo assim dos spoilers.

A sexta temporada de The Walking Dead encerra com o grupo de Rick tentando chegar a Hilltop para salvar Maggie, e acaba encurralado pelos homens de Negan. Negan então na base do Uni Duni Tê escolhe quem será a sua primeira vítima.

O episódio de estreia da nova temporada começa após o massacre de Negan e Rick ameaçando o vilão de morte e sendo levado para um “passeio” com o vilão ao amanhecer. “Pense no que aconteceu, e pense sobre o que ainda pode acontecer”, diz Negan a Rick, então inicia-se o flashback de tudo o que aconteceu na noite anterior.

Tendo o episódio mais sangrento de toda a série, “The Day Will Come When You Won’t Be” (Chegará o dia em que tu não existes, em tradução livre) marca novos rumos na série. Temos em Negan agora, muito bem interpretado por Jeffrey Dean Morgan (Supernatural), o pior vilão que o mundo pós-apocalíptico já teve, sem precisar de muitos episódios para chegarmos a essa conclusão. Negan é um sádico, que domina pela pressão psicológica e que disparado já ganhou o ódio do público mais que o governador.

Após, o “Mamãe mandou eu escolher…”, descobrimos a primeira vítima de Lucille, Abraham (Michael Cudlitz) tem sua cabeça estraçalhada. O personagem já tinha sobrevivido mais que o Abraham da HQ. O ator Michael Cudlitz chegou a destacar que já sabia que seu tempo estava contado, durante o after-show Talking Dead. Abraham não era um personagem tão essencial para a narrativa, mas o que não deixa de ser uma morte lamentada e com reações desesperadas de Rosita e Eugene. Daryl não conseguiu se conter e parte para cima, o que resulta na vontade de Negan fazer outra vítima, como forma de punir o grupo.

A segunda vítima de Lucille, foi dolorosa, porém já esperada pelo público tendo em vista que ocorreu exatamente como nos quadrinhos. Aliás, é impossível não destacar a incrível direção de todo episódio, e os efeitos visuais (que nunca deixou a desejar) o que mostra que a série está sempre renovando a fórmula. Glenn (Steven Yeun), fazia parte do time de sobreviventes da primeira temporada. Para muitos a morte dele nesse episódio, corrige o erro da morte fake dele na temporada anterior e despede o personagem ao seu estilo: “-Maggie, eu vou encontrá-la! ” traz à tona todo o flashback do que o casal já passou e de todos desencontros e reencontros vividos. Com os olhos para fora, como nos quadrinhos, damos adeus ao personagem.

Tudo que queríamos saber desse episódio era quem morreria, porém tivemos muito mais. Em uma referência bíblica bastante conhecida, Negan ordena que Rick corte com um machado o braço de seu filho Carl. Andrew Lincoln dá um show à parte de atuação. Rick carrega dentro de si o fardo de ser um líder em um mundo pós-apocalíptico, ser pai viúvo de um adolescente e de um bebê, além de ter que lidar com todas as perdas vividas até agora e ainda assim se demonstrar forte para combater todos os desafios e Lincoln não deixa o público imune a nenhum destes sentimentos.

A direção e produção do episódio ficou por conta de Greg Nicotero, que foi bastante criticado pela violência tão explícita. A respeito disso o diretor falou:

“Nós fizemos uma coisa para afetar essas pessoas de forma que elas não sabem necessariamente como processar. (…) O espírito [de Glenn e Abraham] vive. Há mais história a ser contada com o resultado do que aconteceu com aquelas pessoas. Eu vejo isso de forma um pouco diferente. Essa série ainda tem muitas histórias a oferecer.”

“The Day Will Come When You Won’t Be” mostra que a série caminha para novos arcos, novas histórias e um novo rumo ao grupo de Rick. Com a separação de Rick do grupo, Daryl sendo levado para o lar dos Salvadores, infinitas narrativas podem surgir. Rick não está mais no comando, e ele percebeu isso. Talvez seja a hora de Daryl Dixon finalmente crescer na série.

No mês de Maio, Robert Kirkman, autor de The Walking Dead revelou que seus planos para série não defende nenhum personagem, ou seja, ninguém está imune a morte nesse mundo. Resta-nos aguardar o discorrer da história e preparar os lenços para mais mortes pela frente.

O segundo episódio, The Well, vai ao ar dia 30 de outubro no canal Fox, e apresentará a comunidade conhecida como O Reino.

CURIOSIDADES:

– Mark Boughton, prefeito de uma cidade de Connecticut, Estados Unidos, declarou em seu Twitter durante o episódio que o Halloween estaria cancelado na cidade. “Halloween está cancelado devido à morte de Glenn e Abraham e ao olho de Glenn. Temos que processar este povo”, declarou.

– The Walking Dead atualmente tem a maior audiência da TV Americana e o episódio de domingo registrou a segunda maior audiência da série, com 17 milhões de espectadores, ficando atrás apenas do primeiro episódio da quinta temporada, que teve o pico de 17,2 milhões de espectadores.

E você, o que achou do episódio de retorno da série? O que acha que vem daqui pra frente? Conta pra gente!

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Fear The Walking Dead e o Destino da Franquia

Spin-offs

O mundo das séries é algo tão maravilhoso que as vezes mergulhamos tão profundamente nele que nos perguntamos o que houve antes ou depois da trama. Dentro dessa expectativa surgem os spin-offs, narrativas derivadas de obras já existentes. Algumas dessas produções já chegaram a ter tanto sucesso que superaram até mesmo as tramas originais. É o caso de Frasier (1993-2004), spin-off de Cheers, que não só se tornou um caso de enorme sucesso, como também a série mais premiada da historia do Emmy. Outras não engataram, como o caso de Joey, derivada que aborda a história do carismático personagem de Friends, mas que foi um fracasso de audiência. Em 2015, pelo menos duas spin-offs chamaram a atenção dos fãs: Better Call Saul, spin-off de Breaking Bad, já comentada aqui pelo blog por nós (link da crítica de Better Call Saul) e Fear The Walking Dead, derivada de TWD.

The Walking Dead x Fear The Walking Dead

The Walking Dead é uma adaptação para a TV dos quadrinhos de Robert Kirkman, Tony Moore e Charlie Adlard. A série estreou em 2010, pelo canal AMC e atualmente tem a maior audiência da TV americana. Diante dessa fama toda, é retórico falar que The Walking Dead se passa num mundo pós-apocalíptico, é lotada de zumbis, e tem muito sangue, maquiagens excelentes e efeitos especiais para tudo que é lado.

Após cinco anos contando a saga de Rick Grimes e seu grupo, a AMC, produtora da série, anunciou o spin-off Fear The Walking Dead. Inicialmente, pensávamos que o público ia finalmente descobrir como o Apocalipse Zumbi foi iniciado, mas no decorrer dos episódios percebemos que não seria bem assim.

Enquanto a série original se inicia no estado da Geórgia, o spin-off acompanha uma outra família em Los Angeles. Travis, Maddy e seus filhos vivem os primeiros dias do apocalipse e veem o início da infecção e o caos sendo instaurado em LA, mas ainda sem saber o que é o vírus e como ele se espalhou. Para quem vinha no ritmo frenético de cinco temporadas de TWD, a freada nos ânimos que essa recapitulação dá exige um pouco de paciência. A sensação é que já estávamos tão experts em lidar com zumbis, que a vontade é de gritar em frente a TV ensinando a nova família como é que se faz.

A primeira temporada de FTWD tem seis capítulos no total. Ao final da season one é possível notar que temos o mesmo problema da série anterior, mas agora abordado por perspectivas diferentes. Uma nova família, outra localidade, e explorando arcos que ainda não foram tratados em TWD. Apesar da novidade sejamos francos, foram seis episódios que não empolgaram em nada.

A segunda temporada teve uma missão ainda maior, pois sua estreia foi exatamente uma semana após o fim da sexta fase de TWD, e convenhamos, foi difícil acalmar o frenesi causado pela conclusão daquela temporada. Com o número de episódios maior dedicado a season two de FTWD, foi possível desenvolver melhor a trama e perceber a evolução dos personagens na maneira de lidar com os zumbis, agora chamados de infectados. O núcleo central da narrativa passa a ser no México e finalmente percebemos o tamanho do problema: possivelmente o apocalipse atingiu o mundo inteiro.

Falando assim, parece até que a série é excelente, não é? Bem, não é bem assim. A verdade é que, mesmo com tantas adições no enredo, a produção ainda não empolga. Até mesmo os fandoms mais fortes, como o da atriz Alycia Debnam-Carey – que talvez até lamente a saída de The 100 – parecem se decepcionar com a condução da história. Até a separação do grupo (é óbvio que eles iriam se separar), pontos fortes em TWD, acontece de maneira forçada, deixando perceptível a tentativa de separar o núcleo de todo jeito para que hajam várias narrativas.

No mais, FTWD é mais do mesmo: zumbis, tiro, facas e bandos se reunindo para sobreviver. A maquiagem e os efeitos continuam sensacionais, mas os personagens não são tão cativantes. ja se foram duas temporadas e ainda não sabemos pra quem torcer. Na verdade, acontece o oposto: da vontade de comemorar algumas mortes só pra que esses personagens parem de “encher linguiça”.

O Destino da Franquia

  • Fear The Walking Dead ganhou uma série de webisodes, muito boa por sinal, no intervalo dos episódios da sexta temporada de The Walking Dead. Dividida em dezesseis episódios de um minuto, Fear The Walking Dead: Flight 462 conta a história de um grupo de passageiros a bordo de um avião comercial durante a eclosão do apocalipse zumbi. Este ano, a AMC repete a dose com Fear The Walking Dead: Passage, que contará a história da destemida sobrevivente Sierra, que concorda em ajudar uma mulher ferida, Gabi, em troca de um santuário durante o apocalipse.
  • Em entrevista ao Entertainment Weekly, o ator Jeffrey Dean Morgan, que interpreta o vilão Negan em The Walking Dead, disse que gostaria de uma série derivada do vilão, onde sua trajetória poderia ser contada em mais detalhes. Atualmente, a história dele tá começando a ser revelada nos quadrinhos e esperamos ver isso nas telas também.
  • Recentemente o CEO do canal AMC Josh Sapan, declarou que a franquia será tão infinita quanto Star Trek, franquia que completa cinquenta anos em 2016. “[Star Trek] veio e foi três vezes”, disse Sapan. “Nós achamos que temos uma franquia [com TWD e FearTWD] que é uma dessas raras com a qual você ocasionalmente encontra enquanto faz o que faz para viver.”

Pois bem, antes de estrear a sua sétima temporada, The Walking Dead já está renovada para o oitavo ano. E seja na TV, Webséries, Quadrinhos, Livros ou Games, tem ainda muito zumbi pela frente para ser morto (de novo).

VALE LEMBRAR: The Walking Dead volta no domingo, dia 23 de outubro, e aqui no Brasil é transmitida pelo Canal Fox, às 23h30. Para os esquecidos, o Fox Play conta com um especial de uma hora e meia contando toda jornada da série até agora, é uma retrospectiva e tanto.

E aí, já assistiu Fear The Walking Dead e The Walking Dead? O que acha das séries? Conta pra gente!

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DEZ FILMES QUE TODO ADVOGADO DEVERIA VER

Nem só de tribunais vivem os advogados. Como todo ser humano, muitos dedicam horas e horas de suas vidas a assistir filmes e séries para relaxar no intervalo entre os trabalhos e estudo. Pensando nessa galera, nós preparamos uma lista para unir o útil ao agradável: cinco filmes espetaculares sobre o mundo do direito. Confira!

1) ADVOGADO DO DIABO
Sinopse – Kevin Lomax (Keanu Reeves), advogado de uma pequena cidade da Flórida que nunca perdeu um caso, contratado John Milton (Al Pacino), dono da maior firma de advocacia de Nova York. Kevin recebe um alto salário e várias mordomias, apesar da desaprovação de Alice Lomax (Judith Ivey), sua mãe e uma fervorosa religiosa, que compara Nova York a Babilônia. No início tudo parece correr bem, mas logo Mary Ann (Charlize Theron), a esposa do advogado, sente saudades de sua antiga casa e começa a testemunhar aparições demoníacas. No entanto, Kevin está empenhado em defender um cliente acusado de triplo assassinato e cada vez dá menos atenção sua mulher, enquanto que seu misterioso chefe parece sempre saber como contornar cada problema e tudo que perturba o jovem advogado.

2) O MENTIROSO
Sinopse – Fletcher Reede (Jim Carrey), um advogado, se vê em uma situação delicada quando Max Reede (Justin Cooper), seu filho, ao soprar as velas do bolo pede que seu pai não minta por um dia. O desejo é atendido, impedindo Fletcher de falar qualquer tipo de mentira, mas se as pessoas falam uma mentira ou outra, para um advogado mentir faz parte do cotidiano. Fletcher não entende o que está acontecendo e se envolve em várias confusões, principalmente quando precisa defender no tribunal uma mulher traidora (Jennifer Tilly) que tem que se passar por santa para tirar os bens do rico marido.

3) A FILHA DO GENERAL
Sinopse – Um conceituado general (James Cromwell), que está sendo cotado para compor uma chapa que concorrerá à presidência dos Estados Unidos, sofre um grande revés quando sua filha (Leslie Stefanson), uma capitã do exército, é encontrada amarrada, nua e morta no chão de uma base militar. Imediatamente um investigador (John Travolta) do exército, que agia sob disfarce, é chamado para investigar o caso e junto com ele uma advogada (Madeleine Stowe) também tenta entender a razão do crime.

4) HOMENS DE HONRA
Sinopse – Carl Brashear (Cuba Gooding Jr.) veio de uma humilde família negra, que vivia em uma área rural em Sonora, Kentucky. Ainda garoto, no início dos anos 40, já adorava mergulhar, sendo que quando jovem se alistou na Marinha esperando se tornar um mergulhador. Inicialmente Carl trabalha como cozinheiro que era uma das poucas tarefas permitidas a um negro na época. Quando resolve mergulhar no mar em uma sexta-feira acaba sendo preso, pois os negros só podiam nadar na terça-feira, mas sua rapidez ao nadar é vista por todos e assim se torna um “nadador de resgate”, por iniciativa do capitão Pullman (Powers Boothe). Quando Brashear solicita a escola de mergulhadores encontra o comandante Billy Sunday (Robert De Niro), um instrutor de mergulho áspero e tirânico que tem absoluto poder sobre suas decisões. No princípio Sunday faz muito pouco para encorajar as ambições de Brashear e o aspirante a mergulhador descobre que o racismo no exército é um fato quando os outros aspirantes brancos – exceto Snowhill (Michael Rapaport), que por isto foi perseguido por Sunday – se negam a compartilhar um alojamento com um negro. Mas a coragem e determinação de Brashear impressionam Sunday e os dois se tornam amigos quando Brashear tem de lutar contra o preconceito e a burocracia militar, que quer acabar com seus sonhos de se tornar comandante e reformá-lo.

5) O EXORCISMO DE EMILY ROSE
Sinopse – Emily Rose (Jennifer Carpenter) é uma jovem que deixou sua casa em uma região rural para cursar a faculdade. Um dia, sozinha em seu quarto no alojamento, ela tem uma alucinação assustadora, perdendo a consciência logo em seguida. Como seus surtos ficam cada vez mais frequentes, Emily, que é católica praticante, aceita ser submetida a uma sessão de exorcismo. Quem realiza a sessão é o sacerdote de sua paróquia, o padre Richard Moore (Tom Wilkinson). Porém Emily morre durante o exorcismo, o que faz com que o padre seja acusado de assassinato. Erin Bruner (Laura Linney), uma advogada famosa, aceita pegar a defesa do padre Moore em troca da garantia de sociedade em uma banca de advocacia. À medida que o processo transcorre, o cinismo e o ateísmo de Erin são desafiados pela fé do padre Moore e também pelos eventos inexplicáveis em torno do caso.

6) O JUIZ
Sinopse – Advogado de muito sucesso, Hank Palmer (Robert Downey Jr.) volta à cidade em que cresceu para o velório de sua mãe, que há muito não via. É recebido de forma hostil pela família e resolve ficar um pouco mais quando seu pai, veterano juiz, é apontado pela polícia como responsável pela morte de um homem que condenou há vinte anos. Mesmo não se entendendo com o pai, Hank debruça-se sobre o caso, mas os dois não conseguem conviver amigavelmente e a possibilidade de condenação aumenta a cada revelação.

7) CÓDIGO DE CONDUTA
Sinopse – Clyde Shelton (Gerard Butler) é um dedicado pai de família que testemunha o assassinato de sua esposa e filha. Um dos culpados pelo crime pega uma pena de apenas 5 anos graças a um acordo costurado pelo promotor Nick Rice (Jamie Foxx), que acredita que é melhor ter alguma justiça do que a chance de não obter alguma. Dez anos depois, o assassino é encontrado morto. Mesmo sem ter provas suficientes contra si, Clyde é preso pelo ocorrido. Seu grande objetivo é denunciar a incoerência do sistema judicial, que permite que assassinos sejam libertados ou obtenham penas brandas, nem que para tanto precise eliminar todos os envolvidos. Só que Nick enfrenta um problema: apesar de estar na cadeia, Clyde aparenta sempre estar um passo a frente de todos.

8) QUESTÃO DE HONRA
Sinopse – Após um soldado morrer acidentalmente em uma base militar, depois de ter sido atacado por dois colegas da corporação, surge a forte suspeita de ter existido um “alerta vermelho”, uma espécie de punição extra-oficial na qual um oficial ordena a subordinados seus que castiguem um soldado que não tenha se comportado corretamente. Quando o caso chega aos tribunais, um jovem advogado (Tom Cruise) resolve não fazer nenhum tipo de acordo e tentar descobrir a verdade.

9) DUAS FACES DE UM CRIME
Sinopse – Em Chicago, um arcebispo (Stanley Anderson) assassinado com 78 facadas. O crime choca a opinião pública e tudo indica que o assassino um jovem de 19 anos (Edward Norton), que foi preso com as roupas cobertas de sangue da vítima. No entanto, um ex-promotor (Richard Gere) que se tornou um advogado bem-sucedido se propõe a defendê-lo, sem cobrar honorários, tendo um motivo para isto: adora ser coberto pela mídia, além de ter uma incrível necessidade de vencer.

10) UM CRIME DE MESTRE
Sinopse – Willy Beachum (Ryan Gosling) é um jovem e ambicioso promotor público, que está no melhor momento de sua vida profissional. Ele tem 97% de vitória nos casos em que atuou e está prestes a assumir um cargo na famosa agência Wooton Sims. Porém, antes de deixar o cargo de promotor ele tem um último desafio pela frente: Ted Crawford (Anthony Hopkins). Após descobrir que sua esposa o estava traindo, Ted a matou com um tiro na cabeça. Parecia um caso simples, já que era um crime premeditado e com uma confissão clara, mas Ted cria um labirinto complexo em torno do caso de forma a tentar sua absolvição.

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Luke Cage – Prós e contras da nova série da Netflix

A tão esperada série “Luke Cage” estreou dia 30 de setembro no serviço de streaming mais famoso do país, o Netflix. A série é a terceira do universo Marvel e é uma produção original Netflix, passando a compor o portfólio de produções da empresa ao lado de Demolidor e Jessica Jones. O próximo ano trará “Punho de Ferro” para o time e, finalmente, teremos a reunião desses quatro heróis na série “Os Defensores”.

A trama

Após os últimos eventos do enredo de Jessica Jones, Luke Cage deixa Hell’s Kitchen e vai para o Harlem, outro bairro de Nova Iorque. É lá que Mike Colter dá vida a história solo de um dos super-heróis mais barra pesada da Marvel. Aqui vão alguns acertos e erros que acreditamos que devem ser levados em consideração antes de começar a série.

PRÓS

A Narrativa não depende das demais séries

Para assistir Luke Cage você não precisa ser um especialista no universo Marvel, nem necessariamente ter assistido Demolidor e Jessica Jones. Claire Temple, personagem que também está presente em Demolidor, não traz consigo muitas referências de sua aparição na série de Matt Murdock e ganha ainda mais espaço na nova produção.

Abordagem de conflitos sociais

Com Jessica Jones e Luke Cage, a dupla Marvel e Netflix trazem ao público uma nova classe de heróis. Sem armaduras, capas ou máscaras, seus rostos estão à mostra, seus uniformes são suas roupas mais casuais ou seja lá o que estiverem vestindo na hora. Além disso, no caso de Luke Cage, os inimigos não estão relacionados apenas ao passado do personagem, mas a situações externas e mais complexas. A série traz à tona elementos como preconceito, corrupção policial e até mesmo política.

Nota 10 em ambientação

A cenografia e sonoplastia são espetaculares. Elas fazem com que o público mergulhe fundo na cultura do Harlem. A trilha sonora regada a Hip-Hop e R&B conta com nomes como Miles Davis, Nina Simone e Wu-Tang Clan, além dos shows de Sharon Jones & the Dap-Kings, The Stylistics e Charles Bradley no palco do Harlem’s Paradise. Agora a melhor notícia: a trilha está disponível em playlist no Spotify <3 (#mce_temp_url#).

O Harlem era o bairro que refletia melhor a cultura negra americana nos anos 1970, então, nada melhor que o herói negro da Marvel seja uma cria do local. As referências estão por toda parte, desde momentos em que vemos elementos como o quadro do vilão Cottonmouth usando uma coroa, inspirado em Notorious B.I.G. ou até mesmo a essência do próprio Harlem’s Paradise, que é uma referência a clubes como Cotton Club e Small’s Paradise, que receberam artistas que se tornariam mundialmente conhecidos, como Duke Ellington.

Elenco impecável

Verdade seja dita: Mike Colter já vinha conquistando fãs desde Jessica Jones. O ator mergulha perfeitamente na personalidade calma do personagem, sem perder aquele “ar” de “não queira me ver irritado”. Cage é calmo, tímido, forte, galã e tem uma gama de conflitos internos e Mike é assertivo ao passar todos esses sentimentos.

Outro nome que vale destaque é o já conhecido Mahershala Ali, o famoso Remy Danton de House Of Cards. O ator brilha no papel do vilão Cornell Stokes ao lado de Alfre Woodard (Desperate Housewives) que interpreta Mariah Dillard, vereadora e prima de Cornell.

O elenco conta ainda com Simone Cook (Black Card), Theo Rossi (Sons Of Anarchy), Rosario Dawson (Demolidor) e a brasileira Sônia Braga (Aquarius).

CONTRAS

Mesmo com tantas qualidades, a série peca em algo essencial: a narrativa. Luke Cage tem aquele herói fortão, um bairro barra pesada, vilões bem articulados, mas o ritmo da trama se desenvolve lentamente e não suscita fatores que levem o público a ficarem sedentos pela continuidade. Sendo assim, maratona não parece a forma mais apropriada para degustar os episódios da série. A impressão que fica é que os roteiristas tiveram um personagem tão forte que pode destruir tudo tão rápido que tiveram dificuldade para gerenciar isso em 13 episódios. Quando o Cornell sai de cena e entra Kid Cascavel, a trama fica ainda mais cansativa e, em determinados momentos, estagnada.

CONCLUSÃO

Luke Cage é uma série necessária dentro do universo Marvel para preparar o terreno para chegada dos Defensores no ano que vem e, convenhamos, não é no todo ruim, tanto que foi possível elencar mais pontos positivos que negativos, mas quer um conselho? Assista, só não se empolgue em maratonar. Vale salientar que a grande audiência da série nos EUA derrubou (pasmem) os servidores da Netflix por um período de aproximadamente duas horas, no dia seguinte ao lançamento. A gigante do streaming ainda brincou com o ocorrido nas redes sociais: “Nem todos os heróis usam capas. Engenheiros foram chamados para o resgate”.

E ai? Já assistiu a série? O que achou? Conta pra gente nos comentários.

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Easy: a pérola dos relacionamentos amorosos modernos na Netflix

Setembro trouxe grandes estreias e novas temporadas badaladíssimas. Teve volta das esperadas ‘Narcos’, ‘Greys Anatomy’, ‘American Horror Story’, ‘Once Upon a Time’,’ How to Get Away With Murder’, além de estreias extremamente aguardadas como ‘Máquina Mortífera’, ‘O Exorcista’ e ‘Luke Cage’. Diante desse cenário esmagador de lançamentos, surge ‘Easy’. De maneira tímida, mas cativante, a série chega e mostra que tem tudo para conquistar uma base fiel de fãs.

Escrita e dirigida por Joe Swamberg, fundador do movimento “Mumblecore” – gênero caracterizado pelo baixo orçamento, diálogos naturalistas, improvisos e conflitos simples – a série mostra rapidamente sua semelhança com o tom de alguns episódios de “Love”, cujos capítulos tiveram a mão de Swamberg. Apesar de que outra característica marcante do gênero Mumblecore seja a ausência de atores conhecidos, talvez porque o gênero ainda esteja ganhando espaço no mainstream (como é o caso da premiada ‘Transparent’), ‘Easy’ traz atores famosos como Orlando Bloom e Dave Franco em cenas bem diferentes das que estamos acostumados a ver.

A primeira temporada da produção tem oito episódios, todos com uma duração média de 30 minutos em formato de antologia, ou seja, a cada episódio uma nova história, com novos personagens. A ideia da série é abordar as mais variadas faces dos relacionamentos modernos.

O primeiro episódio já chega “chutando a porta” e mostrando o que podemos esperar de ‘Easy’. Nele conhecemos o dilema de Andy e Kyle, um casal em que a esposa tem o salário maior que o do marido. Acontece que Kyle fica sabendo sobre uma pesquisa que diz que as mulheres que ganham mais tendem a transar menos com seus parceiros. Após a frustrante descoberta, os dois tentam resgatar a libido, mas esbarram nos afazeres domésticos e atenção aos filhos.

O episódio seguinte traz à tona a relação entre uma vegana apoiadora de causas sociais e uma estudante que tenta mudar seus hábitos para conquistá-la. Já no outro, o drama de um marido escondendo de sua esposa grávida que está abrindo uma cervejaria ilegal. No seguinte, a trama aborda a tensão entre um casal que tenta engravidar, mas recebe a visita inesperada do ex-namorado. Capítulo após capítulo a série retrata os mais diversos contextos dos relacionamentos amorosos em seus diversos graus, níveis e estágios distintos e um tanto quanto inusitados. A verdade é que em nenhum momento a trama se propõe a ter uma resposta absoluta para resolver todos esses dilemas, mas passa a importante mensagem que, quando se trata de problemas nos relacionamentos, ninguém está só.

Talvez ‘Easy” não alcance estrondosa fama ou ganhe inúmeras premiações, mas é digna de atenção e tem material para render boas maratonas. E, para quem se interessou, aqui vai a boa notícia: a primeira temporada já está disponível na Netflix.

E você? Já assistiu Easy? Conta pra gente o que achou. E não se esquece de curtir nossa página facebook.com/pipocasclub nem de seguir a gente no Twitter e Instagram: @pipocasclub.

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Easy: a pérola dos relacionamentos amorosos modernos na Netflix

Setembro trouxe grandes estreias e novas temporadas badaladíssimas. Teve volta das esperadas ‘Narcos’, ‘Greys Anatomy’, ‘American Horror Story’, ‘Once Upon a Time’,’ How to Get Away With Murder’, além de estreias extremamente aguardadas como ‘Máquina Mortífera’, ‘O Exorcista’ e ‘Luke Cage’. Diante desse cenário esmagador de lançamentos, surge ‘Easy’. De maneira tímida, mas cativante, a série chega e mostra que tem tudo para conquistar uma base fiel de fãs.

Escrita e dirigida por Joe Swamberg, fundador do movimento “Mumblecore” – gênero caracterizado pelo baixo orçamento, diálogos naturalistas, improvisos e conflitos simples – a série mostra rapidamente sua semelhança com o tom de alguns episódios de “Love”, cujos capítulos tiveram a mão de Swamberg. Apesar de que outra característica marcante do gênero Mumblecore seja a ausência de atores conhecidos, talvez porque o gênero ainda esteja ganhando espaço no mainstream (como é o caso da premiada ‘Transparent’), ‘Easy’ traz atores famosos como Orlando Bloom e Dave Franco em cenas bem diferentes das que estamos acostumados a ver.

A primeira temporada da produção tem oito episódios, todos com uma duração média de 30 minutos em formato de antologia, ou seja, a cada episódio uma nova história, com novos personagens. A ideia da série é abordar as mais variadas faces dos relacionamentos modernos.

O primeiro episódio já chega “chutando a porta” e mostrando o que podemos esperar de ‘Easy’. Nele conhecemos o dilema de Andy e Kyle, um casal em que a esposa tem o salário maior que o do marido. Acontece que Kyle fica sabendo sobre uma pesquisa que diz que as mulheres que ganham mais tendem a transar menos com seus parceiros. Após a frustrante descoberta, os dois tentam resgatar a libido, mas esbarram nos afazeres domésticos e atenção aos filhos.

O episódio seguinte traz à tona a relação entre uma vegana apoiadora de causas sociais e uma estudante que tenta mudar seus hábitos para conquistá-la. Já no outro, o drama de um marido escondendo de sua esposa grávida que está abrindo uma cervejaria ilegal. No seguinte, a trama aborda a tensão entre um casal que tenta engravidar, mas recebe a visita inesperada do ex-namorado. Capítulo após capítulo a série retrata os mais diversos contextos dos relacionamentos amorosos em seus diversos graus, níveis e estágios distintos e um tanto quanto inusitados. A verdade é que em nenhum momento a trama se propõe a ter uma resposta absoluta para resolver todos esses dilemas, mas passa a importante mensagem que, quando se trata de problemas nos relacionamentos, ninguém está só.

Talvez ‘Easy” não alcance estrondosa fama ou ganhe inúmeras premiações, mas é digna de atenção e tem material para render boas maratonas. E, para quem se interessou, aqui vai a boa notícia: a primeira temporada já está disponível na Netflix.

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Cinco perguntas para saber o que esperar de Supermax

Em tempos de streaming e com preços mais acessíveis para os pacotes de TV por assinatura, está cada vez mais difícil para a TV aberta cativar fãs de seriados. Mas, como quem luta constantemente para se reinventar, a Globo aposta em um novo show para atrair esse público: Supermax, A nova produção original da emissora, promete trazer algo novo a TV aberta e inaugurar uma nova fase para o público seriador brasileiro.

O que é?

Com criação de José Alvarenga Jr., Marçal Aquino e Fernando Bonassi traz, Supermax é uma série que promete trazer elementos de ação, suspense, thriller e drama. A classificação indicativa do programa é para maiores de 16 anos e o elenco traz desde nomes bastante conhecidos do público como Mariana Ximenes e Cléo Pires, até nomes nem tão famosos como Bruno Belarmino, Ravel Andrade, Nicolas Trevijano, Ademir Emboava, Maria Clara Spinelli, Fabiana Gugli, Mario César Camargo e Vânia de Brito, entre outros.

Qual a história?

A trama conta a história de doze participantes de um reality show que são confinados em uma prisão de segurança máxima. Mais do que a busca pelo prêmio e entender os mistérios que cercam o local, os confinados também terão que lidar com os seus próprios fantasmas e medos. Acontece que em comum aos personagens existe um passado obscuro, ai é onde temas relevantes são postos a mesa para os espectadores: eutanásia, corrupção política, abuso policial, violência doméstica, identidade de gênero, torturas na ditadura, pedofilia na igreja etc. A ideia parece ser que os personagens lembrem personalidades famosas do nosso país, como Bruna Surfistinha, jogadores famosos como Ronaldo, Romário, e empresários e políticos envolvidos em corrupção (ai a lista é bem maior).

O que traz de novo?

Além da trama e direção de arte inovadora, a estratégia de divulgação também foi bem mais contemporânea que as que estamos acostumados por parte da emissora. Acontece que os 11 primeiros episódios de Supermax foram disponibilizados primeiro na plataforma de streaming Globo Play. Apesar da pegada vanguardista da iniciativa, a season finale será transmitida exclusivamente na televisão, em dezembro.

É um seriado de terror?

Não. Deixemos claro que Supermax não dá medo, então já eliminemos a expectativa de um thriller que se criou em torno da série. Episódio após episódio a ideia que se constrói é que a produção estaria mais para um suspense que para o terror.

Dá no mesmo assistir na TV aberta e no Globo Play?

Depende. Na verdade, a série cria corpo e forma por volta do episódio oito e no episódio 10, sem dúvida o melhor da temporada, um flashback contando toda a história envolvendo os fatos sombrios da Supermax, dá a deixa para a conclusão da primeira temporada. O enredo foi construído de uma maneira interessante para a distribuição via streaming, pois existe a possibilidade da maratonar a série, gerando a curiosidade que os cliffhangers deixam. Já para quem vai assistir pela TV aberta, o desenrolar dos fatos pode se dar de maneira um pouco lenta e demorada, desanimando alguns espectadores.

Conclusão

Em termos técnicos a série não decepciona, especialmente se analisada dentro das produções nacionais. Odiamos Cléo Pires em alguns momentos, e amamos a Mariana Ximenes, impossível não destacar a excelente atuação das duas. Apesar da demora do enredo em “engatar a quinta marcha”, a série parece cumprir seu papel de oferecer um entretenimento de qualidade aos fás de seriados. Pra se ter uma ideia do quanto a emissora está apostando na série, antes mesmo de sua estreia Supermax já ganhou uma versão internacional falada em Espanhol com coprodução da Espanha (Mediaset), do México (TV Azteca) e da Argentina (TV Pública e Oficinas Burman), com externas filmadas nos respectivos países.

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Bruxa de Blair: Continuação ou Remake?

O ano é 1785, o local, uma pequena vila próximo de Washington D.C chamada Blair, onde crianças afirmam que uma mulher as atraia para casa onde realizava experimentos e coletava sangue. Elly Kedward, principal suspeita, é acusada e banida da vila, mas não sem antes rogar uma praga no vilarejo, amaldiçoando a todos. O que vem a seguir é uma sucessão de mortes, desaparecimentos e acontecimentos sinistros, dando início à famosa lenda da Bruxa de Blair.

Com base nessa história assustadora, foi lançado, em 1999, o filme A Bruxa de Blair. Orçado em US$ 60 mil e com arrecadação de US$ 248 milhões nos cinemas mundiais, o filme inovou e consolidou definitivamente o gênero Found Footage, onde as imagens são retiradas de uma gravação amadora em formato de documentário realizado pelos personagens. Na época, o diretor orientou os atores, os soltou na floresta e passou breves orientações através de walkie talkies. Os próprios atores filmaram todo o longa em suas gravadoras.

Dezessete anos depois e com todo um suspense envolvido desde o lançamento do primeiro filme, uma nova produção sobre a bruxa de blair foi anunciada na San Diego Comic Con, dois meses antes do lançamento.

A trama atual situa-se 16 anos após o desaparecimento de Heather, irmã do protagonista James, nas florestas de Blair. Motivado pelo descobrimento de um vídeo que relata estranhos acontecimentos em uma casa no meio da floresta, o jovem decide então reunir alguns amigos e sair à procura da irmã. Uma de suas amigas, decide acompanhar a trupe e gravar um documentário sobre a jornada. A empreitada parece promissora, especialmente quando eles recebem o apoio de um casal local (responsável pelo vídeo que motivou James) que conhece a área e se oferecem para guiar o grupo pela floresta.

Após ler o parágrafo anterior, qualquer pessoa que tenha assistido o clássico de 1999 constatará o óbvio: não há diferença alguma na história dos dois filmes. Sem contar que o novo filme praticamente ignora o fato de que houve uma continuação oficial da primeira produção (Bruxa de Blair – O livro das Sombras), que, diga-se de passagem, foi um fracasso de bilheterias. A única coisa que poderia ser apontada como diferencial do filme atual é o excessivo uso de todo um aparato tecnológico para realizar o documentário de forma digital, afinal agora temos drones, câmeras de ação nos capacetes, GPS e todos os equipamentos necessários (que no fim não servem de muita coisa).

Nem os recursos orçamentários maiores ou o arcabouço tecnológico atual foram o bastante para fazer com que o filme cumprisse seu papel. Ainda em comparação com o primeiro filme, não temos improvisos dos atores ou aquela pegada “vintage”, mas sim uma série de truques de câmeras forçados e cenas planejadas. Além disso, os personagens parecem perder facilmente a própria motivação da jornada, transparecendo que os personagens estão mais interessados nas imagens que em encontrar Heather. O enredo é tão raso e o filme demora tanto a mostrar alguma ação que os mais cansados facilmente cairão no sono nos primeiros 30 minutos no cinema.

Há de se considerar que o found footage não tem o mesmo peso de novidade que tinha em 1999, o gênero já foi bastante utilizado de lá pra cá, e isso talvez explique porque a repetição das mesmas estratégias utilizadas no primeiro filme ocasionou a decepção das bilheterias dessa estreia: US$ 9,65 milhões em seu primeiro fim de semana. Bem longe da marca de US$ 20 milhões que o estúdio esperava arrecadar. Entretanto, nós do Pipoca acreditamos que bons filmes sempre podem surgir, ainda que bebendo de fontes clássicas. Basta um foco maior na qualidade de produção que a ânsia do retorno financeiro.

Conclusão: o longa funciona em alguns de seus sustos, mas sempre através dos mesmos mecanismos clichês: barulho alto repentinamente, corte seco entre um susto e outro e afins. Quem não é fã do gênero pode até se assustar facilmente, mas quem já está acostumado com o suspense de um bom enredo e cenas bem elaboradas, procurando no gênero sempre algo novo, o filme é raso, fraco e faz jus a sua classificação de, pasmem, 12 anos.

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