O maior encontro da história da música nacional! O sábado, penúltimo dia da edição que comemora os 40 anos de história do Rock in Rio, foi de fato um dia histórico para o país e a música brasileira. Foram hits atrás de hits, entoados por um público de 95 mil pessoas e mais de 90 artistas de diversas regiões do país que estiveram presentes. Mas a movimentação não acontece apenas dentro dos portões da Cidade do Rock.
O festival gera impacto econômico em toda a cidade do Rio de Janeiro e até mesmo no país, já que 60% do público do festival vem de fora da cidade. De acordo com pesquisa realizada pela FGV, o impacto econômico do festival no Rio de Janeiro é estimado em R$2,94 milhões. O Rock in Rio também gera 32,6 mil vagas de emprego e movimenta 14 atividades econômicas como turismo, transporte, indústria audiovisual, alimentação logística. Até o final do evento, a ABIH tem expectativa de chegar a uma média de ocupação de 95% na rede hoteleira da cidade.
Além do grande sucesso do Dia Brasil, o sábado foi recheado de novidades. A edição que celebra os 40 anos de história do Rock in Rio ainda não terminou, mas a Rock World, empresa que criou, organiza e produz o Rock in Rio e o The Town, já está se preparando para a segunda edição do The Town. Iniciando o penúltimo dia na Cidade do Rock, a organização dos festivais anunciou a data da próxima edição do maior festival de cultura, música e arte de São Paulo: 6, 7, 12, 13 e 14 de setembro.
Em 2023 foi meio milhão de pessoas em cinco dias, 220 ativações de marca, 125 shows, nove ambientes, seis palcos, um musical, 235 horas de experiência em um espaço de 360 mil m2 quadrados. Com ingressos totalmente esgotados, a primeira edição do The Town entrou para a história com uma Cidade da Música que reformulou o Autódromo de Interlagos, transformando-o em uma venue preparada para receber grandes eventos e festivais.
Do momento de abertura dos portões da Cidade da Música, no dia 2 de setembro de 2023, até o último dia de festival (10 de setembro), o The Town entregou música, cultura, arte, emoção, felicidade e até um pouco de lama.
Acompanhando de perto desde a primeira edição, está o patrocinador master do evento, a Heineken, bem como os demais patrocinadores: Itaú, Vivo, Seara, Coca-Cola, KitKat e Porto. Dos mesmos criadores do Rock in Rio, o The Town 2023 emocionou e traduziu a efervescência da capital na programação, que prestou uma homenagem a São Paulo na arte, cenografia, gêneros musicais e na cultura.
Ainda há ingressos disponíveis para os dias 15, 19 e 21 de setembro, e eles podem ser adquiridos no site oficial do evento.
Veio aí! A aguardada nova temporada de Rensga Hits!está prestes a chegar e traz de volta a irreverente Maira Azevedo, mais conhecida como a Tia Má, que promete conquistar o público com sua personagem Carol. A estreia acontecerá dia 26 de setembro.
“A Carol é uma mulher forte, que luta por aquilo que acredita. Ela tem o sonho de preservar o que é dela e de sua comunidade, e não mede esforços para isso. Ao longo da temporada, ela mostra que, com a união e apoio das pessoas certas, é possível resistir às adversidades”, comenta Tia Má sobre sua personagem.
Desta vez, Carol, uma mulher visionária e de coração gigante, enfrenta um dos maiores desafios de sua vida: a especulação imobiliária, que está transformando seu amado bairro do Espetinho. Empresária de sucesso, Carol é conhecida por seu faro apurado para descobrir novos talentos e por seu carinho com as pessoas ao redor.
No entanto, nada disso parece suficiente para conter a invasão de hipsters, bares da moda e prédios gigantescos que estão alterando o cenário da região. Cada novo estabelecimento ameaça a cultura local, trazendo expresso macchiato e gin tônica para o lugar das tradicionais cervejas de litrão. Diante desse cenário, a pressão para aumentar o valor dos aluguéis acaba forçando Carol a lutar pela sobrevivência de seu negócio.
Com o apoio de seus amigos e da comunidade sertaneja, Carol organiza o evento “Save The Espetinho”, que mobiliza artistas da Joia e Rensga para realizar um leilão beneficente. A ação comove tanto os bolsos quanto os corações dos envolvidos, mas o valor arrecadado ainda não é suficiente para garantir o imóvel. É aí que entra Kevin, seu novo sócio, que ajuda Carol a comprar o terreno e garantir a permanência de seu negócio.
Da ostentação ao sertanejo raiz. Da sofrência ao modão. Do drama ao humor. Rensga Hits! chega preparada para fisgar o coração do país e fazer o povo cantarolar os hits originais que fazem parte da trilha da série.
Também participam da série Naiara Azevedo, Gali Galó, Gabeu, Rafa Kalimann, Ernani Moraes e Ivan Mendes.
Sextou em clima de empoderamento. As mulheres ocuparam os palcos do Rock in Rio, nesta sexta-feira, e o line up foi para todas as idades, com a Cidade do Rock se transformando na casa de uma imensa família para assistir nomes como Katy Perry, IZA, Cyndi Lauper, Ivete Sangalo e Gloria Gaynor fizeram o público dançar sem parar. Diversos ritmos estiveram presentes e com muita inovação.
Ivete fez um sobrevoo sobre a plateia, Karol G dançou em palco molhado e convidou o público para dançar com Pabllo Vittar, Sevdaliza e Yseult, Gloria Gaynor transformou o palco em pista da Disco Music, Tyla homenageou os fãs, chamados de “tigers”, com um enorme tigre inflável no centro do palco. E claro, Katy Perry, que entrou levitando, contou com uma borboleta enorme em sua cenografia e ainda trouxe Cyndi Lauper para sua apresentação. Juntas, as artistas cantaram “Time After Time”.
Ivete Sangalo, em sua 18ª apresentação em Rock in Rio, abriu o Palco Mundo com uma energia contagiante. Sem parar por nem um minuto, Veveta impressionou ao sobrevoar as 100 mil pessoas ao som de “Eva”. O show da Mainha contou com a participação especial de Liniker, com direito a selinho das artistas. As gêmeas da cantora, Marina e Helena, de 5 anos, também subiram ao palco na última música, “O Mundo Vai”, mostrando que herdaram a energia da mãe.
Em seguida Cyndi Lauper, que marcou – e continua a marcar – gerações com suas canções que falam de empoderamento feminino, mostrou porque ainda é uma das artistas pop mais emblemáticas do mundo. Pioneira em levantar questões sobre a força das mulheres e um símbolo para a comunidade LBTQIAPN+ desde a década de 80, a cantora enfileirou hits como “She Bop”, “Time after Time” e “Girls Just Want to Have Fun”, além de dançar, correr pelo palco e abraçar a bandeira do Brasil.
Em uma noite de celebração às mulheres de todo o mundo, a colombiana Karol G entregou toda a sua herança latina para o Rock in Rio. Animando o público do início ao fim, com interações em português, a artista musa do reggaeton trouxe Pabllo Vittar para uma participação ao lado de Sevdaliza e Yseult, na performance de “Alibi”.
Katy Perry, que escolheu o Rock in Rio para lançar mundialmente o álbum “143”, mostrou porque era uma das artistas mais desejadas pelo público para se apresentar neste ano na Cidade do Rock. A cantora, estrela do pop mundial, fez um show apoteótico. Apresentou suas novas canções “Woman´s World”, “I´m His, He´s Mine” e “Gimme Gimme”, sem deixar escapar hits como “I Kissed a Girl”, “Firework”, “Hot ‘n Cold”, “Dark Horse”, “Roar”, entre diversos outros. Para dançar “Swish Swish”, a cantora levou ao palco um fã, Douglas.
Em um momento emocionante, com apenas dois violões no palco, Katy Perry recebeu Cyndi Lauper e cantaram o clássico “Time after Time”. Após um hiato de seis anos sem vir ao país, emocionou as Katy Cats, como os fãs são carinhosamente chamados.
Alicia Maria Souza e Jaime Neto, de 26 anos, são exemplos de fãs da artista. Saíram de Anamã, no interior do Amazonas, para ver a musa pela primeira vez. “Ficamos amigos por conta dela, quando tínhamos 12 anos. Nunca tínhamos saído da nossa cidade e chegamos aqui na porta às 7h da manhã para ver a Katy”, conta Alicia, que logo na abertura de portas já tinha planos de ficar na turna do gargarejo, na grade para assistir o show sem barreiras para ver a sua artista preferida.
Ainda há ingressos disponíveis para os dias 15, 19 e 21 de setembro, e eles podem ser adquiridos no site oficial do evento.
A capacidade de saber se reinventar é a chave para longevidade. A franquia Transformers, por exemplo, já desgastada, sem novas ideias e completamente perdida no personagem ao longo dos anos, exigia urgentemente um retorno às suas origens. Não dava mais para suportar o aumento de escala nos filmes megalomaníacos, com efeitos visuais de última geração mascarando roteiros abarrotados de falhas.
A saga, que o explosivo Michael Bay trouxe aos cinemas lá em 2007, há muito deixara de oferecer algo significativo ou divertido, se tornando apenas mais um produto genérico do cinema contemporâneo para vender brinquedos.
Agora, os robôs estão de volta e abastecidos com gás, em uma animação que não só expande as possibilidades, como também resgata algo que parecia ter se perdido de vez: a essência e a emoção de seus personagens. Transformers: O Início combina um ritmo dinâmico, roteiro envolvente e a liberdade criativa que só uma animação pode proporcionar em um filme genuinamente animador.
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Os acertos e erros de Transformers: O Início
Curiosamente, o cinema de animação está passando por um renascimento e, nos últimos anos, tem até deixado a Pixar para trás em termos de criatividade. Filmes como As Tartarugas Ninja: Caos Mutante e o recente Robô Selvagem mostram que ainda dá para contar histórias incríveis (e densas!) nesse formato. Mas o que realmente chama a atenção é o fato de Transformers ter decidido seguir esse caminho ousado, depois de tantos anos apostando em live-actions medíocres.
Com a mudança de formato, o público também mudou, agora mais focado na galera mais jovem. Mas, mesmo assim, a essência da franquia, especialmente dos três primeiros filmes com o Shia LaBeouf, ainda está lá. Dessa vez, o foco é na fase rebelde do Optimus Prime e nas origens do Megatron como vilão. Tudo numa pegada mais leve, perfeita para conquistar a nova geração teen que está chegando com tudo.
Ao sair da Terra e focar em Cybertron, o planeta natal dos Transformers, o filme nos oferece muito mais do que as já batidas histórias humanas – e mostra o quão bem funciona sem humanos. O lance alienígena da franquia abre espaço para ideias novas, metáforas sobre uso indevido de poder e apostas bem mais ousadas. Prime, ainda na fase jovem como Orion Pax (dublado por Chris Hemsworth), começa sua jornada para se tornar o grande líder de Cybertron, enfrentando os tiranos locais e explorando o planeta.
Mas o arco mais interessante é, de longe, do D-16 (Brian Tyree Henry), que vai perdendo a fé na própria raça e, aos poucos, se transforma no vilão de voz grossa Megatron. A amizade entre eles é o alicerce para o confronto épico que vai durar séculos. Claro que tem muita história pra contar, e nem todas as subtramas funcionam, então manter a narrativa nos trilhos é um desafio para Josh Cooley. Com sua experiência em animações como Toy Story 4, ele consegue trazer um pouco mais de profundidade para os protagonistas em uma condução enérgica, um tanto quanto caótica, mas que funciona no fim das contas.
Apesar de lidarmos com Autobots e Decepticons, o roteiro faz um ótimo trabalho em conectar esses personagens com a humanidade, especialmente no arco do Megatron, que está muito mais “humanizado” do que em qualquer outro filme da franquia.
Transformers: O Início tem suas ligações com o que já vimos, mas não é conectado aos live-actions, funcionando como um recomeço ou um remake, só que partindo de um passado ainda mais distante. O roteiro é mais ágil e dinâmico, mas não escapa dos clichês de sempre, com algumas reviravoltas previsíveis e um desfecho que você já vê chegando de longe.
Nem tudo dá certo, claro. A personagem feminina – praticamente invisível nos outros filmes (o que é uma vergonha) – dublada pela Scarlett Johansson, chega meio tarde, mas é uma adição bem-vinda. O problema é que Elita foi desenhada aqui como uma caricatura de uma chefe durona, sem nenhum traço de personalidade além de ser rígida.
Sua jornada parece terrivelmente deslocada, assim como a do Bumblebee, que continua sendo o que sempre foi (com exceção de seu filme solo, claro): um alívio cômico sem muito a acrescentar. Por outro lado, o filme brilha no visual e na trilha, com uma estética vaporwave e gráficos 3D incríveis, marcados por cores vibrantes e traços bem definidos. Visualmente, é deslumbrante e te puxa totalmente para dentro da história contada, mesmo com cenas de ação aceleradas, que mais parecem uma brincadeira mecânica de criança.
Veredito
Com muita energia, Transformers: O Início faz uma transição brilhante do live-action para a animação, dando um novo fôlego à franquia ao voltar às origens. O filme consegue o que parecia impossível a essa altura do campeonato: tornar Transformers relevante de novo. A animação, com suas possibilidades infinitas, entrega uma excelente história de origem e devolve o coração que a saga tinha perdido. É o pontapé inicial de uma nova fase que promete ter vida longa no cinema. Diversão de tirar o fôlego que transforma do zero uma franquia já muito enferrujada.
Agatha Desde Sempre, nova produção da Marvel Studios, estreou em 18 de setembro no Disney+. O spin-off de WandaVision acompanhará a bruxa poderosa Agatha Harkness (Kathryn Hahn), e bruxaria tem tudo a ver com Salem. Apesar da personagem e da história da série ser fictícia, as inspirações vieram de um caso real conhecido como as Bruxas de Salem.
As Bruxas de Salem são um dos episódios mais sombrios e intrigantes da história dos Estados Unidos, envolvendo acusações de bruxaria, julgamentos injustos e execuções. A cidade de Salem, em Massachusetts, se tornou palco de um dos piores casos contra mulheres e crianças em 1692./
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Saiba o que realmente aconteceu em Salem em 1692
Tudo começou em janeiro de 1692, quando duas meninas, Betty Parris, de 9 anos, e Abigail Williams, de 11, começaram a ter convulsões e comportamentos estranhos, incluindo gritos, contorções e murmúrios incompreensíveis. Em seguida, outra criança, Ann Putnam, também começou a apresentar os mesmos comportamentos. Na época, depois de passarem com um médico da cidade, concluiu-se que os comportamentos eram sobrenaturais, já que não haviam explicações plausíveis para isso. Vale destacar que a influência religiosa nessa época era altíssima, e em Salem não seria diferente. A comunidade bastante religiosa aceitou as conclusões dos médicos e logo em seguida começou o famoso: Caça às Bruxas.
Bruxas de Salem: A figura central desta ilustração da sala de audiências de 1876 é geralmente identificada como Mary Walcott. Wikipedia.
Pressionadas pelos líderes religiosos da pequena cidade de Massachussets, as garotas acusaram três mulheres de bruxaria. Tituba, uma escrava caribenha; Sarah Good, uma mulher pobre; e Sarah Osborne, uma senhora idosa que raramente frequentava a igreja.
Depois de serem interrogadas por vários dias e presas, Tibuta foi a única a dizer que existiam outras bruxas espalhadas por Salem, assim como ela mesma, e que teria feito um pacto com o demônio. A partir dessa confissão, além da paranoia que se estabeleceu na cidade em torno de possíveis bruxarias, o governador da época, William Phipps, criou um tribunal especial para julgar casos similares.
O medo da bruxaria se espalhou como fogo na palha. Em poucos meses, mais de 200 pessoas foram acusadas de praticar bruxaria. A maioria dos acusados eram mulheres de meia-idade. Até uma menina de apenas quatro anos, Dorcas Good, filha de Sarah Good, foi presa e passou meses na cadeia. Além disso, George Burroughs, um respeitado ministro da igreja, foi acusado de liderar um coven de bruxas e acabou sendo enforcado após um julgamento. O pânico era alimentado por disputas locais, tensões sociais e o fervor religioso, resultando em delações falsas e confissões obtidas sob coação.
O Julgamento e as Execuções
No dia 10 de junho de 1692 Bridget Bishop foi enforcada acusada de bruxaria no primeiro julgamento desse caso. Os julgamentos das Bruxas de Salem foram um verdadeiro espetáculo de injustiça. Testemunhas oculares e confissões forçadas eram usadas como provas, junto com algo chamado “prova espectral”, que consistia em relatos de visões e sonhos das vítimas que afirmavam ter visto os espíritos das bruxas atacando-as. Os acusados tinham poucas chances de se defender adequadamente.
Representação fantasiosa dos julgamentos das bruxas de Salém, litografia de 1892. Wikipedia
Entre o final de junho e o início de julho de 1692, os grandes júris aprovaram as acusações contra Sarah Good, Elizabeth Howe, Susannah Martin, Elizabeth Proctor, John Proctor, Martha Carrier, Sarah Wildes e Dorcas Hoar. Nesse período, Sarah Good, Elizabeth Howe, Susannah Martin, Sarah Wildes e Rebecca Nurse foram levadas a julgamento, onde todas foram consideradas culpadas. No dia 19 de julho de 1692, essas cinco mulheres foram enforcadas.
Algumas condenadas, como Elizabeth Proctor e Abigail Faulkner, receberam suspensões temporárias de suas execuções porque estavam grávidas. Além disso, cinco outras mulheres também foram condenadas à morte em 1692, mas a sentença nunca foi executada. Entre elas estavam Mary Bradbury (julgada à revelia), Ann Foster (que morreu na prisão), sua filha Mary Lacey Sr., Dorcas Hoar e Abigail Hobbs.
Embora Tituba, Sarah Good e Sarah Osborne tenham sido as primeiras mulheres acusadas de bruxaria nos julgamentos de Salem, seus destinos seguiram caminhos diferentes. A escrava caribenha, Tibuta, apesar de ter sido presa, conseguiu escapar da execução, sendo eventualmente libertada, mas seu destino final permanece desconhecido. Sarah Good, como citado acima, foi considerada culpada e enforcada em 19 de julho de 1692, mantendo sua inocência até o fim e desafiando o clérigo que a pressionava a confessar. Já Sarah Osborne morreu na prisão em maio de 1692, antes de ser julgada.
Os julgamentos de Salem se estenderam até 1693. Foi apenas após a intervenção de Increase Mather, presidente da Universidade de Harvard, que as pessoas começaram a ser consideradas inocentes ou liberadas. O último julgamento ocorreu em maio de 1693, mas o impacto dos eventos continuou por muitos anos. Nas décadas seguintes, sobreviventes, familiares e seus apoiadores trabalharam para limpar os nomes dos condenados e buscar compensações pelas injustiças cometidas.
O Fim da Caça às Bruxas
Entre 1700 e 1703, várias petições foram apresentadas ao governo de Massachusetts, pedindo a reversão formal das condenações. Em 1711, as famílias das vítimas receberam 600 libras como compensação. No entanto, foi apenas em 1957, 250 anos depois, que o Estado de Massachusetts emitiu um pedido oficial de desculpas pelas condenações injustas.
Embora o caso de Salem não tenha sido o único episódio de caça às bruxas no mundo, ele se tornou um dos mais notórios, sendo amplamente lembrado como um exemplo de histeria coletiva. Até hoje, o episódio inspira artistas, estudiosos e cineastas, permanecendo um marco na história da injustiça e do medo.
A cidade de Salem se transformou em um símbolo de como o medo e a superstição podem levar a atos extremos de injustiça. Filmes, livros e séries continuam a revisitar esse episódio trágico, dando-lhe novas camadas de interpretação, desde o misticismo até críticas à intolerância e histeria. Se você visitar Salem hoje, vai encontrar museus dedicados a contar essa história macabra e relembrar as vidas inocentes perdidas. As lições dessa história são um lembrete de que, muitas vezes, o verdadeiro “mal” não é a magia, mas o medo e a ignorância que levam à perseguição.
Witch House
A Witch House (Casa das Bruxas) é um dos marcos históricos mais icônicos de Salem, e é a única estrutura remanescente diretamente relacionada aos julgamentos das Bruxas de Salem de 1692. Construída por volta de 1642, essa casa era a residência do juiz Jonathan Corwin, que desempenhou um papel fundamental nos julgamentos. Embora a Witch Housenão tenha sido o local onde os julgamentos ocorreram, sua conexão com Corwin e com os eventos daquele período a tornaram uma importante peça da história da cidade.
Após a morte de Jonathan Corwin, a casa foi preservada e, mais tarde, transformada em um museu, recebendo o nome de Witch House em referência à sua ligação com os julgamentos de bruxas. Hoje, ela é uma das principais atrações turísticas da cidade, oferecendo aos visitantes uma visão sobre a vida no século XVII e o contexto dos julgamentos de bruxaria que marcaram a história dos Estados Unidos.
Agatha Desde Sempre e sua relação com Salem
Nos quadrinhos, Agatha Harkness é apresentada como uma bruxa poderosa e antiga, que teria sobrevivido à perseguição em Salem. Ela é retratada como uma das poucas bruxas verdadeiras durante os julgamentos e, embora estivesse presente durante os eventos, ela consegue escapar da execução, continuando a praticar suas artes mágicas por séculos. Agatha foi uma das líderes do Coven de Salem, um grupo de bruxas que buscava sobreviver em meio à perseguição. A Marvel usa o pano de fundo histórico de Salem para dar contexto à sua origem, conectando a personagem a um evento de grande carga mística e histórica.
Na série WandaVision, da Marvel Studios, Agatha faz menção a sua participação nesses eventos, em um flashback que mostra como ela foi julgada e quase executada por um grupo de bruxas, incluindo sua própria mãe. Esse julgamento reflete as referências históricas dos julgamentos de Salem, mas, no caso de Agatha, a cena mostra que ela foi julgada por suas companheiras bruxas, e não por puritanos ou autoridades religiosas, como aconteceu em Salem.
A nova série da Marvel, Agatha Desde Sempre, irá explorar ainda mais a conexão da personagem com o passado das bruxas. A série promete expandir essa história, abordando o lado místico de Agatha, suas motivações para lidar com o Darkhold (um livro de magia das trevas) e seu envolvimento com o mundo das bruxas no Universo Cinematográfico Marvel (MCU).
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A HBO acaba derenovar o aclamado drama original INDUSTRY para uma quarta temporada. Criada por Mickey Down e Konrad Kay, a série conclui sua terceira temporada de oito episódios no domingo, 29 de setembro, na HBOe Max.
A terceira temporada de INDUSTRY já acumula uma audiência 40% maior que a da segunda temporada, com uma média de 1,6 milhão de espectadores por episódio e segue crescendo, com um maior engajamento na plataforma. A audiência da série nas últimas cinco semanas está entre as cinco melhores de todos os tempos para esse título. O episódio de domingo à noite (Temporada 3, Episódio 6) atingiu um recorde histórico de streaming em uma noite de estreia da série, com cerca de 240.000 espectadores em múltiplas plataformas.
A série oferece uma visão privilegiada dos bastidores das finanças de alto nível, seguindo um grupo de jovens banqueiros enquanto constroem suas identidades no ambiente intenso e abastecido por sexo e drogas do escritório londrino do banco internacional Pierpoint & Co.
Na terceira temporada, enquanto a Pierpoint olha para o futuro e faz uma grande aposta em investimentos éticos, Yasmin (Marisa Abela), Robert (Harry Lawtey) e Eric (Ken Leung) se veem no meio do glamuroso IPO da Lumi, uma empresa de energia e tecnologia verde liderada por Sir Henry Muck (Kit Harington), em uma trama que chega ao topo das finanças, da mídia e do governo. Desde que deixou o Pierpoint, Harper (Myha’la) está ansiosa para voltar à emoção viciante das finanças e encontra uma parceria improvável na gerente de portfólio da FutureDawn, Petra Koenig (Sarah Goldberg).
O elenco atual é composto por Myha’la, Marisa Abela, Harry Lawtey, Ken Leung, Conor MacNeill, Sagar Radia, Kit Harington, Sarah Goldberg, Miriam Petche, Indy Lewis, Adam Levy, Sarah Parish, Trevor White, Elena Saurel, Irfan Shamji, Andrew Havill, Roger Barclay, Fady Elsayed e Fiona Button.
INDUSTRY foi criada, escrita e produzida por Mickey Down & Konrad Kay. A série é uma produção da Bad Wolf para HBO/BBC e tem produção executiva de Jane Tranter, Kate Crowther e Ryan Rasmussen pela Bad Wolf; Kathleen McCaffrey pela Little Gems Entertainment; e Rebecca Ferguson pela BBC.
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Zoe Saldana as Joe in Lioness, season 2, streaming on Paramount+, 2024. Photo Credit: Lynsey Addario/Paramount+
O Paramount+ acaba de divulgar o trailer oficial da aguardada segunda temporada da série original LIONESS, o thriller de espionagem do indicado ao Oscar, Taylor Sheridan. A nova temporada terá oito episódios e chega dia 27 de outubro, domingo, exclusivamente no Paramount+.
Confira abaixo:
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Sobre a 2ª temporada de Lioness
Na segunda temporada, à medida que a luta da CIA contra o terrorismo se aproxima de casa, Joe (Saldaña), Kaitlyn (Kidman) e Byron (Kelly) recrutam uma nova agente Lioness para se infiltrar em uma ameaça previamente desconhecida. Com a pressão aumentando de todos os lados, Joe é forçada a enfrentar os profundos sacrifícios pessoais que fez como líder do programa Lioness. A série também traz no elenco:Dave Annable, Jill Wagner, LaMonica Garrett, James Jordan, Austin Hébert, Jonah Wharton, Thad Luckinbill e Hannah Love Lanier.
LIONESS conta com Taylor Sheridan, David C. Glasser, Zoe Saldaña, Nicole Kidman, Ron Burkle, Bob Yari, David Hutkin, Jill Wagner, David Lemanowicz, Geyer Kosinski, Michael Friedman e Keith Cox como produtores executivo, e é distribuída pela Paramount Global Content Distribution. A série é produzida pela MTV Entertainment Studios e 101 Studios exclusivamente para o Paramount+.
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O universo Marvel é um dos mais fascinantes para os fãs de cinema e quadrinhos. Milhões de pessoas no mundo acompanham o lançamento dos filmes e séries da franquia e, com a proposta de descobrir quais são os heróis e vilões mais populares em cada país do mundo, o Bolavip fez um estudo que contemplou 195 países. A Keyword tool foi utilizada para a extração dos dados de buscas no Google em todas as nações durante o período de um ano (agosto de 2023 à agosto de 2024).
Os personagens mais populares da Marvel
Homem-Aranha perdeu para o Deadpool no Brasil
De 195 nações analisadas, o Homem-Aranha foi o preferido em 172 países, incluindo Alemanha, Estados Unidos e Reino Unido. O Deadpool foi o primeiro nos outros 23 países, entre eles o Brasil.
Entre os vilões, a diversidade foi maior
Thanos foi de longe o mais buscado entre os vilões. O mais poderoso do universo Marvel é o líder em 115 países, incluindo Brasil e China. Em seguida, o Doutor Destino liderou as buscas em 52 países, contando Argentina e Estados Unidos. O terceiro vilão mais lembrado do universo Marvel é Magneto, principal inimigo dos X-Men, líder em 10 países – Colômbia e México entre eles. Hela (4), Abominável (3), Bastion (2), Muse (1) e Taskmaster (1) foram os mais buscados em algum dos países. Em algumas nações, os dados não foram suficientes.
*A busca pelo nome dos heróis e vilões foi feita em inglês e na primeira língua oficial de cada país.
A SUBSTÂNCIA, longa dirigido por Coralie Fargeat e estrelado por Demi Moore e Margaret Qualley, chega aos cinemas brasileiros em 19 de setembro. Com distribuição da Imagem Filmes em parceria com a MUBI, o filme mescla terror e crítica social, explorando a obsessão doentia da indústria de Hollywood pela juventude e beleza.
A trama segue Elisabeth Sparkle (Demi Moore), uma atriz em decadência que, em busca de juventude eterna, se submete ao uso de uma substância aparentemente milagrosa que promete criar uma nova e melhorada versão de si mesma. É a partir de então que surge Sue (Margaret Qualley), trazendo consigo consequências inimagináveis que se manifestam de forma grotesca, à medida que as personagens embarcam em uma espiral de insanidade e destruição.
Confira 5 motivos para assistir A SUBSTÂNCIA nos cinemas:
1 – Autoria e protagonismo feminino
Após o sucesso de seu longa “Revenge” (2017), a diretora e roteirista francesa Coralie Fargeat se consolidou como uma diretora visionária nos gêneros de terror e thriller. Nesta sua nova criação, a cineasta traz sua habilidade única de misturar violência, suspense psicológico e horror corporal aliados a uma estética visual impactante. As estrelas Demi Moore e Margaret Qualley são as co-protagonistas de A Substância, sendo duas metades de um todo, e cada qual trazendo à tona aspectos essenciais à narrativa, entregando performances de tirar o fôlego que prometem impactar os espectadores.
2 – Retorno de Demi Moore aos cinemas
O filme marca o retorno triunfal de Demi Moore como protagonista nas telonas, que desde a década de 80 já atuou em grandes produções como “Ghost – Do outro lado da Vida” e “G.I. Jane”, e retorna agora com uma performance explosiva, que de acordo com a Revista Vogue é “Sem dúvida, a melhor performance da carreira de Demi Moore”. Moore já provou ser uma das maiores artistas de sucesso da indústria cinematográfica, inclusive estabelecendo um recorde em 1995 quando se tornou a atriz mais bem paga de Hollywood, uma prova de seu sucesso e apelo de bilheterias. Além disso, A Substância é o primeiro filme de terror da longa carreira da atriz.
3 – Temáticas necessárias e pouco exploradas
O filme explora temas como controle, manipulação e as dinâmicas de poder de gênero, inserindo-se em uma narrativa relevante e pouco explorada no cinema. É um comentário provocativo sobre as influências invisíveis que moldam nossa realidade e atingem, em especial, as mulheres.
Segundo a diretora, A Substância é “Sobre como os corpos das mulheres são examinados, fantasiados e criticados em espaços públicos. Sobre o quanto, como mulheres, somos levadas a acreditar que não temos escolha a não ser sermos perfeitas para sermos valorizadas na sociedade”. Na 77ª edição do Festival de Cannes, o longa foi ovacionado por 11 minutos e concedeu ao filme o prêmio de melhor roteiro, além de marcar a primeira participação de Demi Moore no festival.
4 – Atmosfera visual e sonora impressionantes
Além de trazer um enredo complexo e subversivo, A Substância também é visualmente excepcional, contando com uma paleta de cores e direção de arte impecáveis, que enfatizam o ambiente opressivo do filme, bem como o aspecto artificial e plástico da indústria de Hollywood. Além disso, a trilha sonora aliada ao design de som envolvente e bizarro elevam o clima de tensão e potencializam a experiência cinematográfica, criando assim uma atmosfera totalmente imersiva. O filme também traz em seu visual referências a grandes clássicos do cinema como “O Iluminado” (1981), “Videodrome” (1983), 2001: Uma Odisseia no Espaço (1968) e “Cidade dos Sonhos” (2001).
5 – Mistura de gêneros cinematográficos
A Substância é um híbrido de ficção científica, horror e drama psicológico, oferecendo um respiro de criatividade e ousadia às produções contemporâneas. Essa fusão de gêneros proporciona uma experiência imprevisível, fazendo com que o público sinta os nervos à flor da pele. Embora o filme utilize elementos de horror corporal, ele evita o tradicional enfoque exploratório do corpo feminino dentro deste subgênero. Em vez de manter o status quo e perpetuar a objetificação feminina nos cinemas, o longa critica o culto à juventude de Hollywood, refletindo a misoginia da indústria do entretenimento, especialmente na maneira como corpos femininos são fetichizados e então descartados à medida que envelhecem.
A SUBSTÂNCIA chega aos cinemas de todo o Brasil em 19 de setembro, com distribuição da Imagem Filmes em parceria com a MUBI.
No próximo dia 18 de setembro, estreia exclusivamente no Disney+ os dois primeiros episódios de Agatha Desde Sempre. A nova série da Marvel Television acompanha a infame feiticeira Agatha Harkness (Kathryn Hahn), que teve sua primeira aparição em WandaVision, minissérie lançada em 2021 na plataforma.
Agora, a personagem se apresenta como uma governanta centenária e uma das bruxas mais poderosas da terra, que frequentemente serve como tutora de humanos e mutantes dotados de magia ou grande poder. A showrunner Jac Shaeffer, que foi a força criativa por trás de WandaVision, é a diretora do episódio piloto.
Agatha Desde Sempre terá episódios semanais no streaming da Disney e promete reforçar ainda mais o empoderamento feminino. Para entrar no clima de mistério e bruxaria, separamos cinco motivos que fazem de Agatha Harkness (Kathryn Hahn) um ícone.
A inspiração feminina em Agatha Desde Sempre
Independência em primeiro lugar
Sem dúvidas, a personagem é uma das mulheres do universo da Marvel que mais demonstra uma forte independência. Mesmo após os eventos que ocorreram em WandaVision, como sua prisão por um feitiço lançado pela Feiticeira Escarlate, Wanda Maximoff (Elizabeth Olsen), ela continua a lutar por seus próprios objetivos e a recuperar seus poderes mágicos, algo que nunca foi sinônimo de problema para ela, mas sim de libertação e determinação.
Complexidade das emoções
Diferente de muitas representações unidimensionais de personagens femininas retratadas tanto nos quadrinhos quanto nas telas, Agatha se difere exatamente por ser complexa e multifacetada. Ela possui uma história rica e um passado intrigante, inclusive durante seu processo de descoberta como uma mulher com poderes. Isso a torna uma personagem profunda, que acaba refletindo a realidade das experiências femininas, mostrando que as mulheres podem ser vulneráveis em alguns momentos, mas sempre têm a capacidade de se reinventar através da determinação.
Resiliência e perseverança como mantra
A personagem enfrenta inúmeros desafios e adversidades, inclusive na nova produção da Marvel Studios, já que Agatha Desde Sempre se inicia com a bruxa deprimida e sem seus poderes. A sua resiliência e perseverança são essenciais nesses momentos de angústia, servindo como uma inspiração feminina que não desiste facilmente de lutar.
A bruxaria como sinônimo de poder e autonomia
Como uma bruxa poderosa, Agatha Harkness (Kathryn Hahn) sempre representou o poder feminino em sua forma mais pura. Ela não depende de ninguém para exercer sua magia e toma controle de seu próprio destino, inclusive da escolha de suas realidades. Essa representação nas telas passa a ser crucial para inspirar mulheres a reconhecerem e abraçarem sua própria força.
A importância de usar o conhecimento como forma de união
Em WandaVision, o público viu Agatha (Kathryn Hahn) como uma mentora, mesmo que de forma antagonista, para Wanda Maximoff (Elizabeth Olsen), enquanto elas viviam em Westview. Através da sua vasta experiência e conhecimento, algo que vai além da bruxaria, a personagem foi se construindo de forma a se tornar um símbolo de união feminina, inspirando outras mulheres a compartilharem seu conhecimento e a apoiarem umas às outras.
Agatha Desde Sempre estreia dia 18 de setembro exclusivamente no Disney+.
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