Dois Irmãos – Uma Jornada Fantástica, novo filme da Pixar dirigido por Dan Scanlon que conta a história dos irmãos elfos Ian e Barley em uma jornada mágica buscando uma forma de falar com o pai falecido através de um feitiço perigoso. O filme não é exatamente inovador como muitas outras animações do estúdio, mas nem sempre isso é necessário pra gente ter uma obra de qualidade.

Confira a crítica em vídeo abaixo:

Passando rapidamente pela história, os dois irmãos do título são elfos e vivem em um mundo com traços bem característicos de uma mitologia medieval, só que a magia se tornou obsoleta graças aos avanços tecnológicos da civilização. Todo esse universo de fantasia com elementos de medieval no mundo atual é muito bem trabalhado (embora não muito bem explorado no filme), e mesmo não sendo exatamente uma ideia original, mas foi trabalhada de uma forma tão cuidadosa que você sente que nenhuma cena deixou de ser revisada e retrabalhada até chegar na perfeição.

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Pois bem, os jovens irmãos acabam descobrindo que o falecido pai deles deixou um feitiço guardado até eles ficarem mais velhos para que eles pudessem trazê-lo de volta à vida por um único dia. Só que claro que o feitiço dá errado e eles vão ter que correr contra o tempo pra conseguir ter a chance de ver o pai. É fácil observar que não tem nada de novo aqui, e realmente a história em si não é um nível Divertidamente de inovação. Mas ao mesmo tempo é como eu disse antes, não é porque uma coisa não é a mais inventiva e inovadora do mundo que ela vai deixar de ser boa, é aquela que um filme mediano da Pixar já é melhor que quase tudo que existe em cinema de animação.

E eu ainda digo mais, pra mim, esse filme tá longe de ser mediano, é um filme que tem muito coração, e que trata do luto e as lembranças com uma sensibilidade muito linda e muito emocionante de se ver. A relação entre os irmão também é uma coisa muito bem construída, aquele amor que você acha que não tem; aquela raiva momentânea, mas que no final você percebe o quanto ama aquela pessoa. Inclusive todo o terceiro ato tem um payoff muito emocionante, que eu que não tenho irmão chorei, imagino quem tenha o quanto deve se identificar. Isso sem falar nas referências ao RPG, todos os clichês de aventuras de RPG que tão lá permeando o filme e que agregam muito à experiência de assistir. Então, resumindo tudo, vale a pena demais assistir Dois Irmãos – Uma Jornada Fantástica.

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