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VÍDEO | CINCO MELHORES ABERTURAS DE SÉRIES

Tem algumas aberturas de séries que ficam na cabeça da gente e gruda. No vídeo dessa semana escolhemos cinco séries que tem aberturas épicas. Confere aí.

 

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Crítica | Love – 2° Temporada

Sabe aquele momento que você tá zapeando na Netflix procurando algo leve, rápido e diferente para assistir? Se tem uma série que se encaixa nesse perfil é Love. A série criada e dirigida por Judd Apatow (Ligeiramente Grávidos) tem o selo Original Netflix e é uma dramédia que acompanha Gus (Paul Rust) um nerd todo certinho que trabalha como professor de uma atriz adolescente em uma série de TV, que após ser traído por sua namorada conhece Mickey (Gillian Jacobs), produtora em uma emissora de rádio, porém é viciada em sexo, álcool e drogas e que também está passando por um término de um relacionamento. Juntos, mesmo com tantas diferenças, eles procuram entender o que realmente significa o que é o amor.

A segunda temporada inicia exatamente de onde a série parou, com Mickey pedindo um tempo de um ano para Gus, para ela se “tratar” do seu vício em drogas e sexo, para isso ela procura grupos de apoio como “Alcóolicos Anônimos”. Gus por sua vez consegue a adaptação do seu roteiro para um episódio da série “Bruxaria”, que sofre com um hiato repentino devido a queda na audiência.

A grande sacada dessa segunda temporada é mostrar que o amor amadurece sem querer, e a série consegue ir amadurecendo junto. Mesmo sem os dois quererem assumir de fato um relacionamento, com o tempo os dilemas de casais vão aparecer, seja a primeira festa da empresa juntos, conhecer o pai da namorada ou a primeira viagem separados.

Ao tempo que acompanhamos as idas e vindas de Gus e Mickey, a série encaixou e muito bem outras tramas (e formas) como é o caso do relacionamento de Bertie (Claudia O’Doherty) e Randy (Mike Mitchell), que vivem outros dilemas. Além de rir um pouco da indústria com o cancelamento iminente de Bruxaria, ou  a gravação de um nova franquia de filmes.

Love não vai arrancar gargalhadas, mas a trama lhe envolve e faz você torcer para que o casal se encontre em seus desencontros e talvez até se identifique em certo ponto. Afinal de contas o amor não segue um estereótipo ou olha as diferenças. Amor é sobre aceitação, sobre entrega, sobre querer bem, sentir saudades e ainda que não seja verbalizado, uma hora a paixão amadurece e vira amor.

A segunda temporada já está disponível na Netflix com 12 episódios e a série já está renovada para a terceira temporada.

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Crítica| LOGAN

Há 17 anos um filme chegava aos cinemas, produzido por Kevin Feige e que mudaria os olhos da indústria cinematográfica para o universo dos Super-Heróis. Estamos falando de X-Men: O Filme. O filme produzido pela Fox arrecadou US$ 296 milhões para um orçamento de US$ 75 milhões. Ao longo desse tempo podemos ver várias fases e linhas temporais dos Mutantes, porém um personagem era comum em todas: Wolverine.

“Charles, o mundo não é mais o mesmo terá de aprender a viver com isso” – diz Logan a Xavier. Os personagens interpretados por Hugh Jackman e Patrick Stewart respectivamente, passaram juntos por várias fases dos filmes dos Mutantes, nem todas tão boas vale notar. O filme marca a despedida dos dois atores em seus personagens e teremos de aprender a viver com isso. E que despedida.

O ano é 2029, há 25 anos não se houve falar da existência de mutantes por algum evento que ocorreu que o filme não deixa muito claro. Mas já nos primeiros minutos já é possível perceber o estado de Logan, velho, com muitas cicatrizes, olhos vermelhos, trabalhando como chofer. Xavier já com 90 anos, e Alzheimer precisa ser constantemente medicado para controlar os seus poderes.

Quem for ao cinema querendo assistir mais um filme de super-herói pode sair frustrado. Definitivamente Logan não é um filme de herói, e por mais que o ciborgue Donald Pierce, interpretado por Boyd Halbrook, se destaque como antagonista, o maior inimigo do Wolverine é ele mesmo, com o peso do seu passado e tudo que teve que fazer durante toda sua vida. O filme é uma espécie de Road movie, onde a história se desenrola durante a estrada e as situações ocorrem, porém há influências do Western também deixando o filme amarelado e crescendo o tom melancólico.

Quem rouba a cena mesmo é a Dafne Keen, atriz de apenas 11 anos que deixou todos boquiabertos com a interpretação maravilhosa da Laura (X-23), e mostra que o legado do Wolverine deve continuar nas próximas gerações.

Deadpool mostrou que é possível fazer sucesso mesmo aumentando a classificação indicativa e Logan acerta ao usar a mesma tática. Afinal, se vamos nos despedir, que seja com o que o público sempre quis ver. Sangue e cenas de ações frenéticas fazem jus a classificação, porém usada com moderação sem atrapalhar o desenvolvimento do roteiro. Talvez a única coisa que o publico pode se frustrar nesse filme é o fato de Wolverine não usar o famoso uniforme dos quadrinhos, mas isso é justificado durante a trama.

A maquiagem é um show a parte aliada a efeitos de CGI que tornam a velhice de Xavier e Logan ainda mais crível. E se Johnny Cash já tinha deixado a sua mensagem no trailer com Hurt dizendo: – Todos que eu conheço vão embora no final. The Man Comes Around, também de Johnny Cash, despede o filme dizendo: Vozes chamando, vozes chorando / Alguns estão nascendo e outros morrendo.

“Um homem tem que ser o que é Joey, não pode quebrar a forma.”, essa cena de Os Brutos Também Amam (1953) é usada pelo professor X para dar lições a Laura, mas também nos faz entender muito do legado do Wolverine, que em todo tempo não negou sua personalidade, entretanto com todo seu jeito “anti-social”  e tentando demonstrar que não tinha sentimentos lidou com o seu passado até o fim. Logan é sobre família, é sobre existência, é sobre lidarmos com as consequências do nosso passado, mas tentar experimentar novas coisas no hoje.

A geração que cresceu acompanhando as sagas dos heróis nos cinemas vai ter que começar a se acostumar com as despedidas dos atores de seus personagens. E se demorou 19 anos para ser encontrado um novo Superman para substituir Christopher Reeve, sabe-se lá quando acharão um novo Wolverine.

Logan não apenas se despede, mas cria pontes para o futuro. A história de X-23 e os mutantes criados em laboratório pode ser abordada em um futuro próximo. E por sair na frente como primeiro filme dos heróis de 2017, Logan elevou e muito o nível para os próximos que estão programados para esse ano. E que venha a X-23, Novos Mutantes e muito mais X-Men!

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VÍDEO | LIVROS ADAPTADOS PARA FILMES E SÉRIES

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Quando lemos as sagas literárias imaginamos os personagens da nossa forma, quando eles ganham suas adaptaçõs cinematográficas nem sempre agradam. Separamos as adaptações que deram certo (ou não) e comentamos nesse vídeo.

 

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Vencedores do Framboesa de Ouro 2017

Todos os anos, um dia antes do Oscar acontece a premiação do Framboesa de Ouro, prêmio que escolhe os piores do ano em Hollywood. Como esse tipo de prêmio ninguém quer ir receber, a divulgação do resultado este ano se deu através de um vídeo no YouTube.

Os Estados Unidos da Hillary e Batman Vs. Superman dominaram a premiação, ganhando quatro categorias cada. Uma das novidades deste ano foram dois prêmios especiais, um entregue a Mel Gibson, o de Troféu Redenção, por ter conquistado uma indicação ao Oscar de Melhor Diretor com “Até o Último Homem”, e o Troféu Barry L. Bumstead ficou com Má Conduta, suspense estrelado por Al Pacino, Anthony Hopkins e Josh Duhamel que custou US$ 11 milhões e faturou apenas US$ 15.150 nas bilheterias norte-americanas.

Confira a lista completa dos Vencedores do Framboesa de Ouro 2017:

PIOR FILME

Os Estados Unidos da Hilary

PIOR DIREÇÃO

Dinesh D’Souza e Bruce Schooley (Os Estados Unidos da Hilary)

PIOR ATOR

Dinesh D’Souza, como ele mesmo (Os Estados Unidos da Hilary)

PIOR ATRIZ

Rebekah Turner (Os Estados Unidos da Hilary)

PIOR ATOR COADJUVANTE

Jesse Eisenberg (Batman Vs Superman – A Origem da Justiça)

PIOR ATRIZ COADJUVANTE

Kristen Wiig (Zoolander 2)

PIOR ROTEIRO

Batman Vs Superman – A Origem da Justiça

PIOR PRELÚDIO, SEQUÊNCIA, REFILMAGEM OU FILME DERIVADO

Batman Vs Superman – A Origem da Justiça

PIOR COMBO

Ben Affleck e seu BFF Henry Cavill (Batman Vs Superman – A Origem da Justiça)

TROFÉU BARRY L. BUMSTEAD

Má Conduta

TROFÉU REDENÇÃO

Mel Gibson (Até o Último Homem)

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Moonlight e La La Land são destaques no Oscar 2017

Numa cerimônia marcada por discursos fortes e talvez a maior gafe da história do evento, o Oscar 2017 consagrou La La Land como o grande vencedor da noite. Liderando nas indicações e também nas premiações, La La Land leva para casa seis das 13 estatuetas que disputou: atriz, diretor, música original, trilha sonora, fotografia e design de produção. Com o feito, Damien Chazelle, de “La La Land”, se tornou o mais jovem a ganhar como diretor. Casey Affleck levou o Oscar de ator por “Manchester à Beira-mar”, filme que ganhou também a estatueta de roteiro original. Moonlight faturou a premiação de melhor roteiro adaptado, melhor ator coadjuvante e melhor filme.

Além das excelentes produções que disputavam as estatuetas, outro grande destaque ficou por conta de uma gafe histórica que marcou a premiação. Os apresentadores responsáveis por anunciar o vencedor da categoria de melhor filme, Faye Dunaway e Warren Beatty, leram o nome errado ao falar quem levaria o prêmio. Os atores disseram que “La La Land” havia levado a estatueta, quando na verdade o prêmio era de Moonlight.

A equipe de Damien Chazelle chegou a subir ao palco, mas ao perceberem o erro, esclareceram que o vencedor tinha sido o filme de Barry Jenkins. Beatty e Faye leram, na verdade, o envelope em que constava a vencedora da categoria de Melhor Atriz (Emma Stone, de “La La Land”).

Confira abaixo a lista completa de ganhadores da noite:


Melhor Filme
* Moonlight – Sob a Luz do Luar

Melhor Direção
* Damien Chazelle, La La Land – Cantando Estações

Melhor Ator
* Casey Affleck, Manchester À Beira-Mar

Melhor Atriz
* Emma Stone, La La Land – Cantando Estações

Melhor Atriz Coadjuvante
* Viola Davis, Um Limite Entre Nós

Melhor Ator Coadjuvante
* Mahershala Ali, Moonlight – Sob a Luz do Luar

Melhor Roteiro Original
* Manchester À Beira-Mar

Melhor Roteiro Adaptado
* Moonlight – Sob a Luz do Luar

Melhor Música Original
* “City of Stars”, La La Land – Cantando Estações

Melhor Fotografia
* La La Land – Cantando Estações

Melhor Documentário de Curta-Metragem
* Os Capacetes Brancos

Melhor Documentário de Longa-Metragem
* OJ: Made in America

Melhor Figurino
* Animais Fantásticos e Onde Habitam

Melhor Edição de Som
* A Chegada

Melhor Mixagem
* Até o Último Homem

Melhor Maquiagem e Penteado
* Esquadrão Suicida

Melhor Curta-Metragem Animado
* Piper

Melhor Animação
* Zootopia

Melhor Edição
* Até é o Último Homem

Melhores Efeitos Visuais
* Mogli: O Menino Lobo

Melhor Design de Produção
* La La Land – Cantando Estações

Melhor Filme Estrangeiro
* The Salesman (Irã)

Melhor Trilha Sonora
* La La Land – Cantando Estações

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Crítica | Moonlight: sob a luz do luar

Um garoto, três nomes, três identidades. Moonlight é um poema em forma de filme. Com um roteiro simples, mas rebuscado, um excelente elenco e uma fotografia de encher os olhos, o filme mostra logo em suas primeiras cenas o porquê foi indicado para concorrer a categoria mais importante do Oscar.

A produção conta três fases da vida de Chiro, um americano negro da periferia de Miami. De garoto perdido à gângster renomado, o protagonista nos leva a refletir sob diversos aspectos da vida em sociedade, especialmente sobre suas mazelas.Perseguido pelos colegas quando criança e tentando entender os problemas de sua mãe com as drogas, Little (apelido depreciativo colocado pelos outros garotos da escola) precisou aprender desde cedo que é difícil compreender quem você é. E mais difícil ainda fazer com que os outros o respeitem.

Com diálogos sucintos e profundos, os encontros de Chiro com os demais personagens são sempre complexos, suscitando a sensação de que há sempre muito mais por trás das poucas palavras trocadas nas cenas. A atuação de todo o elenco, em especial de Alex R. Hibbert, dispensa comentários e é capaz de rapidamente deixar marejados até os olhos dos mais fortes. São cenas que passam longe dos clichês a que estamos habituados e abordam temas polêmicos com tanta sobriedade que repetidamente fazem com que questionemos até mesmo os princípios mais básicos da humanidade, como o do respeito à identidade alheia.

Um outro ponto de destaque do filme é a sutileza com que a narrativa retrata os principais focos do enredo, passando longe da vitimização de Chiro, mas ao mesmo tempo sem romantizar em nada os acontecimentos. Em Moonlight somos apresentados ao cru relato das dores da vida, da esperança e do amor, tudo com a delicadeza de um soneto e com a força de um soco na boca do estômago.

É bem verdade que o filme perde um pouco do ritmo do meio para o final, mas nada capaz de tirar a beleza da história.

De um ponto de vista mais técnico, Moonlight também apresenta uma produção de peso. Uma boa trilha sonora acompanha belos planos, câmeras bem posicionadas e cenas muito bem editadas, tudo sob a excelente regência de Barry Jenkins, que mostrou verdadeira maestria na finalização do filme.

Em resumo, Moonlight é um filme que sem dúvida alguma merece estar no páreo para melhor filme no Oscar. Apesar dos concorrentes de peso, poucos de seus adversários conseguem imprimir uma mensagem tão profunda e bonita na alma daqueles que prestigiam os filmes. Se há algo pelo que sou grato, independente do resultado, é que sua indicação abriu caminhos para que pessoas de todo o mundo pudessem ser tocadas e despertadas pela linda mensagem de Chiro. Uma obra que vale cada minuto sentado em frente à tela.

Curiosidades

– No filme, Juan ensina Little a nadar. Mas antes do início das filmagens, o jovem realmente não sabia nadar. Então, Mahershala Ali realmente ensinou Alex R. Hibbert a nadar.

– Naomie Harris teve que filmar todas as suas partes em apenas três dias. As cenas se passam durante 15 anos da vida da personagem e foram filmadas em sequência.

– Barry Jenkins disse em uma entrevista que os três atores que interpretam Chiron não se conheceram durante a produção. A ideia era que cada um interpretasse seu personagem sem serem influenciados pelas atuações dos outros. A mesma técnica foi utilizada com os atores que interpretaram Kevin.

– Baseado na peça de teatro In Moonlight Black Boys Look Blue, escrita e dirigida por Barry Jenkins.

– Filmado durante 25 dias, de outubro a novembro de 2015, no sul da Flórida.

– As restrições orçamentárias foram tão grandes que o elenco teve de compartilhar um trailer de traje, cabelo e maquiagem, além de uma sala de descanso com toda a equipe.

– A princípio, Naomie Harris estava muito relutante em interpretar uma viciada em crack. No entanto, quando Barry Jenkins confidenciou a ela que seu personagem era baseado na própria mãe do diretor – que era viciada em crack -, Naomie concordou em assumir o papel. Para viver sua personagem, ela passou um mês pesquisando a vida de viciados em drogas e viu vários vídeos de viciados em crack na internet.

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Crítica | Estrelas Além Do Tempo

Os anos 50 e 60 foram marcados pela corrida espacial entre os EUA e Rússia. Não era uma boa época para os negros nos EUA, muito menos para as mulheres. E se você fizesse parte dos dois grupos então, as coisas não seriam nada fáceis. Esses aspectos sociais preconceituosos e segregacionistas atingiam até mesmo a emblemática NASA. Nessa época existia na Agência Espacial algo chamado “computador humano”, mulheres negras que faziam cálculos e análises de trajetórias. Isso mesmo, não pessoas, computadores humanos.

É dentro desse contexto que conhecemos a vida de três belas mulheres essenciais aos Estados Unidos durante a corrida espacial: Katherine G. Johnson (Taraji P. Henson – Empire), Dorothy Vaughan (Octavia Spencer-Insurgente) e Mary Jackson (Janelle Monáe). Baseado no livro homônimo (Hidden Figures), de Margot Lee Shetterly, o filme é dirigido por Theodore Melfi (Um Santo Vizinho) e produzido pelo cantor Pharrel Williams, que também assina a trilha sonora.

O principal foco do filme é a vida de Katherine Johnson, que desde a infância é considerada um prodígio na matemática, passando a ter ainda mais destaque na NASA, quando o chefe da Agência, Al Harrison (Kevin Costner), a chama para ser seu computador. Harrison se torna um mentor para Kath e um dos únicos do local que não se importa com a diferença de cor entre eles. Dorothy é a “supervisora” (ainda que não possua esse cargo formalmente) das mulheres “computadores”, que se sente ameaçada com a chegada das potentes máquinas da IBM, e precisa correr para aprender a manuseá-los antes que algum homem o faça e tome seu emprego. Já Mary tem o sonho de se tornar engenheira da agência, levando seu sonho ao juizado para solicitar a participação de um curso de pós-graduação, até então só ofertado para brancos.

Um dos pontos fortes da produção é que a narrativa não trata as protagonistas como meras vítimas do preconceito, mas sim destaca que suas conquistas só foram possíveis porque elas não pararam diante dos obstáculos que surgiam, mas lutavam em busca de seus ideiais. Essa máxima ganha ainda mais força quando refletimos que o filme é baseado em fatos reais, algo que o elenco não deixa passar despercebido, trazendo às telonas toda a carga e garra que as personagens exigem. Por incrível que pareça, apenas Jim Parsons (The Big Bang Theory), não traz nada de novo, parecendo ser apenas uma versão mais centrada de seu personagem Sheldon.

Em épocas de #OscarSoWhite, Estrelas Além Do Tempo dá força ao grito contemporâneo de “não a segregação”, não somente nos anos 50 e 60, mas também nos tempos atuais, a segregação e o machismo, embora muitas vezes velados, ainda subsistem.

O filme concorre ao Oscar de Melhor Filme e Melhor Roteiro Adaptado e Octavia Spencer concorre a Melhor Atriz Coadjuvante. A cerimônia acontece no próximo domingo, dia 26 de fevereiro e aqui no Brasil será transmitida pelo canal TNT a partir das 21h.

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Crítica | Lego Batman: O Filme

“Às vezes para consertar um problema temos que criar um problema”, diz o Batman antes de partir para salvar Gotham mais uma vez. E de problemas sabemos que a DC e a Warner entendem muito bem. Talvez Lego Batman, apesar de não fazer parte do cânone da DC, seja uma ótima maneira das empresas começarem o ano consertando ou ao menos aliviando a situação caótica dos últimos anos e fazendo com que o público ( e até mesmo eles mesmos) possam rir um pouco de todas as dificuldades.
Apesar de ser um filme essencialmente infantil, com linguagem e roteiro destinados à esse público, Lego Batman consegue agradar tanto à audiência adulta, através de todas as suas referências, quanto aos pequeninos.
Explorando citações que remontam desde as antiquíssimas cinesséries de TV dos anos 40, passando pelo traje de Batman – O Retorno, o trágico uniforme de Robin (em referência ao de Carrie Kelly na clássica HQ de Frank Miller “Batman – O Cavaleiro das Trevas”) e o da Batgirl baseado na série live-action de 1966, a produção é um verdadeiro leque de fanservice.
O filme não tem medo de satirizar o mal humor do herói, pelo contrário, explora isso como parte da veia cômica do filme, além de destacar outros pontos constrangedores como a paixão de Wayne por seu “tanquinho”, as piadas em que diz que o Homem de Ferro é chato, uma série de brincadeiras com a opção sexual de Robin, além de, pasmem, criticar Esquadrão Suicida “–Usar criminosos para prender criminosos? Que ideia idiota!”.
Desde os primeiros minutos do filme já é possível entender que o sarcasmo do protagonista daria o tom ao filme. Afinal de contas, como a própria produção faz questão de destacar, “todo filme importante começa com uma tela preta e uma música tensa”.
A trama aborda os relacionamentos do herói, seja o familiar, causado pelo orgulho e amor próprio do Homem-Morcego ou pelo relacionamento com o Coringa, quando este tem que ouvir do Batman que ele não tem a menor importância na sua vida e recusa nomeá-lo como arqui-inimigo. Cansado de lutar ao lado dos vilões tradicionais de Gotham, o Coringa propositalmente é capturado e levado a Zona Fantasma para lutar ao lado dos maiores vilões do estúdio. É exatamente nesse ponto que entram as maiores sacadas do filme, quando o público pode contemplar o herói de Gotham lutar contra inimigos nada convencionais como Sauron (Senhor dos Anéis), Lorde Valdemort (Harry Potter), King Kong entre outros. Mas só será possível vencer essas difíceis batalhas se Bruce aceitar que “não dá pra ser herói se você só pensa em si mesmo”.
Uma outra ideia muito legal do filme é construir toda essa ambientação sem deixar de lado a característica principal do filme: os elementos são todos brinquedos da Lego, ou seja, tudo pode ser recriado a qualquer momento como um novo veículo ou arma, apenas a partir da junção de novas peças.
Mais que apenas mais um filme infantil com uma tradicional lição de moral no fim, Lego Batman honra o legado do Homem-Morcego e celebra os 78 anos do herói mais sombrio da DC com muitas risadas e “piadas internas”. Batman encantou e encanta gerações desde os quadrinhos e nós do Pipocas desejamos que continue assim muitas outras gerações. Parabéns Warner e DC por começar o ano com o pé direito.

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‘Até o último homem’: parceria entre Mel Gibson e Andrew Garfield constrói o melhor filme de guerra dos últimos anos

Faz algum tempo que um filme de guerra não emplaca uma estatueta do Oscar, mas parece que nessa edição da premiação há uma nova oportunidade desse jejum ser quebrado.
Baseado em uma história real, ‘Até o último homem’ conta a jornada do médico do exército Desmond T. Doss, interpretado por Andrew Garfield (‘A Rede Social’), durante a Segunda Guerra Mundial, em que se recusa a pegar em armas e matar pessoas. Assim, durante a Batalha de Okinawa, Desmond salva mais de 75 homens e sua postura ganha tanta repercussão que o médico recebe uma Medalha de Honra do Congresso, tornando-se o primeiro Opositor Consciente da história norte-americana.
Dirigido por Mel Gibson (‘Coração Valente’), o filme teve sua première no Festival de Veneza e foi ovacionado pelos críticos, sendo aplaudido de pé por cerca de dez minutos.
Apesar do tom um pouco forçado em algumas cenas, o filme surpreende pela forma sóbria com que relata a fé de Doss e sua fidelidade. Apesar das inúmeras cenas de ação, o verdadeiro cerne do filme é o caráter do militar, que se demonstra inflexível independente das pressões lançadas sobre ele.
Impossível não destacar as fantásticas cenas de guerra exibidas nos filmes. São cenas longas, intensas, com pouca ou nenhuma trilha sonora é recheadas da violência necessária para compreensão dos horrores por trás daquela guerra. São momentos verdadeiramente angustiantes é que fazem até mesmos os mais frios suarem nas cadeiras dos cinemas.
Com uma sonoplastia e fotografia impecáveis, o filme se revela como mais uma grande obra de Gibson, mostrando novamente ao mundo que é possível abordar a religião sem o tom clichê difundido nos filmes da atualidade.
A atuação de Andrew também é um ponto que merece destaque. Apesar do pouco repertório de expressões, o ator já impressiona logo nos primeiros minutos de filme pelo sotaque carregado que utiliza para interpretar Desmond. Não obstante, os olhares e temores ao longo da batalha demonstram perfeitamente o misto entre coragem e pânico de participar de uma guerra. Além de Garfield, completam o elenco Teresa Palmer (Meu Namorado é um Zumbi), Sam Worthington(Avatar), Vince Vaughn (De Repente Pai), Luke Bracey (O Melhor de Mim), Rachel Griffiths(Ela dança. Eu danço), Ryan Corr(Promessas de Guerra) e Hugo Weaving (Matrix).
A edição 2016 do AACTA Awards, o Oscar australiano, consagrou Até o Último Homem, de Mel Gibson, com os prêmios de Melhor Filme, Melhor Direção (Gibson), Melhor Ator (Andrew Garfield), Melhor Ator Coadjuvante (Hugo Weaving) e Melhor Roteiro Adaptado.
Além desses prêmios principais, o filme ainda levou quatro estatuetas técnicas, somando um total de nove prêmios. Não bastasse isso, ondulem ainda emplacou seis indicações ao Oscar. Compete como melhor filme, melhor ator (com Andrew Garfield), melhor montagem, mixagem de som e edição de som. E por fim, a cereja do bolo: Gibson é um dos cinco indicados ao prêmio de direção.
Como as próprias premiações e indicações já demonstram, ‘Até o último homem’ é um excelente filme que consegue equilibrar um enredo fascinante, uma temática polêmica e cenas de ação e drama muito bem construídas, seja do ponto de vista estético ou narrativo. Um filme como a tempos esperávamos, um filme daqueles que só Mel Gibson sabe fazer.
Curiosidades sobre o filme
Um herói humilde 
Quando questionado sobre o número de pessoas que Desmond T. Doss já salvou, ele afirmou diz ser em torno de 50 vidas. No entanto, testemunhas afirmam que o número, a verdade, é em torno de 100. Um acordo mútuo consente que foram 75 vidas salvas por ele.
Uma história marcante
Segundo o diretor Mel Gibson, o filho de Desmond T. Doss compareceu a uma das filmagens e ficou emocionado com a atuação de Garfield.
Coragem 
Uma nota do trailer mostra que Desmond T. Doss, não somente foi a guerra como um opositor consciente, mas esteve à frente de batalha sem sequer estar armado.
Produção “The Flash”
Apesar dos longos anos até sair do papel, o filme precisou apenas de 59 dias para ser filmado.

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