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Depois da Caçada | Novo longa de Luca Guadagnino é o filme de abertura do Festival do Rio 2025

(L to R) Julia Roberts as Alma and Andrew Garfield as Hank in AFTER THE HUNT, from Amazon MGM Studios. Photo Credit: Courtesy of Amazon MGM Studios © 2025 Amazon Content Services LLC. All Rights Reserved.

O Festival do Rio anuncia seu filme de abertura: Depois da Caçada (After the Hunt), novo longa de Luca Guadagnino, terá sua estreia brasileira no histórico Cine Odeon – Centro Cultural Luiz Severiano Ribeiro, palco tradicional da Gala de Abertura. A exibição acontece em 2 de outubro, dando início a 11 dias de programação que seguem até 12 de outubro.

A apresentação no Rio acontece logo após a première mundial do longa no Festival de Veneza e sua abertura no Festival de Nova York, reafirmando a posição do evento carioca como espaço privilegiado para lançamentos internacionais.

Não é a primeira vez que Guadagnino chega ao público brasileiro pelo Festival do Rio. O diretor já exibiu no evento Me Chame Pelo Seu Nome (Call Me By Your Name), em 2017, e Melissa P., em 2006.

Para Ilda Santiago, diretora-executiva e de programação, a escolha é motivo de celebração:
“Luca Guadagnino é hoje um dos cineastas mais completos e contemporâneos, com um olhar que vai além do superficial. O cinema é justamente isso: atravessar camadas e propor reflexões. É uma honra receber novamente seu trabalho no Festival do Rio, graças à nossa parceria de longa data com a Sony e a Amazon MGM.”

Produzido pela Amazon MGM Studios e distribuído pela Sony Pictures Brasil, o filme é um thriller psicológico estrelado por Julia Roberts. A atriz interpreta Alma Olsson, professora renomada de uma universidade de elite que vê sua vida abalada após uma aluna (Ayo Edebiri) fazer uma grave denúncia contra um professor (Andrew Garfield), colega e amigo próximo. O dilema coloca em cena questões de ética, poder, gênero, raça e reputação no ambiente acadêmico.

O elenco ainda conta com Chloë Sevigny e Michael Stuhlbarg, além da estreia da roteirista Nora Garrett. A trilha sonora é assinada por Trent Reznor e Atticus Ross, vencedores do Oscar, que retomam a parceria com Guadagnino após Rivais e Queer.

Em entrevistas, Guadagnino definiu o filme como “provocativo, mas articulado”, ressaltando seu desejo de estimular debates sobre consentimento e as tensões do mundo acadêmico. Ele também destacou o desempenho de Julia Roberts — que, segundo o diretor, entrega “sua melhor performance” — e a força de Ayo Edebiri, descrita por ele como “uma verdadeira estrela de cinema, com emoção e grandeza raras de se ver hoje.”

O ator Andrew Garfield também elogiou a experiência de filmar com Guadagnino, destacando a mistura de precisão e leveza do cineasta, que, segundo ele, permite que as cenas “se revelem naturalmente.”

Sobre o Festival do Rio

O Festival do Rio é apresentado pelo Ministério da Cultura, Shell e Prefeitura do Rio, com patrocínio master da Shell por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura e apoio especial da RioFilme / Secretaria Municipal de Cultura. Realização: Cinema do Rio e Ministério da Cultura / Governo Federal.

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“O Agente Secreto” terá estreia norte-americana no Festival de Telluride e ganha primeiro teaser internacional; assista

 “O Agente Secreto”, novo longa de Kleber Mendonça Filho, fará sua estreia norte-americana no prestigioso 52º Festival de Cinema de Telluride, que começa nesta sexta-feira, 29, e vai até o dia 1º de setembro.

A exibição no evento marca o início de uma carreira por prestigiosos festivais norte-americanos, incluindo o 50º Festival de Toronto (de 4 a 14 de setembro), o 63º Festival de Cinema de Nova York (de 26 de setembro a 13 de outubro) e o AFI Latin American Film Festival (de 18 de setembro a 6 de outubro. Em celebração à seleção para Telluride, a Neon lançou o primeiro teaser internacional que tem “Guerra e Pace”, de Ennio Morricone, como o tema da trilha.  

Confira abaixo:

Além da presença em Telluride, “O Agente Secreto” foi confirmado também na programação do 73º Festival Internacional de Cinema de San Sebastián (de 19 a 27 de setembro), que ocorre na cidade espanhola, e será o filme de abertura do 34º Festival de Cinema Latino-Americano de Biarritz (de 20 a 26 de setembro), na França, e do 58º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro (de 12 a 20 de setembro). Seguindo a participação em festivais brasileiros, tem exibição confirmada para o dia 18 de setembro no 18º Festival Maranhão na Tela, e no dia 24 de setembro no 35º Cine Ceará, em Fortaleza. 

Trajetória internacional 

 O filme chega a importantes eventos, após passar por: 

  • Festival de Cannes, na França, onde garantiu os prêmios de Melhor Direção (Kleber Mendonça Filho) e Melhor Ator (Wagner Moura) e o Prêmio FIPRESCI (Federação Internacional de Críticos de Cinema) e “Art et Essai”, concedido pela AFCAE (Associação Francesa de Cinema d’Art et d’Essai); 
  • Festival de Cinema de Sydney, na Austrália; 
  • Festival Cinéma Paradiso Louvre, na França; 
  • Festival de Cinema New Horizons, em Wroclaw, na Polônia; 
  • Festival de Cine de Lima – PUCP, no Peru, onde recebeu os prêmios de Melhor Filme do Júri Oficial e Melhor Filme pela crítica internacional. 

Sobre O Agente Secreto

Ambientado no Recife de 1977, “O Agente Secreto” é um thriller político, que acompanha Marcelo (Wagner Moura), um especialista em tecnologia que foge de um passado misterioso e volta ao Recife em busca de paz, mas logo percebe que a cidade está longe de ser o refúgio que procura. 

O elenco reúne grandes nomes do cinema nacional, incluindo Maria Fernanda Cândido, Gabriel Leone, Carlos Francisco, Hermila Guedes, Alice Carvalho, Roberto Diogenes, entre outros artistas. 

A produção é assinada por Emilie Lesclaux, e é uma coprodução com a CinemaScópio (Brasil), MK Productions (França), Lemming Film (Holanda) e One Two Films (Alemanha), e conta com distribuição no Brasil pela Vitrine Filmes. Internacionalmente, será lançado pela NEON (EUA e Canadá) e pela MUBI (Reino Unido, Irlanda, Índia e América Latina, exceto Brasil).  

“O Agente Secreto” chegará aos cinemas brasileiros no dia 6 de novembro.

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Crítica | O Último Azul – O futuro não é para todos em road movie amazônico

O cinema brasileiro nunca teve limites para contar histórias grandiosas à altura de suas dimensões continentais e, curiosamente, hoje parece haver ainda mais liberdade para isso. Mesmo quando mergulha no cinema de gênero, temperado por fantasia e pela ousadia de reinventar um país em versão distópica, como acontece no instigante O Último Azul, há sempre um sabor inconfundivelmente brasileiro que dá à obra um caráter único.

Gabriel Mascaro, já conhecido por visões de futuro distorcido — em Divino Amor, pela lente da religião, e agora, pela política —, retoma sua habilidade de unir crítica social a um enredo intimista. Desta vez, a jornada é de amadurecimento feminino na terceira idade, um retrato delicado e emocionante, ainda que, em certos momentos, o filme se prenda demais ao peso de seu contexto distópico e acabe deixando de aprofundar questões que poderiam ser ainda mais ricas.

Mesmo assim, O Último Azul cria um pequeno universo poético, como uma pérola guardada em sua concha, e nos convida a refletir: estamos realmente preparados para encarar o fim de nossas vidas?

Os acertos e erros de O Último Azul

Curiosamente, Mascaro filma a vastidão da Amazônia em proporção fechada, quase como se reduzisse sua imensidão a fragmentos. O que poderia parecer uma limitação se revela um recurso preciso: ao não se perder na grandiosidade dos rios e afluentes, o filme concentra nossa atenção na protagonista e em sua jornada íntima.

Tereza, aos 77 anos, vive em uma cidade industrializada da região quando recebe do governo a convocação para se mudar compulsoriamente a uma colônia habitacional destinada aos idosos, um espaço onde, sob o pretexto de “desfrutar” da velhice, são isolados da vida produtiva da nação. Antes desse exílio forçado e de ser caçada pelo temido “cata-velho”, ela decide navegar pelos rios amazônicos em busca de um último desejo, um gesto tardio de coragem que pode alterar seu destino.

Mascaro a coloca, então, diante de um turbilhão de sentimentos até então contidos, transformando essa travessia em uma espécie de jornada do herói na maturidade. Tereza rompe com o cotidiano, encara o desconhecido e se reinventa a partir dos encontros ao longo do caminho. O roteiro, de maneira sutil, percorre as etapas clássicas mapeadas por Joseph Campbell, só que aqui, o mito da aventura é reencarnado na pele de uma mulher idosa, em sua última chance de viver plenamente.

Embora acompanhe uma trama essencialmente particular, o filme se revela um feito grandioso em termos cinematográficos. Sua estética visual e o mergulho nos detalhes amazônicos constroem uma narrativa que soa quase como uma fábula infantil, mas contada pela perspectiva de quem já acumulou uma vida inteira de experiências, o que é genial. O lado místico da região, com o raro caracol da baba azul, aliado à conexão com a natureza e seus enigmas, cria uma atmosfera envolvente e hipnótica, que continua a crescer na memória do espectador mesmo depois que a sessão termina.

Porém, o contexto distópico à la The Handmaid’s Tale é constantemente reforçado: funciona bem como base para esse Brasil reinventado (e assustadoramente possível!), mas em certos momentos o excesso de explicações acaba soando repetitivo, expositivo, insistindo sem aprofundar. Ainda assim, a combinação da fotografia — marcada por tons esverdeados e sombrios — e da trilha sonora persistente constrói um mergulho emocional criativo, que nos faz refletir não apenas sobre a jornada da protagonista, mas também sobre nossa própria percepção da velhice, da fragilidade e da velocidade com que a vida escorre diante de nós.

E para que tudo isso funcione, claro que era fundamental que a protagonista estivesse em total sintonia com a narrativa — e dificilmente alguém poderia ocupar esse espaço melhor do que Denise Weinberg (A Metade de Nós). Com humor preciso e uma expressividade intensa no olhar, sua atuação é arrebatadora e, ao mesmo tempo, prazerosa de acompanhar, especialmente sua relação apaixonante com Roberta, vivida pela fantástica atriz Miriam Socarrás.

Contida nos gestos, mas carregada de sentimentos, Denise constrói uma Tereza com leveza, que guarda algo de ingênuo, mas que, ao despertar para os sonhos que nunca pôde viver, revela uma força potente. É uma performance realmente marcante, dessas que permanecem conosco por um tempo.

Rodrigo Santoro (Bicho de Sete Cabeças), por sua vez, entra tarde na história e sai cedo demais. Como Cadu, um pescador de coração partido, entrega uma interpretação breve, mas de brilho intenso, tão intensa que nos deixa desejando conhecer mais de sua vida e de suas cicatrizes. Sua participação é meteórica: cruza a narrativa como um cometa e desaparece antes que possamos formular um pedido. Ainda assim, mesmo ao injetar uma energia emocional necessária para a jornada do herói, o filme não é sobre ele, e tudo bem que não seja.

Veredito

Sendo assim, O Último Azul se consolida como a maior obra de Gabriel Mascaro até aqui, revelando sua maturidade técnica e sua força como um dos grandes contadores de histórias do cinema contemporâneo. Mesmo lidando com temas densos e sombrios, o filme encontra espaço para o humor e para o lirismo, equilibrando o místico, a preservação da natureza e o realismo fantástico em uma narrativa sobre envelhecimento e sobre como a sociedade lida com o descarte da vida humana.

O resultado é de uma beleza profunda e poética, capaz de incomodar e de nos fazer refletir, qualidades que justificam com sobra sua vitória no Urso de Prata, em Berlim. É verdade que a obra apresenta lacunas: em alguns momentos, a necessidade de explicar demais o contexto de futuro próximo acaba limitando a imaginação do espectador, como se fosse preciso prestar contas ao universo distópico criado.

Ainda assim, esses deslizes são facilmente perdoados diante da experiência maior: um divertido road movie pelos rios amazônicos, conduzido por imagens de tirar o fôlego a cada curva. O Último Azul é de uma imersão ímpar. Com toda a sua originalidade, penetra nossos corações de forma mágica e nos faz enxergar ainda mais o futuro brilhante do cinema brasileiro pelo mundo. Mascaro entrega uma carta de amor ao tempo e à idade — algo raro de se ver.

NOTA: 9/10

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Conheça a verdadeira história de Mark Kerr, lutador de MMA que inspirou o filme “Coração de Lutador – The Smashing Machine”

No universo do MMA, poucos nomes carregam o peso e a complexidade do talento como Mark Kerr. Lutador dominante no final dos anos 1990 e início dos anos 2000, ele não apenas conquistou vitórias no início do UFC, mas também ajudou a redefinir o que significava ser um atleta. Sua importância vai muito além dos resultados dentro do octógono e é retratada em CORAÇÃO DE LUTADOR – THE SMASHING MACHINE, que chega aos cinemas com distribuição da Diamond Films no dia 2 de outubro. A obra, que conta com produção da A24, tem Dwayne Johnson, o The Rock, interpretando Kerr e é dirigida por Benny Safdie. 

Conheça a história de Mark Kerr

Nascido em Ohio, no final de 1968, Mark Kerr era um dos lutadores mais dominantes no final dos anos 90, conhecido por seu estilo brutal de wrestling com ground and pound, que consiste em desestabilizar o oponente com um golpe, assumir o controle, geralmente por cima do adversário, e então aplicar golpes contundentes repetidas vezes.

Uma de suas lutas mais famosas, na final do World Vale Tudo Championship 3 contra Fabio Gurgel, em 1997, rendeu ao americano o apelido de Smashing Machine. Ele era um dos grandes nomes do esporte no começo do UFC e, após o bicampeonato no UFC 14 e UFC 15, teve uma carreira no Pride, popularizando seu nome no Japão, onde a competição acontecia.  

Mark Kerr, com mais de 110kg e físico de fisiculturista, personificou o “novo tipo” de lutador que estava surgindo: forte, técnico e bem condicionado, sendo oposto ao estereótipo dos primeiros lutadores de vale-tudo. Hoje, já aposentado e com 56 anos, Kerr foi recentemente introduzido ao Hall da Fama do UFC devido sua importância e contribuição ao esporte. 

Sobre Coração de Lutador – The Smashing Machine

Nos cinemas, Dwayne Johnson dá vida a Kerr no longa CORAÇÃO DE LUTADOR – THE SMASHING MACHINE, em que o espectador conhece mais a fundo quem foi o lutador, tendo acesso a vida dele dentro e fora do octógono entre os anos de 1990 e 2000. Com lutas icônicas, como o confronto contra Rangel, o longa conta com direção de Benny Safdie, cineasta conhecido pelos elogiados “Joias Brutas” e “Bom Comportamento”, que também assina o roteiro, ao lado de Kerr. 

CORAÇÃO DE LUTADOR – THE SMASHING MACHINE também conta com a indicada ao Oscar®, Emily Blunt, e com diversos atletas de MMA, como o brasileiro Roberto Cyborg Abreu interpretando Fábio Gurgel, Ryan Bader como Mark Coleman e Oleksandr Usyk como Igor Vovchanchyn. 

CORAÇÃO DE LUTADOR – THE SMASHING MACHINE deve ser exibido em dois festivais internacionais no próximo mês: o Festival de Veneza e o Festival de Toronto. Logo após as exibições em setembro, o longa chega aos cinemas brasileiros no dia 2 de outubro (junto com a data de estreia americana). 

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“Bugonia”, novo filme de Yorgos Lanthimos com Emma Stone, ganha novo trailer oficial; veja

Universal Pictures lançou hoje o segundo trailer e o pôster oficial de “Bugonia” (Bugonia), novo filme do diretor Yorgos Lanthimos, protagonizado por Emma Stone. A produção é a quarta parceria entre a atriz e o diretor, que já trabalharam juntos em “A Favorita”, “Tipos de Gentileza” e “Pobres Criaturas”, que rendeu à artista o Oscar de melhor atriz. 

“Bugonia” contará com sua primeira exibição mundial hoje no Festival de Veneza, na Itália, e tem lançamento marcado para 30 de outubro nos cinemas brasileiros.

Confira abaixo:

Sobre Bugonia

A história acompanha dois jovens obcecados por conspirações, que sequestram a poderosa CEO de uma grande empresa, convencidos de que ela é uma extraterrestre que pretende destruir o planeta Terra. 

O filme tem roteiro assinado por Will Tracy, de “Succession”, e traz um elenco estelar, com Jesse Plemons, que também participou de “Tipos de Gentileza”, Alicia Silverstone, Aidan Delbis e Stavros Halkias.

O longa tem distribuição da Universal Pictures e estará disponível nos cinemas a partir de 30 de outubro também em versões acessíveis. 

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Produzido por Jordan Peele, “GOAT” ganha vídeo em que destaca bastidores das filmagens

Universal Pictures divulgou um vídeo inédito dos bastidores de “GOAT” (Him), novo thriller psicológico que chega aos cinemas brasileiros em 2 de outubro. O material exclusivo, traz depoimentos do produtor e vencedor do Oscar Jordan Peele, do diretor Justin Tipping, além dos protagonistas Tyriq Withers (Cameron Cade) e Marlon Wayans (Isaiah White).  

No making of, eles compartilharam suas impressões sobre a intensa e aterrorizante jornada narrada no longa, que levará o público a uma verdadeira imersão no santuário íntimo da fama, da idolatria e do desejo de alcançar a excelência a qualquer custo. 

“Este filme é sobre o relacionamento entre um estudante e seu herói. ‘GOAT’ significa o melhor, uma pessoa que merece respeito entre todos os outros. O filme levanta a questão de ser uma estrela, e ele vai a alguns lugares realmente aterrorizantes”, afirma Jordan Peele.  

Confira abaixo:

Índice

Sobre GOAT

“GOAT”, termo esportivo para indicar O Melhor de Todos os Tempos (The Greatest of All Times), acompanha Cameron Cade (Tyriq Withers), um quarterback em ascensão que dedicou sua vida e sua identidade ao futebol americano. Na véspera do Combine, o mais importante evento anual de avaliação e seleção de atletas para o futebol profissional, Cam é atacado por um fã desequilibrado e sofre um trauma cerebral com potencial de destruir sua promissora carreira.  

Justamente quando tudo parece perdido, Cam se apega a um tênue fio de esperança: seu ídolo, Isaiah White (Marlon Wayans), lendário quarterback octacampeão e ícone cultural, se oferece para treiná-lo em seu ginásio isolado — um enorme complexo que divide com sua esposa, a famosa influencer Elsie White (Julia Fox). Mas, à medida que o treinamento de Cam se intensifica, o carisma de Isaiah começa a se transformar em algo mais sombrio, levando seu protegido a uma espiral de confusão e perplexidade que pode lhe custar muito mais do que ele imaginava. 

O elenco também conta com Tim Heidecker e o comediante australiano Jim Jefferies, além do lutador peso-pesado de MMA Maurice Greene e os fenômenos do hip hop Guapdad 4000 e a indicada ao Grammy Tierra Whack, os três em seus papeis de estreia no cinema.  

O longa tem distribuição da Universal Pictures e estará disponível nos cinemas em 2 de outubro também em versões acessíveis. 

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A importância de Tron no cinema, o experimento tecnológico que mudou Hollywood

Jared Leto as Ares in Disney's TRON: ARES. Photo Courtesey of DIsney. © 2024 Disney Enterprises, Inc. All Rights Reserved.

Se hoje conceitos como inteligência artificial, dispositivo inteligente e ciberespaço fazem parte do nosso cotidiano, a situação era bem diferente em 1982, quando Tron: Uma Odisseia Eletrônica chegou aos cinemas. Experimental, a produção da Disney fez história ao borrar fronteiras da imaginação e da tecnologia para fazer história em Hollywood e dar início a uma saga que retorna às telonas com Tron: Ares, um dos lançamentos mais aguardados de 2025.

O primeiro filme de Tron conta a história de Kevin Flynn (Jeff Bridges), programador de games que decide invadir os arquivos da empresa que o demitiu para provar a autoria de projetos que foram roubados por um ex-colega. Porém, ao tentar hackear a companhia, ele acaba literalmente transportado para dentro do sistema, onde precisa sobreviver a jogos mortais e unir forças com programas para lutar contra o Programa Master Control, uma IA maligna que domina o ambiente, chamado “Grade”.

Jeff Bridges como Kevin Flynn no mundo real de Tron

Essa história é uma criação do animador Steven Lisberger, que ficou encantado com a ideia de unir modernidade e tradição. Ao jogar Pong, um dos primeiros videogames da Atari, o cineasta imaginou uma versão virtual das arenas de gladiadores antigas, como a da lenda de Espártaco, cuja história havia virado filme no épico Spartacus (1960). Para realizar em tela o mundo que recebe essas competições, o diretor e sua equipe fincaram um pé na informática disponível no mundo real e o outro na fantasia.

Enquanto a computação foi representada com o embasamento teórico da consultoria de Alan Kay, um dos pioneiros da área, os visuais ganharam vida nas artes conceituais do designer futurista Syd Mead e do renomado quadrinista francês Jean Giraud, o Moebius. Uma equipe cujo trabalho serviu para vislumbrar um espaço cibernético que sequer existia, afinal Tron chegou aos cinemas meses antes da estreia oficial da internet.

Lisberger acreditava que o único jeito de dar vida a esse conceito era misturando animação e live-action, o que tornou o projeto tão ambicioso quanto difícil vender para grandes estúdios. A única empresa que acreditou na proposta foi a Disney, que, segundo o ex-presidente Dick Cook, passava por um período de transição e precisava de algo novo e moderno para afastar a reputação de “ultrapassada”. O que ninguém sabia, é que Tron seria a vanguarda que mudaria tudo em Hollywood.

Como Tron se tornou um marco da computação gráfica no cinema

Fazendo jus à premissa de Tron, a produção recorreu à computação gráfica (CGI) para criar o visual da Grade. Apesar de não ser o primeiro filme a utilizar esse tipo de efeito especial, o longa foi pioneiro ao trazê-lo em grande escala, incluindo cenários, veículos e até em personagens, com o vilão Programa Master Control sendo considerado o primeiro personagem de computação gráfica dotado de atuação.

O CGI do longa foi produzido por quatro firmas de computação, dotadas de equipamentos e técnicas próprias, que deram à equipe o desafio de dominar uma tecnologia que dava os primeiros passos. Em entrevista para a edição especial de 20 anos do filme, o animador Bill Kroyer lembrou a dificuldade em traduzir as ideias do cinema para os programadores: “eles nunca haviam feito um filme e nós nunca havíamos usado computadores”.

David Warner interpretou a IA Programa Master Control e seu lacaio, Sark

Apesar de ser a mais alta tecnologia disponível na época, os computadores eram muito limitados. Em entrevista à Variety, o diretor Steven Lisberger afirma que “a forma como fizemos a computação gráfica é inconcebível para as pessoas hoje. Não havia movimento, computadores só conseguiam gerar quadros individuais. Não havia uma forma de colocá-los no filme digitalmente, então você colocava uma câmera em frente à tela do computador e filmava quadro a quadro”.

Todo esse processo complicado representa apenas uma parte do trabalho para dar uma aparência futurista à parte live-action de Tron. Para realizar esse mundo escuro iluminado apenas por neon, a produção utilizou uma técnica chamada backlit animation, em que os atores foram filmados em figurinos e cenários completamente preto e branco. Um processo trouxe um desafio extra aos intérpretes, que precisavam imaginar tudo o que havia em volta.

Intérprete de Tron, o programa guerreiro que ajuda o humano Kevin Flynn em sua jornada, o ator Bruce Boxleitner comparou a experiência ao teatro: “Muitas peças que fiz não tinham cenários, era muito parecido com Tron, e você criava o mundo para a plateia. Tivemos que fazer isso para nós mesmos com imaginação”, disse ao documentário comemorativo de duas décadas do longa.

Após as gravações, cada quadro do filme foi separado em camadas que ganharam tratamento isolado, momento em que receberam cores, objetos criados por computador e tudo mais. Um processo trabalhoso cujo resultado aproximou os realizadores ao personagem principal da história. Nas palavras de Bill Kroyer:

A ideia de Flynn ir para esse novo mundo e fazer todas essas descobertas foi uma metáfora para o que fizemos, enquanto trabalhadores. (…) Foi um privilégio raro e empolgante trabalhar em um campo em que todos os dias você percebe que pode fazer algo que ninguém fez antes. Poucos artistas têm essa chance, e essa é uma das melhores coisas em trabalhar com computação gráfica desde então.”

Jeff Bridges e Cindy Morgan no mundo virtual da Grade em Tron

O legado vivo de Tron

O trabalho duro que colocou Tron na vanguarda do uso de computação gráfica em Hollywood não se traduziu em um sucesso imediato. Apesar da arrecadação de US$ 50 milhões nos EUA, que o tornou dono da maior bilheteria de um live-action da Disney por cinco anos, o longa não se tornou febre entre o público e teve dificuldade de se colocar na indústria, ao ponto de ser esnobado na categoria de Melhores Efeitos Visuais no Oscar de 1983: “A Academia achou que trapaceamos ao usar computadores”, disse Steve Lisberger anos depois ao SFGate.

Por outro lado, a própria indústria tornou o legado do filme inegável. O uso de computação gráfica foi cada vez mais abraçado por cineastas como John Lasseter, ex-diretor de criação da Pixar, que teve o primeiro contato com animação computadorizada através do longa e declarou que “sem Tron, não haveria Toy Story“. Assim como provavelmente não haveria o Gollum de Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel (2001) ou os Na’Vi de Avatar(2009), ambos premiados no Oscar por seus efeitos visuais.

Jared Leto e Jeff Bridges se encontram no mundo virtual de Tron: Ares

A herança da produção também se manteve viva dentro da própria franquia. Além de inspirar videogames lucrativos e premiados, Tron ganhou um novo capítulo nas telonas em 2010 com Tron: O Legado, que não só repaginou o mundo pulsante e neon da Grade com uma computação gráfica de ponta, como ainda se antecipou à moda das “sequências legado”, que são continuação e reboot ao mesmo tempo, tão comuns atualmente.

E, justamente por isso, Tron: Ares é um dos filmes mais aguardados de 2025. O longa de Joachim Rønning (Malévola: Dona do Mal) terá o retorno de Jeff Bridges e acompanhará Ares, programa da Grade interpretado porJared Leto (Blade Runner 2049), enviado para cumprir uma missão no mundo real. Resta saber como o terceiro capítulo da saga levará adiante a herança de uma odisseia eletrônica que nasceu se antecipando à realidade tecnológica que vivemos mais de quarenta anos depois.

Sobre Tron: Ares

O filme acompanha Ares, um sofisticado programa que é enviado do mundo digital para o mundo real em uma perigosa missão, marcando o primeiro encontro da humanidade com seres de Inteligência Artificial.

Tron: Ares é estrelado por Jared LetoGreta LeeEvan PetersHasan MinhajJodie Turner-SmithArturo CastroCameron Monaghan e Gillian Anderson.  Sean BaileyJeffrey SilverJustin SpringerJared LetoEmma Ludbrook e Steven Lisberger são os produtores, com Russell Allen como produtor executivo.

Tron: Ares estreia nos cinemas em 9 de outubro.

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Adolescente diz ter “O Último Episódio” de Caverna do Dragão para conquistar uma garota em novo filme nacional

Por essa, nem o Mestre dos Magos esperava. Adolescente nascido em Contagem, MG, diz possuir uma fita com o lendário último episódio de Caverna do Dragão em casa. E assim, o Erik, de 13 anos, vai usar essa carta na manga para conquistar o coração da Sheila, a garota nova da escola. Essa é a premissa de O ÚLTIMO EPISÓDIO, filme do diretor mineiro Maurílio Martins, que chega aos cinemas em outubro.

Sobre O Último Episódio

Produzido pelos mineiros da Filmes de Plástico, responsável por “Marte Um” (escolhido para representar o Brasil no Oscar de 2023), “O Dia Que Te Conheci”, entre outros, o longa acompanha a história de um garoto que, para se aproximar da menina que ele gosta, jura para ela que tem uma fita com o “episódio final” de um dos desenhos mais amados dos anos 80. O que ele e seus melhores amigos vão fazer para que ele saia dessa enrascada é o que os espectadores vão descobrir quando o filme estrear, em uma codistribuição entre a Malute e a Embaúba Filmes.

Ambientado em Contagem, cidade natal do diretor do filme Maurilio Martins, cenário frequente na filmografia da produtora, no início da década de 1990, quando a história sobre esse episódio já tinha virado lenda urbana, o filme traz Matheus Sampaio no papel principal e conta a participação de Rejane Faria (“Marte Um”), Babi Amaral (“No Coração do Mundo) e os cineastas Gabriel Martins e André Novais Oliveira no elenco. 

A trilha sonora do longa é um espetáculo à parte. Idealizada por John Ulhôa e Richard Neves da banda Pato Fu, o filme conta com interpretação inédita do clássico dos anos 80, “Qualquer Jeito” que ficou famosa com a interpretação da Xuxa, agora na voz de Fernanda Takai.

O ÚLTIMO EPISÓDIO é uma aventura adolescente, para toda a família, à moda antiga. Um filme que brinca com a nostalgia de uma época em que os desenhos exibidos na TV ajudaram a moldar uma geração. 

O Último Episódio estreia em outubro nos cinemas brasileiros.

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“Por Inteiro”, romance estrelado por Brett Goldstein e Imogen Poots, ganha trailer oficial

A Apple Original Films revelou o trailer do novo drama romântico “Por Inteiro” (“All of You”), estrelado pelo vencedor do prêmio Emmy Brett Goldstein (“Ted Lasso”, “Falando a Real”), Imogen Poots (“Viveiro”, “Sala Verde”), Steven Cree (“Legítimo Rei”, “Outlander”), Zawe Ashton (“As Marvels”, “Obsessão”) e Jenna Coleman (“Dr. Who”, “Sandman”).

Confira o trailer abaixo:

Sobre Por Inteiro

Simon (Goldstein) e Laura (Poots) são amigos desde a faculdade, mas perdem o contato quando Laura faz um teste que encontra sua alma gêmea, apesar de anos de emoções reprimidas entre eles. À medida que os anos passam e suas vidas se cruzam e divergem, nenhum deles consegue negar que perdeu a oportunidade de ter uma vida juntos. Agora, diante da incerteza de mudar o curso de suas vidas, Simon e Laura estarão dispostos a arriscar tudo para experimentar o amor que sempre sentiram um pelo outro, ou devem aceitar seu destino? “Por Inteiro” tenta responder à questão da possibilidade de uma pessoa representar tudo para outra neste drama romântico comovedor.

Coescrito por Goldstein e por William Bridges, vencedor do Emmy (“Black Mirror”), que estreia na direção. Da MRC, “Por Inteiro” é produzido por Aaron Ryder (“A Chegada”, “O Grande Truque”) e Andrew Swett (“Homem-Aranha: No Aranhaverso”, “Fome de Poder”) da Ryder Picture Company, juntamente com Bridges e Goldstein. Alexander Black (“World War II: Witness to War”) e Jon Rosenberg (“Valentes”, “A Linha da Extinção”) assinam como produtores executivos. 

Por Inteiro” estreia mundialmente na sexta-feira, 26 de setembro, no Apple TV+.

Se você ainda não é assinante do Apple TV+, pode assinar clicando aqui.

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Com Daniel de Oliveira, a cinebiografia do velejador Lars Grael começou a ser filmada, em Niterói 

Começaram na última segunda-feira, 25 de agosto, em Niterói (RJ), as filmagens de “Viver de Vento“, nova produção da Tambellini Filmes baseada na história de Lars Grael, um dos maiores nomes da vela e do esporte brasileiro.

Com direção de Marcos Guttmann e roteiro de Melanie Dimantas, o longa é estrelado por Daniel de Oliveira (“Cazuza – O Tempo Não Para”, “Aos Teus Olhos”) no papel de Lars Grael, Caroline Abras (“Se Nada Mais Der Certo”, “O Mecanismo”) como Renata Grael, e Mouhamed Harfouch (“Amor de Mãe”, “Verdades Secretas”) interpretando Torben Grael. Produzido por Flávio Ramos Tambellini, o filme é rodado em Niterói e tem sequências em Araruama, no litoral norte do Rio de Janeiro.

A trama acompanha Lars desde a infância marcada pela vela — paixão herdada de uma família tradicional de velejadores — até o momento decisivo de sua vida: o acidente em 1998, quando, durante uma regata em Vitória (ES), foi atingido por uma lancha e teve a perna direita decepada. À época, Lars era um dos favoritos ao ouro nos Jogos Olímpicos de Sydney, e tudo indicava o fim de sua trajetória esportiva. No entanto, com o apoio da esposa, Renata, e do irmão Torben, Lars reconstrói sua vida, supera a perda e volta ao mar.

Ao entrelaçar esporte, drama e superação, “Viver de Vento” propõe um mergulho íntimo nas relações familiares, na resiliência diante da dor e na força simbólica do mar como lugar de renascimento.

Mais do que um atleta vitorioso, Lars Grael se tornou um símbolo de perseverança e reinvenção. Medalhista olímpico, campeão mundial e referência na vela internacional, Lars ultrapassou as fronteiras do esporte ao transformar sua experiência pessoal em legado coletivo. Após o acidente, fundou o Projeto Grael, que já formou milhares de jovens em situação de vulnerabilidade por meio da educação náutica. Também teve atuação destacada na vida pública, como Secretário Nacional de Esportes e Secretário Estadual de Esporte e Lazer de São Paulo, sempre defendendo políticas de inclusão e valorização do esporte como ferramenta de transformação social.

Com estreia prevista para 2026, “Viver de Vento” leva às telas uma história de superação, legado familiar e reinvenção pessoal.

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