Crítica | Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald

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Em Animais Fantásticos e Onde Habitam, voltamos ao Mundo Mágico de J.K.Rowling, em plena Nova York dos anos 1927 e somos apresentados ao magizoologista Newt Scamander (Eddie Redmayne) e sua maleta repleta de criaturas míticas que causam grande confusão na cidade. Paralelamente à história de Newt, Gellert Grindelwald (Johnny Deep), famoso bruxo das trevas,  dava os primeiros passos de sua jornada sombria que acarretaria em uma série de crimes por toda Europa nas próximas duas décadas.

No segundo filme da franquia, após fugir da custódia do Congresso Mágico dos Estados Unidos da América (o Macusa), Grindelwald nos dá uma prévia dos seus ideais de supremacia. Ele acredita que tanto o mundo dos trouxas quanto o mundo dos bruxos devem ser comandados por aqueles considerados “sangue puro” (nascidos de pai bruxo e mãe bruxa). Sendo assim, Os Crimes De Grindelwald acaba por focar muito mais no discurso do vilão do que, de fato, em seus atos criminosos, evidenciando o quão problemático é o título do longa. Isso sem contar, é claro, a parte dos “Animais Fantásticos”: as criaturas mágicas de Newt não têm relevância alguma para a trama. Entretanto, isso já era esperado, uma vez que seria impossível produzir uma franquia inteiramente baseada em animais do mundo mágico.

A continuação traz também uma versão jovem de um dos maiores bruxos de todos os tempos, já bem conhecido e querido pelos fãs: Alvo Dumbledore, vivido por Jude Law. É de conhecimento geral que Dumbledore e Grindelwald estiveram fortemente relacionados, e um dos objetivos principais do longa é começar a explorar esse vínculo. Dumbledore e Grindelwald são as melhores coisas do filme, diga-se de passagem. A relação existente entre os dois é bastante promissora, empolgando para o futuro da saga. Tanto Law quanto Depp entregam excelentes atuações. O jovem professor transparece todo o carisma do personagem que já conhecíamos  e o vilão consegue ser frio e repugnante o bastante para ser odiado e temido logo nos primeiros momentos do filme, isso sem contar a proximidade que as suas idealizações tem com o nosso mundo.

Deste modo, um simples magizoologista pode acabar parecendo um tanto quanto deslocado dentro de um contexto que envolva dois bruxos tão importantes, com tantas questões para serem resolvidas entre si. O protagonista acaba por perder o espaço no longa, sua história não é desenvolvida, e ele se passa a ser quase tão insignificante quanto as suas feras. Os outros três protagonistas do primeiro filme também marcam presença, mas assim como Newt ficam em segundo plano.

Por mais que se trate do segundo longa, fica claro que história da franquia poderia ter sido resumida a dois ou três filmes. Existem momentos arrastados durante a narrativa, com informações desnecessárias e, evidentemente, usadas para preencher lacunas. O arco de Credence (Ezra Miller), por exemplo, acaba sendo uma grande novelização, com uma quantidade excessiva de revelações que se mostram confusas e apelativas. A história do garoto é, sem dúvida alguma, um dos pontos mais baixos do filme e considerando a sua importância para o futuro da saga, acaba sendo desanimador acompanhá-la.

Tecnicamente o filme é impecável. Desde os figurinos aos efeitos especiais, tudo é muito bonito. O 3D do filme com certeza vale a pena, ainda mais se for assistido em salas IMAX. Por mais que os animais de Newt sejam irrelevantes, é preciso admitir que são o ponto alto no quesito visual. Isso sem contar todo o fan service presente no longa. Voltar a Hogwarts é extremamente emocionante e com certeza irá agradar os potterheads.

Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald tem sim os seus pontos positivos e consegue alcançar um de seus principais objetivos: começar a estabelecer a relação entre Dumbledore e Grindelwald , a qual promete bons momentos no futuro. Entretanto, apesar da quantidade exagerada de novas informações, o filme não apresenta um avanço significativo do ponto em que o seu antecessor havia parado, evidenciando o problema que J.K.Rowling está tendo para desenvolver um roteiro que sustente cinco filmes. A escritora precisa agora se concentrar em realocar o seu protagonista na trama, mas sem deixar de cumprir todas as promessas que estão sendo feitas para os próximos três títulos.

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