Primeiras impressões | Cruel Summer – A sombria e envolvente nova série do Prime Video

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Essas primeiras impressões foram feitas com base nos três primeiros episódios de Cruel Summer

A febre dos anos 1990 está chegando com força à cultura pop, especialmente ao mundo do cinema e das séries de TV, como podemos ver com o recente sucesso da trilogia Rua do Medo, da Netflix. Essa formula nostálgica é o segredo para o sucesso quando bem realizada e – felizmente – mais um fruto dessa árvore de possibilidades está sendo colhido no ponto certo. A série Cruel Summer – produzida por Jessica Biel (The Sinner) – que chega ao Brasil como Original Amazon Prime Video, mescla – com bastante diversão – o suspense intrigante e envolvente de uma trama cercada de mistérios e mal entendidos, com o drama adolescente de uma geração pré-internet. A mistura perfeita da sinergia teen perversa de Gossip Girl e Pretty Little Liars com os dilemas familiares de Em Defesa de Jacob. Ou seja, ainda que pouco criativa em sua proposta, a imersão é garantida.

A trama e o elenco

Ao dividir sua trama em três anos diferentes – todos nos anos 90 – a história começa em 1994 e salta para 1996 com idas e vindas da narrativa para mostrar esse período conturbado da vida de uma adolescente de 13 anos e todas as mudanças que precisa enfrentar. O rito de passagem para a vida adulta marca o fim da inocência e o começo de ter que assumir responsabilidades por seus próprios atos, como é o caso de Jeanette (Chiara Aurelia), que começa como uma doce e solitária menina nerd e se transforma em uma jovem sombria, densa e carregada de traumas ao ser acusada de omissão por parte de uma amiga (vivida por Olivia Holt) que havia sido sequestrada por um vizinho pedófilo recém chegado no típico bairro de classe média branca. Esse conflito e o peso dessa decisão parece transformar sua doçura em amargura quando a cidade inteira – e talvez até o país – decide se voltar contra ela. Já não basta ser uma mulher crescendo em um mundo de homens perversos, agora ela precisa enfrentar também a fúria de adultos inconsequentes e amizades tóxicas.

Desse enredo carregado de suspense, que entrega gota a gota as respostas sempre deixando um enorme gancho no fim de cada capítulo (típico do gênero), somos apresentado ao mundo solar de 1994, passamos por um período de transição em 1995, que culmina no ar sombrio e obscuro de 1996. Aliás, além do trabalho de caracterização do elenco, cada ano tem seu próprio filtro de cor para evidenciar ainda mais que a história foi da inocência da infância ao caos da vida adulta. Essa decisão é um tanto quanto óbvia, mas, no fim das contas, ajuda a situar onde cada momento se passa no tempo e, com isso, a mudança de personalidade das protagonistas. Sem esse recurso de cor, talvez a narrativa se transformasse em um tedioso nó na cabeça do espectador.

Outro acerto está no trabalho do elenco – especialmente da jovem Chiara Aurelia – que, apesar de viver a mesma personagem durante os três anos, sua mudança interna e externa é tão devastadora, que parecem três meninas distintas. E a atriz entrega humor, drama e emoção com maestria.

Os conflitos são bastante interessantes e há boas tiradas sobre o peso enorme da expectativa que a sociedade coloca sob o colo de jovens mulheres, algo que as força a serem rivais umas das outras. Todas as personagens possuem camadas que são abertas uma a uma com uma cebola conforme a trama avança. Sabemos que algo terrível aconteceu (um crime), que a cidade não é mais a mesma, mas como o fato ocorreu e o motivo, isso serve de base para fazer a fórmula funcionar e deixar o espectador preso na poltrona a cada nova incisão de um detalhe que pode fazer a diferença.

E se tem algo que o roteiro faz bem é manipular o público e colocar setas vibrantes que apontam para algo revelador mas que, no capítulo seguinte, tem uma nova perspectiva – parecido com o modelo de séries como Mare of Easttown. Não demora para a imersão e isso tem sido um problema recorrente em episódios pilotos. Aqui, o drama fisga que é uma beleza, principalmente pelo fato de que cada episódio é contado a partir de pontos de vistas alternados.

Conclusão

Com base nesse começo, Cruel Summer se mostra uma proposta original bastante divertida, intrigante e envolvente de se acompanhar, uma vez que o mistério funciona e o drama se torna cada vez mais denso e sombrio. Fora a nostalgia dos anos 90 – que está voltando com força no streaming – a produção se apega ao ótimo elenco e às reviravoltas apetitosas para manter o público preso na poltrona durante três cruéis e tortuosos verões da vida de uma jovem que passa da inocência à amargura.

Para quem busca entretenimento imersivo com pitadas de intrigas teen e críticas sociais, a produção deve agradar e, caso a trama siga nessa progressão crescente de suspense, deve se consagrar como uma das melhores séries do ano até o momento. Só nos resta esperar.

Cruel Summer estreia no Amazon Prime Video em 6 de agosto.

Nota: 8/10

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