A Warner Bros. Pictures divulgou o primeiro trailer de F1, nova aventura automobilística dirigida por Joseph Kosinski (Top Gun: Maverick) e protagonizada por Brad Pitt.
Além do material inédito, a produtora e distribuidora, em parceria com IMAX, anuncia ainda uma oportunidade de ouro para os fãs, que poderão conferir o filme em primeira mão no dia 23 de junho em uma sessão exclusiva na sala IMAX da Cinépolis do Shopping JK Iguatemi, em São Paulo. A sessão promete uma experiência imersiva com qualidade de som e imagem de altíssimo nível, potencializando toda a emoção das corridas que o filme oferece.
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Sobre F1
A Apple Original Films e os produtores de “Top Gun: Maverick” apresentam F1, filme de ação em alta voltagem estrelado por Brad Pitt, dirigido por Joseph Kosinski, e produzido por Jerry Bruckheimer, Kosinski, o campeão mundial de sete corridas de Fórmula 1, Lewis Hamilton, Pitt, Dede Gardner Jeremy Kleiner e Chad Oman.
Apelidado de “o maior que nunca existiu”, Sonny Hayes (Brad Pitt) foi o fenômeno mais promissor da Fórmula 1 da década de 1990, até que um acidente na pista quase encerrou sua carreira. Trinta anos depois, vive do trabalho como piloto nômade de aluguel, até que é contactado pelo seu ex-companheiro de equipe Ruben Cervantes (Javier Bardem), dono de uma equipe de Fórmula 1 em dificuldade e à beira do colapso.
Ruben convence Sonny a voltar à Fórmula 1 para uma última chance de salvar a equipe e ser o melhor do mundo. Ele vai pilotar ao lado de Joshua Pearce (Damson Idris), o novato da equipe que tem a intenção de estabelecer seu próprio ritmo. Mas quando os motores aceleram, o passado de Sonny volta à tona, e ele relembra que, na Fórmula 1, seu companheiro de equipe é sua competição mais feroz – e não se pode percorrer o caminho para a redenção sozinho.
F1 também é estrelado por Kerry Condon, Tobias Menzies, Kim Bodnia, e Javier Bardem, e foi rodado durante os finais de semana nas pistas dos Grandes Prêmios reais, com a equipe da produção em competição com os titãs do esporte.
Joseph Kosinski dirige F1 a partir do roteiro de Ehren Kruger, com produção executiva de Daniel Lupi. A equipe de produção criativa habitual de Kosinski nos bastidores inclui o diretor de fotografia Claudio Miranda; os designers de produção Mark Tildesley e Ben Munro; o editor Stephen Mirrione; o figurinista Julian Day; Lucy Bevan, responsável pelo elenco; e o compositor Hans Zimmer.
A Apple Original Films apresenta uma produção Monolith Pictures, Jerry Bruckheimer, Plan B Entertainment e Dawn Apollo Films, um filme de Joseph Kosinski, F1, que será distribuído nos cinemas e nas salas Imax de todo mundo pela Warner Bros. Pictures, com previsão de estreia no Brasil em 26 de junho de 2025.
O Paramount+ e a SHOWTIME® acabam de anunciar que o ator David Dastmalchian (Oppenheimer) fará parte do elenco da nova série original DEXTER®: RESSURREIÇÃO. David fará uma participação especial no papel de “Gareth”. A produção da série começou em janeiro deste ano, em Nova York, e será lançada, em breve, no Paramount+.
David Dastmalchian é conhecido por seus papéis de destaque nos filmes “Batman – O Cavaleiro das Trevas” e “Oppenheimer”, de Christopher Nolan. Outros de seus trabalhos incluem “O Esquadrão Suicida”, “Duna: Parte Um”, “A Última Viagem de Deméter” e “Late Night with the Devil”. Ele também estará atuando na série “Murderbot”, da Apple TV+, com estreia em maio, e “Life of Chuck”, com estreia em junho. Dastmalchian é representado pela Atlas Artists, Persona PR e pelo advogado Duncan Hedges.
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Sobre Dexter: Ressurreição
A nova série dramática original é estrelada pelo vencedor do SAG e do Globo de Ouro®, Michael C. Hall (DEXTER®, Six Feet Under) no papel principal de Dexter Morgan. Além de Hall, DEXTER: RESSURREIÇÃO também contará com Uma Thurman como “Charley”, David Zayas como o detetive “Angel Batista”, Jack Alcott como o filho de Dexter, “Harrison Morgan”, Ntare Guma Mbaho Mwine como “Blessing Kamara”, Kadia Saraf como a detetive “Claudette Wallace”, Dominic Fumusa como o detetive “Melvin Oliva”, Emilia Suarez como “Elsa Rivera”, com James Remar como o pai de Dexter, “Harry Morgan”, e Peter Dinklage como “Leon Prater”. Neil Patrick Harris e Krysten Ritter também farão participações especiais como “Lowell” e “Mia”, respectivamente.
Recentemente, DEXTER®: PECADO ORIGINAL, uma pré-sequência que segue Dexter (interpretado por Patrick Gibson) em sua transição de estudante para serial killer, estreou em dezembro do ano passado e foi a estreia da SHOWTIME® mais assistida no mundo em dez anos. O final da temporada foi ao ar em fevereiro e atraiu 2,68 milhões de espectadores no mundo todo, tornando-se o episódio mais assistido da temporada. A série já está disponível no Paramount+ e a SHOWTIME® acumulou mais de 15 milhões de interações nas redes sociais durante a temporada.
DEXTER: RESSURREIÇÃO tem produção executiva do indicado ao Emmy®, Clyde Phillips (DEXTER®, DEXTER®: PECADO ORIGINAL, NURSE JACKIE), que também retorna como showrunner, e produção da SHOWTIME® Studios e Counterpart Studios. Michael C. Hall (DEXTER®, Six Feet Under) também atua como produtor executivo ao lado de Scott Reynolds (Jessica Jones), Tony Hernandez (Emily em Paris) e Lilly Burns (Boneca Russa), com Marcos Siega (DEXTER®: NEW BLOOD) atuando como diretor de produção. Monica Raymund (DEXTER®: PECADO ORIGINAL) vai estar sob direção de quatro episódios e Marcos Siega seis episódios da série. A nova produção será distribuída pela Paramount Global Content Distribution.
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Gaguinho e Patolino se aventuram no espaço sideral! A Paris Filmes acaba de divulgar o trailer de “Looney Tunes – O Filme: O Dia Que A Terra Explodiu” (The Day the Earth Blew Up: A Looney Tunes Movie), produção que estreia nos cinemas em 10 de abril.
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Sobre Looney Tunes – O Filme: O Dia Que a Terra Explodiu
Gaguinho e Patolino, personagens clássicos do desenho animado, tornam-se heróis inesperados quando suas travessuras na fábrica de chicletes local revelam uma trama secreta de controle mental alienígena. Contra todas as probabilidades, os dois estão determinados a salvar a sua cidade (e o mundo), isso se não enlouquecerem um ao outro na tentativa.
Dirigido por Peter Browngardt, a produção é da Warner Bros. Animation e distribuição nacional é da Paris Filmes. Os produtores que assinam a animação são Bonnie Arnold, Michael Baum, Alex Kirwan, Peter Browngardt e Sam Register.
Looney Tunes – O Filme: O Dia Que a Terra Explodiu estreia dia 10 de abril nos cinemas brasileiros.
O Festival de Cinema Brasileiro de Paris anunciou a programação completa de sua 27ª edição, que acontece entre 29 de abril e 6 de maio no tradicional cinema de rua L’Arlequin, no bairro Saint-Germain-des-Près, na capital francesa.
Realizado pela Jangada, com curadoria de Katia Adler, o evento terá como grande homenageada a atriz e diretora Dira Paes, que estará na França para receber o Troféu Jangada. Ao longo de oito dias, serão exibidos 35 longas-metragens, incluindo cinco filmes que marcaram os 40 anos de carreira de Dira Paes.
A seleção de filmes também apresentará o vencedor do Oscar de Melhor Filme Internacional, “Ainda Estou Aqui”, de Walter Salles, e o sucesso de bilheteria “O Auto da Compadecida 2”, de Flávia Lacerda e Guel Arraes, que ultrapassou a marca de 4,4 milhões de espectadores no Brasil.
“Vitória”, dirigido por Andrucha Waddington e estrelado por Fernanda Montenegro, que estreou esta semana nos cinemas brasileiros, foi escolhido como o filme de abertura do festival, e dará início à programação de 2025. Ainda inédito e com estreia marcada para 1º de maio no Brasil, o aguardado “Homem com H”, de Esmir Filho, encerrará o evento no dia 6 de maio. Estrelado por Jesuíta Barbosa, o filme narra a história de um dos maiores artistas brasileiros: o cantor Ney Matogrosso.
O Festival de Cinema Brasileiro de Paris exibe uma seleção das melhores produções do cinema brasileiro, entre ficções e documentários, e reúne anualmente mais de cinco mil pessoas para celebrar o audiovisual brasileiro na capital francesa. Neste ano, as 35 produções serão divididas em seis mostras: Competitiva, Hors-Concours, Documentários, Homenagem a Dira Paes, Programação Gramado, Sessão Escolar, além da sessão em homenagem ao jornalista RKK – Rémy Kolpa Kopoul. Os ingressos custam entre 5€ (tarifa escolar) e 10€ (inteira) para cada sessão. O público também pode adquirir o passe especial do festival de 10 ingressos por 70€.
MOSTRA COMPETITIVA
Na mostra competitiva, nove longa-metragens de ficção concorrem ao Troféu Jangada de Melhor Filme, escolhido pelo público. “Malu”, de Pedro Freire, vencedor do Festival do Rio de 2024; “Um Lobo Entre os Cisnes”, de Marcos Schechtman Helena Varvaki, premiado no Cine Ceará de 2024 (Melhor Ator para Matheus Abreu, Melhor Ator Coadjuvante para Darío Grandinetti e Melhor Direção de Arte); “Mais Pesado é o Céu”, de Petrus Cariry, grande vencedor do 51º Festival de Cinema de Gramado; “A Vilã das Nove”, de Teodoro Poppovic, que integrou as programações de 2024 do Festival do Rio e da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo; “Sobreviventes”, de José Barahona, e “A Mulher que Chora”, de George Walker Torres, ambos exibidos na 48ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo; “Aumenta que é Rock’n’Roll”, de Tomás Portella, vencedor do Prêmio Grande Otelo de Melhor Trilha Sonora em 2024; e “90 Decibéis”, de Fellipe Barbosa, que terá première mundial no festival.
MOSTRA HORS-CONCOURS
A mostra hors-concours apresenta sete longas fora de competição: o aguardado “Vitória”, dirigido por Andrucha Waddington e estrelado por Fernanda Montenegro, que abre o festival; o aclamado “Ainda Estou Aqui”, de Walter Salles, vencedor do Oscar de Melhor Filme Internacional; o sucesso de bilheteria “O Auto da Compadecida 2”, de Guel Arraes e Flávia Lacerda, que levou 4,4 milhões de brasileiros ao cinemas com Matheus Nachtergaele e Selton Mello como os icônicos João Grilo e Chicó; “Motel Destino”, de Karim Aïnouz, exibido na última edição de Cannes; “A Paixão Segundo G.H.” e “Lavoura Arcaica”, ambos dirigidos por Luiz Fernando Carvalho; e “Homem com H”, cinebiografia escrita e dirigida por Esmir Filho que traz Jesuíta Barbosa como o icônico músico Ney Matogrosso, que encerra o festival no dia 6 de maio, apenas cinco dias após estrear nos cinemas brasileiros.
DOCUMENTÁRIOS
A mostra de documentários será composta por sete produções: “Os Afro-Sambas, o Brasil de Baden e Vinicius”, de Emílio Domingos, exibido no Festival do Rio de 2024, que relembra o popular disco lançado por Vinicius de Moraes e Baden Powell em 1966; “Seu Estilo, Seu Impacto”, de Luciana Brafman e Ricardo Carioba, que mostra os desafios da indústria da moda em busca da sustentabilidade; “Cazuza, Boas Novas”, de Nilo Romero, com imagens pouco vistas de um dos maiores nomes da música brasileira; “Ijó Dudu, Memórias da Dança Negra na Bahia”, de José Carlos Arandiba “Zebrinha”, denúncia poética narrada pelas vivências e saberes das mestras e mestres pioneiros e protagonistas da dança negra na Bahia; “Máquina do Desejo”, de Lucas Weglinski e Joaquim Castro, que narra a história dos 60 anos do Teatro Oficina; “Kopenawa: Sonhar a Terra-Floresta”, de Marco Altberg e Tainá De Luccas, sobre a vida e luta de Davi Kopenawa Yanomami, líder indígena e xamã do povo Yanomam; e “Alarme Silencioso”, de Ricardo Favilla, que propõe um resgate da autoestima e esperança de pessoas que tentaram suicídio – os dois últimos integraram a programação da edição de 2024 do Festival do Rio.
ESTUDANTES PARISIENSES NA SESSÃO ESCOLAR
Um dos destaques do festival é o engajamento de estudantes do Ensino Médio (Lycée) de diferentes escolas francesas, que anualmente assistem às produções brasileiras e têm contato com alguns dos realizadores dos filmes. Um júri jovem elege o melhor filme.
As sessões escolares, realizadas todas as tardes durante o festival, proporcionam aos jovens uma oportunidade única de contato com o cinema brasileiro, ampliando seus horizontes culturais e incentivando reflexões sobre diversos temas relevantes. Além de fundamentais para a formação de novos públicos e para o intercâmbio cultural entre o Brasil e a França, as sessões fortalecem a relação entre o festival e as escolas e instituições educativas, de modo que contribuem para a democratização do acesso ao cinema e para a valorização da pluralidade cultural.
Os filmes que concorrem ao Troféu Jangada Júri Jovem são “O Auto da Compadecida 2”, de Flávia Lacerda e Guel Arraes; “Aumenta que é Rock’n’Roll, de Tomás Portella; e “Salut, mes ami.e.s”, de Liliane Mutti. Fora de competição, também será exibido na sessão escolar o aclamado “Ainda Estou Aqui”, de Walter Salles.
MOSTRA HOMENAGEM DIRA PAES
A mostra que celebra os 40 anos de carreira de Dira Paes é a primeira homenagem que a atriz e diretora receberá na Europa e reúne cinco produções que marcaram sua trajetória artística. A seleção de filmes preparada pela diretora e curadora do festival, Kátia Adler, é composta por “Anahy de las Misiones” (1997), de Sérgio Silva; “Órfãos do Eldorado” (2015), de Guilherme Cezar Coelho; “A Floresta das Esmeraldas” (1985), de John Boorman; “Manas”(2024), de Mariana Brennand Fortes; e “Pasárgada” (2024), que marca sua estreia como diretora de um longa-metragem de ficção, também protagonizado por ela. Dira receberá o Troféu Jangada na noite de abertura do evento, 29 de abril.
PROGRAMAÇÃO GRAMADO
A Mostra Gramado será um dia dedicado ao Festival de Cinema de Gramado, o mais tradicional evento audiovisual do Brasil, realizado ininterruptamente há 53 anos na Serra Gaúcha. Serão exibidos “Oeste Outra Vez”, de Erico Rassi, grande vencedor da 52ª edição do festiva em 2024l; “Pasárgada”, de Dira Paes; “Huni Kuï: o Povo Verdadeiro”, de Tatiana Sager e Gabriel Sager Rodrigues; e “Anahy de las Misiones”, de Sérgio Silva. No segundo semestre de 2025, está previsto um dia de cinema francês no 53º Festival de Gramado, em agosto.
SESSÃO EM HOMENAGEM A RKK – RÉMY KOLPA KOPOUL
Os 10 anos do desaparecimento do jornalista e DJ Rémy Kolpa Kopoul será lembrado na programação do festival. Autor de crônicas musicais no jornal Libération, RKK, como era conhecido, era um frequentador assíduo do Festival de Cinema Brasileiro de Paris e foi uma figura essencial para a aproximação cultural entre o Brasil e a França, sendo descrito por Jorge Amado como “o maior embaixador da música brasileira na França” no livro “Navegação de Cabotagem”. Em homenagem à memória de RKK, será exibido o longa-metragem “Aumenta que é Rock’n’Roll” em uma sessão com a presença da produtora Renata Almeida Magalhães, que o conheceu pessoalmente, reavivando a energia e diversidade musical que marcaram a trajetória de Rémy.
“Aumenta que é Rock’n’Roll” retrata o surgimento do rock nacional na vibrante década de 80, quando o Brasil vivia a euforia da redemocratização política depois de mais de duas décadas de regime militar. A trama narra o surgimento da Rádio Fluminense FM, a “Maldita”, criada em 1982 pelo jornalista Luiz Antonio Mello (Johnny Massaro), com o apoio do amigo Samuel Wainer Filho (George Sauma), que se tornou a primeira rádio brasileira dedicada exclusivamente ao rock, revelando artistas e bandas que marcaram gerações.
O Festival de Cinema Brasileiro de Paris conta com o Patrocínio Master do Banco da Amazônia e Patrocínio Oficial da Embratur. Apoio: Ancine, Prefeitura de Paris, Dulac Cinéma e Monsieur Pão de Queijo. Parcerias de comunicação: Canal Brasil e Globo Filmes. Parcerias institucionais: Embaixada do Brasil na França, Comissariado do Brasil na França, IGR- Instituto Guimarães Rosa Ministério de Relações Internacionais, Governo do Brasil. Produção e realização: Jangada e Vite.
O cinema da observação é sempre um cinema de risco. Afinal, tão importante quanto saber o que se observa, é saber quem observa. Poucos artifícios são tão manipulativos quanto a construção do olhar para que o espectador se encontre na narrativa, para que saibamos para onde olhar e o que observar. Vitória, filme cuja produção passou por mudanças significativas após a morte de Breno Silveira, seu diretor original, é um filme de observação e, por tanto, um projeto de natureza delicada, principalmente por retratar uma história real que começou e terminou dentro das favelas cariocas.
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Os acertos e erros de Vitória
Podem ficar tranquilos que, ao menos aqui, não entraremos em qualquer mérito ou desmérito sobre o fato da Joana da Paz da vida real ter sido uma mulher negra, mas interpretada por Fernanda Montenegro na obra em questão, uma vez que o filme já estava gravado antes da morte de Joana e, portanto, sua identidade não era conhecida por fazer parte do Programa de Proteção às Testemunhas após desmantelar toda uma rede de tráfico com sua denúncias registradas por uma câmera filmadora.
Sem qualquer surpresa, a presença de Fernanda Montenegro se coloca acima de qualquer elemento do material – o que me parece um problema, dada sua temática e problemática. O roteiro de Paula Fiúza entente a figura de Nina (Montenegro) como essa força motriz da narrativa, mas é claudicante quanto tenta exercitar o olhar para fora da individualidade observacional de Nina – na verdade, é de se questionar se o filme tenta exercitar esse olhar micro para algo macro. E daí ressalto o quão é importante questionar quem observa e como observa.
Porque por mais que a protagonista de Montenegro seja a guia do nosso olhar, é difícil ignorar os fatos abordados pelo filme de Andrucha Waddington, genro de Montenegro, como algo a ser resumido ao que se olha daquele apartamento, daquela janela, daquele ponto de vista. Todas estas escolhas parecem limitar o escopo dramático que, no fundo, existe em Vitória, mas que é analisado somente até certo ponto para que a temática não ofusque a presença magnética de nossa querida atriz.
Prova disso é como o filme relega quase todos ao redor de Nina, pretos em sua maioria, a personagens que vão se fechar em arquétipos diminutos e já esperados dentro da temática de Vitória. Linn da Quebrada é a que mais sofre com essa ineficiência do filme em tratar e fotografar os corpos negros que fazem parte da rotina de Nina.
Montenegro, claro, é esse prazer gigantesco em cena como uma representante tão ativa do que uma profissional do nosso audiovisual é capaz. Com quase um século de vida, a atriz segue tão comprometida quanto sempre lhe vemos em tela, entregando uma performance que flutua entre a dramaticidade e a comicidade com uma leveza que se espera de uma profissional tão experiente. Quando questiona a passividade dos outros moradores de seu prédio, ela também confere uma intensidade e autenticidade que nos permite criar um laço de empatia por Nina e todo o terror que vive diariamente naquela vizinhança.
Veredito
Não há em Vitória, entretanto, esse estofo dramático que o filme acredita possuir para além da presença de Fernanda Montenegro. A direção de Andrucha parece frouxa demais para tanto, e sobra o deleite de acompanhar mais um trabalho de uma das maiores representantes vivas da cultura do nosso país.
O Apple TV+anunciou a terceira temporada e divulga as primeiras imagens da série original vencedora do prêmio Emmy “Jane“. A série para crianças e famílias é inspirada pelo trabalho da primatóloga britânica mundialmente reconhecida Dra. Jane Goodall (Dama, do Império Britânico), fundadora do Instituto Jane Goodall e Mensageira da Paz das Nações Unidas, que também faz uma participação especial na nova temporada.
Do vencedor do prêmio Emmy J.J. Johnson (“Dino Dana”, “Endlings”, “O Fantasma Escritor”), da Sinking Ship Entertainment e do Instituto Jane Goodall, a terceira temporada, de cinco episódios, de “Jane” estreia mundialmente na sexta-feira, 18 de abril, no Apple TV+.
Confira as imagens abaixo:
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Sobre a 3ª temporada de Jane
Ava Louise Murchison (“Reacher”) é a personagem Jane Garcia, uma ambientalista em formação, de 9 anos de idade, em uma missão para salvar animais ameaçados de extinção. Usando sua poderosa imaginação, Jane leva seus melhores amigos David, vivido por Mason Blomberg (“Shameless”) e Greybeard, o chimpanzé, a grandes aventuras para ajudar a proteger animais em todo o mundo. Ela é inspirada por sua heroína Jane Goodall e pela frase da Dra. sobre a vida selvagem: “Apenas se entendermos, vamos nos importar. Apenas se nos importarmos, ajudaremos. Se os ajudarmos, eles podem ser salvos”.
“Estou animada para as novas aventuras que virão em ‘Jane’, e fiquei encantada em fazer uma participação especial nessa temporada”, disse a Dra. Jane Goodall. “Tem sido incrível ver este projeto ganhar vida e estou emocionada que meu trabalho da vida inteira com animais e o mundo natural o inspirou. É maravilhoso ver jovens, como Jane Garcia e integrantes do Roots & Shoots de Jane Goodall ao redor do mundo, abraçando sua curiosidade, compaixão e determinação para fazer a diferença para o nosso planeta. Afinal, eles são o futuro e, com conhecimento e empatia, podem ajudar a criar um mundo melhor para todos os seres vivos. Espero que isso desperte ainda mais ações positivas nos corações de crianças em todos os lugares”.
Da Sinking Ship Entertainment, “Jane”, uma série que utiliza live action e CGI, é criada pela companhia parceira de Johnson, que assina como produtor executivo ao lado de Christin Simms, Blair Powers, Matt Bishop e Andria Teather do Instituto Jane Goodall.
A série recentemente conquistou o Children’s and Family Emmy na categoria de Efeitos Visuais em um Programa Live Action, um prêmio DGA (do sindicato dos diretores dos Estados Unidos) por Melhor Desempenho na Direção, e um prêmio Imagen (para representações positivas de latinos) para melhor jovem atriz concedido a Ava Louise Murchison, e reconhecida pelo Annual Environmental Media Association Awards na categoria de Children’s Television. “Jane” marca a segunda série Apple Original produzida pela Sinking Ship Entertainment, juntando-se à elogiada série vencedora do Prêmio Emmy “O Fantasma Escritor”.
“A Sogra Perfeita 2”, sequência da comédia estrelada por Cacau Protásio, ganha cartaz oficial e data de estreia, divulgados hoje pela Paris Filmes. O longa, dirigido por Cris D’Amato e Bianca Paranhos, chegará aos cinemas no dia 12 de junho.
No elenco, além de Cacau, estão nomes como Evelyn Castro, Marcelo Laham, Fafy Siqueira, Ricardo Pereira e Luís Miranda, além de participações especiais de Maria Bopp, Pedro Benevides e Xande de Pilares. A produção é da Paris Entretenimento, em coprodução com Globo Filmes e Telecine, e distribuição da Paris Filmes.
Confira o pôster abaixo:
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Sobre A Sogra Perfeita 2
Com roteiro original de Flávia Guimarães e Bia Crespo, “A Sogra Perfeita 2” acompanha Neide em novas aventuras. Independente e bem-sucedida, a cabeleireira e empresária está feliz da vida, curtindo sua liberdade depois que os dois filhos saíram de casa. Sua paz acaba no dia em que ela é pedida em casamento por Oliveira (Marcelo Laham), seu namorado português. Neide não aceita, mas, quando se dá conta, toda a vizinhança do fictício bairro de Vila Cleide já está sabendo que vai ter casório.
Para complicar, Dona Oliveira (Fafy Siqueira), sua quase sogra, chega de Portugal para a suposta festa, trazendo até os bem-casados na mala. Agora, sem poder contar com a ajuda da sua melhor amiga, Sheila (Evelyn Castro), com quem se desentendeu durante um disputadíssimo concurso de penteados, Neide terá que lidar com a confusão que se instalou no bairro e com uma sogra que nem é sua ainda.
No filme, as mulheres são as protagonistas não só do elenco, como também da equipe. Estrelada por Cacau Protásio, a produção é dirigida e escrita por duas duplas femininas. A ideia original e o roteiro são de Flávia Guimarães (“10 Horas para o Natal”, “Berenice”, “Stella Models”) e Bia Crespo (“Férias Trocadas”), as duas roteiristas do primeiro filme. Cris D’Amato e Bianca Paranhos estão à frente da direção e o elenco também conta com um timaço feminino, que inclui ainda Carolina Borelli, Heloisa Barbosa, Tuna Dwek, Vera Mancini, Dirce Couto, Barbára Rìcciardi e Agda Aguiar.
A pré-venda de ingressos para Um Filme Minecraft está liberada! A Warner Bros. Pictures acaba de divulgar que os fãs do jogo e quem mais estiver empolgado para assistir ao filme já podem garantir seus lugares nas salas de cinema. A produção, que traz uma história repleta de diversão e imaginação para toda a família sobre o videogame mais vendido de todos os tempos, estreia em 3 de abril no Brasil.
Um Filme Minecraft, da Warner Bros. Pictures e Legendary Pictures, estrelado por Jason Momoa e Jack Black, com direção de Jared Hess, é a primeira adaptação live-action para a telona de Minecraft, o videogame mais vendido de todos os tempos.
O filme também é estrelado por Emma Myers (“Wandinha”), Danielle Brooks (“A Cor Púrpura”), indicada ao Oscar, Sebastian Eugene Hansen (“Luta por Justiça”, minissérie “Lisey’s Story”), e com Jennifer Coolidge (série “White Lotus”).
Bem-vindo ao mundo do Minecraft, onde a criatividade não apenas ajuda você a se divertir como construtor, mas também é essencial para a sua sobrevivência! Quatro desajustados – Garrett “The Garbage Man” Garrison (Momoa), Henry (Hansen), Natalie (Emma Myers) e Dawn (Danielle Brooks) – envolvidos com seus problemas do dia a dia, de repente são transportados, por um misterioso portal, para Overworld: um bizarro país das maravilhas cúbico onde impera a imaginação. Para voltar para casa, eles vão ter que dominar este mundo (e protegê-lo de criaturas malignas como Piglins e Zumbis) enquanto embarcam em uma missão mágica com um experiente construtor imprevisível, Steve (Black). Juntos nessa aventura, os cinco serão desafiados a ousar e se reconectar com suas qualidades únicas que tornam cada um deles extraordinariamente criativos… as mesmas habilidades das quais eles precisam para prosperar no mundo real.
Jared Hess (“Ninety-Five Senses”, “Nacho Libre: Tudo pela Crianças”), indicado ao Oscar, dirigiu Um Filme Minecraft, com produção de Roy Lee, Jon Berg, Mary Parent, Cale Boyter, Jason Momoa, Jill Messick, Torfi Frans Olafsson e Vu Bui. Os produtores executivos são Todd Hallowell, Kayleen Walters, Brian Mendoza, Jonathan Spaihts, Pete Chiappetta, Andrew Lary e Anthony Tittanegro.
A equipe de produção criativa do diretor Jared Ness inclui o diretor de fotografia indicado ao BAFTA, Enrique Chediak (“127 Horas”, “Transformers: O Despertar das Feras”); o designer de produção vencedor do Oscar, Grant Major (“O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei”, “Megatubarão”); o editor James Thomas (“Pokémon: Detetive Pikachu”, os filmes “Borat”); o supervisor de efeitos visuais vencedor do Oscar, Dan Lemmon (“Mogli: O Menino Lobo”, “Batman”); a figurinista Amanda Neale (“Megatubarão”, “O Que Fazemos nas Sombras”); e a diretora de elenco, Rachel Tenner. Os supervisores musicais são Gabe Hilfer e Karyn Rachtman, e a trilha sonora foi composta por Mark Mothersbaugh (“Thor: Ragnarok”, os filmes “LEGO”).
A Warner Bros. Pictures e Legendary Pictures apresentam uma produção da Vertigo Entertainment, On The Roam, Mojäng Aktiebolag, um filme de Jared Hess, Um Filme Minecraft, que será distribuído nos cinemas e nas salas Imax de todo o mundo pela Warner Bros. Pictures, e na China, pela Legendary East, em 3 de abril de 2025.
No último domingo, 2 de março, durante a exibição da 97ª edição do OSCARS®, a TNT liderou isoladamente o ranking da TV por assinatura entre o público geral, alcançando uma audiência dez vezes maior que a média do segundo colocado. Além disso, a transmissão na Max obteve a maior audiência de uma premiação na plataforma desde o seu lançamento no Brasil, atingindo mais que o dobro do público em comparação com a edição anterior.
Durante a exibição, a TNT registrou um crescimento superior a 500% em sua audiência média do horário, consolidando esta edição da premiação como a de maior alcance de sua história, em mais de 20 anos de transmissão. Além disso, o evento posicionou o canal entre os top 4 da televisão brasileira, considerando tanto TV aberta quanto por assinatura.
A transmissão da premiação mais prestigiada do cinema, na TNT durou mais de 4h30 e atraiu públicos de todas as faixas etárias, do infantil ao adulto, com um impressionante aumento de três dígitos de audiência em cada um dos targets etários. Os espectadores puderam acompanhar a vitória histórica do filme brasileiro Ainda Estou Aqui, que conquistou o prêmio de Melhor Filme Internacional.
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Quando se para pra pensar, não é nem um pouco que estranho que o diretor Michael Gracey, antes de começar a fazer nome no ramo dos musicais desavergonhados de sua própria fantasia que começou com o estouro de O Rei do Show, também seja um dos produtores de Rocketman, cinebiografia fantástica sobre Elton John que pulsava seu apego pela exuberância visual em todos os poros, afinal, estamos falando de Elton John!
Better Man: A História de Robbie Williams dobra a aposta no espetáculo ao substituir seu biografado por um chimpanzé digital. Afinal, importante lembrar que antes de tudo isso, Gracey trabalhava com a manipulação de efeitos visuais em filmes como Moulin Rouge – Amor em Vermelho, para deixar um exemplo nem um pouco óbvio.
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Os acertos e erros de Better Man: A História de Robbie Williams
Jonno Davies as “Robbie Williams” in Better Man from Paramount Pictures.
Dessa proposta extravagante e incômoda por si só, o filme quebra um certo vício de narrativas biográficas que não se importam nem um pouco em mais parecerem uma série de esquetes coladas umas nas outras através de músicas familiares aos olhos do público, como os malfadados I Wanna Dance Wit Somebody – A História de Whitney Houstone Back to Black, projetos encabeçados e lançados somente com o aval das famílias das artistas investigadas, o que quer dizer muita coisa sobre seus resultados.
Como um filme-irmão de Rocketman, Better Man se transforma dentro desse sub-gênero dramático em algo muito mais próximo da experiência de estímulos que as obras destes artistas proporcionam, e não uma narrativa-wikipédia sobre os principais acontecimentos de suas vidas.
Correndo o risco de até mesmo soar como uma sátira do recorte feito sobre o biografado, desde a fomentação de seus sonhos artísticos ao lado do pai (Steve Pemberton) que o abandona para viver seu próprio sonho, até o deslumbre proporcionado por integrar a popular boy band Take That e finalmente se encontrando como artista solo (e com isso, elevando seus próprios demônios), o filme realmente borra as linhas de realidade do material em prol de um espetáculo visual e sonoro que, apesar de tudo, não renega a história que quer contar e, paralelamente, enxerga a trajetória de Williams como um palco para o exuberante, o kitsch, o excêntrico. Better Man é sobre o homem e sua visão espetacularizada do que é sua própria arte.
Contrapondo suas próprias possibilidades fantásticas que possibilitam a construção de números musicais de tirar o fôlego, como a de Rock DJ pelas ruas de Londres ou She’s the One num barco, Better Man é um filme pesado.
O roteiro do próprio Gracey ao lado dos novatos Oliver Cole e Simon Gleeson não economiza nas autocríticas e no retrato egocêntrico da figura de Williams e suas escolhas autodestrutivas (lindíssima e encantadora a sequência do “afogamento”).
Como alguém que também está no controle do filme que conta sua própria história, Williams parece enxergar na fantasia esse elemento com potencial de expiação sobre seus próprios medos, angústias, arrependimentos e esperanças. O filme é uma materialização de tudo que o artista tem a dizer sobre si mesmo da forma mais cinematográfica possível e imaginável, a ponto de que uma sequência pra lá de inesperada envolvendo um número incontável de macacos duelando também exista como um simbolismo interno do artista.
E não é só na fantasia como potencializadora desses conflitos que o filme encontra um grande trunfo, mas também na seleção de músicas do próprio Robbie que estarão ali para elevar cada ponto dramático de sua jornada. A egotrip/badtrip pela qual veremos Williams ser atravessado é das mais conhecidas pelo público, do uso de drogas até o empresário malvado, e sabendo disso, a fantasia desavergonhada do filme toma essa posição de uma ode às incongruências da fama, a busca pela valorização do outro através dos gritos e aplausos, e a definição de quem somos pelo que o outro vê.
Veredito
O espetáculo orquestrado por Gracey em Better Man é tão vulgar quanto lhe é permitido, e é nessa liberdade que, nos tempos de hoje, soa tão anti-comercial (não é surpresa que o filme esteja sendo um fracasso de bilheteria) que o filme encontra seu coração, seu sentimento e sua verdade confessional sobre os pecados e a auto-descoberta de um dos maiores artistas pop ainda vivos para contar sua própria história, que você conheça seu trabalho ou não.