Crítica | Five Nights at Freddy’s diverte sem grandes pretensões

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Uma adaptação de jogo de videogame sempre gera suspeitas no mundo do cinema. Não é segredo para ninguém que dá para contar nos dedos de uma mão os filmes vindos dos jogos eletrônicos que são bons. Alie essa desconfiança ao fato de estarmos falando de um jogo de terror independente e sem grande orçamento. Mas, apesar de todos os fatores possíveis para que desse errado, Five Nights at Freddy’s – O Pesadelo Sem Fim não é nenhum desastre, pelo contrário, pode divertir bastante os que forem sem pretensões ver o longa metragem.

Na trama, Mike Schmidt tem dificuldades em manter um emprego para poder pagar as contas e sustentar sua irmãzinha. Em meio a ordens de despejo e uma briga judicial pela guarda de sua irmã caçula, ele aceita emprego de vigilante noturno em uma velha pizzaria dos anos 80, apenas para evitar que pessoas invadam o local abandonado. Mas o que ele não sabe é que o local esconde um segredo macabro.

O principal desafio de Five Nights at Freddy’s – O Pesadelo Sem Fim é, logo de cara, nos dar um motivo para se importar com a história. Enquanto no jogo original toda a trama se baseia na cadeia de restaurantes Freddy Fazbear’s Pizza, o longa precisa apresentar ao público um protagonista capaz de prender a atenção do espectador e criar uma trama para ele que dialogue com o lado mais sobrenatural do filme.

Mas a escolha por um protagonista traumatizado no passado e com problemas de sono ajuda bastante o filme. Josh Hutcherson é um dos pontos altos do filme, conseguindo dar o peso que o personagem Mike pede, sem cair no piegas que produções de terror costumam cair.

Five Nights at Freddy’s também causou muita preocupação por sua característica principal: os bonecos mecatrônicos. A chance de bichos gigantes automatizados soarem ridículos logo de cara era grande, mas a opção por efeitos práticos ajuda a não estranhamos tanto e até mesmo acreditar nos bonecões de pelúcia assassinos.

Mas o grande trunfo do filme talvez seja a escolha de sua narrativa. Com um andamento muito mais similar aos filmes dos anos 1990 e 2000, como Pânico e Eu Sei o Que Vocês Fizeram no Verão passado, O Pesadelo Sem Fim, Five Nights tem momentos de respiro e humor bem dosados, ao mesmo tempo em que não entra na violência gratuita. Até mesmo o período temporal do filme parece ser na década de 90 em diversos momentos pela escolha de tecnologia mostrada.

Porém, com a escolha de soar como um filme de 30 anos atrás, o longa herdou as virtudes e também vícios. A personagem de Elizabeth Lail, Vanessa, é jogada na trama e serve como uma muleta em diversos momentos, deixando mais perguntas do que respostas. A conclusão também é corrida e muito fácil, tirando qualquer peso que o filme pudesse ter.

Five Nights at Freddy’s – O Pesadelo Sem Fim está longe de ser uma obra prima, talvez até mesmo de ser um filme bom, mas não é ofensivo ou uma total perda de tempo como a maioria das produções de terror atuais. Pode até mesmo ser uma boa opção em um dia que o ingresso esteja mais baratinho.

Nota: 5/10

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