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Felipe Folgosi adapta mais um roteiro de cinema para os quadrinhos lançando a campanha da segunda graphic novel “Comunhão”

Após o sucesso da primeira HQ, “Aurora”, o ator e roteirista Felipe Folgosi adapta mais um roteiro de cinema para os quadrinhos lançando o projeto pelo Catarse da segunda Graphic Novel “Comunhão”.
“Comunhão” é um thriller de suspense misturado com terror psicológico, slasher e com boas doses de gore. Como em “Aurora”, Felipe desenvolveu inicialmente o roteiro de “Comunhão” para o cinema, mas escolheu a trama para ser seu novo projeto em quadrinhos ao perceber seu imenso potencial gráfico. “Consegui juntar elementos suficientes para criar uma história plausível partindo de uma premissa histórica, mas mergulhando no lado mais sombrio do ser humano, basicamente o que cada um é capaz de fazer para sobreviver. Claro que tudo isso com muita ação, violência e gore”, relata.

Entre os brindes previstos para os financiamentos está uma blusa exclusiva da revista, pôster e adesivo. Além dos apoiadores Vips que ganharão convites para o lançamento em São Paulo, um print exclusivo do artista Will Conrad (Homem-Aranha, Stormwatch, Asa Noturna) e ainda poderá fazer parte da história de “Comunhão”. “Essas recompensas voaram no Aurora, então é melhor o pessoal correr para garantir”, avisa Felipe.

“Comunhão” já tem 60% de apoio. O apresentador Rodrigo Faro e Fernando Caruso fazem parte do time de personalidades que apóiam o projeto e foram horrorizados. Com mais de 25 anos de carreira o ator Felipe Folgosi retorna as telas na nova novela da Record “A Terra Prometida”.

SOBRE

“COMUNHÃO”

“Comunhão” é um thriller de suspense misturado com terror psicológico, slasher e com boas doses de gore. A história se passa no Brasil, quando um time de corrida de aventura, após uma prova, decide fazer uma trilha longe dos olhares da mídia e da organização. Eles acabam se deparando com uma tribo perdida, dominada por um reverendo misterioso com um passado suspeito. A partir daí a adrenalina corre a mil por hora. “Como toda boa história de terror, Comunhão é contada através dos olhos da protagonista, a Amy. Ela é uma das melhores corredoras do mundo, mas depois de uma decisão errada que causa um grave acidente no começo da história, ela fica traumatizada, para de correr e passa a coordenar a equipe do irmão, o Mark. Só que quando está no Brasil, perdida na selva, ela vai ter que correr, mas agora pela própria vida. É uma história que leva os personagens e o leitor ao limite da experiência humana”, conta Felipe, que repete a parceria com Instituto HQ para concretizar o projeto.

Felipe desenvolve uma história de ação surpreendente que mistura gore e questões filosóficas. “Como fã do gênero, penso que as melhores histórias partem de premissas reais combinadas de forma inusitada e levadas às últimas consequências, misturadas com as convenções clássicas do gênero que o leitor espera encontrar, mas sempre de forma inusitada, para surpreender o público”, explica o autor, que escreveu o roteiro em 2006. “Foi meu segundo longa. Um amigo americano que trabalha em um grande estúdio que sugeriu investir no gênero, por ter um mercado fiel e ser mais facilmente produzido. Mas não queria que fosse apenas um filme de slasher, então procurei incluir temas que me interessam, como a natureza do mal, sobre como a religião pode ser deturpada e como pessoas que passaram por tragédias terríveis conseguem continuar acreditando na vida “, finaliza.

Felipe conta com a arte incrível do JB Bastos, que já é um especialista no gênero, tendo trabalhado em títulos como “Night Trap” e “Knight Rider” para a Lion Forge e”Black Bag” para Legendary Comics. Nascido em Caxias, no Maranhão, Bastos é autodidata. “Me influencio pelo trabalho da Sara Pichelli, Olivier Coipel, Paulo Siqueira, Ivan Reis, Katsuhiro Otomo, Masakazu Katsura e outros” declara o artista.

CAMPANHA CATARSE
“A experiência com o “Aurora” foi uma aventura, mas muito positiva”, conta Felipe. “Conseguimos bater a meta no último dia, mas o importante foi o vínculo que criamos com os apoiadores, que esperamos que estejam com a gente de novo no Comunhão”. Algumas das recompensas que fizeram sucesso no primeiro projeto serão repetidas, como o “Horrorizado”, onde o colaborador terá sua foto transformada pelos artistas do Instituto dos Quadrinhos em cena de terror com muito gore, ser um VIP na festa de lançamento com imprensa e convidados na Stunt Burguer, e a mais bacana, poder virar um personagem da HQ.

AURORA ENTRE OS INDICADOS AO TROFÉU HQ MIX

Considerado “Oscar” dos quadrinhos no Brasil a Graphic Novel “Aurora” está entre os indicados ao Troféu HQ MIX, em três categorias: Roteiro, Novos Talentos e Publicação de Aventura, Terror e Fantasia. “Fui surpreendido de estar entre gente que respeito e admiro é o maior incentivo para continuar! Em nome de toda a equipe agradeço pela recepção e carinho que tenho recebido da comunidade dos quadrinhos. E vamos para o Comunhão”!!! declarou.

FELIPE FOLGOSI

Fez faculdade de cinema na FAAP e especialização na UCLA por dois anos, com ênfase em roteiro. Desde 2000 tem colaborado em vários veículos como o Jornal da Tarde e a revista da Avianca, escrevendo sobre cinema, e em 2001 ganhou o Concurso Nacional de Dramaturgia promovido pelo Ministério da Cultura com a peça “Um Outro Dia”.

Começou a fazer teatro aos quinze anos e estreou aos dezessete na televisão com a minissérie “Sex Appeal”, na Rede Globo, em 1993. Em seguida fez a novela “Olho no Olho”, onde era o protagonista Alef. Depois esteve em “Explode Coração”, “Corpo Dourado”, “Vidas Cruzadas”, “Jamais te Esquecerei”, “Começar de Novo”, “Os Ricos Também Choram”, “Prova de Amor” e na trilogia “Os Mutantes” na Rede Record.

Como apresentador, esteve no programa “Tá Ligado” da Fundação Roberto Marinho, em STV na Dança na TV SENAC, em “Acredite Se Quiser” na Band. Mais recentemente participou do longa-metragem “A Grande Vitória” com Caio Castro e Sabrina Sato, da série “Politicamente Incorreto” com Danilo Gentilli, na FOX, e da novela “Chiquititas” do SBT. No teatro fez mais de dez peças, entre elas “Gato Vira-Lata”, de Juca de Oliveira. Atualmente faz parte do elenco da nova novela da Record “A Terra Prometida”.

INSTITUTO DOS QUADRINHOS

O Instituto dos Quadrinhos é um polo de criação de quadrinhos, animação e ilustração, fundado por Klebs Junior em 1999. Como escola, prepara uma nova geração de artistas para abraçar esta forma de arte que cresce e se difunde por outras mídias. Como estúdio, agencia e gerencia mais de 50 artistas no mercado internacional, em editoras como Marvel, DC, Dargaud e Bonelli. Como editora, o Instituto HQ é o selo que traz agora para as bancas e livrarias do Brasil histórias em quadrinhos feitas por artistas da terra. Quadrinhos por brasileiros, para o mundo. Aurora, Pátria Armada, Nikkey e O Caminho foram os lançamentos do Instituto em 2015.
SERVIÇO

Felipe Folgosi lança “Comunhão” no Catarse

Acesse:

www.catarse.me/ComunhaoHQ

Aurora – Nas bancas ou através do site http://www.institutodosquadrinhos.com.br/aurora.html

Fonte: Assessoria de Imprensa Felipe Folgosi

Foto: Reprodução/divulgação.

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Procurando Dory! Do que eu estava falando mesmo?

Após mais de uma década de espera, finalmente os fãs da consagrada produção da Disney “Procurando Nemo” puderam contemplar a tão aguardada continuação da saga e nada mais justo que essa sequencia seja com uma das personagens favoritas do público: a Dory. Procurando Dory começou com excelentes 1,4 milhão de espectadores, praticamente a mesma quantidade de todos os outros filmes que foram lançados junto a ele reunidos, de acordo com os números provisórios do Filme B.

A história da animação se passa cerca de um ano após Dory ajudar Marlin a reencontrar seu filho Nemo. Acontece que a peixinha tem um insight e lembra-se de sua família. Com a saudade batendo no peito, Dory inicia uma jornada em busca de reencontrar seus parentes. Através de flashbacks, o filme vai compondo a história de como a personagem se separou da família, além de dar pistas para ajudar na aventura.

Mais que uma animação fofinha, Procurando Dory aborda com muita sutileza um tema bem sério: a deficiência intelectual. “Oi, eu sou a Dory e sofro de perda de memória recente”, frase ensinada pelos seus pais, que com muita paciência e dedicação ajudaram para que a filha desenvolvesse a ciência de suas limitações. Porém, a deficiência não impede em nada que Dory seja forte e determinada na busca por seus objetivos.

O filme aborda também outros tipos de transtornos – como o polvo Hank que, após ser mutilado, desenvolve uma espécie de estresse pós-traumático. Há também o beluga Bailey com sérios problemas de autoestima e a tubarão Destiny com seus problemas de visão.

Alguns aspectos de Procurando Nemo são revividos na sequência e criam sentido na trama como, por exemplo, quando o filme aborda a maneira como Dory desenvolveu o famoso “baleiês”, língua própria das baleias, e de onde surgiu a música “Continue a nadar, continue a nadar”.

O filme reforça ainda alguns personagens já conhecidos, como Marlin, Nemo, Tio Raia e a tartaruga Crush. Novos personagens também são apresentados, merecendo destaque para as aparições do polvo Hank, dublado no Brasil por Antônio Tabet (Porta dos Fundos), e de Geraldo, o leão-marinho que tudo que quer é subir na pedra disputada pelos leões-marinhos.

A versão dublada da produção traz algumas surpresas, como Marília Gabriela representando ela mesma, além do uso de expressões e memes como “miga sua loca”.

Conclusão: os 13 anos de espera valem a sequencia. O roteiro do filme é bem direcionado, a história é envolvente e alterna muito bem entre os momentos de gargalhadas e de fofuras. A mensagem final de que amizade transpõe as barreiras e que o amor vence qualquer dificuldade é bem nítida e bela, fazendo com certeza com que os fãs se lembrem da pergunta de Marlin nos momentos de desafios: “O que a Dory faria?”.

 

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Artigo |Game Of Thrones: “Chacina em Westeros”

Neste domingo (26) foi ao ar o mais longo season-finale de Game Of Thrones, série de TV norte americana baseada na obra Crônicas de Gelo e Fogo de George Martin. Winds of Winter teve 69 minutos de duração e contou com a direção de Miguel Sapochnik (mesmo diretor de “Battle of the Bastards”, nono episódio da temporada) e trilha sonora de Ramin Djawadi (Prison Break e Iron Man).
A cada temporada a série tem conquistado cada vez mais fãs e aumentado sua fama no mundo e em seu sexto ano não foi diferente. Apesar dos rumores de que a série poderia “desandar” por ter ultrapassado os livros, David Benioff e D. B. Weiss se superaram e entregaram uma temporada ainda mais rica e bem produzida que as anteriores. Apesar do enorme número de núcleos para dar conta, a série costurou com maestria os diversos enredos integrantes da narrativa e fechou a sexta temporada com chave de ouro.
[Atenção: o texto a seguir contém spoilers da sexta temporada]
De chacina a suicídio, teve de tudo no episódio do último domingo. Simplesmente não dá pra começar uma análise de Winds of Winter sem ressaltar as F-A-N-T-Á-S-T-I-C-A-S direção de arte e sonoplastia dos primeiros 30 minutos de episódio. Desde os tons utilizados nos figurinos até a atuação estonteante dos atores envolvidos, a ambientação do maior homicídio da série gerou vários minutos de angústia e ansiedade até mesmo para os corações mais bem preparados. Muitas vezes sem falar sequer uma palavra, Natalie Dormer (Margaery Tyrell) e Jonathan Pryce (Alto Pardal) conseguem passar perfeitamente todas as emoções envolvidas nas cenas com apenas algumas trocas de olhares. Ainda sobre a explosão do Grande Septo de Baelor, impossível não pontuar a ironia do roteiro: Cersei Lannister, irmã e amante do regicida Jaime Lannister, terminou por executar o plano pelo qual seu irmão assassinou Aerys II “The Mad King”. Com uma “tonelada” de fogovivo, queimou praticamente todos seus inimigos na ilha e finalmente tomou seu lugar ao trono de ferro. Ainda falando em ironia, interessante notar também que, em busca de fugir de seu destino no julgamento da Fé Militante, Cersei também mexeu a última peça do tabuleiro para que a profecia de Maggy, a Rã, se cumprisse: a morte de todos os seus filhos. Segundo a profecia, eles alcançariam a coroa, mas morreriam antes da mãe. Após contemplar o assassinato de seu líder religioso, esposa e irmãos na fé, o Rei Tommen silenciosamente retira sua coroa e salta pela janela, em uma cena fortíssima que dá uma verdadeira aula sobre o uso do “silêncio” na narrativa.
É claro que nem tudo se passa apenas em Westeros. Do outro lado do “mundo”, na recém-batizada “Baia Dos Dragões”, Daenerys aparece finalizando os últimos preparativos para sua partida em busca do trono do ferro. Dentre os fechos desse núcleo, vale o destaque para o diálogo emocionado entre a mãe dos dragões e Tyrion Lannister, que o é nomeado mão-da-rainha. A remanescente Targaryen também se despede de Daario Naharis, líder dos Segundos Filhos, que fora designado pela mesma para coordenar a paz em Meereen. No final do núcleo, pode-se ver o que aguarda Cersei: uma multidão de navios e três dragões rumam em direção a Kings Landing.
Mais ao norte, vemos Jon Snow, agora como protetor do Norte, acertando os ponteiros com sua meia irmã, Sansa Stark, Sobre as pontas soltas da batalha por Winterfell. O bastardo de Ned Stark lembra a irmã que, diante da infinidade de inimigos que os cercam, é necessário que ambos confiem um no outro. Entretanto, em uma cena seguinte, Sansa é tentada por lorde Baelish a abandonar o irmão, reivindicar sua senhoria sobre Winterfell e reinar ao lado do mindinho no trono de ferro. Apesar da recusa imediata, na cena final do núcleo, em que John é aclamado Rei do Norte por seus aliados, uma troca de olhares entre os dois sugere que talvez a proposta do Lorde tenha tentado a jovem Stark.
Por falar em Starks, com uma rápida porém forte aparição, Arya Stark retorna a Westeros para riscar mais um nome de sua lista. Na tão esperada cena da vingança pelo casamento vermelho, Arya é categórica: a última imagem que Walder Frey verá será o sorriso de um Stark contemplando sua morte. O momento é importante para série, pois enfatiza a personalidade amadurecida de Arya e sua intensão em cumprir sua promessa de eliminar todos os nomes de sua lista.
Parte do episódio final da temporada também foi dedicada a situar os expectadores quanto ao destino de Sam. O prodígio chega a cidadela para iniciar seu treinamento como Meistre e contempla uma biblioteca que dá uma vaga noção da dificuldade e responsabilidade que o espera. Vale notar que a produção escondeu um easter ego na cena: os mecanismos pendurados no teto do local são semelhantes ao artefato exibido na introdução da série, onde alguns anéis com imagens circundam uma esfera central.
Por fim, mas não menos importante, Bran também aparece no décimo episódio. Em  mais uma de suas participações sucintas, o jovem Stark parece dar a deixa para a principal revelação da sexta temporada: a origem de Jon Snow. Há muito discutida pelos fãs na internet e tendo como base fatos apoiados nos livros, uma teoria postulava que Jon seria na verdade filho de Lyanna com Rhaegar Targaryen, sendo assim sobrinho de Ned Stark, sobrinho de Daenerys e, obviamente, principal herdeiro do trono. Na cena, o jovem Corvo de Três Olhos retorna novamente à visão do passado onde seu pai, Ned Stark, encontra a irmã na famosa “cama vermelha”. Ainda que em um diálogo inaudível, a cena mostra Lyanna pedindo um favor ao irmão e ao final é possível ouvir apenas “…Robert não pode saber ou o matará”. Todas as peças estão lá, mas ainda não estariam encaixadas se não fosse o fechamento da cena com um close no rosto da criança e a imediata abertura da cena seguinte com um close direto no rosto de Jon Snow. Que rufem os tambores… A teoria R+L= J está comprovada.
Audiência – “The Winds of Winter” bateu recorde de audiência: foi assistido por 8,9 milhões de pessoas nos EUA e se tornou o mais visto da história da série, segundo o Hollywood Reporter. Este ano, tamanha audiência ficou atrás apenas do season-finale de The Walking Dead, que bateu a marca de 14 milhões de expectadores.
Conclusão – Com uma temporada bastante reveladora e agitada, a série caminha para seu fim sem perder o glamour que a fez ser a produção mais famosa da atualidade. O episódio final mostra que os produtores já estão fechando alguns arcos e encaminhando a narrativa para o grand finale, afinal, “o inverno chegou”. Com os exércitos “a postos” e os mistérios sendo desvendados, o jogo esta prestes a apontar o vencedor da disputa pelo Trono de Ferro. Permanece a grande expectativa dos próximos eventos dos sete reinos e da grande guerra que virá a seguir. Que venham os próximos episódios, pois o jogo ainda não acabou.
Game Of Thrones está renovada para a 7° temporada e as negociações para gravação da 8° temporada já estão em andamento. É provavel, inclusive, que o oitavo ano seja o último da série, com uma quantidade de episódios menor que o habitual.

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A Netflix e seu mecanismo de um bilhão de dólares

A Netflix divulgou em dezembro o mecanismo de recomendação “global” do serviço e uma das coisas que mais chamou atenção foi seu valor: um bilhão de dólares por ano. Sim, são nove zeros amigos. Em meio ao burburinho causado pela notícia, a pergunta mais suscitada foi: será que algo “simples” como um mecanismo de recomendação vale uma cifra dessa magnitude? A resposta é sim e nós vamos explicar por que.
Com um funcionamento diferente da maioria dos mecanismos de recomendação, que tão somente classificam as produções com base numa média aritmética simples de votação, o mecanismo da gigante do streaming indica as produções a partir de um universo global de usuários com perfis semelhantes. Funciona mais ou menos assim: ao ver três estrelas classificando um determinado filme, você não está vendo uma simples média de votação dos usuários que assistiram, mas sim como usuários com perfis semelhantes ao seu classificaram aquela obra. E acredite: isso faz toda diferença.

O mecanismo reúne dezenas de algoritmos que coletam informações de sua conta e comparam com usuários semelhantes nos mais de 190 países onde o serviço está disponível. Segundo o Netflix’s Chief Product Officer Neil Hunt, “o efeito combinado de personalização e recomendações salva mais de US $ 1 bilhão por ano para a empresa”. Mas como assim? Na verdade é bem simples.

Em um trabalho acadêmico realizado por Gomez-Uribe e Neil Hunt, eles descreveram que “pesquisas de consumidor sugerem que os usuários típicos do serviço perdem o interesse depois de cerca de 60 a 90 segundos na busca por conteúdo, tendo ele verificado entre 10 e 20 títulos, observando em detalhes cerca de apenas três deles”, afirmaram. “Eles querem encontrar algo de interesse ou então o risco de abandonar o serviço é bastante substancial”, completaram. Sendo assim, se a Netflix tem até 90 segundos para cativar a atenção daquele assinante, é crucial que ele encontre conteúdo relevante o mais rápido possível.

Você pode pensar “mas será que o usuário não procura direto na barra de buscas”? Não. Por incrível que pareça apenas 20% das escolhas dos assinantes provém de buscas diretas na ferramenta, os outros 80% vem das recomendações direcionadas pelo serviço. Por isso é importante que o mecanismo de recomendação “acerte na mosca”. No final das contas, esse é o objetivo central do motor de recomendação da Netflix: oferecer, em poucos segundos, boas recomendações para alguém com aquele perfil específico, prevenindo assim o abandono do serviço para outras plataformas de entretenimento.

Levando em consideração que a média de gastos anual com produção de conteúdo da empresa é de cerca de 5 bilhões de dólares, o mecanismo representa um investimento altíssimo, mas com um retorno maior ainda. A Netflix acredita que poderia perder US$ 1 bilhão ou mais a cada ano com usuários cancelando seu serviço se não fosse por seu mecanismo de recomendação personalizado. E o mais interessante é que, na medida em que a cartela de clientes da empresa aumenta mais específicas ficam as recomendações para cada grupo, dando ao motor qualidade exponencial de melhora do serviço.

O “Global Recomendation Engine” (nome original do mecanismo) é a cereja do bolo de um já consagrado serviço de entretenimento que busca oferecer conteúdo de qualidade com o mínimo de esforço necessário e por um preço justo. Bem vindos à premissa básica digital do século 21.

 

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Como Eu Era Antes de Você consagra protagonistas e arrasta multidões aos cinemas no dia dos namorados

Como Eu Era Antes de Você consagra protagonistas e arrasta multidões aos cinemas no dia dos namorados

Em uma jogada estratégica para aproveitar o dia dos namorados, a Warner realizou uma pré-estreia especial do aguardado romance “Como Eu Era Antes de Você” em 330 cinemas brasileiros entre os dias 9 e 12 de Junho. Como não podia ser diferente, o Pipoca Social Club estava por lá pra dar uma espiada na badalada adaptação do best-seller de Jojo Moyes.

O filme conta a história de Will (Sam Claflin), um rico e bon-vivant executivo que vê seu mundo desmoronar após sofrer um grave acidente que o deixou tetraplégico. Deprimido e morando com seus pais na mansão da família, Will vê na recém-chegada cuidadora Louisa (Emilia Clarke) uma esperança para voltar a sorrir novamente.

Apesar do roteiro bastante comum aos romances tradicionais, Como Eu Era Antes de Você deixa claro desde o início qual é o tom do filme: o amor pode realmente curar tudo? Com atuações excelentes e uma fotografia excêntrica, porém encantadora, o filme cativa a atenção (e as lágrimas) dos fãs do começo ao fim.

Importante destacar a extraordinária atuação de Emilia Clarke, que se descaracterizou completamente da famosa personagem da série Game Of Thrones, Daenerys Targaryen, e superou a pífia interpretação como Sarah Connor em O Exterminador do Futuro: Gênesis. A atriz parece ter nascido para o papel de Louisa, assumindo facilmente a personalidade alegre e gentil da moça, dando um charme e inocência essenciais à personagem. Sam Claflin não fica para trás, conseguindo passar a dor e angústia de Will tão bem quanto os momentos em que o personagem se liberta na presença de Clark.

Com um orçamento de 20 milhões de dólares, o drama já arrecadou mais de $ 36.822.000,00 ao redor do mundo em apenas duas semanas. Só neste final de semana o filme faturou $ 9.210.000 nos Estados Unidos, ficando em 6º lugar no top 10. Vale lembrar que esses números devem aumentar, afinal o filme ainda será lançado em diversos países, como no Brasil, por exemplo, onde o lançamento está previsto para 16 de Junho.

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Netflix divulga “índice de maratonas” das séries disponíveis no serviço

A Netflix analisou mais de 100 séries em cerca de 190 países para entre outubro de 2015 e maio de 2016 para saber quais os tipos de séries cujas temporadas eram assistidas mais rapidamente. Séries assistidas por uma média inferior a duas horas diárias foram consideradas como “saboreadas”, enquanto que as séries maratonadas com uma média superior a duas horas diárias foram consideradas como “devoradas”.

De acordo com a pesquisa, as séries mais devoradas pelos usuários são as que envolvem tramas de suspense e ação, como The Fall, American Horror Story e The Walking Dead. Comédias com tramas mais articuladas como Orange is The New Black, Nurse Jackie e Grace & Frankie também são maratonadas com frequências.

Obras com enredos mais complexos, com temas políticos ou históricos, são saboreadas mais lentamente pelos espectadores. É o caso de produções como House of Cards, Bloodline ou Mad Men. A explicação seria de que séries assim, apesar da alta qualidade, levam mais tempo para serem assistidas por exigir do usuário uma energia maior de raciocínio para acompanhar a trama.

Confira abaixo o gráfico do “índice internacional de maratonas” disponibilizado pela gigante do Streaming:

Gráfico de comportamento do público em todo o mundo

Segundo a Netflix, as datas de lançamento, o tempo de disponibilização ou o número de episódios não foram fatores determinantes para uma série ser devorada ou saboreada. No final, o que mais influenciou foi, de fato, o conteúdo. O público brasileira acompanhou o direcionamento dos outros país, tendo apenas divergencias quanto as mais devoradas, como The Killing em vez de The Fall e The Walking Dead em vez de Hemlock Grove. A original da Netflix que deu mais certo para manter os olhos dos usuários vidrados na tela do computador foi Sense8.

Confira aqui os resultados para o público brasileiro:

Gráfico de comportamento do público brasileiro

 

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Crítica | The 100 – 3° temporada

Após uma guerra nuclear quase destruir oplaneta terra e toda sua civilização, os quatro mil sobreviventes são divididosem 12 estações espaciais em órbita. Com o tempo e recursos escassos e tendo que garantir o futuro dos humanos, um grupo de cem jovens é enviado à superfície da Terra para descobrir se o planeta ainda é habitável. Esse é o universo de The 100, série da CW transmitida aqui no Brasil pela MTV e cuja season-finale da terceira temporada foi ao ar nos EUA na última quinta (19).

A temporada anterior terminou com os cem voltando ao acampamento, unindo-se aos recém-chegados da Arca. Jaha e Murphy estão na Cidade da Luz, mas Clarke está na floresta onde procura um lugar para esquecer o que passou e o que teve que fazer para salvar seu povo. Outro fator que contribuiu para que os fãs ficassem ansiosos pela temporada seguinte foi a aparição da mulher-holograma.

ATENÇÃO: alerta de spoiler. Detalharemos a terceira temporada, caso você ainda não tenha assistido, leia assumindo o risco.

Após lutarem entre si na primeira temporada, os 100 descobriram que não estavam sós e que a Terra estava bastante habitada. Lutaram contra os Grounders e em seguida com Mount Weather. Parecia que um conflito ainda maiorestava agora dentro da mente de cada um. Como esquecer tudo o que aconteceu? Todas as perdas pelas quais passaram? Todas as pessoas que mataram? Uma inteligência artificial, criada antes da guerra nuclear, parecia ter as respostas.

ALIE foi a grande antagonista da terceira temporada. Trata-se de uma inteligência artificial criada por Becca Pramheda. ALIE escolheu seu avatar para ser a imagem e semelhança Becca. Ela acredita que a raiz do problema da humanidade é bem simples: “muitas pessoas”. Para resolver oimpasse, em 2052 ALIE lançou mísseis nucleares que fizeram com que a Terra sofresse um apocalipse nuclear, acabando com a maioria dos habitantes doplaneta.

Através de uma chave para ingerir, ALIE consegue levar as pessoas à Cidade da Luz, com a promessa de acabar com todas as dores e sofrimentos, apagando suas memórias e as controlando.

Becca também criou uma segunda versão da IA, a ALIE 2.0. A diferença entre as duas versões é que a segunda pode interagir com as pessoas em um nível biológico, por meio de um implante cirúrgico na parte de trás do pescoço. Becca implantou ainda a IA em si mesma, tornando-se a primeira comandante. Ela usou a modificação genética para que seu corpo não rejeitasse o implante e, em consequência disso, seu sangue tornou-senegro. Esta acabou por se tornar uma característica hereditária, por isso apenas Nightbloods podem se tornar comandantes. ALIE 2.0 é referida como o “espírito da comandante” ou “chama” e é removida a partir da parte de trás do pescoço da atual comandante após a morte antes de ser passado ao longo do próximo comandante.

Em meio a tudo isso ainda existia alguns conflitos entre os povos. Pike torna-se chanceler e decreta morte aos terra-firmes (grounders), mas Lincoln se oferece em sacrifício para que as vidas inocentes sejam poupadas, fazendo com que Pike seja ainda mais odiado.

Lexa deixou a série e, por mais que sua morte tenha sido esperada – pela participação da atriz Alycia Debnam-Carey no elenco fixo de Fear The Walking Dead – ainda assim partiu o coração dos fãs como se aquele tiro acidental também tivesse os acertado. O que mostra que, como nas séries contemporâneas, ninguém está realmente a salvo.

Com uma season-finale cheia de decisões a serem tomadas e soluções a serem descobertas, Clare aparece lidando com a perda de Lexa, em meio a luta para vencer a ALIE e em busca da solução para implantar a Chama em alguém de sangue preto. Com a morte cerebral de Ontari, as opções pareciam ter se esgotado, até que Clarke tem a ideia de usar a chama na própria mente, passando a se conectar a Ontari através de uma espécie de transfusão constante.

Ingressando na Cidade da Luz para encontrar a alavanca de autodestruição que colocaria um fim a ALIE, Clarke tem um último encontro com Lexa, onde pode verbalizar seu amor e verseu sacrifício para ajuda-lo.
Bellamy passou de odiado a amado várias vezes na série. Devido às suas decisões com consequências desastrosas ao lado de Pike, nesta temporada não foi diferente. Entretanto, ele admitiu que, por várias vezes,a necessidade de vingança o colocou do lado errado. Vingança, sim, a mesma necessidade que fez com que Octavia matasse Pike, nos segundos finais do último episódio.

A conversa entre ALIE, Becca e Clarke também trouxe o entendimentodos verdadeiros planos da Inteligência Artificial. ALIE foi feita para melhorar a vida humana, nem que para isso ela precise matarbilhões de pessoas para resolver o problema da superpopulação. É que, para a IA, as ações justificam os meios. Não há juízo moral, apenas pragmatismo.

ALIE revelou ainda que as usinas nucleares que não foram destruídas pelas bombas do primeiro apocalipse ficaram instáveis com o tempo. Mais de uma dúzia de áreas de perigo estavam ao redor do mundo, sendo sete delas já em estado de fusão. Os níveis de radiação global já subiam rapidamente e, em cerca de seis meses, 96% da superfície terrestre estaria inabitável. Dessa vez não era alguém querendo acabar com o mundo, mas sim o próprio mundo respondendo aos resquícios do apocalipse.

Pode ser um blefe de ALIE por estar prestes a ser derrotada ou algo que deve ser motivo de preocupação. E, é claro,isso preocupou a Clarke: “Não está agindo como alguém que acabou de salvar o mundo”, disse Bellamy. “É porque não salvamos. Ainda não!”, respondeu Clarke.

A humanidade está em contagem regressiva e a luta continua!The 100 já está renovada para a quarta temporada e a exibição está prevista para janeiro de 2017 pela CW nos EUA. Já no Brasil, a MTV ainda não se pronunciou.
Acompanha The 100? Conta pra gente o que achou dessa temporada! E não deixa de seguir a gente nas redes sociais: facebook, instagram e twitter / pipocasclub.

 

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UPFRONTS 2016 | Lista completa das séries renovadas e canceladas

Mês passado publicamos as expectativas para os Upfronts deste ano. Upfronts são encontros onde as grandes redes de TV apresentam ao mundo seus novos produtos e dizem quais das suas atuais séries serão renovadas ou canceladas.

Semana passada, adiantamos as decisões de algumas redes e agora você pode conferir a lista completa (até o momento) de todas as redes:

NBC

RENOVADAS CANCELADAS
-America’s Got Talent • 11ª temporada
– Aquarius • 2ª teporada
– The Blacklist • 4ª temporada
– Chicago Fire • 5ª temporada
– Chicago PD • 4ª temporada
– Chicago Med • 2ª temporada
– Grimm • 6ª temporada
– Law & Order: SVU • 18ª temporada
– Blindspot • 2ª temporada
– The Carmichael Show • 2ª temporada
– Superstore • 2ª temporada
– Shades of Blue • 2ª temporada
-Mr. Robinson • 1ª temporada
– Best Time Ever with Neil Patrick Harris • 1ª temporada
– Coach • Antes da estreia
– Heroes • 5ª temporada
– Undateable • 3ª temporada
– Game of Silence • 1ª temporada
– Heartbeat • 1ª temporada
– Crowded • 1ª temporada
– The Mysteries of Laura • 2ª temporada

ABC

RENOVADAS CANCELADAS
– Marvel’s Agents of SHIELD • 4ª temporada
– American Crime • 3ª temporada
– Black-ish • 3ª temporada
– Fresh off the Boat • 3ª temporada
– The Goldbergs • 4ª temporada
– Grey’s Anatomy • 13ª temporada
– How to Get Away with Murder • 3ª temporada
– The Middle • 8ª temporada
– Modern Family • 8ª temporada
– Once Upon a Time • 6ª temporada
– Scandal • 6ª temporada
– The Catch • 2ª temporada
– Dr. Ken • 2ª temporada
– Quantico • 2ª temporada
– The Real O’Neils • 2ª temporada
– Mistresses • 4ª temporada
– Marvel’s Agent Carter • 2ª temporada
– The Astronaut Wives Club • 1ª temporada
– Castle • 8ª temporada
– Galavant • 2ª temporada
– Nashville • 4ª temporada
 Rookie Blue • 6ª temporada
– The Whispers • 1ª temporada
– Blood and Oil • 1ª temporada
– The Family • 1ª temporada
– Of Kings and Prophets • 1ª temporada
– The Muppets • 1ª temporada
– Wicked City • 1ª temporada
– The Family • 1ª temporada

 

CBS

RENOVADAS CANCELADAS
– 2 Broke Girls • 6ª temporada
– The Amazing Race • 28ª temporada
– The Big Bang Theory • 10ª temporada
– Blue Bloods • 7ª temporada
– Criminal Minds • 12ª temporada
– Elementary • 5ª temporada
– Hawaii Five-0 • 7ª temporada
– Madam Secretary • 3ª temporada
– Mom • 4ª temporada
– NCIS • 14ª e 15ª temporadas
– NCIS: Los Angeles • 8ª temporada
– NCIS: New Orleans • 3ª temporada
– The Odd Couple • 2ª temporada
– Scorpion • 3ª temporada
– Survivor • 32ª temporada
– Zoo • 2ª temporada
– Life in Pieces • 2ª temporada
– Last Man Standing • 6ª temporada
– CSI: Cyber • 2ª temporada
– Extant • 2ª temporada
– The Good Wife • 7ª temporada
– Mike and Molly • 6ª temporada
– Person of Interest • 5ª temporada
– Under the Dome • 3ª temporada
– Angel From Hell • 1ª temporada

 

FOX

RENOVADAS CANCELADAS
– Bob’s Burgers • 7ª e 8ª temporadas
– Bones • 12ª e última temporada
– Brooklyn Nine-Nine • 4ª temporada
– Empire • 3ª temporada
– Gotham • 3ª temporada
– The Last Man on Earth • 3ª temporada
– New Girl • 6ª temporada
– The Simpsons • 28ª temporada
– Wayward Pines • 2ª temporada
– Lucifer • 2ª temporada
– Rosewood • 2ª temporada
– Scream Queens • 2ª temporada
– Sleepy Hollow • 4ª temporada
– American Idol • 15ª temporada
– Bordertown • 1ª temporada
– Grandfathered • 1ª temporada
– The Grinder • 1ª temporada
– Minority Report • 1ª temporada

CW

RENOVADAS CANCELADAS
– The 100 • 4ª temporada
– Arrow • 5ª temporada
– The Flash • 3ª temporada
– iZombie • 3ª temporada
– Jane the Virgin • 3ª temporada
– The Originals • 4ª temporada
– Reign • 4ª temporada
– Supernatural • 12ª temporada
– The Vampire Diaries • 8ª temporada
– Whose Line is it Anyway? • 3ª temporada
– Crazy Ex-Girlfiend • 2ª temporada
– Legends of Tomorrow • 2ª temporada
– Supergirl • 2ª temporada (migrada da CBS)
– America’s Next Top Model
– Beauty and the Beast • 4ª temporada
– Containment • 1ª temporada

 

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Artigo | Game of Thrones – Amizade com preço de sangue

Diferente dos demais episódios da sexta temporada, “The Door” apressou-se a apresentar algumas respostas, dar novas direções e, pasmem, render uma única morte. Apesar de manter a linha “parada” dos últimos episódios, o quinto capítulo faz com que o título tenha um peso, ou melhor, um pesar muito diferente para os que já o assistiram. Vale ressaltar que a série ultrapassou o livro, sendo assim agora o destino dos personagens agora é ditado pelo enredo da série, que segue firme na orientação de George Martin.

ATENÇÃO: o texto abaixo contém spoilers do último capítulo

Que George é um assassino literário em série todos já sabemos, mas a maestria com que as baixas são apresentadas continua a impressionar. A sensação que permanece é de que, como na realidade, cedo ou tarde todos terão sua vez. Ontem foi a de Hodor (Kristian Nairn). Apesar de simpático, o personagem teve maior destaque já nesta temporada, tendo sido até então um mero coadjuvante na saga de Bran (Isaac Hempstead Wright) em busca do corvo de três olhos.

Hodor sempre foi incapaz de pronunciar outra palavra além seu nome, embora o motivo dessa limitação só tenha sido revelado no episódio deste domingo. “Hold the door”! As últimas palavras ouvidas por Hodor foram, na verdade, de maneira “balbuciante”, suas únicas palavras desde o início de sua caminhada com a família Stark. O triste desfecho da história do personagem dá-se em meio a mais um de seus muitos atos heroicos de proteção: o gigante segura uma porta que impede que os caminhantes brancos alcancem o jovem Stark e Meera que fugiam em meio a neve. Embora a cena por si só já tenha seu apelo emocional, o fator mais impressionante fica por conta do flashback vivido por Bran durante o momento. Na visão, o jovem Hodor vai ao chão (em uma situação semelhante a uma crise epilética) balbuciando repetitivamente a frase “hold the door” (segure a porta) que, em meio ao descontrole, torna-se “Hodor”.

Flertando ainda mais com os aspectos místicos da série, o roteiro agora admite oficialmente a possibilidade de que os flashbacks de Bran possam alterar a linha do tempo, tendo influência direta nos acontecimentos do tempo presente. Foi assim com Hodor. Sua limitação na verdade foi imposta durante a aparição do jovem Stark, em sua visita do futuro, e repercutiu até o presente, onde a amizade cobraria seu preço e consumaria seu heróico destino.

Demais núcleos

Diferente da veia criativa comum a serie, o último capítulo foi repleto de clichês e alguns direcionamentos bastante óbvios, o que evidencia ainda mais a trajetória final do enredo.

Daenerys (Emilia Clarke) tem uma rápida participação em que aparece junto a Daario e Jorah em uma espécie de reunião, onde o Ândalo revela sua doença e a rainha o ordena que parta em busca da cura. Ainda no núcleo além-Westeros, Tyrion e Varys, em busca de apoio para retomar o controle de Mereen, se reúnem com a nova sacerdotisa vermelha Kinvara.

Continuando com seu treinamento e aparições apáticas desta temporada, Arya (Maisie Williams) recebe uma nova missão de seu mestre: executar uma atriz de Braavos. Embora a “garota sem nome” siga decidida em servir ao “deus das mil faces”, Arya parece desconfortável em executar uma pessoa sem sequer saber o motivo.

Em Castle Black, Sansa (Sophie Turner) encontra-se com Mindinho (Aidan Gillen) que a alerta da possibilidade dos Tully se aliarem à jovem Stark e seu meio-irmão Jon Snow (Kit Harrington) em sua jornada para reconquistar Winterfell. Sabendo disso, Sansa envia Brienne (Gwendoline Christie) para buscar os homens de seu tio. Destaque pra personalidade de Sansa, que vem se impondo e tomando para si a autoridade da família mais tradicional do Norte.

Em resumo, “The Door” cumpre seu papel de ordenar os fatos que vem sendo apresentados e estabelece o que parecem ser os destaques da história nessa temporada. Uma pergunta bem plausível que o episódio deixou no ar e que nós repassamos aos fãs é: afinal de contas, para onde foram os melhores barcos das ilhas de ferro?

 

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MOGLI – O MENINO LOBO: BELOS ADORNOS SOBRE UM COFRE VAZIO

Baseado na série literária de Rudyard Kipling, Mogli – O Menino Lobo (The Jungle Book) é um live-action da clássica história do final do século XIX. Seguindo com os planos de fazer remakes de clássicos infantis, os estúdios Disney lançam mais uma consagrada produção que parece ter o objetivo de alcançar dois grandes públicos: os adultos nostálgicos e as crianças dessa geração.

A história é a mesma conhecida há mais de um século, onde um jovem órfão chamado Mogli (Neel Sethi) é criado por lobos em plena selva indiana, contando apenas com a instrução de sua “mãe-loba”, um urso e uma pantera negra, o garoto luta para ser aceito no mundo animal e aprender a sobreviver na dura realidade da floresta.

Com uma produção técnica fantástica, Mogli – O Menino Lobo chama atenção pela elaboração das cenas, sequencias de perseguição bem planejadas e executadas e a própria construção dos animais e ambiente, feitos completamente em CGI, mostrando o altíssimo nível da gigante do mundo infantil. O famoso urso Baloo, por exemplo, tem 4,5 metros de altura e é tão pesado e com tanto pelo que a edição levou quase cinco horas por quadro para renderizar suas imagens. Em vários momentos da produção quase não é possível perceber a pesada computação gráfica que reproduz os animais e a natureza com tanta fidelidade.

Outro ponto forte do filme é a “dublagem”. As vozes originais de Idris Elba, Scarlett Johansson, Lupita Nyong’o, Ben Kingsley, Bill Murray, Christopher Walken e Giancarlo Esposito parecem terem sido feitas exatamente para os personagens. Tanto o timbre quanto a entonação de cada voz faz com que quem assista “acredite” na voz do personagem, tornando a experiência ainda mais imersiva.
Entretanto, nem tudo são flores. Com um enredo fraco e simplório, por alguns momentos a sensação é que não há uma ordem estabelecida no desenrolar dos fatos, como se simplesmente não houvesse um objetivo pelo qual a história está sendo contada. Lá pelo meio do filme, após muitos minutos de cenas aleatórias, somos finalmente introduzidos a alguns flashbacks que explicam a origem do garoto e cenas que estabelecem um vilão e um objetivo para o filme. Tudo assim, bem sem sal.

Bastante jovem e com pouca (quase nenhuma) experiência cinematográfica, também se esperava mais da atuação de Neel. Único ator real no filme, Sethi abusa de expressões faciais forçadas e diálogos mal construídos, o que acaba dando ao protagonista uma personalidade fraca e mal trabalhada, ao contrário da personalidade de Baloo, bem mais cativante e divertida.

Em conclusão, Mogli é um filme mediano. É uma produção que encanta por sua execução técnica esplendorosa, mas que peca ao ter um roteiro enfadonho e simplório. No final das contas, vale o ingresso do cinema? Provavelmente não. Vale comprar o DVD para ver em casa no domingo a tarde? Sim, com certeza.

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