Crossover, Spin-off, Fall season, Mid Season, Season Finale. Talvez você já leu esses termos em algum lugar e não entendeu bem o que significava. A verdade é que essas palavras podem ser chaves para o entendimento do contexto de alguma série que você esteja assistindo, todo viciado em série precisa conhecer esses termos. Então a gente do Pipocas Club preparou pra vocês um vídeo explicando cada termo desses. Confere ai:
Termos que todo viciado em série precisa saber
A Chegada: filme Sci-Fi da Sony é a cereja do bolo para o gênero em 2016
Faz tempo que os amantes das produções de ficção científica não tinham um ano como 2016.
Ainda recuperando o fôlego de Interestelar (simplesmente espetacular) e Perdido em Marte, os fãs do gênero ganharam um filme pra fechar o ano com chave de ouro: A Chegada (The Arrival).
O selo Sony já podia adiantar que o filme não vinha pra brincadeira, mas a mão de Eric Heisserer, roteirista do filmes, surpreendeu até mesmo os que tinham as melhores expectativas.
Longe de se enquadrar nas narrativas clichês sobre extraterrestres, A Chegada conta uma história complexa, verossímil e sob uma ótica em que as peculiaridades das relações entre diferentes grupos chamam muito mais atenção que os tentáculos dos amigos alienígenas.
Mais que narrar uma simples invasão, a produção aborda temas interessantíssimos como a importância da comunicação para todas as esferas da vida, terrestre e extraterrestre, as dificuldades de não ter um líder comum à todo o planeta e, acima de tudo, quão prejudicial pode ser o individualismo de uma nação, feito das diferenças culturais, frente à ameaças que envolvam toda a Terra.
Falando dos aspectos técnicos, o filme dá um verdadeiro show de fotografia, permitindo uma profunda imersão nas cenas bem elaboradas da produção. Além disso, a sonoplastia é comedida e sóbria, permitindo que o filme explore a temática alienígena sem transparecer qualquer apelo. Por fim, o elenco. Ah, essa pode ser considerada a “cereja do bolo”. Amy Adams e Jeremy Renner, protagonistas da trama, conseguem dar um show ao falar sobre todas as profundas facetas físicas e linguísticas do enredo como verdadeiros profissionais, mas sem perder a leveza que é exigida para transparecer as contundentes emoções de fazer parte de algo tão grandioso como aquele momento.
Para quem é curioso em física e lógica, o filme é cheio de services. E parece que essa tem sido a grande aposta do gênero nesse ano. Tanto Interestelar quanto A Chegada são filmes que enchem os olhos dos verdadeiros admiradores da ficção científica que sabem que a ciência por si só, sem a necessidade de adereços, pode pautar histórias espetaculares.
Em resumo, A Chegada é um espetáculo aos olhos e, principalmente, à mente. Se é que seria justo destacarmos um ponto negativo no filme, seria sua duração, curta demais para desenvolver a história na medida em que ela merece. Mas, sem duvida, a Sony lacrou o final do ano nas telonas brasileiras. E que venha 2017!
Crítica| Animais Fantásticos e Onde Habitam
“Todos mudam. Eu mudei.” Essa frase foi dita por Newt Scamander, mas pode ser aplicada a todos os fãs de Harry Potter. Foram dez anos de saga com o jovem bruxo, uma geração que cresceu acompanhando as aventuras do trio Harry, Hermione e Rony dentro do universo criado pela J. K. Rowling. Há de se considerar que o enredo teria de crescer e amadurecer tal como o seu público. E, após cinco anos de abstinência do universo mágico de Rowling, somos convidados a mergulhar novamente nesse oceano de magia, mas agora olhando para outro lugar.
Animais Fantásticos e Onde Habitam é um livro didático usado em Hogwarts, escrito por Newt Scamander, ex-aluno da Escola de Magia e Bruxaria. O filme, portanto, nos faz mergulhar neste conhecimento do magizoologista Scamander, apresentando essas criaturas.
Ambientado nos anos 20, ou seja, 70 anos antes da trama de Harry Potter, a nova produção tem toda uma ambientação muito peculiar e diferente do que estamos acostumados no universo potteriano E essa não é a única diferença entre os filmes. AFOH se passa em Nova York, já a história de Harry é situada em Londres. Outra importante diferença é que nos EUA não chamamos os não-bruxos de Trouxas, mas sim de não-majs (abreviação de não-mágicos). Essas diferenças são vividas e sentidas pelo público, juntamente com Newt, ao desembarcar em uma Nova York intensa, com uma maleta repleta de animais mágicos. Não bastasse a natureza essencialmente dificultosa de sua atividade, o protagonista ainda se vê dentro de uma grande confusão após alguns de seus espécimes escaparem e o bruxo ter que capturá-los o quanto antes para que o caos não se instaure na cidade.
Aliás, a Comunidade de Bruxos dos EUA parece não viver um bom momento. O filme mostra uma comunidade bem estabelecida com a MACUSA (Congresso Mágico dos Estados Unidos da América), liderada por Seraphina Picquery (Carmen Ejogo), mas que sofre com o fanatismo e a intolerância dos Second Salemers e precisa evitar qualquer tipo de exposição que possa causar conflito entre mágicos e não-majs, além de ter de lidar com a presença de Grindelwald, o maior bruxo das trevas antes de Lord Voldemort.
A premissa parece ser vazia e teria tudo para ser maçante, já que a proposta do filme parece ser acompanhar Newt numa caçada à la Pókemon Go. Entretanto, não podemos simplesmente ignorar o fato de que estamos falando de J. K. Rowling, amigos! E é ela quem assina o roteiro da adaptação, dirigida por David Yates, diretor dos quatro últimos filmes de HP.
Eddie Redmayne dá vida a Newt Scamander, que não chega a ser um herói e nem tenta, pelo contrário, traz uma personalidade retraída cujo maior destaque fica por conta de seu sotaque britânico carregadíssimo. Tudo o que Scamander quer na verdade é a preservação dos animais e acaba convencendo o espectador de que esse na verdade é seu objetivo de vid. Dan Fogler é Jacob Kowalski, um não-maj que acaba ajudando Newt em sua busca, o personagem se estabelece mais como um alívio cômico para o filme com suas caras e bocas que podem nos remeter a Chaplin ou O Gordo e O Magro.
Diferente da proposta do cinema nos últimos tempos, em AFOH o bem e o mal são bem definidos, o roteiro é linear sem ser maçante e a produção dá um verdadeiro show em fotografia. Alternando entre cenas cinzentas com a presença de Graves (Colin Farrell) e Credence (Ezra Miller) e cheias de cores com Newt dentro de sua mala infinita, o fã é verdadeiramente transportado para o mundo do filme em todos os seus habitats. E sim, os animais fazem jus ao título de “Fantásticos”, um verdadeiro show de efeitos especiais!
Aliás, Farrell e Miller conseguem trazer o tom certo às cenas a tal ponto de não sabermos ao certo de qual lado Graves está, fazendo com que sintamos toda a perturbação no show de interpretação de Ezra.
Por incrível que pareça, a única presença contestável no filme é a de Johnny Depp, que não teve muito tempo para desenvolver o Grindelwald neste filme, mas que terá mais espaço para abordá-lo nas sequências da franquia.
Para quem não assistiu aos filmes de Harry Potter, não há com o que se preocupar. É possível acompanhar toda a trama de AFOH sem interferência alguma do roteiro das obras anteriores de Rowling. Claro que há algumas poucas referências a HP, quase como easter eggs, que servem mais como service aos fãs que como parte essencial do enredo.
Ao que tudo indica, os próximos filmes possivelmente explorarão ainda mais as expedições de Newt, o história do vilão Grindelwald, o passado de Dumbledore entre outros elementos. E, claro, nós já estamos esperando ansiosos!
“Sabe como sei que não estou sonhando? Eu jamais teria imaginação para isso”, é com essa frase de Jacob Kowalski que todos saem dos cinemas. Rowling provou que sua mente tem universos mágicos infinitos e que podem continuar nos surpreendendo por muito, mas muito tempo.
Netflix libera downloads de títulos para assistir offline
Há algum tempo que rumores se espalham de que a Netflix estaria trabalhando para disponibilizar a opção de downloads para seus usuários. Hoje esse rumor foi confirmado. A empresa anunciou em todas as suas redes sociais e no blog institucional.
“Enquanto vários assinantes preferem assistir à Netflix em casa, sabemos que muitos outros também gostariam de continuar suas maratonas de Stranger Things durante um voo ou em lugares onde a internet é limitada”, explicou Eddy Wu, diretor de inovação de produtos.
Para utilizar o recurso basta ser assinante de qualquer um dos planos da Netflix. O serviço está disponível inicialmente apenas nos dispositivos móveis com plataforma iOS e Android, por enquanto pelo Computador apenas online.
Veja o passo a passo para utilizar o novo recurso do serviço Streaming:
1- Vá até a App Store ou Google Play e baixe a última atualização do aplicativo;
2- Abra o aplicativo;
3- No menu lateral aparece agora a opção “Disponíveis para Download”;
4- Escolha o título que deseja realizar o download. Não é possível escolher a qualidade da imagem. No caso das séries, é necessário fazer o download de cada episódio individualmente;
5- No menu lateral em “Meus Downloads” você pode gerenciar todos os downloads realizado, acompanhar o progresso do download, assistir ou deletar o conteúdo.
Dicas:
– Para downloads no iOS é necessário o sistema operacional estar na versão 8.0 ou posterior. No Android, a partir da versão 4.4.2 (Jelly Bean).
– Lembre-se que ao fazer o download o conteúdo baixada estará consumindo da memória do dispositivo. Fique sempre atento ao Armazenamento Livre no seu dispositivo antes de realizar os downloads.
– Assim como no menu inicial, o menu Disponíveis para download é personalizado, facilitando na hora da escolha.
Pronto! Agora é só seguir esses passos e maratonar Netflix em todo lugar! Go go go!
Um olhar otimista de 3% – primeira série original Netflix Brasileira
O ano é 2009 e um grupo de alunos da Universidade de São Paulo – USP cria uma história de uma sociedade distópica dividida nos clássicos “lado de cá” (pobreza e privações de necessidades básicas) e “lado de lá” (sociedade plena). Para mudar de lado, os habitantes com 20 anos de idade devem passar por um processo em que apenas 3% são aprovados. Coincidência ou não, na época de elaboração da trama o roteirista principal da narrativa, Pedro Aguilera, tinha exatamente 20 anos e já sabia melhor que ninguém que é nessa faixa que a vida começa a nos inserir em diversos processos, desde seleções acirradíssimas nos vestibulares à disputas frenéticas por espaço em um mercado de trabalho concorridíssimo.
O episódio piloto foi disponibilizado no Youtube em 2011, produzido pela Maria Bonita Filmes e dirigido por Daina Giannecchini, Dani Libardi e Jotagá Crema. A produção só foi possível devido ao fato da série ter ganho a Etapa I do Edital de Seleção de Desenvolvimento e Produção de Teledramaturgia Seriada para TVs Públicas – FicTV/Mais Cultura (MinC) e hoje conta com mais de 1 milhão de visualizações. A série foi também vencedora da Mostra Competitiva de Pilotos Brasileiros na categoria Séries de Ficção.
Mesmo com os prêmios a série não encantou nenhuma das mais de dez emissoras em que o projeto foi apresentado. A base de fãs chegou até mesmo a criar uma campanha no Avaaz para que alguma TV bancasse a produção, mas sem resultado. Mas como a esperança é a última que morre, em agosto de 2015 a Netflix anunciou a produção da primeira temporada da primeira série brasileira produzida pela Netflix, agora sob a batuta da Boutique Filmes e direção de César Charlone (Cidade de Deus).
A ideia de uma grande produção de ficção científica ambientada no Brasil já anima por si só ao fugir do constante clichê Favela Rio-São Paulo e Seca no Nordeste. O tema da série, por exemplo, é interessantíssimo: mostrar um mundo pós-apocalíptico, fruto de diversas crises que deixaram o planeta completamente devastado. A situação extrema acabou segregando a sociedade em dois grandes grupos: lado de cá e lado de lá. Convenhamos, o enredo teria uma proposta bem inovadora, se estivéssemos em 2011. Sim, pois nos últimos cinco anos fomos bombardeados com inúmeras produções com enredos que envolvem a mesma ideia. Podemos destacar como exemplos bem sucedidos Jogos Vorazes (2012), Elysium (2013), Divergente (2014) e Maze Runner (2014). E é justamente isso que faz com que o espectador assista 3% com uma constante sensação de Deja Vu.
Junto com a adaptação da Netflix, vieram também algumas alterações. Ao comparar o episódio piloto com a mega produção atual, vemos claras mudanças: fotografia mais clean e clara, diferente da diretriz anterior, mais sombria e escura; os termos “lado de lá” e “lado de cá”, que designavam os grupos sociais após a segregação, passam a ser “Continente” e “Mar Alto”; e a ambientação, bem pesada no episódio piloto – mais parecendo um campo de concentração, passa a ter um ar mais futurístico, com o branco predominando nos cenários e figurinos.
Com relação aos personagens, as características são as mais diversas possíveis: uma jovem idealista, um rapaz egoísta, um cadeirante, um líder nato, dentre outros. Todos querendo superar tudo e todos para passar pelos testes e conseguir uma vida melhor.
O processo de número 104 é conduzido por Ezequiel (João Miguel), uma mistura de apresentador de BBB com Coach apaixonado por frases de Augusto Cury. Ao longo das etapas, as eliminações diminuem a quantidade de participantes envolvidos, expondo as mais intrínsecas facetas das personalidades de cada um, assim como as nuances do passado que insistem em voltar para assombra-los. Simultaneamente, a série mostra que as coisas não são tão perfeitas assim lá no Mar Alto, onde o sistema é essencialmente corrupto e a aprovação do processo nem sempre se dá por atitudes corretas dos participantes.
Apesar do elenco, composto em sua maioria por novatos, parecer apenas acompanhar “o andar da carruagem”, é impossível não destacar as atuações de João Miguel, Bianca Comparato (Avenida Brasil), Vaneza Oliveira (Joana) e Michel Gomes (Fernando). Faz parte também do elenco a já conhecida Zezé Motta, porém com aparições apagadas no papel de Nair, personagem com aparente poder e influência no Maralto.
A prerrogativa de 3% parece ser quebrar alguns paradigmas e não se deter aos já batidos estereótipos da TV, mostrando, por exemplo, a vida de Fernando, jovem cadeirante negro, extremamente inteligente e com a vida sexual bastante resolvida e ativa formando casal com a Michele. Além dele, temos também Joana, negra, inteligente e sagaz, sobrevivente das ruas do Continente.
A ideia é ótima, o enredo parece ter tudo para dar certo – dá até um brilho nos olhos ver que é uma série brasileira, mas 3% deixa a desejar em alguns aspectos.
Um dos principais pontos negativos é a forma como o enredo é desenvolvido. Há muitas lacunas na trama que, ao invés de gerar curiosidade, acabam apenas deixando o espectador confuso. O processo, por exemplo, já está em sua 104ª edição, ou seja, a série se passa 104 anos após o caos ter se instalado no planeta. Mas afinal, o que houve? A série não fala. A produção frisa bem que essa expectativa de ser aprovado no processo e se mudar para o Maralto é muito bem alimentada durante 20 anos da vida de cada cidadão do continente, mas por que? A vida deles é ruim por lá? O que acontece no Continente? Nenhum episódio da primeira temporada explica. Ah, e o Maralto? É mesmo isso tudo que dizem? Não sabemos, pois a série também não mostra. Até mesmo o processo, inicialmente muito rigoroso e recheado de provas que pressionam os candidatos contra parede, forçando cada um a realmente dar o melhor de si, vai se afrouxando ao longo das etapas, ao ponto de você lembrar das provas de líder do BBB ou até mesmo de Supermax.
A primeira temporada de 3% talvez frustre quem espera a continuação do piloto produzido em 2011. As brechas no enredo fazem com que o público por vezes se pergunte se vale a pena seguir a frente. Mas, como prometemos um olhar mais otimista da série, preferimos dizer que sim, a série tem potencial para seguir em frente. Esperamos uma nova temporada de 3% que preencha essas lacunas e permita que os fãs mergulhem nesse universo distópico criado pela série. O episódio final deixa vários ganchos para uma nova temporada e talvez nela todos esses questionamentos encontrem respostas.
Todos os episódios da primeira temporada de 3% já estão disponíveis na Netflix. Assiste e conta pra gente o que você achou 🙂
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Um olhar otimista de 3% – primeira série original Netflix Brasileira
O ano é 2009 e um grupo de alunos da Universidade de São Paulo – USP cria uma história de uma sociedade distópica dividida nos clássicos “lado de cá” (pobreza e privações de necessidades básicas) e “lado de lá” (sociedade plena). Para mudar de lado, os habitantes com 20 anos de idade devem passar por um processo em que apenas 3% são aprovados. Coincidência ou não, na época de elaboração da trama o roteirista principal da narrativa, Pedro Aguilera, tinha exatamente 20 anos e já sabia melhor que ninguém que é nessa faixa que a vida começa a nos inserir em diversos processos, desde seleções acirradíssimas nos vestibulares à disputas frenéticas por espaço em um mercado de trabalho concorridíssimo.
O episódio piloto foi disponibilizado no Youtube em 2011, produzido pela Maria Bonita Filmes e dirigido por Daina Giannecchini, Dani Libardi e Jotagá Crema. A produção só foi possível devido ao fato da série ter ganho a Etapa I do Edital de Seleção de Desenvolvimento e Produção de Teledramaturgia Seriada para TVs Públicas – FicTV/Mais Cultura (MinC) e hoje conta com mais de 1 milhão de visualizações. A série foi também vencedora da Mostra Competitiva de Pilotos Brasileiros na categoria Séries de Ficção.
Mesmo com os prêmios a série não encantou nenhuma das mais de dez emissoras em que o projeto foi apresentado. A base de fãs chegou até mesmo a criar uma campanha no Avaaz para que alguma TV bancasse a produção, mas sem resultado. Mas como a esperança é a última que morre, em agosto de 2015 a Netflix anunciou a produção da primeira temporada da primeira série brasileira produzida pela Netflix, agora sob a batuta da Boutique Filmes e direção de César Charlone (Cidade de Deus).
A ideia de uma grande produção de ficção científica ambientada no Brasil já anima por si só ao fugir do constante clichê Favela Rio-São Paulo e Seca no Nordeste. O tema da série, por exemplo, é interessantíssimo: mostrar um mundo pós-apocalíptico, fruto de diversas crises que deixaram o planeta completamente devastado. A situação extrema acabou segregando a sociedade em dois grandes grupos: lado de cá e lado de lá. Convenhamos, o enredo teria uma proposta bem inovadora, se estivéssemos em 2011. Sim, pois nos últimos cinco anos fomos bombardeados com inúmeras produções com enredos que envolvem a mesma ideia. Podemos destacar como exemplos bem sucedidos Jogos Vorazes (2012), Elysium (2013), Divergente (2014) e Maze Runner (2014). E é justamente isso que faz com que o espectador assista 3% com uma constante sensação de Deja Vu.
Junto com a adaptação da Netflix, vieram também algumas alterações. Ao comparar o episódio piloto com a mega produção atual, vemos claras mudanças: fotografia mais clean e clara, diferente da diretriz anterior, mais sombria e escura; os termos “lado de lá” e “lado de cá”, que designavam os grupos sociais após a segregação, passam a ser “Continente” e “Mar Alto”; e a ambientação, bem pesada no episódio piloto – mais parecendo um campo de concentração, passa a ter um ar mais futurístico, com o branco predominando nos cenários e figurinos.
Com relação aos personagens, as características são as mais diversas possíveis: uma jovem idealista, um rapaz egoísta, um cadeirante, um líder nato, dentre outros. Todos querendo superar tudo e todos para passar pelos testes e conseguir uma vida melhor.
O processo de número 104 é conduzido por Ezequiel (João Miguel), uma mistura de apresentador de BBB com Coach apaixonado por frases de Augusto Cury. Ao longo das etapas, as eliminações diminuem a quantidade de participantes envolvidos, expondo as mais intrínsecas facetas das personalidades de cada um, assim como as nuances do passado que insistem em voltar para assombra-los. Simultaneamente, a série mostra que as coisas não são tão perfeitas assim lá no Mar Alto, onde o sistema é essencialmente corrupto e a aprovação do processo nem sempre se dá por atitudes corretas dos participantes.
Apesar do elenco, composto em sua maioria por novatos, parecer apenas acompanhar “o andar da carruagem”, é impossível não destacar as atuações de João Miguel, Bianca Comparato (Avenida Brasil), Vaneza Oliveira (Joana) e Michel Gomes (Fernando). Faz parte também do elenco a já conhecida Zezé Motta, porém com aparições apagadas no papel de Nair, personagem com aparente poder e influência no Maralto.
A prerrogativa de 3% parece ser quebrar alguns paradigmas e não se deter aos já batidos estereótipos da TV, mostrando, por exemplo, a vida de Fernando, jovem cadeirante negro, extremamente inteligente e com a vida sexual bastante resolvida e ativa formando casal com a Michele. Além dele, temos também Joana, negra, inteligente e sagaz, sobrevivente das ruas do Continente.
A ideia é ótima, o enredo parece ter tudo para dar certo – dá até um brilho nos olhos ver que é uma série brasileira, mas 3% deixa a desejar em alguns aspectos.
Um dos principais pontos negativos é a forma como o enredo é desenvolvido. Há muitas lacunas na trama que, ao invés de gerar curiosidade, acabam apenas deixando o espectador confuso. O processo, por exemplo, já está em sua 104ª edição, ou seja, a série se passa 104 anos após o caos ter se instalado no planeta. Mas afinal, o que houve? A série não fala. A produção frisa bem que essa expectativa de ser aprovado no processo e se mudar para o Maralto é muito bem alimentada durante 20 anos da vida de cada cidadão do continente, mas por que? A vida deles é ruim por lá? O que acontece no Continente? Nenhum episódio da primeira temporada explica. Ah, e o Maralto? É mesmo isso tudo que dizem? Não sabemos, pois a série também não mostra. Até mesmo o processo, inicialmente muito rigoroso e recheado de provas que pressionam os candidatos contra parede, forçando cada um a realmente dar o melhor de si, vai se afrouxando ao longo das etapas, ao ponto de você lembrar das provas de líder do BBB ou até mesmo de Supermax.
A primeira temporada de 3% talvez frustre quem espera a continuação do piloto produzido em 2011. As brechas no enredo fazem com que o público por vezes se pergunte se vale a pena seguir a frente. Mas, como prometemos um olhar mais otimista da série, preferimos dizer que sim, a série tem potencial para seguir em frente. Esperamos uma nova temporada de 3% que preencha essas lacunas e permita que os fãs mergulhem nesse universo distópico criado pela série. O episódio final deixa vários ganchos para uma nova temporada e talvez nela todos esses questionamentos encontrem respostas.
Todos os episódios da primeira temporada de 3% já estão disponíveis na Netflix. Assiste e conta pra gente o que você achou 🙂
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Quinto episódio de The Walking Dead registra audiência mais baixa dos últimos quatro anos
Não se sabe se foi pela morte de Glenn, ou simplesmente porque Lucille só teve sede no primeiro episódio, mas a verdade é que a sétima temporada de The Walking Dead está deixando a desejar.
O último episódio, intitulado Go Getters, marcou um recorde bastante negativo para franquia: foi o episódio com a menor audiência desde 2013. É bem verdade que, falando em TWD, mesmo os “fracassos” não são tão ruins assim, já que o último episódio foi assistido por nada menos que 11 milhões de expectadores nos Estados Unidos. No restante do mundo, os números são próximos a 17 milhões.
Apesar de não parecer tão ruim, a marca se torna crucial pelo fato de que a série vinha ladeira acima há quatro anos, mantendo ótimos resultados. O medo trazido pela queda é de que, em virtude da baixa audiência, a série possa entrar na fase de “risco de cancelamento”. Claro que não é tão fácil dada a magnitude da série, mas é importante frisar que, ao menos para maioria das produtoras, a audiência dos EUA é a que importa, logo, se a série continuar mantendo índices baixos de audiência, é possível que testemunhemos tempos difíceis para Rick e sua trupe.
A causa dos números ruins não parece tão exata, mas a dificuldade de lidar com tantos núcleos diferentes sendo introduzidos ao longo da história pode ter colaborado com o problema. Sem ter um arcabouço narrativo anterior que permita uma maior complexidade de enredo, muitas histórias são introduzidas e finalizadas sem demonstrar muita relevância para a trama central. Traduzindo: a série tenta contar tantas narrativas que acaba criando episódios inteiros de introdução que acabam sendo enfadonhos e superficiais. É diferente de Game of Thrones, por exemplo. Apesar de ter inúmeros núcleos, todos fazem parte de uma única linha narrativa que teve início no primeiro episódio da série e segue até hoje. No caso de TWD, os núcleos aparecem “do nada”, criam uma nova vertente da história e depois desaparecem, praticamente sem deixar rastros, como os canibais da sexta temporada. Isso faz com que o público perca um pouco do interesse pelo show. O problema ganha um agravante ainda mais sério quando você tem uma estreia espetacular como a da temporada atual, mas logo em seguida acontece uma diminuição gradativa do ritmo, fazendo com que a expectativa do público diminua, ao invés de aumentar.
Bem, o que podemos afirmar com certeza é o seguinte: The Walkind Dead tem um público fiel. Desde que os roteiristas lavem seus rostos e tentem apresentar algo mais emocionante e envolvente, o quadro ruim pode ser revertido em recordes de audiência. Ou é só simplesmente soltar Lucille de novo pra resolver a questão.
E você? O que tá achando da sétima temporada de The Walking Dead? Conta pra gente!
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8 vezes em que Black Mirror nos mostrou que já vivemos no futuro
É muito provável que, ao menos nos últimos 30 dias, você tenha visto algum post nas redes sociais de um amigo que estava assistindo Black Mirror. Normalmente essas publicações costumam ser seguidas por legendas do tipo “Essa série está desgraçando minha mente”. Talvez até mesmo você tenha sido uma das pessoas que postou algo assim. E nada disso acontece por acaso.
Black Mirror é uma série antológica britânica, com três temporadas e apenas doze episódios, além de um “especial” de Natal. Cada episódio mostra uma história diferente, sempre com temas sombrios e que fazem alusão ao estilo de vida moderno, com ênfase na inclusão da tecnologia no dia a dia da sociedade.
A verdade é que por diversas vezes a série se demonstra assustadoramente real, mostrando que estamos cada vez mais cercados por todos os lados pelo “Black Mirror” (Espelho Preto, em tradução livre). A tela do seu celular, seu aparelho televisor ou o monitor do seu notebook, desligados são só telas pretas, mas ligados podem muitas vezes refletir o “eu” mais obscuro de cada um. E a grande questão é que o encontro com esse nosso outro lado pode ser doloroso e assustador, sensações constantemente passadas pela série.
Ao analisar a produção episódio por episódio, fizemos uma divisão em três categorias:
- Comportamental: episódios que tratam diretamente ou fazem analogias à maneira como convivemos com a tecnologia;
- Futuro Próximo: episódios que abordam temas relacionados a tecnologias que ainda não dominamos, mas que já estamos perto de dominar;
- Futuro Distante: São episódios onde as chances das situações ocorrerem na vida real são quase nulas (ou assim esperamos).
Para nossa surpresa, os episódios que tratam aspectos comportamentais compõem quase 70% da série. É sobre esses episódios que vamos falar. Abaixo listamos oito capítulos da trama que mostram que já estamos no futuro “predito” por Black Mirror.
1. The National Anthem (Temporada 1 – Episódio 1)
Para salvar a vida de uma jovem em perigo o Primeiro Ministro Britânico precisa gravar um vídeo humilhante em rede nacional, dividindo opiniões se ele deveria ou não fazê-lo.
Reflita agora quantas vezes deixamos o certo ou errado de lado contanto com que o show continuasse.
2. Fifteen Million Merits (Temporada 1 – Episódio 2)
O episódio mostra pessoas vivendo em cubículos, com um nível baixo de socialização, onde quase todo esforço é gasto em consumo de programas de TV, ou, nos melhores casos, para se esforçar em fazer parte do show.
Big Brother, The Voice, X Factor, Ídolos, e tantos outros realitys que tantos sonham entrar e cujos espectadores torcem fanaticamente, são bons exemplos desse capítulo da série. O episódio traz à tona como isso tudo pode constituir formas de fuga de prisões que nós mesmos criamos.
3. White Bear (Temporada 2 – Episódio 2)
White Bear é sobre o voyeurismo como forma de justiça, mais um reality da nossa vida real.
Com o acesso facilitado a smartphones com câmeras cada vez mais potentes, cada um virou um pouco de juiz, paparazzi ou voyer. Queremos fotografar, postar ou fazer textão de tudo que flagramos. Afinal, quantas vezes já assistimos pessoas que cometeram atos terríveis e filmaram para publicar na internet?
4. The Waldo Moment (Temporada 2 – Episódio 3)
Waldo é um urso personagem de um programa no estilo talk-show. Quem dá vida ao urso é o comediante fracassado Jamie Salter através da captura de movimentos em computação gráfica. Após entrevistar um candidato político, Waldo ganha fama pela reação do político o que faz a produção embarcar numa perseguição política. Perseguição esta que se torna em uma candidatura do próprio urso.
Parece palhaçada né? Mas estamos tão desacreditados politicamente que costumeiramente cogitamos entregar o destino da sociedade nas mãos até mesmo de personagens de humor, como forma de “protesto”. Talvez se fosse aqui no Brasil teríamos outros candidatos do nipe de Waldo, já que por aqui até palhaço já ganhou.
5. Nosedive (Temporada 3 – Episódio 1)
Na sociedade em que o episódio é ambientado tudo funciona em um sistema de avaliação muito parecido com o que é usado em aplicativos como Uber. Como você se veste, anda, se comporta, tudo são alguns dos fatores avaliados por todos ao redor e sua média de pontuação vai ditar o que você pode consumir, se terá descontos em produtos, se fará amigos, terá privilégios, receberá convites e etc.
Muito parecido com a vida baseada em likes, dislikes, follows e unfollows que vivemos.
Ah, e se quiser saber como seria a sua pontuação nessa realidade (pra ir treinando para o futuro) basta acessar esse site: https://rateme.social
6. Shut Up and Dance (Temporada 3 – Episódio 3)
Shut Up and Dance é um daqueles episódios que fará você quebrar sua webcam, pagar um bom antivírus e tudo o que estiver ao seu alcance para se prevenir de hacker invasores. Nesse episódio várias pessoas são chantageadas por hackers após ter imagens captadas pela webcam através de um tipo vírus.
Na verdade, já somos bastante vulneráveis no mundo online e essa temática não é nova dentro do mundo do entretenimento, mas ainda assim sempre choca. Nosso histórico está nas mãos dos servidores, o que vemos, o que buscamos na internet, nossas fotos, vídeos já não são apenas nossos.
7. Men Against Fire (Temporada 3 – Episódio 5)
A cada quatro soldados em campo na 2° Guerra Mundial, apenas um disparava suas armas com a real intenção de matar os inimigos. Essa estatística é apresentada no livro ‘Men Against Fire: The Problem of Battle Command’ escrito em 1947 por S.L.A. Marshall, combatente da 1ª Guerra Mundial e historiador militar na 2ª Guerra Mundial. O livro claramente inspirou o título do episódio e algumas características dele.
Avanços tecnológicos e batalhas militares sempre andaram muito juntos: celular, gps, computadores, tudo isso em dado momento da história foi influenciado pelas guerras. Men Against Fire mostra não apenas um futuro onde a tecnologia é usada para guerra, mas um futuro onde se repete a crueldade humana em considerar outros seres humanos como inferiores.
8. Hated in the Nation (Temporada 3 – Episódio 6)
Quem nunca trovejou ódio nas redes sociais? Criticou uma página, perfil, artista? Quantas vezes vemos expressões como “nojo de fulano”, ou “uma pessoa dessa não deveria estar viva”? Encerrando a temporada e nossa lista, Hated in the Nation mostra a realidade dos “haters” nas redes sociais e o que pode acontecer quando esse ódio se volta contra o “odiador”.
Conclusão – Após refletir sobre tudo isso voltamos à pergunta fundamental: “A vida imita a arte ou a arte imita a vida?” Se tratando de Black Mirror, essa pergunta não é tão simples. A verdade é que a série serve para nos dar um baita murro no estômago e mostrar o monstro que está atrás do espelho, talvez nos dando a chance de reavaliarmos algumas coisas e os caminhos pelos quais estamos trilhando isso presente como sociedade.
Se você não assistiu a série ainda, não precisa de pressa. Os episódios não têm conexão de enredo entre si, sendo assim podem ser assistidos separadamente e “degustados” com calma.
Agora, se você já assistiu, conta aqui nos comentários o que você achou 🙂
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Maiores estreias de séries Originais Netflix de 2016
Que a Netflix mudou o jeito de consumir entretenimento todo mundo já sabe. E a cada ano a empresa tem investido mais em produções originais e quando vemos o selo Original Netflix quase que em 99% dos casos é sinônimo de coisa boa.
A Symphony Advanced Media, empresa especializada na medição de tráfego na internet, divulgou os dados das 20 séries Originais Netflix que tiveram maior audiência em seu fim de semana de estreia, nos Estados Unidos.
A metade do ranking é composto por séries em sua primeira temporada, comprovando que o público confia que a Netflix entregará um produto de qualidade. Confira o ranking completo abaixo:
1ª) Fuller House (primeira temporada): 7,3 milhões de telespectadores;
2ª) Orange Is the New Black (quarta temporada): 5,8 milhões;
3ª) Luke Cage (primeira temporada): 3,4 milhões;
4ª) Demolidor (segunda temporada): 3,2 milhões;
5ª) Stranger Things (primeira temporada): 2,9 milhões;
6ª) Unbreakable Kimmy Schmidt (segunda temporada): 2,34 milhões;
7ª) House of Cards (quarta temporada): 2,32 milhões;
8ª) Love (primeira temporada): 983 mil;
9ª) The Get Down (primeira temporada): 886 mil;
10ª) The Ranch (primeira temporada): 880 mil;
11ª) Narcos (segunda temporada): 825 mil;
13ª) Grace and Frankie (segunda temporada): 757 mil;
14ª) Black Mirror (terceira temporada): 718 mil;
15ª) Haters Back Off (primeira temporada): 538 mil;
16ª) Longmire (quinta temporada): 525 mil;
17ª) The Crown (primeira temporada): 496 mil;
18ª) Bloodline (segunda temporada): 416 mil;
19ª) Marco Polo (segunda temporada): 376 mil;
20ª) Flaked (primeira temporada): 329 mil.
E calma que esse ano ainda tem mais Originais chegando. 3%, Gilmore Girls: Um Ano Pra Recordar e muitas outras. Afinal, vida social pra que né?
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Crítica| Doutor Estranho
Encerrando com chave de ouro o calendário de filmes de super-heróis de 2016, a Marvel Studios inova, surpreende e não deixa a desejar na apresentação de seu novo super-herói. Doutor Estranho é o décimo quarto filme do estúdio e o segundo da fase 3 de seu universo cinematográfico.
Após nos apresentar vários heróis já bastante famosos e que já detinham a simpatia do público, a Marvel foi aos poucos introduzindo novos personagens (já conhecidos nos quadrinhos) nos cinemas, foi assim com Guardiões da Galáxia e Homem-Formiga e a aceitação foi total. Agora o estúdio tinha um novo desafio, além de apresentar um novo super-herói precisava apresentar um novo universo, o universo místico ou plano astral. Com alguns elementos místicos já apresentados em Thor e Guardiões da Galáxia, agora é hora do público entender que o universo vai além de outros planetas e galáxias, existem dimensões incontáveis denominada de Multiversos.
Stephen Strange é um neurocirurgião de sucesso que se desafia sempre em sua profissão e busca ao máximo novos desafios para manter ele no topo dos melhores da área. Uma figura arrogante e presunçosa que se vê sem chão ao sofrer um acidente que causou danos em seus nervos das mãos, impossibilitando-o de continuar exercendo a profissão. Strange parte então em busca de todos os meios da medicina para buscar sua cura, e após quase acabar com todo seu dinheiro descobre um lugar no Nepal chamado Kamar-Taj. Lá, Stephen é desafiado a abrir mão de muitos ensinos da ciência para compreender que o mundo tem outras dimensões e que existem forças místicas malignas a serem combatidas.
Desde os primeiros minutos do filme o espectador mergulha em um mundo psicodélico, em um show de efeitos especiais para chocar e mostrar que agora a pegada é outra. O filme deixa claro que os heróis que já conhecemos anteriormente combatem ameaças físicas, os magos combatem ameaças místicas.
Introduzir esse novo universo não é uma tarefa nada fácil, e essa batata quente ficou na mão de Scott Derrickson, que com sua experiência em filmes de terror como O Exorcismo de Emily Rose e A Entidade, pode introduzir esses elementos místicos e trazer muita psicodelia ao filme.
O elenco é um show à parte. Benedict Cumberbatch brilha no papel do Doutor Estranho, e faz com que tenhamos nojo de suas atitudes como neurocirurgião, mas nos cativou aos poucos com suas mudanças. É a melhor introdução de personagem da Marvel desde o Homem de Ferro, sem dúvidas. Aliás, sarcasmo e arrogância são elementos de outro personagem de Cumberbatch que também o consagrou, Sherlock.
Mesmo com a reprovação prévia dos leitores dos quadrinhos, Tilda Swinton traz tudo o que esperávamos da anciã. A reprovação dos leitores se dá devido a anciã nos quadrinhos ser, na verdade, o ancião. Mas essa é a única divergência, a personagem inspira sabedoria e imponência sempre que necessário.
Além desses, o elenco ainda conta com Rachel McAdams (Meninas Malvadas), Chiwetel Ejiofor (Perdido em Marte) e Mads Mikkelsen (Hannibal) no papel do violão Kaecilius, talvez um dos pequenos erros do filme, que por ter tanta coisa a apresentar nesse filme de estreia não conseguiu desenvolver o enredo do vilão, e deixou em aberto um pouco de suas motivações para o mal.
Como de praxe não podia faltar Stan Lee, com uma aparição rápida e bastante cômica e piadas que já fazem parte da fórmula Marvel, mas que em determinados momentos atrapalham cenas que poderiam ser primordiais no desenvolvimento dramático.
Em sua primeira semana de estreia, Doutor Estranho estraçalhou as bilheterias brasileiras levando mais de 1 milhão 152 mil pessoas às salas de cinemas.
Para os apressadinhos, fica a dica ai que o filme tem duas cenas pós-crédito: uma que revela algo sobre Thor: Ragnarok e outra sobre uma possível (e ainda não confirmada) continuação de Doutor Estranho.
Já assistiu o filme? Conta pra gente o que achou!
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