A Netflix e O2 Filmes se uniram para lançar uma nova minissérie de ficção sobre os grandes jogadores que protagonizaram a campanha da equipe nacional brasileira de futebol rumo ao tricampeonato no mundial de 1970. Dirigida por Pedro Morelli e Paulo Morelli e criada por Naná Xavier e Rafael Dornellas, a produção recriará momentos icônicos do torneio e revelará o lado humano de lendas do esporte que fizeram história dentro e fora de campo.
Inspirada em eventos reais, a minissérie vai mergulhar nos desafios, paixões e temores que acompanharam jogadores como Pelé, Tostão, Félix, Carlos Alberto, Jairzinho, Gérson e Rivellino, além do técnico Zagallo, durante a preparação e a disputa do torneio. O enredo se desenrola em um dos momentos mais marcantes tanto do futebol quanto da História política brasileira, em meio à fase mais dura do regime militar, enquanto a equipe demonstra sua genialidade em campo sob a enorme pressão de representar um país inteiro.
Com filmagens no Brasil e no México, a produção vai recriar lances clássicos e momentos de bastidores que ajudaram a construir o legado de uma das maiores equipes de futebol de todos os tempos. A minissérie ainda não tem data de estreia.
Deu Preguiça, nova animação que conta com dublagem de Heloisa Périssé e sua filha, Tontom, acaba de ter seu novo trailer divulgado. Com direção de Tania Vincent e Ricard Cussó, o filme chega aos cinemas em 13 de março com distribuição da Imagem Filmes e promete conquistar o público com muito humor e emoção.
Confira o trailer abaixo:
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Sobre Deu Preguiça
O longa acompanha uma história divertida sobre uma família de bichos-preguiça que, após perder sua casa em uma tempestade, se vê forçada a se mudar de sua tranquila vila para a frenética vida urbana de uma metrópole. A dublagem brasileira traz uma conexão especial entre mãe e filha: a consagrada atriz e comediante Heloisa Périssé e sua filha Tontom. Elas dão voz às protagonistas Gabriella e Laura, respectivamente, interpretando as personagens principais dessa aventura épica.
A trama segue a história da família de preguiças composta pela mãe Gabriella, sua filha Laura, o pai Luis e o irmão mais velho Platy. Juntos, eles tentam se adaptar ao ritmo acelerado da cidade grande, levando com eles um livro de receitas especial e um food truck, patrimônio da família. No entanto, essa nova fase da família é ameaçada por Dotti, uma astuta empresária do ramo de fast food, que planeja roubar a receita secreta da família para salvar seu próprio negócio falido.
Deu Preguiça também teve sua estreia mundial no prestigiado Festival Internacional de Animação de Annecy, onde recebeu elogios pela sua proposta criativa. Com uma animação inventiva repleta de momentos cômicos e personagens cativantes, o longa promete encantar crianças e adultos, trazendo para as telonas uma história que celebra a união familiar e a importância de se adaptar às mudanças da vida de maneira otimista e cheia de humor.
Deu Preguiça estreia em 13 de março nos cinemas, com distribuição nacional da Imagem Filmes.
A força da cultura mineira ganha projeção nacional com Girassol Vermelho, novo longa de Eder Santos e Thiago Villas Boas, que abriu a 28ª Mostra de Cinema de Tiradentes e estreia em circuito comercial no dia 20 de março. A obra tem raízes profundas na cultura de Minas Gerais, tanto pela trajetória dos diretores quanto pela influência do escritor Murilo Rubião, autor dos contos que inspiraram o filme.
Murilo Rubião (1916-1991) é considerado o precursor do realismo fantástico no Brasil e um dos nomes mais respeitados da literatura mineira. Natural de Belo Horizonte, Rubião desenvolveu uma obra singular, em que situações absurdas e oníricas se entrelaçam ao cotidiano, refletindo sobre poder, opressão e o desconcerto da existência.
Já o diretor, Eder Santos, também natural de Belo Horizonte, tem uma carreira marcada pela fusão entre artes visuais, teatro e audiovisual. Eder teve um contato próximo com a literatura de Murilo Rubião desde a juventude. Durante os anos da escola, o diretor se aproximou da obra de Rubião em aulas de literatura e, posteriormente, chegou a conhecer o escritor pessoalmente. O encontro ocorreu quando Eder, ainda ligado ao teatro, planejava adaptar para os palcos um dos textos do autor. “Tivemos algumas reuniões com ele. A obra do Murilo sempre me fascinou, porque toca nessa sensação de aprisionamento, de estar preso a situações absurdas e sem saída. Esse universo ficou comigo desde aquela época”, relembra o diretor.
Décadas depois, esse vínculo resultou em Girassol Vermelho, filme que se inspira nos contos “A Cidade” e “Os Comensais”. A narrativa acompanha Romeu (Chico Diaz), um homem que, em busca de liberdade, acaba preso em uma cidade onde fazer perguntas é proibido. O tom fantástico, as situações que flertam com o surreal e o caráter alegórico da opressão remetem diretamente ao universo rubiano.
A escolha da Mostra de Tiradentes para a estreia foi, portanto, carregada de simbolismo. Reconhecida como uma das principais vitrines do cinema brasileiro contemporâneo, a Mostra tem forte ligação com a produção mineira e com realizadores que transitam por linguagens híbridas, como é o caso de Santos.
Filmado em uma fábrica de cimento desativada, em Minas Gerais, Girassol Vermelho é protagonizado por Chico Diaz e tem no elenco Bárbara Paz, Daniel de Oliveira e Luiza Lemmertz. O longa estreia em 20 de março, com distribuição da Pandora Filmes.
De grandes descobertas até desdobramentos inesperados, a ciência sempre esteve no centro das maiores histórias da ficção. Seja explorando novas fronteiras ou lidando com as consequências do progresso, o tema inspirou narrativas instigantes sobre a busca pelo conhecimento e seus impactos na sociedade.
A nova animação adulta EFEITOS COLATERAIS faz parte desse universo com uma história provocativa e bem-humorada. Na série, um medicamento inovador – um cogumelo – promete transformar o mundo, mas desperta questionamentos sobre seus efeitos e os interesses que o cercam. Com novos episódios semanais, toda segunda, às 21h10, no [adult swim] e na Max, a produção reflete, de forma irreverente, como a ciência pode abrir portas para o futuro e, ao mesmo tempo, desafiar nossa percepção da realidade.
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Além dela, outras séries disponíveis na Max também abordam essa relação entre descoberta e impacto da ciência:
Descobertas e desafios: cinco séries da Max que exploram os limites da ciência
RICK AND MORTY
O humor e a ousadia científica se misturam nessa animação de sucesso, onde um cientista brilhante e nada convencional arrasta seu neto por aventuras absurdas pelo multiverso.
CHERNOBYL
A premiada minissérie da HBO reconstrói os eventos do desastre nuclear de 1986, revelando os desafios e dilemas enfrentados por aqueles que buscaram entender e conter suas consequências.
PLANETA DOS ABUTRES (SCAVENGERS REIGN)
Criada por Joe Bennett, uma das mentes por trás de EFEITOS COLATERAIS, essa animação original da Max e vencedora do Emmy acompanha uma tripulação espacial tentando sobreviver em um planeta desconhecido, repleto de mistérios que desafiam seu entendimento.
A VIDA SECRETA DA SUA MENTE
Por que sonhamos com o que sonhamos? É melhor comer frutas ou salgadinhos? Por que algo parece espetacular na sua mente, mas na realidade, não é? Essas e outras questões da neurociência são exploradas nesta animação mexicana, vencedora do Emmy Internacional em 2024.
ASTRONAUTA
Primeira série animada brasileira da HBO, coproduzida pela Mauricio de Sousa Produções, acompanha um astronauta em uma jornada solitária para desvendar uma abdução misteriosa – uma missão que pode mudar sua visão do universo.
Essas e outras produções envolvendo descobertas, ciência e ficção estão disponíveis na Max para você maratonar!
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James Mangold nunca foi um diretor de autoralidades, isto é fato. Mas de Identidade, passando por Johnny & June, atravessando Os Indomáveis e chegando em Encontro Explosivo, o que se via era um diretor disposto a explorar gêneros e trabalhar em suas próprias experimentações dentro deles – Logan, por exemplo, é um dos resultados mais maduros na filmografia de Mangold sobre as possibilidades de um encontro de propostas e estilos. Naquele caso, do western melodramático aos filmes de herói.
Daí que é, no mínimo, peculiar que tantos louros para Um Completo Desconhecido e seu protagonista Timothee Chalamet cheguem logo após as tantas controvérsias de Indiana Jones e a Relíquia do Destino, filme onde Mangold menos pareceu se encontrar. Neste recorte sobre a vida de Bob Dylan, o cineasta já se encontra em campo conhecido (o da biopic) e com todo um terreno preparado para se disfarçar de autor clássico após toda a barulheira da última aventura de Indy. Mas, como já dito, a autoralidade nunca foi o forte de Mangold.
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Os acertos e erros de Um Completo Desconhecido
Situado nos anos 60, quando Dylan tinha apenas 19 anos, a narrativa se posiciona num momento em que o músico estava prestes a deixar de ser um completo desconhecido. No caminho de sua ascensão e revoluções no cenário da música folk enquanto a Guerra do Vietnã se fazia presente e os movimentos civis entravam em ebulição, o roteiro de Mangold ao lado de Jay Cocks aceita, sem muita dificuldade, o próprio não-lugar de Dylan dentro dos movimentos os quais suas músicas tanto dialogam.
Essa persona tão indecifrável de Dylan, por exemplo, foi o que deu à luz ao que talvez seja o melhor retrato sobre as transmutações do ator, Não Estou Lá, enquanto o script de Mangold e Cocks muito mais prejudica do que fascina a narrativa ao aceitar a persona indecifrável de Dylan: vamos mesmo passar por duas horas e meia acompanhando um protagonista egóico sem saber exatamente quem ele é e ainda tentar torcer por sua jornada, de alguma forma?
Existe, é claro, uma complexidade muito bem-vinda em abraçar um personagem que não está ali para nos acompanhar de mãos dadas, que não está ali para se justificar enquanto retratado. Dylan é quem é, e ponto. Grande parte do problema, entretanto, está no fato de que esta única nota na qual Dylan é imposto pelos 140 minutos de filme. Uma nota que o posiciona como o típico “gênio incompreendido” que recusa o próprio sucesso, que se dedica à sua arte acima de tudo, até mesmo das apostas mercadológicas, enquanto todos ao seu redor, especialmente as mulheres, se rendem a um magnetismo que o roteiro jamais investiga de onde vem ou onde se estabeleceu. É tão justo assim Bob Dylan ser um COMPLETO (em letras garrafais mesmo) desconhecido até para o espectador?
Tamanha obsessão pelo não-lugar do protagonista prejudica não somente a compreensão sobre seu momento, mas também sobre as relações que o acompanham e, mais ainda, as influências de todas estas vivências nas suas composições. A narrativa aposta em saltos que não pedem licença nenhuma para se estabelecer, fragilizando a própria subida de Dylan ao estrelato. Quando os assédios das fãs começam, não entendemos muito bem em que momento o músico chegou ali. Entendemos, é claro, a investigação de uma masculinidade tóxica e egóica que, não é novidade, fez parte da carreira do músico. Mas o que existia por detrás desta personalidade aparentemente impenetrável em suas contradições, afinal? O filme não sabe, o roteiro não sabe, e tenho minhas dúvidas se Chalamet também sabe.
Não que a encarnação deste papel não represente uma novidade dentro da filmografia de Chalamet, muito pelo contrário. Na tarefa de emular a postura, o olhar baixo e a voz fanha de Bob Dylan, o ator se lança com gosto no desafio de dar vida ao seu próprio Dylan, inclusive emprestando sua própria voz às regravações das canções do músico. Mas isso não impede que o ator igualmente se renda à caricatura do já apontado “gênio incompreendido”, falhando principalmente nos momentos-chave de emoção (sua despedida da Sylvie Russo de Elle Fanning é pra lá de vergonhosa).
E poxa, Elle Fanning. Não lembro a última vez que um roteiro tratou uma personagem feminina com tanta ingratidão, resumindo-a a um saco de pancadas e traições que não parece justificar sua presença ali (Sylvie é fictícia). Fanning já é uma atriz limitada por si só, mas dá dó perceber o quanto o roteiro a despreza. Felizmente, Edward Norton e, principalmente, Monica Barbaro denotam talento suficiente para escapar de quaisquer armadilhas que o roteiro lhes jogue em cima. Esta última, em especial, faz de Joan Baez uma presença muito maior do que sua posição enquanto parte de um triângulo amoroso lhe oferece, enquanto também transforma os melhores momentos musicais da obra em seus, se destacando igualmente pelo seu timbre vocal.
Em suas recriações, é claro, Mangold segue impecável na aplicação da técnica (também pudera, com tantos anos de experiência e 70 milhões para gastar), recriando uma NY sessentista muitíssimo bem fotografada pelas lentes de Phedon Papamichael que valoriza as camadas da imagem e todos os detalhes da direção de arte e da maquiagem. A sequência em que Joan vê Dylan cantar pela primeira vez, por exemplo, é um espetáculo de luz, sombras e posicionamento de câmera em relação aos atores. Da mesma forma, Mangold dá um tempo valoroso às músicas e permite que o espectador sinta as melodias e seus acordes, apesar de, novamente, ser uma lástima o filme se recusar a descobrir de onde elas vêm – talvez apenas The Times They Are a-Changin’ encontre o eco narrativo que todas as outras músicas mereciam.
Veredito
Daí que Um Completo Desconhecido, com sua imagem final de Dylan andando sem rumo em sua moto enquanto um letreiro nos lembra do prêmio Nobel em que o músico não compareceu, nos diz tão, tão pouco sobre essa persona que se propõe investigar dentro de um pacote frágil e um tanto incompreensível, e sinto dizer, não parece ser somente para se alinhar ao desconhecido proposto pelo título. James Mangold já fez esse filme, e melhor.
THE RIGHTEOUS GEMSTONES, série original da HBO, acaba de divulgar o trailer oficial de sua quarta temporada, que contará com nove episódios e estreia em 9 de março na HBO e na Max.
Confira abaixo:
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Sobre The Righteous Gemstones
A série acompanha uma família de televangelistas mundialmente famosa, marcada por uma longa tradição de transgressões, ganância e filantropia. Apesar das constantes brigas, os laços entre os Gemstone são profundos. Na nova temporada, sua codependência será colocada à prova enquanto tentam seguir em frente sem renunciar a seu passado lendário.
O elenco da 4ª temporada traz Danny McBride como Jesse Gemstone, Adam Devine como Kelvin Gemstone, John Goodman como Eli Gemstone, Edi Patterson como Judy Gemstone, Cassidy Freeman como Amber Gemstone, Tim Baltz como BJ, Tony Cavalero como Keefe Chambers, Greg Alan Williams como Martin Imari, Skyler Gisondo como Gideon Gemstone, Walton Goggins como Baby Billy Freeman, Jennifer Nettles como Aimee-Leigh Gemstone, além de James DuMont, Jody Hill, Troy Hogan, Valyn Hall, Kelton DuMont, Gavin Munn, Megan Mullally, Arden Myrin e Seann William Scott.
THE RIGHTEOUS GEMSTONES é criada e escrita por Danny McBride, que também dirige e produz a série ao lado de Jody Hill, David Gordon Green e Jonathan Watson. A produção executiva é assinada por John Carcieri, Jeff Fradley e Brandon James, com produção de David Brightbill. Kevin Barnett, Edi Patterson e Chris Pappas atuam como produtores consultivos.
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Não tem um dia que Bong Joon-ho sai de casa sem agregar ao cinema. Há quem diga que o cineasta sul-coreano, ganhador do Oscar histórico por Parasita, vive preso dentro de um único tema social já datado, mas também é inegável que a mente insana que começou com filmes singulares, como O Hospedeiro, tenha sido tão frutífera a ponto de nos entregar blockbusters reflexivos como poucos fazem hoje em dia. Uma dose alta de entretenimento sem deixar de fora o raciocínio.
Claro que o peso do Oscar nas costas gera uma enorme cobrança e seu filme após esse feito, o novo Mickey 17, certamente não supera as expectativas e o teor político impactante do antecessor, mas essa comédia de ficção científica niilista com Robert Pattinson em dose dupla, se aproxima mais do cinema que Joon-ho fazia antes de ser aclamado, especialmente Expresso do Amanhã e Okja. E isso é absolutamente sensacional.
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Os acertos e erros de Mickey 17
Apesar de ter poucos filmes no currículo, cada obra de Bong Joon-ho é meticulosamente pensada para impactar em diferentes camadas — do sensorial ao psicológico. O cineasta faz parte de uma geração destemida e criativa, capaz de traduzir suas vivências para a tela, mesmo em narrativas surreais carregadas de metáforas sobre ética, consciência de classe e os desafios da classe trabalhadora.
E Mickey 17, baseado no livro homônimo de Edward Ashton, é uma experiência singular e sombria, que nos faz rir de nervoso ao evidenciar que, por mais absurdo que pareça, seu universo não está tão distante da nossa realidade. Joon-ho satiriza Trump, expondo sua insanidade e manipulação, e mostra como ideias bizarras, quando levadas a sério, podem resultar em consequências irreparáveis para a humanidade.
Mais do que uma comédia ácida sobre ética no trabalho e capitalismo—com ecos de Ruptura—Mickey 17 é um retrato inquietante de como um homem insignificante e minúsculo pode, paradoxalmente, causar estragos imensuráveis. E o diretor sabe muito bem como fazer um filme em lingua-inglesa sobre o invertido “sonho americano”.
A trama acompanha um homem bastante pessimista e contido interpretado por Robert Pattinson, que entrega mais uma performance de tirar o fôlego, reafirmando seu lugar entre os grandes atores de sua geração. Ele se voluntaria para ser um “Descartável”, um trabalhador designado a morrer repetidamente enquanto a humanidade expande sua presença pelo universo. A cada morte, ele é “impresso” novamente em uma bioimpressora, renascendo com todas as memórias de suas versões anteriores.
No entanto, a dor se intensifica a cada recomeço, até que Mickey, agora na sua 17ª versão, começa a questionar se sua existência deve se resumir a esse ciclo interminável. Embora repleta de aventura, a narrativa se destaca pelo humor ácido e pela comédia satírica, ambientada em um planeta gelado, cheio de criaturas-vermes extraterrestres, onde uma parcela da humanidade—acompanhada de um político grotesco supremacista, com sua heterossexualidade patriarcal compulsória (vivido por um Mark Ruffalo canastrão), e sua esposa-troféu obcecada com molhos (Toni Collette)—busca construir uma sociedade supostamente “superior” e “pura”.
Com um roteiro repleto de reflexões filosóficas e simbolismos, Bong Joon-ho mais uma vez expõe a classe trabalhadora como um mero instrumento nas mãos dos poderosos. No entanto, Mickey 17 se afasta do tom dramático de Parasita e se aproxima do humor sombrio presente em seus trabalhos anteriores. Há uma forte mensagem sobre colonização, mas, diferentemente de suas obras passadas, este filme parece mais polido e acessível, com menos espaço para interpretações abertas.
O humor funciona bem, mas a intensidade exagerada de alguns personagens pode torná-los menos convincentes. A trama não se preocupa tanto em desenvolver histórias de fundo, preferindo um tom mais direto, onde a comédia permeia até os momentos dramáticos—o que acaba diluindo parte da carga emocional. O grande destaque fica para a relação entre Mickey 17 e Mickey 18, que é mais violento e caótico. Apesar de serem, essencialmente, a mesma pessoa, suas identidades contrastantes criam uma dinâmica hilária, que se torna um dos pontos mais marcantes do filme.
Os vilões aqui combinam burrice e maldade destrutiva em doses iguais, tornando a história ainda mais assustadora por sua proximidade com a realidade. As referências ao governo Trump são evidentes—incluindo um atentado a tiros que, por coincidência bizarra, ecoa eventos do mundo real. Essa busca insana por um “novo mundo” culmina em um clímax caótico, mas irresistivelmente divertido, com habitantes nativos inteligentes ameaçando pôr fim à raça humana.
A sequência de ação que encerra a trama é visualmente impactante e bem dirigida. Tecnicamente, o filme é impecável, com uma fotografia fria e enquadramentos criativos que elevam sua estética a um nível quase surreal. No entanto, o ritmo oscila, e alguns diálogos prolongados acabam quebrando a fluidez da narrativa.
Veredito
O novo épico de ficção científica de Bong Joon-ho não busca replicar a carga dramática de Parasita, mas se aprofunda em um pesadelo distópico repleto de comédia ácida, simbolismos e reflexões sobre uma realidade absurda—e assustadoramente próxima da nossa. Mickey 17 é uma aventura niilista, divertida e insana, que entrega puro entretenimento sem abrir mão da inteligência, da emoção e da criatividade que marcam a mente de um dos cineastas mais importantes da atualidade.
Mesmo explorando um terreno familiar e tematicamente alinhado a seus trabalhos anteriores, Joon-ho permanece fiel às suas origens, às suas vivências e à mensagem poderosa que deseja transmitir através do cinema. E ainda que o drama nem sempre acompanhe a ambição da premissa, é impossível desviar os olhos de Robert Pattinson.
GOOD AMERICAN FAMILY - “First Look” (Disney)
IMOGEN REID, ELLEN POMPEO
O Disney+ apresenta o trailer da minissérie original Uma Família Perfeita, estrelada por Ellen Pompeo, Mark Duplass e Imogen Faith Reid. A série estreia em 19 de março exclusivamente no Disney+ com seus dois primeiros episódios, em seguida, um novo episódio será lançado toda semana.
Confira o trailer abaixo:
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Sobre Uma Família Perfeita
Narrado em diferentes pontos de vista para explorar questões de perspectiva, preconceito e trauma, esse cativante drama é inspirado na perturbadora história de um casal do centro-oeste americano que adota uma menina com uma forma rara de nanismo.
Porém, à medida que a criam com seus três filhos biológicos, surgem mistérios em torno de sua idade e de seu passado, e o casal, aos poucos, começa a suspeitar que ela pode não ser quem afirma ser. Enquanto, eles defendem a família da filha que eles passaram a acreditar ser uma ameaça, a menina trava sua própria batalha para confrontar seu passado e o que seu futuro lhe reserva, em um confronto que vai parar nos tabloides e no tribunal.
A série é estrelada por Ellen Pompeo, Mark Duplass e Imogen Faith Reid e conta com a participação especial deDulé Hill, Christina Hendricks, Sarayu Blue e Jenny O’Hara. Katie Robbins é a criadora e produtora executiva, atuando também como showrunner da série ao lado da produtora executiva SarahSutherland.
Ellen Pompeo é produtora executiva por meio de sua produtora Calamity Jane, ao lado de Laura Holstein. Andrew Stearn, Dan Spilo, Niles Kirchner e Mike Epps também atuam como produtores executivos. Liz Garbus é responsável pela direção e produção executiva do piloto. Uma Família Perfeita é produzida pela 20th Television.
O Disney+ anunciou que a série dramática original Paradise, da 20th Television, foi renovada para uma segunda temporada. O thriller político é obra do criador Dan Fogelman (Only Murders in the Building, This Is Us) e é protagonizada por Sterling K. Brown (This is Us, Ficção Americana) no papel do agente Xavier Collins.
Em sua primeira semana de estreia, Paradise obteve 7 milhões de visitas no Hulu nos Estados Unidos e no Disney+ no resto do mundo, estreando com sucesso e sendo aclamado pela crítica e pelo público.
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Sobre Paradise
Paradise se passa em uma comunidade idílica habitada por alguns dos indivíduos mais proeminentes do mundo. Mas um assassinato chocante acaba com essa tranquilidade, desencadeando uma investigação de alto risco.
A primeira temporada é estrelada por Sterling K. Brown, James Marsden, Julianne Nicholson, Sarah Shahi, Nicole Brydon Bloom, Aliyah Mastin e Percy Daggs IV, e conta com a produção executiva de Dan Fogelman, Sterling K. Brown, John Requa, Glenn Ficarra, John Hoberg, Jess Rosenthal e Steve Beers.
Os primeiros setes episódios já estão disponíveis no Disney+ e o final da temporada será lançado na terça-feira, 4 de março.
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Na ficção científica Máquina do Tempo, a música se torna mais do que um elemento narrativo: é um portal para outra época. Em meio à Segunda Guerra Mundial, as irmãs Thomasina e Martha criam uma máquina capaz de interceptar transmissões do futuro. Enquanto exploram o que ainda está por vir, Martha se fascina pela revolução cultural das décadas seguintes, tornando-se uma admiradora fervorosa do rock britânico dos anos 1960 e 1970.
O impacto dessa conexão se reflete na trilha sonora do filme, que apresenta músicas de David Bowie e The Kinks. Space Oddity, um dos maiores sucessos de Bowie, ecoa no longa como uma espécie de hino para Martha, que se vê fascinada pelo artista décadas antes de ele sequer surgir. O mesmo acontece com You Really Got Me, dos The Kinks, cuja energia rebelde complementa a busca da personagem por algo além da realidade do período histórico que vive, marcado pelo fascismo e a guerra mundial.
A composição original da trilha ficou a cargo de Neil Hannon, fundador da banda The Divine Comedy, cuja abordagem mistura elementos clássicos e contemporâneos. O filme também inclui peças do compositor inglês Edward Elgar, reforçando a intersecção entre o passado e o futuro que permeia toda a narrativa.
Com distribuição da Pandora Filmes, Máquina do Tempo estreia nos cinemas brasileiros em 13 de março.