A Archie Comics divulgou em seu perfil no Twitter o visual da gangue Serpentes do Sul que estarão na segunda temporada de Riverdale.
Confira:
A sinopse do primeiro episódio da segunda temporada”A Kiss Before Dying” diz:
“Com a vida de Fred (Luke Perry) está por um fio após o tiroteio no Pop’s, Archie (KJ Apa) vive com as consequências emocionais do que testemunhou. Enquanto isso, conforme Veronica (Camila Mendes) sai da sua zona de conforto para apoiar Archie, ela descobre que seu pai Hiram (Mark Consuelos) chega a Riverdale antes do esperado.“
Entre os novos atores da série temos Mark Consuelos como Hiram Lodge, pai de Veronica (Camila Mendes), e Charles Melton que substitui o ator Ross Butler no papel de Reggie.
A série é transmitida pelo canal CW e no Brasil pelo Warner Channel. A segunda temporada estreia no dia 11/10 , simultaneamente.
O Comic Book divulgou imagens do segundo episódio da 3° temporada de Legends Of Tomorrow. O episódio é intitulado de “Freakshow”, e mostra as lendas em um circo.
A terceira temporada se passa após a derrota de Eobard Thawne e sua igualmente nefasta Legião do Mal, os Legends enfrentam uma nova ameaça criada pelas suas ações no final da temporada passada.
Ao revisitar um momento no tempo que eles já haviam participado, eles essencialmente quebraram a linha do tempo e criaram anacronismos – com a dispersão de pessoas, animais e objetos ao longo do tempo!
A equipe deve encontrar uma maneira de retornar todos os anacronismos para seus cronogramas originais antes que o fluxo de tempo desmorone. Mas antes que os Legends possam voltar a agir, Rip Hunter (Arthur Darvill) e seu recém-criado “Time Bureau” (Departamento do Tempo, em tradução livre) questionam os métodos da equipe.
Com o “Time Bureau” efetivamente no comando, os Legends debandam – até Mick Rory (Dominic Purcell) encontrar um deles no meio de suas merecidas férias em Aruba. Vendo isso como uma oportunidade para retomar suas viagens de heroísmo, Sara (Caity Lotz) não perde tempo para reunir os Legends novamente.
Eles reencontram o inventor bilionário Ray Palmer (Brandon Routh), o historiador não convencional que virou super-herói Nick Heywood (Nick Zano), e o professor Martin Stein (Victor Garber) e Jefferson “Jax” Jackson (Franz Drameh), que juntos formam o metahumano Nuclear.
Uma vez reunidos, os Legends desafiarão a autoridade do “Time Bureau” sobre a linha do tempo e insistirão que, por mais bagunçados que seus métodos possam ser, alguns problemas estão além das capacidades do Bureau – alguns problemas só podem ser corrigidos pelo Legends.
A terceira temporada estreia nos EUA no dia 10 de outubro e aqui no Brasil o canal Warner se encarrega da transmissão.
O Comic Book divulgou imagens do segundo episódio da 3° temporada de Legends Of Tomorrow. O episódio é intitulado de “Freakshow”, e mostra as lendas em um circo.
A terceira temporada se passa após a derrota de Eobard Thawne e sua igualmente nefasta Legião do Mal, os Legends enfrentam uma nova ameaça criada pelas suas ações no final da temporada passada.
Ao revisitar um momento no tempo que eles já haviam participado, eles essencialmente quebraram a linha do tempo e criaram anacronismos – com a dispersão de pessoas, animais e objetos ao longo do tempo!
A equipe deve encontrar uma maneira de retornar todos os anacronismos para seus cronogramas originais antes que o fluxo de tempo desmorone. Mas antes que os Legends possam voltar a agir, Rip Hunter (Arthur Darvill) e seu recém-criado “Time Bureau” (Departamento do Tempo, em tradução livre) questionam os métodos da equipe.
Com o “Time Bureau” efetivamente no comando, os Legends debandam – até Mick Rory (Dominic Purcell) encontrar um deles no meio de suas merecidas férias em Aruba. Vendo isso como uma oportunidade para retomar suas viagens de heroísmo, Sara (Caity Lotz) não perde tempo para reunir os Legends novamente.
Eles reencontram o inventor bilionário Ray Palmer (Brandon Routh), o historiador não convencional que virou super-herói Nick Heywood (Nick Zano), e o professor Martin Stein (Victor Garber) e Jefferson “Jax” Jackson (Franz Drameh), que juntos formam o metahumano Nuclear.
Uma vez reunidos, os Legends desafiarão a autoridade do “Time Bureau” sobre a linha do tempo e insistirão que, por mais bagunçados que seus métodos possam ser, alguns problemas estão além das capacidades do Bureau – alguns problemas só podem ser corrigidos pelo Legends.
A terceira temporada estreia nos EUA no dia 10 de outubro e aqui no Brasil o canal Warner se encarrega da transmissão.
A comédia nacional anda cada vez mais em alta nos cinemas, nos últimos anos temos tido bons títulos como: Minha Mãe é Uma Peça, Até que a Sorte nos Separe, Mato sem Cachorro, esse último dirigido por Pedro Amorim que nos traz uma ótima surpresa, Divórcio, uma comédia caricata porém longe dos estereótipos convencionais que estamos acostumados.
O filme conta a história do casal formado por Júlio (Murilo Benício) e Noeli (Camila Morgado), que se casam na década de 90 e juntos constroem uma grande fábrica de molho de tomate cujo nome carrega o shipp do casal: Juno. Porém, o dinheiro, as atividades cotidianas da empresa, e a busca desenfreada pelo luxo, fazem com que o amor dos dois vá se esfriando, até que um estopim desencadeia na separação e consequente divorcia que dá nome ao filme.
Até aqui parece tudo normal, porém os elementos que compõem o filme é que o enriquece. Como background para trama não temos a cidade grande ou o nordeste tão explorado nos filmes nacionais. A história se passa em Ribeirão Preto, e retrata com sarcasmo a vida no abastado interior de São Paulo, o comportamento dos novos ricos, e como não poderia faltar, tudo isso embalado por muito sertanejo universitário.
Com sotaque arrastado e risadas caricatas, Murilo e Camila exageram, porém, entregam o humor necessário. Aqui não há piada forçada fora de hora, o timing é usado no tempo certo. O filme transita entre a comédia, o drama, o suspense e o romance e faz com que o espectador o acompanhe em todas essas etapas satisfatoriamente.
O elenco ainda conta com excelentes contribuições como os melhores amigos do casal Sofia (Luciana Paes) e Milton (Thelmo Fernandes), os advogados que são interpretados pelos experientes André Mattos e Angela Dip e a surpresa que é o ator Gustavo Vaz, intérprete do cantor sertanejo Cantaduva, uma alegoria aos “Sorocabas” da vida.
Vale enaltecer ainda a trilha sonora que traz uma vida a cada cena, com excelentes transições e contagia o público. E sem contar o cuidado que é perceptível com os efeitos especiais, prova que o cinema nacional tem evoluído e tem sim produto pronto para ser exportado.
Divórcio chega sem muito alarde, mas arranca boas risadas de quem optou por ele. Prova de que o cinema brasileiro está constantemente se reinventando.
A comédia nacional anda cada vez mais em alta nos cinemas, nos últimos anos temos tido bons títulos como: Minha Mãe é Uma Peça, Até que a Sorte nos Separe, Mato sem Cachorro, esse último dirigido por Pedro Amorim que nos traz uma ótima surpresa, Divórcio, uma comédia caricata porém longe dos estereótipos convencionais que estamos acostumados.
O filme conta a história do casal formado por Júlio (Murilo Benício) e Noeli (Camila Morgado), que se casam na década de 90 e juntos constroem uma grande fábrica de molho de tomate cujo nome carrega o shipp do casal: Juno. Porém, o dinheiro, as atividades cotidianas da empresa, e a busca desenfreada pelo luxo, fazem com que o amor dos dois vá se esfriando, até que um estopim desencadeia na separação e consequente divorcia que dá nome ao filme.
Até aqui parece tudo normal, porém os elementos que compõem o filme é que o enriquece. Como background para trama não temos a cidade grande ou o nordeste tão explorado nos filmes nacionais. A história se passa em Ribeirão Preto, e retrata com sarcasmo a vida no abastado interior de São Paulo, o comportamento dos novos ricos, e como não poderia faltar, tudo isso embalado por muito sertanejo universitário.
Com sotaque arrastado e risadas caricatas, Murilo e Camila exageram, porém, entregam o humor necessário. Aqui não há piada forçada fora de hora, o timing é usado no tempo certo. O filme transita entre a comédia, o drama, o suspense e o romance e faz com que o espectador o acompanhe em todas essas etapas satisfatoriamente.
O elenco ainda conta com excelentes contribuições como os melhores amigos do casal Sofia (Luciana Paes) e Milton (Thelmo Fernandes), os advogados que são interpretados pelos experientes André Mattos e Angela Dip e a surpresa que é o ator Gustavo Vaz, intérprete do cantor sertanejo Cantaduva, uma alegoria aos “Sorocabas” da vida.
Vale enaltecer ainda a trilha sonora que traz uma vida a cada cena, com excelentes transições e contagia o público. E sem contar o cuidado que é perceptível com os efeitos especiais, prova que o cinema nacional tem evoluído e tem sim produto pronto para ser exportado.
Divórcio chega sem muito alarde, mas arranca boas risadas de quem optou por ele. Prova de que o cinema brasileiro está constantemente se reinventando.
Sempre gostei de filmes mentirosos. Aquela deliciosa chuva de explosões, golpes voadores, manobras radicais e desrespeito completo pela física, digno dos clássicos de ação. Na verdade, não há espetáculo mais honesto do que um bom longa-metragem que praticamente te diz que nada daquilo é possível, te desarmando para lógicas e coerências e te convidando a simplesmente se divertir com as absurdas cenas.
Protagonista de muitos títulos que seguem essa linha, Arnold Schwarzenegger sempre é lembrado quando o papo é sobre filmes sem sentido. Desde criança, escutei meu pai se referir a uma cena do fisiculturista austríaco em que ele pula de um avião e tem sua queda amortecida por um lago. Contudo, nessa sequência, quando o gigante fica de pé, a água da lagoa não chegava nem em seu peitoral, e mesmo assim, o herói parecia não ter quebrado nem uma unha.
Sem saber que se tratava do mesmo filme da cena antes descrita, fui assistir, antes de dormir, o filme “Comando para Matar” (1985), já com a expectativa de ver algo bem pipoca. Mal sabia eu que se tratava do FILME MAIS MENTIROSO DA HISTÓRIA, o que, para minhas pretensões naquele momento, era ótimo. Antes de escrever este texto, tive uma ligeira preocupação acerca de spoilers. Mas, convenhamos: é uma produção feita há mais de 30 anos. Garanto que, mesmo com essas informações, você não será privado da principal graça do longa. Mas se isso te incomoda, fica aqui o aviso: VAI TER SPOILER.
O enredo é bem simples: John Matrix (Arnold Schwarzenegger) foi um condecorado membro de uma força especial de elite, que vivia sua aposentadoria em uma cabana nas montanhas com sua filhinha, até receber a visita de seu ex-chefe. O militar está ali para avisar que um antigo companheiro de John está matando seus colegas de serviço e que o aposentado poderia ser o próximo. Dito e feito, um grupo de mercenários sequestra a filha do protagonista (que erro, senhores!) e, o chantageia, impondo que ele mate o líder de um país fictício em troca da liberdade de sua filha. John finge cooperar com os bandidos, mas, antes de viajar para o país, consegue fugir do avião (da forma descrita no segundo parágrafo), e tem exatamente o tempo de duração do voo para libertar sua filha da forma mais violenta possível. Mais tarde, o personagem afirmaria que nunca teve a intenção de cumprir a missão, já que sabia que os vilões não devolveriam sua filha; o que mostra que esse enredo nada mais é do que uma desculpa para o sangue rolar solto.
Durante todo o filme é passada a ideia de que o personagem do Arnold era o agente mais “topzera” da história. Isso fica marcado logo em uma das primeiras cenas, quando o seu ex-comandante lhe visita. Isso por que a recepção se deu com John, furtivamente, desarmando e rendendo seu antigo chefe por trás e recebendo o seguinte elogio: “Silencioso e preciso como sempre”, devido o experiente e treinado militar não ter reparado no homem de dois metros que, minutos atrás, estava carregando uma tora de árvore com apenas um braço (sim, aconteceu!), lhe abordar.
Entre outras sequências, o gigante ex-agente deixou claro outras habilidades, como a facilidade em bolar táticas, a capacidade de identificar a posição de seus inimigos pelo vento, perícia em direção perigosa e, é claro, uma força monstruosa que faria The Rock parecer um magrelo que sofre bullying na escola. Não podemos esquecer da manipulação das leis da física, já citada anteriormente.
Enfim, em um grande clichê, John recebe a conveniente ajuda de uma aeromoça, que, na cena em que se conhecem, fica claro que eles vão terminar juntos; aquele típico personagem que vai estar lá para consertar furos na história. E, como é de se esperar, ela apareceu na história de supetão e só Jesus sabe por que decidiu ajudar aquele brutamontes mal-encarado. E para conseguir informações sobre o paradeiro de sua filha, o protagonista persegue os capangas de todas as formas possíveis. Um desses malfeitores tentou se proteger em uma cabine telefônica; o idiota não se deu conta que era Schwarzenegger em sua cola, que ergueu a casinha sobre sua cabeça e executou um golpe digno de WWE.
O mesmo vilão conseguiu escapar, e foi perseguido de carro. Óbvio que as skills do ex-militar iriam se sobressair. Arnoldão conseguiu forçar o capotamento de seu perseguido. Contudo, o carro do gigante acabou batendo num poste em alta velocidade. Mas está tudo bem, estamos falando do filme mais mentiroso do mundo, onde não existe inércia; nenhum arranhão no corpo do musculoso, que interrogou seu adversário da forma mais eficiente possível: segurando ele com um braço só do alto de um desfiladeiro. Resultado: uma informação obtida e uma calça suja.
Sabendo da localização de sua filhinha, John foi se armar para o confronto com os mercenários. Mas é claro que o rastro de destruição que ele deixou pela cidade não passaria despercebido pelas autoridades. Pois é, amigos, a polícia teve a coragem de prender nosso herói. Mas eles não contavam com a astúcia da aeromoça, que se revelou uma artilheira de mão cheia. Tendo nas mãos um lança mísseis (que parecia ser até maior que ela), conseguiu disparar certeiramente na parte de baixo do carro de polícia, criando um buraco exatamente onde nosso gigante favorito estava. Ah é, ele saiu ileso. Quem diria que um lança-mísseis militar seria tão fácil de usar que sem instrução alguma uma leiga conseguiu um tiro perfeito… em um carro de polícia… CARRO DE POLÍCIA… policiais mortos…
Continuando sua saga de matança, a dupla infalível invade um hangar aeronáutico e rouba um avião. Pois é, a aeromoça já treinou pilotagem. Antes de voar, ela revelou insegurança e pouca experiência em aviões. “Nunca pilotei um avião velho assim”, disse ela. Mas nada iria dar errado, afinal, Schwazenneger não se machuca.
Aterrissando na praia que servia de esconderijo e fortaleza dos mercenários, nosso herói se vestiu para guerra. Em uma sequência que mostrou que ele tinha um arsenal maior do que o exército brasileiro. Quando ele pintou o rosto com tintas de camuflagem, confesso que eu vibrei pensando “AGORA O PAU VAI COMER”.
Lembra da furtividade elogiada pelo ex-chefe? Não durou nem dois minutos. Nosso brutamontes não contou conversa e meteu bala como se não houvesse amanhã. Era tiro para tudo quanto é lado, sem falar nas bombas, granadas e disparos de lança-foguete. Eram mais de 100 mercenários tentando acertar o austríaco de dois metros (que alvo, hein?), mas não houve êxito em nenhuma das balas. Por outro lado, cada disparo do protagonista tinha precisão cirúrgica na fuça de seus inimigos. Para não ser injusto, um dos vilões até acertou uma granada nos pés de Arnoldão. Mas, senhoras e senhores, estamos falando de uma obra prima da mentira: a granada teve o mesmo efeito de uma bombinha de são João. Aliás, teve um efeito muito pior: deixou o Schwazenegger p%&0 da vida. Tanto que ele tirou a camisa, deixando clara uma mensagem: a parada ficou séria.
Muito irado, ele matou todo mundo, invadiu a casa onde sua filha era mantida refém. Ele achou sua princesinha nas mãos do seu antigo companheiro. Os dois, em nome de uma espécie de honra militar, saíram na mão. Vendo que estava apanhando feio, o vilão decidiu apelar e apontou uma arma para o protagonista. Aí que erro! Nosso gigante arrancou um cano da parede e arremessou no peito do mercenário como se fosse um dardo. Que morte horrível! No meio de todo aquele sangue, o herói olha para sua filha, que sorri com a ternura sádica de uma futura psicopata como se nada daquilo tivesse acontecido.
Arnold… quer dizer, John, sai da casa carregando sua filha no colo e percebe que ali estavam dezenas de militares (do bem) que vieram como reforço. O olhar de desprezo dele dizia claramente “agora que vocês chegam?”. Ali na praia estava o seu ex-chefe, que deixa escapar um sorrisinho que demonstrava que sabia que o herói iria resolver tudo. Como não pode fazer mais nada, o chefão oferece uma carona de volta para casa. Orgulhoso, o nosso herói recusa e vai para o avião, onde a aeromoça está esperando pelos dois. A nova familiazinha feliz sai voando num avião roubado, deixando um bando de soldados com cara de otários, com a missão de contar os corpos da chacina, tendo ele a certeza de que nunca sofreria nenhuma consequência pelos crimes cometido ao longo de sua saga. FIM!
Meu tom crítico no texto pode até transparecer que eu não recomendo o filme. E é justamente o contrário. Se você quer simplesmente relaxar, sem precisar pensar muito ver muita explosão e violência gratuita, indico fortemente que você assista Comando para Matar, que está disponível no Netflix, com uma dublagem excelente, se assim você preferir. Afinal de contas, uma mentira contada no entretenimento é bem melhor do que as mentiras que temos que escutar na política, não é verdade?
Sempre gostei de filmes mentirosos. Aquela deliciosa chuva de explosões, golpes voadores, manobras radicais e desrespeito completo pela física, digno dos clássicos de ação. Na verdade, não há espetáculo mais honesto do que um bom longa-metragem que praticamente te diz que nada daquilo é possível, te desarmando para lógicas e coerências e te convidando a simplesmente se divertir com as absurdas cenas.
Protagonista de muitos títulos que seguem essa linha, Arnold Schwarzenegger sempre é lembrado quando o papo é sobre filmes sem sentido. Desde criança, escutei meu pai se referir a uma cena do fisiculturista austríaco em que ele pula de um avião e tem sua queda amortecida por um lago. Contudo, nessa sequência, quando o gigante fica de pé, a água da lagoa não chegava nem em seu peitoral, e mesmo assim, o herói parecia não ter quebrado nem uma unha.
Sem saber que se tratava do mesmo filme da cena antes descrita, fui assistir, antes de dormir, o filme “Comando para Matar” (1985), já com a expectativa de ver algo bem pipoca. Mal sabia eu que se tratava do FILME MAIS MENTIROSO DA HISTÓRIA, o que, para minhas pretensões naquele momento, era ótimo. Antes de escrever este texto, tive uma ligeira preocupação acerca de spoilers. Mas, convenhamos: é uma produção feita há mais de 30 anos. Garanto que, mesmo com essas informações, você não será privado da principal graça do longa. Mas se isso te incomoda, fica aqui o aviso: VAI TER SPOILER.
O enredo é bem simples: John Matrix (Arnold Schwarzenegger) foi um condecorado membro de uma força especial de elite, que vivia sua aposentadoria em uma cabana nas montanhas com sua filhinha, até receber a visita de seu ex-chefe. O militar está ali para avisar que um antigo companheiro de John está matando seus colegas de serviço e que o aposentado poderia ser o próximo. Dito e feito, um grupo de mercenários sequestra a filha do protagonista (que erro, senhores!) e, o chantageia, impondo que ele mate o líder de um país fictício em troca da liberdade de sua filha. John finge cooperar com os bandidos, mas, antes de viajar para o país, consegue fugir do avião (da forma descrita no segundo parágrafo), e tem exatamente o tempo de duração do voo para libertar sua filha da forma mais violenta possível. Mais tarde, o personagem afirmaria que nunca teve a intenção de cumprir a missão, já que sabia que os vilões não devolveriam sua filha; o que mostra que esse enredo nada mais é do que uma desculpa para o sangue rolar solto.
Durante todo o filme é passada a ideia de que o personagem do Arnold era o agente mais “topzera” da história. Isso fica marcado logo em uma das primeiras cenas, quando o seu ex-comandante lhe visita. Isso por que a recepção se deu com John, furtivamente, desarmando e rendendo seu antigo chefe por trás e recebendo o seguinte elogio: “Silencioso e preciso como sempre”, devido o experiente e treinado militar não ter reparado no homem de dois metros que, minutos atrás, estava carregando uma tora de árvore com apenas um braço (sim, aconteceu!), lhe abordar.
Entre outras sequências, o gigante ex-agente deixou claro outras habilidades, como a facilidade em bolar táticas, a capacidade de identificar a posição de seus inimigos pelo vento, perícia em direção perigosa e, é claro, uma força monstruosa que faria The Rock parecer um magrelo que sofre bullying na escola. Não podemos esquecer da manipulação das leis da física, já citada anteriormente.
Enfim, em um grande clichê, John recebe a conveniente ajuda de uma aeromoça, que, na cena em que se conhecem, fica claro que eles vão terminar juntos; aquele típico personagem que vai estar lá para consertar furos na história. E, como é de se esperar, ela apareceu na história de supetão e só Jesus sabe por que decidiu ajudar aquele brutamontes mal-encarado. E para conseguir informações sobre o paradeiro de sua filha, o protagonista persegue os capangas de todas as formas possíveis. Um desses malfeitores tentou se proteger em uma cabine telefônica; o idiota não se deu conta que era Schwarzenegger em sua cola, que ergueu a casinha sobre sua cabeça e executou um golpe digno de WWE.
O mesmo vilão conseguiu escapar, e foi perseguido de carro. Óbvio que as skills do ex-militar iriam se sobressair. Arnoldão conseguiu forçar o capotamento de seu perseguido. Contudo, o carro do gigante acabou batendo num poste em alta velocidade. Mas está tudo bem, estamos falando do filme mais mentiroso do mundo, onde não existe inércia; nenhum arranhão no corpo do musculoso, que interrogou seu adversário da forma mais eficiente possível: segurando ele com um braço só do alto de um desfiladeiro. Resultado: uma informação obtida e uma calça suja.
Sabendo da localização de sua filhinha, John foi se armar para o confronto com os mercenários. Mas é claro que o rastro de destruição que ele deixou pela cidade não passaria despercebido pelas autoridades. Pois é, amigos, a polícia teve a coragem de prender nosso herói. Mas eles não contavam com a astúcia da aeromoça, que se revelou uma artilheira de mão cheia. Tendo nas mãos um lança mísseis (que parecia ser até maior que ela), conseguiu disparar certeiramente na parte de baixo do carro de polícia, criando um buraco exatamente onde nosso gigante favorito estava. Ah é, ele saiu ileso. Quem diria que um lança-mísseis militar seria tão fácil de usar que sem instrução alguma uma leiga conseguiu um tiro perfeito… em um carro de polícia… CARRO DE POLÍCIA… policiais mortos…
Continuando sua saga de matança, a dupla infalível invade um hangar aeronáutico e rouba um avião. Pois é, a aeromoça já treinou pilotagem. Antes de voar, ela revelou insegurança e pouca experiência em aviões. “Nunca pilotei um avião velho assim”, disse ela. Mas nada iria dar errado, afinal, Schwazenneger não se machuca.
Aterrissando na praia que servia de esconderijo e fortaleza dos mercenários, nosso herói se vestiu para guerra. Em uma sequência que mostrou que ele tinha um arsenal maior do que o exército brasileiro. Quando ele pintou o rosto com tintas de camuflagem, confesso que eu vibrei pensando “AGORA O PAU VAI COMER”.
Lembra da furtividade elogiada pelo ex-chefe? Não durou nem dois minutos. Nosso brutamontes não contou conversa e meteu bala como se não houvesse amanhã. Era tiro para tudo quanto é lado, sem falar nas bombas, granadas e disparos de lança-foguete. Eram mais de 100 mercenários tentando acertar o austríaco de dois metros (que alvo, hein?), mas não houve êxito em nenhuma das balas. Por outro lado, cada disparo do protagonista tinha precisão cirúrgica na fuça de seus inimigos. Para não ser injusto, um dos vilões até acertou uma granada nos pés de Arnoldão. Mas, senhoras e senhores, estamos falando de uma obra prima da mentira: a granada teve o mesmo efeito de uma bombinha de são João. Aliás, teve um efeito muito pior: deixou o Schwazenegger p%&0 da vida. Tanto que ele tirou a camisa, deixando clara uma mensagem: a parada ficou séria.
Muito irado, ele matou todo mundo, invadiu a casa onde sua filha era mantida refém. Ele achou sua princesinha nas mãos do seu antigo companheiro. Os dois, em nome de uma espécie de honra militar, saíram na mão. Vendo que estava apanhando feio, o vilão decidiu apelar e apontou uma arma para o protagonista. Aí que erro! Nosso gigante arrancou um cano da parede e arremessou no peito do mercenário como se fosse um dardo. Que morte horrível! No meio de todo aquele sangue, o herói olha para sua filha, que sorri com a ternura sádica de uma futura psicopata como se nada daquilo tivesse acontecido.
Arnold… quer dizer, John, sai da casa carregando sua filha no colo e percebe que ali estavam dezenas de militares (do bem) que vieram como reforço. O olhar de desprezo dele dizia claramente “agora que vocês chegam?”. Ali na praia estava o seu ex-chefe, que deixa escapar um sorrisinho que demonstrava que sabia que o herói iria resolver tudo. Como não pode fazer mais nada, o chefão oferece uma carona de volta para casa. Orgulhoso, o nosso herói recusa e vai para o avião, onde a aeromoça está esperando pelos dois. A nova familiazinha feliz sai voando num avião roubado, deixando um bando de soldados com cara de otários, com a missão de contar os corpos da chacina, tendo ele a certeza de que nunca sofreria nenhuma consequência pelos crimes cometido ao longo de sua saga. FIM!
Meu tom crítico no texto pode até transparecer que eu não recomendo o filme. E é justamente o contrário. Se você quer simplesmente relaxar, sem precisar pensar muito ver muita explosão e violência gratuita, indico fortemente que você assista Comando para Matar, que está disponível no Netflix, com uma dublagem excelente, se assim você preferir. Afinal de contas, uma mentira contada no entretenimento é bem melhor do que as mentiras que temos que escutar na política, não é verdade?
Sempre gostei de filmes mentirosos. Aquela deliciosa chuva de explosões, golpes voadores, manobras radicais e desrespeito completo pela física, digno dos clássicos de ação. Na verdade, não há espetáculo mais honesto do que um bom longa-metragem que praticamente te diz que nada daquilo é possível, te desarmando para lógicas e coerências e te convidando a simplesmente se divertir com as absurdas cenas.
Protagonista de muitos títulos que seguem essa linha, Arnold Schwarzenegger sempre é lembrado quando o papo é sobre filmes sem sentido. Desde criança, escutei meu pai se referir a uma cena do fisiculturista austríaco em que ele pula de um avião e tem sua queda amortecida por um lago. Contudo, nessa sequência, quando o gigante fica de pé, a água da lagoa não chegava nem em seu peitoral, e mesmo assim, o herói parecia não ter quebrado nem uma unha.
Sem saber que se tratava do mesmo filme da cena antes descrita, fui assistir, antes de dormir, o filme “Comando para Matar” (1985), já com a expectativa de ver algo bem pipoca. Mal sabia eu que se tratava do FILME MAIS MENTIROSO DA HISTÓRIA, o que, para minhas pretensões naquele momento, era ótimo. Antes de escrever este texto, tive uma ligeira preocupação acerca de spoilers. Mas, convenhamos: é uma produção feita há mais de 30 anos. Garanto que, mesmo com essas informações, você não será privado da principal graça do longa. Mas se isso te incomoda, fica aqui o aviso: VAI TER SPOILER.
O enredo é bem simples: John Matrix (Arnold Schwarzenegger) foi um condecorado membro de uma força especial de elite, que vivia sua aposentadoria em uma cabana nas montanhas com sua filhinha, até receber a visita de seu ex-chefe. O militar está ali para avisar que um antigo companheiro de John está matando seus colegas de serviço e que o aposentado poderia ser o próximo. Dito e feito, um grupo de mercenários sequestra a filha do protagonista (que erro, senhores!) e, o chantageia, impondo que ele mate o líder de um país fictício em troca da liberdade de sua filha. John finge cooperar com os bandidos, mas, antes de viajar para o país, consegue fugir do avião (da forma descrita no segundo parágrafo), e tem exatamente o tempo de duração do voo para libertar sua filha da forma mais violenta possível. Mais tarde, o personagem afirmaria que nunca teve a intenção de cumprir a missão, já que sabia que os vilões não devolveriam sua filha; o que mostra que esse enredo nada mais é do que uma desculpa para o sangue rolar solto.
Durante todo o filme é passada a ideia de que o personagem do Arnold era o agente mais “topzera” da história. Isso fica marcado logo em uma das primeiras cenas, quando o seu ex-comandante lhe visita. Isso por que a recepção se deu com John, furtivamente, desarmando e rendendo seu antigo chefe por trás e recebendo o seguinte elogio: “Silencioso e preciso como sempre”, devido o experiente e treinado militar não ter reparado no homem de dois metros que, minutos atrás, estava carregando uma tora de árvore com apenas um braço (sim, aconteceu!), lhe abordar.
Entre outras sequências, o gigante ex-agente deixou claro outras habilidades, como a facilidade em bolar táticas, a capacidade de identificar a posição de seus inimigos pelo vento, perícia em direção perigosa e, é claro, uma força monstruosa que faria The Rock parecer um magrelo que sofre bullying na escola. Não podemos esquecer da manipulação das leis da física, já citada anteriormente.
Enfim, em um grande clichê, John recebe a conveniente ajuda de uma aeromoça, que, na cena em que se conhecem, fica claro que eles vão terminar juntos; aquele típico personagem que vai estar lá para consertar furos na história. E, como é de se esperar, ela apareceu na história de supetão e só Jesus sabe por que decidiu ajudar aquele brutamontes mal-encarado. E para conseguir informações sobre o paradeiro de sua filha, o protagonista persegue os capangas de todas as formas possíveis. Um desses malfeitores tentou se proteger em uma cabine telefônica; o idiota não se deu conta que era Schwarzenegger em sua cola, que ergueu a casinha sobre sua cabeça e executou um golpe digno de WWE.
O mesmo vilão conseguiu escapar, e foi perseguido de carro. Óbvio que as skills do ex-militar iriam se sobressair. Arnoldão conseguiu forçar o capotamento de seu perseguido. Contudo, o carro do gigante acabou batendo num poste em alta velocidade. Mas está tudo bem, estamos falando do filme mais mentiroso do mundo, onde não existe inércia; nenhum arranhão no corpo do musculoso, que interrogou seu adversário da forma mais eficiente possível: segurando ele com um braço só do alto de um desfiladeiro. Resultado: uma informação obtida e uma calça suja.
Sabendo da localização de sua filhinha, John foi se armar para o confronto com os mercenários. Mas é claro que o rastro de destruição que ele deixou pela cidade não passaria despercebido pelas autoridades. Pois é, amigos, a polícia teve a coragem de prender nosso herói. Mas eles não contavam com a astúcia da aeromoça, que se revelou uma artilheira de mão cheia. Tendo nas mãos um lança mísseis (que parecia ser até maior que ela), conseguiu disparar certeiramente na parte de baixo do carro de polícia, criando um buraco exatamente onde nosso gigante favorito estava. Ah é, ele saiu ileso. Quem diria que um lança-mísseis militar seria tão fácil de usar que sem instrução alguma uma leiga conseguiu um tiro perfeito… em um carro de polícia… CARRO DE POLÍCIA… policiais mortos…
Continuando sua saga de matança, a dupla infalível invade um hangar aeronáutico e rouba um avião. Pois é, a aeromoça já treinou pilotagem. Antes de voar, ela revelou insegurança e pouca experiência em aviões. “Nunca pilotei um avião velho assim”, disse ela. Mas nada iria dar errado, afinal, Schwazenneger não se machuca.
Aterrissando na praia que servia de esconderijo e fortaleza dos mercenários, nosso herói se vestiu para guerra. Em uma sequência que mostrou que ele tinha um arsenal maior do que o exército brasileiro. Quando ele pintou o rosto com tintas de camuflagem, confesso que eu vibrei pensando “AGORA O PAU VAI COMER”.
Lembra da furtividade elogiada pelo ex-chefe? Não durou nem dois minutos. Nosso brutamontes não contou conversa e meteu bala como se não houvesse amanhã. Era tiro para tudo quanto é lado, sem falar nas bombas, granadas e disparos de lança-foguete. Eram mais de 100 mercenários tentando acertar o austríaco de dois metros (que alvo, hein?), mas não houve êxito em nenhuma das balas. Por outro lado, cada disparo do protagonista tinha precisão cirúrgica na fuça de seus inimigos. Para não ser injusto, um dos vilões até acertou uma granada nos pés de Arnoldão. Mas, senhoras e senhores, estamos falando de uma obra prima da mentira: a granada teve o mesmo efeito de uma bombinha de são João. Aliás, teve um efeito muito pior: deixou o Schwazenegger p%&0 da vida. Tanto que ele tirou a camisa, deixando clara uma mensagem: a parada ficou séria.
Muito irado, ele matou todo mundo, invadiu a casa onde sua filha era mantida refém. Ele achou sua princesinha nas mãos do seu antigo companheiro. Os dois, em nome de uma espécie de honra militar, saíram na mão. Vendo que estava apanhando feio, o vilão decidiu apelar e apontou uma arma para o protagonista. Aí que erro! Nosso gigante arrancou um cano da parede e arremessou no peito do mercenário como se fosse um dardo. Que morte horrível! No meio de todo aquele sangue, o herói olha para sua filha, que sorri com a ternura sádica de uma futura psicopata como se nada daquilo tivesse acontecido.
Arnold… quer dizer, John, sai da casa carregando sua filha no colo e percebe que ali estavam dezenas de militares (do bem) que vieram como reforço. O olhar de desprezo dele dizia claramente “agora que vocês chegam?”. Ali na praia estava o seu ex-chefe, que deixa escapar um sorrisinho que demonstrava que sabia que o herói iria resolver tudo. Como não pode fazer mais nada, o chefão oferece uma carona de volta para casa. Orgulhoso, o nosso herói recusa e vai para o avião, onde a aeromoça está esperando pelos dois. A nova familiazinha feliz sai voando num avião roubado, deixando um bando de soldados com cara de otários, com a missão de contar os corpos da chacina, tendo ele a certeza de que nunca sofreria nenhuma consequência pelos crimes cometido ao longo de sua saga. FIM!
Meu tom crítico no texto pode até transparecer que eu não recomendo o filme. E é justamente o contrário. Se você quer simplesmente relaxar, sem precisar pensar muito ver muita explosão e violência gratuita, indico fortemente que você assista Comando para Matar, que está disponível no Netflix, com uma dublagem excelente, se assim você preferir. Afinal de contas, uma mentira contada no entretenimento é bem melhor do que as mentiras que temos que escutar na política, não é verdade?
Sempre gostei de filmes mentirosos. Aquela deliciosa chuva de explosões, golpes voadores, manobras radicais e desrespeito completo pela física, digno dos clássicos de ação. Na verdade, não há espetáculo mais honesto do que um bom longa-metragem que praticamente te diz que nada daquilo é possível, te desarmando para lógicas e coerências e te convidando a simplesmente se divertir com as absurdas cenas.
Protagonista de muitos títulos que seguem essa linha, Arnold Schwarzenegger sempre é lembrado quando o papo é sobre filmes sem sentido. Desde criança, escutei meu pai se referir a uma cena do fisiculturista austríaco em que ele pula de um avião e tem sua queda amortecida por um lago. Contudo, nessa sequência, quando o gigante fica de pé, a água da lagoa não chegava nem em seu peitoral, e mesmo assim, o herói parecia não ter quebrado nem uma unha.
Sem saber que se tratava do mesmo filme da cena antes descrita, fui assistir, antes de dormir, o filme “Comando para Matar” (1985), já com a expectativa de ver algo bem pipoca. Mal sabia eu que se tratava do FILME MAIS MENTIROSO DA HISTÓRIA, o que, para minhas pretensões naquele momento, era ótimo. Antes de escrever este texto, tive uma ligeira preocupação acerca de spoilers. Mas, convenhamos: é uma produção feita há mais de 30 anos. Garanto que, mesmo com essas informações, você não será privado da principal graça do longa. Mas se isso te incomoda, fica aqui o aviso: VAI TER SPOILER.
O enredo é bem simples: John Matrix (Arnold Schwarzenegger) foi um condecorado membro de uma força especial de elite, que vivia sua aposentadoria em uma cabana nas montanhas com sua filhinha, até receber a visita de seu ex-chefe. O militar está ali para avisar que um antigo companheiro de John está matando seus colegas de serviço e que o aposentado poderia ser o próximo. Dito e feito, um grupo de mercenários sequestra a filha do protagonista (que erro, senhores!) e, o chantageia, impondo que ele mate o líder de um país fictício em troca da liberdade de sua filha. John finge cooperar com os bandidos, mas, antes de viajar para o país, consegue fugir do avião (da forma descrita no segundo parágrafo), e tem exatamente o tempo de duração do voo para libertar sua filha da forma mais violenta possível. Mais tarde, o personagem afirmaria que nunca teve a intenção de cumprir a missão, já que sabia que os vilões não devolveriam sua filha; o que mostra que esse enredo nada mais é do que uma desculpa para o sangue rolar solto.
Durante todo o filme é passada a ideia de que o personagem do Arnold era o agente mais “topzera” da história. Isso fica marcado logo em uma das primeiras cenas, quando o seu ex-comandante lhe visita. Isso por que a recepção se deu com John, furtivamente, desarmando e rendendo seu antigo chefe por trás e recebendo o seguinte elogio: “Silencioso e preciso como sempre”, devido o experiente e treinado militar não ter reparado no homem de dois metros que, minutos atrás, estava carregando uma tora de árvore com apenas um braço (sim, aconteceu!), lhe abordar.
Entre outras sequências, o gigante ex-agente deixou claro outras habilidades, como a facilidade em bolar táticas, a capacidade de identificar a posição de seus inimigos pelo vento, perícia em direção perigosa e, é claro, uma força monstruosa que faria The Rock parecer um magrelo que sofre bullying na escola. Não podemos esquecer da manipulação das leis da física, já citada anteriormente.
Enfim, em um grande clichê, John recebe a conveniente ajuda de uma aeromoça, que, na cena em que se conhecem, fica claro que eles vão terminar juntos; aquele típico personagem que vai estar lá para consertar furos na história. E, como é de se esperar, ela apareceu na história de supetão e só Jesus sabe por que decidiu ajudar aquele brutamontes mal-encarado. E para conseguir informações sobre o paradeiro de sua filha, o protagonista persegue os capangas de todas as formas possíveis. Um desses malfeitores tentou se proteger em uma cabine telefônica; o idiota não se deu conta que era Schwarzenegger em sua cola, que ergueu a casinha sobre sua cabeça e executou um golpe digno de WWE.
O mesmo vilão conseguiu escapar, e foi perseguido de carro. Óbvio que as skills do ex-militar iriam se sobressair. Arnoldão conseguiu forçar o capotamento de seu perseguido. Contudo, o carro do gigante acabou batendo num poste em alta velocidade. Mas está tudo bem, estamos falando do filme mais mentiroso do mundo, onde não existe inércia; nenhum arranhão no corpo do musculoso, que interrogou seu adversário da forma mais eficiente possível: segurando ele com um braço só do alto de um desfiladeiro. Resultado: uma informação obtida e uma calça suja.
Sabendo da localização de sua filhinha, John foi se armar para o confronto com os mercenários. Mas é claro que o rastro de destruição que ele deixou pela cidade não passaria despercebido pelas autoridades. Pois é, amigos, a polícia teve a coragem de prender nosso herói. Mas eles não contavam com a astúcia da aeromoça, que se revelou uma artilheira de mão cheia. Tendo nas mãos um lança mísseis (que parecia ser até maior que ela), conseguiu disparar certeiramente na parte de baixo do carro de polícia, criando um buraco exatamente onde nosso gigante favorito estava. Ah é, ele saiu ileso. Quem diria que um lança-mísseis militar seria tão fácil de usar que sem instrução alguma uma leiga conseguiu um tiro perfeito… em um carro de polícia… CARRO DE POLÍCIA… policiais mortos…
Continuando sua saga de matança, a dupla infalível invade um hangar aeronáutico e rouba um avião. Pois é, a aeromoça já treinou pilotagem. Antes de voar, ela revelou insegurança e pouca experiência em aviões. “Nunca pilotei um avião velho assim”, disse ela. Mas nada iria dar errado, afinal, Schwazenneger não se machuca.
Aterrissando na praia que servia de esconderijo e fortaleza dos mercenários, nosso herói se vestiu para guerra. Em uma sequência que mostrou que ele tinha um arsenal maior do que o exército brasileiro. Quando ele pintou o rosto com tintas de camuflagem, confesso que eu vibrei pensando “AGORA O PAU VAI COMER”.
Lembra da furtividade elogiada pelo ex-chefe? Não durou nem dois minutos. Nosso brutamontes não contou conversa e meteu bala como se não houvesse amanhã. Era tiro para tudo quanto é lado, sem falar nas bombas, granadas e disparos de lança-foguete. Eram mais de 100 mercenários tentando acertar o austríaco de dois metros (que alvo, hein?), mas não houve êxito em nenhuma das balas. Por outro lado, cada disparo do protagonista tinha precisão cirúrgica na fuça de seus inimigos. Para não ser injusto, um dos vilões até acertou uma granada nos pés de Arnoldão. Mas, senhoras e senhores, estamos falando de uma obra prima da mentira: a granada teve o mesmo efeito de uma bombinha de são João. Aliás, teve um efeito muito pior: deixou o Schwazenegger p%&0 da vida. Tanto que ele tirou a camisa, deixando clara uma mensagem: a parada ficou séria.
Muito irado, ele matou todo mundo, invadiu a casa onde sua filha era mantida refém. Ele achou sua princesinha nas mãos do seu antigo companheiro. Os dois, em nome de uma espécie de honra militar, saíram na mão. Vendo que estava apanhando feio, o vilão decidiu apelar e apontou uma arma para o protagonista. Aí que erro! Nosso gigante arrancou um cano da parede e arremessou no peito do mercenário como se fosse um dardo. Que morte horrível! No meio de todo aquele sangue, o herói olha para sua filha, que sorri com a ternura sádica de uma futura psicopata como se nada daquilo tivesse acontecido.
Arnold… quer dizer, John, sai da casa carregando sua filha no colo e percebe que ali estavam dezenas de militares (do bem) que vieram como reforço. O olhar de desprezo dele dizia claramente “agora que vocês chegam?”. Ali na praia estava o seu ex-chefe, que deixa escapar um sorrisinho que demonstrava que sabia que o herói iria resolver tudo. Como não pode fazer mais nada, o chefão oferece uma carona de volta para casa. Orgulhoso, o nosso herói recusa e vai para o avião, onde a aeromoça está esperando pelos dois. A nova familiazinha feliz sai voando num avião roubado, deixando um bando de soldados com cara de otários, com a missão de contar os corpos da chacina, tendo ele a certeza de que nunca sofreria nenhuma consequência pelos crimes cometido ao longo de sua saga. FIM!
Meu tom crítico no texto pode até transparecer que eu não recomendo o filme. E é justamente o contrário. Se você quer simplesmente relaxar, sem precisar pensar muito ver muita explosão e violência gratuita, indico fortemente que você assista Comando para Matar, que está disponível no Netflix, com uma dublagem excelente, se assim você preferir. Afinal de contas, uma mentira contada no entretenimento é bem melhor do que as mentiras que temos que escutar na política, não é verdade?
O seriado animado se passa entre os episódios III e IV, narrando as histórias da tripulação da nave Fantasma na luta contra o Império. Na terceira temporada, o grupo enfrentou Thrawn, o Grão-Almirante. A quarta e última temporada também terá o Grão-Almirante como principal vilão.
O último ano chega ao canal Disney XD em 16 de outubro (nos Estados Unidos).