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Crítica | “A Noiva!” não ressuscita nenhum clássico e muito menos tem força para ter vida própria

Tão clássico quanto o próprio tempo, o universo criado por Mary Shelley volta aos cinemas em mais uma adaptação, desta vez filtrada pelo olhar contemporâneo e assumidamente feminista da atriz e diretora Maggie Gyllenhaal. Mas aqui o foco não está no monstro de Frankenstein em si (e a gente agradece por isso!), e sim em sua noiva, personagem que se tornou um ícone do horror desde sua breve, porém memorável aparição em A Noiva de Frankenstein (1935), dirigido por James Whale, continuação direta do clássico Frankenstein de 1931.

A proposta de A Noiva! até chama atenção: revisitar esse mito do horror sob uma perspectiva moderna, explorando temas como autonomia feminina e questionamentos sobre os papéis de gênero, especialmente dentro do contexto social do início do século passado. No entanto, apesar de alguns momentos pontuais de humor e de um subtexto que tenta provocar reflexão, o filme acaba se revelando uma experiência enfadonha, com dificuldades para encontrar ritmo e transformar sua ideia central em algo realmente envolvente. A Noiva! não ressuscita nenhum clássico e muito menos tem força para ter vida própria.  

Os acertos e erros do filme

Cheio de referências, sendo a mais evidente a dinâmica de Bonnie e Clyde e o imaginário dos filmes de assalto noir das décadas de 1950 e 60, mas também tem um ar de Coringa: Delírio a Dois, o longa tenta desenvolver esse romance gótico a partir de uma ideia bacana: colocar a própria Mary Shelley como uma espécie de narradora onisciente, quase um “deus que tudo vê”. É ela quem afirma que Victor Frankenstein nunca contou nem metade do que sua história poderia revelar sobre a sociedade hipócrita e violenta com as mulheres de sua época.

No papel, a proposta é ótima e dialoga diretamente com discussões muito atuais, como feminicídio. Na prática, porém, o filme (com mais de 2 horas de duração!) frequentemente parece um exercício tempestuoso contra o sono. É quando Shelley passa a habitar o corpo e a mente da caótica Ida que surge uma protagonista ousada, poderosa e muito à frente de seu tempo, o tipo de mulher que naturalmente incomoda todos os homens à sua volta. E isso é sensacional!

E aqui aparece também o principal motivo para o filme ter alguma força: Jessie Buckley. A atriz, magnética, entrega mais uma performance avassaladora como a noiva que precisa descobrir qual é o seu verdadeiro lugar no mundo depois de ser ressuscitada por uma médica insana para servir de par romântico a um monstro sensível. Buckley, que deve levar o Oscar por Hamnet muito em breve, é a alma do projeto e é difícil tirar os olhos da tela sempre que ela aparece com sua energia caótica e contagiante.

É então que surge o doce e inocente Frank, interpretado por Christian Bale, o lendário Monstro de Frankenstein, agora com mais de um século de existência e ainda à procura de algo que combata sua solidão masculina. Mesmo não sendo exatamente o foco da história que Gyllenhaal deseja contar, Bale entrega uma performance ao mesmo tempo divertida e surpreendentemente profunda, que facilmente se coloca entre as interpretações mais poderosas e marcantes do personagem no cinema até hoje. Muito superior até que Jacob Elordi no projetinho chato de Guillermo del Toro para a Netflix.

Há uma inocência quase indulgente na forma como o “monstro” lida com sua própria dor e culpa, o que transforma cada aparição em cena em algo deliciosamente imprevisível. Bale encontra um equilíbrio curioso entre melancolia, humor e estranhamento e prova, mais uma vez, que é capaz de transitar por camadas muito diferentes dentro de um mesmo personagem. É o tipo de atuação que dá vontade de ver mais, justamente em um filme que, ironicamente, insiste em se distrair com tramas bem menos interessantes.

O roteiro, aliás, bastente raso e clichê, mesmo quanto tenta ser profundo e filosófico, se perde em uma série de subtramas mal resolvidas: investigação que não leva a lugar algum, uma detetive com discurso feminista raso, um submundo do crime que nunca ganha peso dramático. Até a própria presença risível de Penélope Cruz como uma aspirante a detetive se torna um estereótipo absoluto da desigualdade de gênero no mercado de trabalho. Elementos que só acabam roubando tempo daquilo que realmente funciona: a relação explosiva entre esses dois monstros apaixonados.

Para mim, o ponto mais baixo de A Noiva! surge quando o filme tenta reforçar, quase desesperadamente, seu manifesto feminista e acaba se perdendo em uma enxurrada de jargões e imagens simbólicas que fazem tudo soar como uma cartilha já pronta. Falta sutileza na maneira como o tema do empoderamento feminino é abordado, e essa insistência didática acaba apenas evidenciando as rachaduras de um roteiro pobre em boas ideias.

É uma pena, porque tecnicamente há muito a admirar na produção de Gyllenhaal. O figurino e o trabalho de cabelo são excelentes, e a produção recria com bastante estilo essa atmosfera crua e rebelde do submundo queer da época, com uma energia quase rock’n’roll. Ainda assim, quando a estética termina de impressionar, sobra a sensação de que não há muito mais ali para sustentar a história, que não vai para lugar algum.

Veredito

Infelizmente, pra mim, A Noiva! parece um daqueles experimentos que nascem cheios de boas intenções, ideias provocativas e um discurso alinhado com o espírito do tempo, mas que tropeçam justamente na hora de transformar tudo isso em cinema. A releitura proposta por Maggie Gyllenhaal até tem elementos instigantes, especialmente quando deixa Jessie Buckley e Christian Bale ocuparem o centro da narrativa, e há momentos em que o filme parece prestes a encontrar sua própria identidade dentro desse universo herdado de Mary Shelley. Mas são lampejos tão isolados, em uma obra que se perde entre discursos estereotipados, subtramas chatas e uma condução dramática enfadonha, sem ritmo e sem impacto. Tedioso!

O resultado é um filme que quer falar muito, mas raramente encontra a forma certa de dizer algo com naturalidade. Entre um visual caprichado, boas atuações e uma premissa cheia de potencial, fica a sensação de que havia um projeto mais interessante tentando emergir dali, um que confiasse mais na potência dos personagens e menos na necessidade de explicar suas próprias intenções. No fim, essa nova vida dada à noiva acaba sendo curiosamente contraditória: tecnicamente bem construída, ocasionalmente fascinante, mas dramaticamente tão sem fôlego que mal consegue se manter de pé. “I prefer not to”.

NOTA: 5/10

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Estação Net Rio transmite o Oscar 2026 ao vivo com concurso de sósias de Wagner Moura

O Estação Net Rio prepara uma programação especial para celebrar a 98ª edição do Oscar 2026. No domingo, 15 de março, o cinema realizará a transmissão ao vivo e gratuita da cerimônia em suas cinco salas, reunindo o público para acompanhar de perto a maior premiação do cinema mundial — especialmente em um ano histórico para o Brasil.

A iniciativa marca a torcida pelas cinco indicações brasileiras ao Oscar, um recorde para o país na premiação. O destaque vai para O Agente Secreto, novo filme de Kleber Mendonça Filho, indicado em quatro categorias: Melhor Filme Internacional, Melhor Ator para Wagner Moura, Melhor Filme e Melhor Elenco — esta última uma categoria inédita na história do Oscar.

A quinta indicação brasileira veio com o diretor de fotografia Adolpho Veloso, que concorre ao prêmio de Melhor Fotografia pelo filme Sonhos de Trem, uma produção americana.

Programação especial no cinema

A transmissão da cerimônia acontecerá nas cinco salas do Estação Net Rio, além do saguão do cinema, onde será instalada uma tela de LED para o público acompanhar a festa. As salas serão abertas a partir das 20h, e a distribuição de senhas para acesso às sessões começa às 18h.

Antes da cerimônia, o espaço também receberá uma série de atividades para animar o público cinéfilo ao longo da tarde e da noite.

Entre os destaques da programação está o Concurso de Sósias de Wagner Moura, marcado para as 15h, convidando fãs do ator a participarem de uma disputa divertida em homenagem ao indicado brasileiro.

Além disso, o evento contará com:

  • Transmissão do tapete vermelho, a partir das 18h30
  • Quiz interativo e distribuição de brindes, realizados durante o tapete vermelho e nos intervalos da premiação
  • Bolão de apostas, em que o público poderá palpitar nos vencedores do Oscar até 30 minutos antes do início da cerimônia

Serviço

Evento: Transmissão do Oscar 2026
Data: 15 de março (domingo)
Horário:

  • Concurso de sósias de Wagner Moura – 15h
  • Distribuição de senhas – a partir das 18h
  • Tapete vermelho – 18h30
  • Abertura das salas – 20h

Local: Estação Net Rio

A entrada é gratuita, sujeita à retirada de senha e à lotação das salas.

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Festival de Tiradentes chega a São Paulo com mostra inédita de filmes

A capital paulista recebe, entre os dias 12 e 18 de março de 2026, a 14ª edição da Mostra Tiradentes | SP, que acontece no CineSesc. O evento apresenta um recorte da 29ª edição da Mostra de Cinema de Tiradentes, antecipando para o público de São Paulo alguns dos principais destaques do cinema brasileiro contemporâneo previstos para circular ao longo de 2026.

Ao longo da programação, serão exibidos 28 filmes em pré-estreias inéditas na capital paulista, com foco em realizadores brasileiros — especialmente paulistas — que vêm se destacando na cena atual. Além das sessões, o público poderá acompanhar 13 bate-papos com cineastas após as exibições, além de um debate especial que marca o lançamento da publicação resultante do 4º Fórum de Tiradentes.

Entre os destaques desta edição estão quatro filmes premiados na etapa mineira do evento. O documentário Anistia 79, dirigido por Anita Leandro, venceu o Prêmio Carlos Reichenbach, concedido pelo Júri Oficial da Mostra Olhos Livres, e também conquistou o Troféu Barroco de Melhor Longa, eleito pelo Júri Popular da 29ª Mostra Tiradentes. O filme será exibido na sessão de abertura, no dia 12 de março, às 20h, com entrada gratuita.

Já o Júri Jovem escolheu como Melhor Longa da Mostra Aurora o filme Para os Guardados, dirigido por Desali e Rafael Rocha. Na Mostra Foco, o curta-metragem Entrevista com Fantasmas, do cineasta paulista LK – Lincoln Péricles, foi o vencedor do Júri Oficial. Já o Prêmio Canal Brasil de Curtas ficou com Grão, produção gaúcha dirigida por Gianluca Cozza e Leonardo da Rosa.

Outro reconhecimento importante foi o Prêmio Helena Ignez, dedicado ao destaque feminino da mostra e concedido pelo Júri Oficial. Nesta edição, a homenagem foi para a diretora Gabriela Mureb, pelo filme Crash.

A sessão especial de encerramento também promete chamar atenção ao reunir obras que exploram em suas narrativas duas figuras marcantes da cultura brasileira: o cineasta Julio Bressane e o teatrólogo José Celso Martinez Corrêa.

Outro ponto relevante da programação é a apresentação dos resultados do 4º Fórum de Tiradentes – Encontros pelo Audiovisual Brasileiro, realizado durante a 29ª Mostra Tiradentes. O encontro reuniu mais de 70 profissionais de diferentes áreas do audiovisual nacional, propondo reflexões sobre os desafios e caminhos do setor.

As discussões e contribuições coletivas dos grupos de trabalho deram origem a um conjunto de diretrizes e recomendações para o audiovisual brasileiro, reunidas em uma publicação organizada pela Universo Produção. O material será apresentado pela primeira vez em São Paulo no dia 17 de março, às 10h30, em evento realizado no Centro de Pesquisa e Formação do Sesc – Sesc 14 Bis, junto à divulgação da Carta de Tiradentes 2026, documento que sintetiza os debates e propostas do fórum.

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A Miss | Comédia LGBT de Daniel Porto ganha data de estreia nos cinemas

A comédia dramática A Miss, dirigida e roteirizada por Daniel Porto, estreia nos cinemas brasileiros em 26 de fevereiro, com distribuição da Olhar Filmes. O longa propõe uma reflexão sobre gênero e sexualidade a partir das dinâmicas familiares e do universo dos concursos de beleza.

Confira o trailer:

A trama acompanha os irmãos Martha e Alan, interpretados por Maitê Padilha e Pedro David, que tentam dar continuidade ao legado da mãe, Iêda (Helga Nemetik), vencedora de um concurso de beleza na juventude. O passado de glamour, no entanto, contrasta com os desafios do presente.

No centro da narrativa está Iêda, que enfrenta um processo de reconstrução pessoal ao se deparar com a descoberta da sexualidade do filho. É desse conflito íntimo que emerge o eixo dramático do filme, revelando tensões, afetos e contradições familiares que conduzem a história.

Com 90 minutos de duração, A Miss se estrutura como uma dramédia, combinando humor e drama na construção de personagens complexos, marcados por ambiguidades e nuances emocionais. Segundo o diretor Daniel Porto, a proposta é fugir dos modelos tradicionais de comédia, apostando em uma narrativa que explore diferentes camadas de seus protagonistas.

Antes da estreia nacional, o filme passou por festivais europeus como o Actrum International Film Festival (AIFF), na Espanha, e o 18º OMOVIES – Festival Internacional de Cinema LGBTQIA+, na Itália. Após o lançamento no Brasil, também integra a programação do 39º Queergestreift Film Festival Konstanz, na Alemanha.

Produzido por Alexandre Lino, Daniel Porto, Angélica Coutinho e Paulo Fontenelle, o longa reúne ainda no elenco nomes como Eduardo Martini, Andrea Veiga, Ava Simões e Francisco Salgado, além das participações especiais da apresentadora Gardênia Cavalcanti e da cantora Ellen De Lima.

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O Mandaloriano e Grogu ganha novo trailer e data de estreia nos cinemas

(L-R) Grogu and Mandalorian (Pedro Pascal) in Lucasfilm's THE MANDALORIAN & GROGU. Photo courtesy of Lucasfilm. © 2025 Lucasfilm Ltd™. All Rights Reserved.

Já está um novo trailer épico e repleto de ação de O MANDALORIANO E GROGU. O novo filme da Lucasfilm estreia exclusivamente nos cinemas em 21 de maio de 2026.

Confira abaixo:

Sobre O Mandaloriano e Grogu

O maligno Império caiu e os senhores da guerra Imperiais ainda estão espalhados pela galáxia. Enquanto a jovem Nova República luta para proteger tudo pelo que a Rebelião batalhou, ela conta com a ajuda do lendário caçador de recompensas Mandaloriano Din Djarin (Pedro Pascal) e seu jovem aprendiz Grogu.

Dirigido por Jon Favreau, Star Wars: O Mandaloriano e Grogu também é estrelado por Sigourney Weaver e tem produção de Jon Favreau, Kathleen Kennedy, Dave Filoni e Ian Bryce, com trilha sonora de Ludwig Göransson.

O Mandaloriano e Grogu estreia dia 21 de maio nos cinemas.

Todas as temporadas de O Mandaloriano estão disponíveis no Disney+.

Se você ainda não é assinante do Disney+, pode assinar clicando aqui.

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Heated Rivalry | As 10 melhores cenas de sexo da série ranqueadas

Criada por Jacob Tierney, a série “Heated Rivalry” da HBO Max acompanha a jornada de dois prodígios do hóquei, Shane Hollander e Ilya Rozanov, cuja rivalidade no gelo só é superada pela relação sexual intensa que mantêm em segredo. A cada temporada, a dupla aproveita todas as oportunidades para estarem juntos.

Embora tudo comece com uma aparente indiferença, a realidade se revela completamente diferente. A cada episódio desta série romântica sobre esportes, o sexo se torna a principal forma de expressão amorosa de Shane e Ilya, permitindo que eles não só expressem seus sentimentos reprimidos, mas também evoluam como casal. Nesta adaptação para a televisão do romance homônimo de Rachel Reid, as cenas de intimidade são destaques emocionais e visuais por si só.

Se você ainda não é assinante da HBO Max, pode assinar clicando aqui.

ALERTA DE SPOILERS!

10. Um único take (Episódio 6)

A primeira cena de sexo desta lista talvez seja a mais impressionante tecnicamente da série, já que foi filmada quase inteiramente em um único take, sem interrupções. Provavelmente existe um motivo específico para essa abordagem, e embora isso resulte em uma cena mais fofa do que sensual, suas verdadeiras qualidades residem nas nuances emocionais.

Nesta cena, a dupla se reencontra no chalé isolado de Shane, e embora tenham toda a privacidade que desejam, o sexo é quase desajeitado e divertido. Eles param, trocam olhares e revelam pequenos segredos antes que a cena culmine com Shane fazendo sexo oral em Ilya, ao estilo clássico. De muitas maneiras, esta parte funciona melhor como uma preparação para as duas cenas de sexo mais intensas e sensuais que acontecem mais tarde no episódio, as quais dependem da intimidade que é desenvolvida aqui.

9. A Primeira Vez de Shane e Ilya (Episódio 1)

É a primeira vez que Shane se envolve em uma relação sexual intensa, e a primeira cena de sexo da série explora ao máximo os detalhes dessa experiência. Embora a estranheza entre os dois nunca desapareça completamente, ela joga a favor deles, já que o foco está quase inteiramente na preparação e nas preliminares apaixonadas.

Enquanto ambos se entregam ao sexo oral, a paixão se mistura com a rivalidade, criando naturalmente um jogo de poder. Esta cena também nos dá a primeira visão de como Ilya se comporta como dominante, e embora isso seja subvertido diversas vezes ao longo da temporada, aqui ele se mostra em sua forma mais dominante. Surpreendentemente, porém, a primeira experiência íntima deles é surpreendentemente terna, deixando ambos, assim como os fãs, querendo mais.

8. Shane e Ilya mantêm segredo (Episódio 1)

A segunda cena de sexo da série acontece perto do final do episódio de estreia, e desta vez, tanto Shane quanto Ilya estão preparados para ir um passo além. A cena também marca a origem da agora icônica frase de Ilya: “Deixa eu te penetrar?”, que deixa Shane completamente derretido. No entanto, Ilya ainda não pode penetrá-lo completamente, já que, com Scott Hunter literalmente ao lado, a dupla não pode se dar ao luxo de expressar prazer à vontade.

Ainda assim, o que torna a cena ainda mais impactante é o desespero quase insuportável de Ilya para fazer amor e como Shane, em resposta, se entrega quase completamente a uma série de novas experiências. Com isso, a cena de sexo oferece alguns dos, senão os mais, momentos excitantes da fome e do desejo desenfreados da dupla.

7. Scott e Kip se apaixonam (Episódio 3)

Embora já estejamos um tanto familiarizados com o estilo de Shane e Ilya na cama no terceiro episódio da temporada, as cenas de Scott Hunter e Kip chegam no momento certo para nos surpreender, de uma forma positiva. Os físicos sarados dos personagens têm sido um atrativo constante até agora, e é realmente quando Hunter e Kip são banhados pelo luar que começa a ficar claro o porquê.

A primeira vez deles também é bem contrastada com a cena de sexo que quebra o gelo entre Shane e Ilya, já que, embora Scott e Kip sejam igualmente tímidos e excitados, há uma certa maturidade na forma como abordam o corpo, a mente e a alma um do outro. A cena também abre caminho para um vínculo emocional mais profundo entre os dois personagens, que mais tarde acaba mudando a vida de Scott.

6. Ilya Desce Provocando (Episódio 6)

A sexta colocação da lista é a provocação definitiva e revela o melhor de Ilya como parceiro sexual. Enquanto Shane está ocupado com uma ligação, Ilya simplesmente não consegue tirar as mãos dele e propõe um desafio divertido: Shane não pode ter uma ereção, não importa o que Ilya faça para excitá-lo.

O que se segue é uma série de jogadas extremamente tentadoras por parte de Ilya e, como resposta, Shane cede quase instantaneamente. Esta é, sem dúvida, a melhor cena de sexo oral do episódio, pois cada toque e cada segundo transbordam paixão e malícia, duas palavras que melhor descrevem o capitão do Boston Raiders.

5. Shane e Ilya ficam com ciúmes (Episódio 4)

Considerada por muitos a cena de sexo mais complexa da série, ela acontece no final do episódio 4. Enquanto Shane e Ilya estão “dando um tempo” extraoficialmente, ambos começam a procurar parceiros diferentes, o que leva Shane a conhecer e se tornar amigo de Rose Landry, uma atriz famosa. Os dois se dão bem instantaneamente e, em meio aos rumores de um relacionamento na mídia, logo começam a namorar de verdade.

No entanto, suas interações cotidianas encantadoras não se traduzem necessariamente em uma vida sexual satisfatória, já que Shane, lenta mas seguramente, confirma que é gay e não bissexual. A cena realmente explode, porém, quando Ilya os encontra por acaso em uma boate e começa a cortejar uma garota para provocar ciúmes em Shane.

Embora ambos voltem para casa excitados naquele dia, seus sentimentos são reservados exclusivamente um para o outro. Enquanto Ilya se toca no chuveiro imaginando Shane, este se deita com Rose, convidando Ilya para dentro de sua própria imaginação.

4. Ilya penetra Shane pela primeira vez (Episódio 2)

A primeira vez que Shane penetra Ilya também é uma das cenas de sexo mais longas da série, e por um bom motivo. Aqui, o lema é o detalhe, e cada toque, olhar ou careta é capturado com requinte. Enquanto Ilya domina Shane, a dupla experimenta um prazer real e palpável, bem diferente da adrenalina da pista de patinação, mas possivelmente ainda mais intenso.

De certa forma, a cena também é libertadora para ambos os personagens, pois lhes permite se desvencilhar das amarras sociais e serem verdadeiramente eles mesmos, o que estabelece o padrão para todos os seus encontros sexuais dali em diante.

3. O Quase Término (Episódio 4)

A terceira posição da lista também é a mais devastadora emocionalmente, pois percorre os altos e baixos do relacionamento deles de uma só vez. Depois que Shane monta Ilya pela primeira vez em cena, os papéis se invertem temporariamente. Desta vez, é Ilya quem se entrega ao prazer, e a paixão ali presente é melhor demonstrada quando os dois finalmente se chamam pelo nome.

Essa intimidade intensa também é o que dá à cena um tom mais triste, já que Shane, aparentemente prestes a confessar seu amor, para no meio do caminho e sai de cena de forma desajeitada. Embora a reação em si seja motivada pelo medo da rejeição, tanto de Ilya quanto do mundo em geral, isso não diminui o fato de que foi a pura intensidade da cena de sexo que deu dimensão à subsequente falta de comunicação.

2. Dominação e Submissão (Episódio 2)

A cena mais explicitamente erótica da série brinca com os papéis clássicos de submissão e bondage. Após meses de inatividade sexual, Shane e Ilya estão desesperados para se entregarem um ao outro, mas como Ilya é premiado como o melhor jogador da temporada, ele decide tudo.

Depois de levar Shane para a cama, ele se senta em uma cadeira e começa a ordenar que seu parceiro se masturbe. De certa forma, a cena tem menos a ver com o que acontece na tela e mais com a forma como os personagens a percebem. Enquanto prazer, luxúria e vergonha se misturam na mente de Shane, ele implora fracamente para que Ilya o penetre, consolidando a dinâmica de dominação e submissão.

Essa cena evoca as imagens mais sedutoras de toda a temporada, e a disputa de poder entre os dois é um deleite absoluto de se assistir.

1. O Melhor Fica para o Final (Episódio 6)

A última cena de sexo da temporada pode muito bem ser a melhor, pois culmina a jornada romântica de Shane e Ilya da maneira mais bela possível. Desde o início, o sexo tem sido o principal meio de narrativa visual da série, capturando os altos e baixos da dinâmica entre os personagens.

Em uma entrevista para o Deadline, Jacob Tierney reiterou essa ideia, afirmando que queria deixar “esse relacionamento evoluir através do sexo“. Não é surpresa, portanto, que a cena de sexo final da série seja também a sua favorita, pois reúne tudo o que Shane e Ilya aprenderam, absorveram e intuíram um sobre o outro: seus gostos e desgostos, seus pontos de pressão, seus sinais sexuais, expressões e, acima de tudo, seus sentimentos um pelo outro. De certa forma, essa cena coloca o “amor” no ato sexual e merece o primeiro lugar desta lista.

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Os melhores filmes de esportes

Filmes de esporte funcionam porque mostram pessoas sob pressão. O placar importa, mas a rotina pesa mais. Treino, lesões, família e dinheiro entram no quadro. No fim, a quadra vira cenário para escolhas difíceis. 

Esta lista cruza títulos recentes e clássicos, com tons bem diferentes. Em alguns, o centro está no corpo e no tempo, como “Nyad”. Em outros, o foco cai na cultura do jogo, que também toca apostas em futebol sem virar assunto principal. O interesse vem do detalhe, como o silêncio antes de uma prova. A força dessas histórias está na forma como elas mostram o custo de competir. 

Alguns filmes escolhem grandes eventos, outros ficam no bastidor. “Ford v Ferrari” usa a pista para falar de método e teimosia. “The Boys in the Boat” trabalha a ideia de equipa, com um recorte olímpico. Já “The Wrestler” e “The Iron Claw” lembram que o show tem preço. Esta mistura ajuda a ver o esporte além do destaque do dia. 

Por que esses filmes ficam

O esporte no cinema não precisa de regras explicadas. O público entende o que vale, mesmo sem conhecer cada detalhe. A tensão nasce do relógio, do erro e do corpo que falha. Muitos roteiros preferem treinos e decisões ao jogo inteiro. Esse recorte deixa a história mais humana.

Também existe um padrão de temas que sempre retorna. Um atleta tenta recomeçar, como em “Cinderella Man”. Outro lida com fama e queda, como em “I, Tonya”. Há quem enfrente o próprio limite, como Diana Nyad aos 60 anos, numa travessia de 180 km. Esses dados concretos dão peso ao drama. 

Do ringue à pista: dramas que usam o esporte como motor

“Rocky” virou referência porque fala de segunda chance, não de golpes. O próprio texto de bastidor impressiona: orçamento de 1 milhão e bilheteria de 225 milhões, além de 3 Oscars. “Million Dollar Baby” segue caminho mais duro, com treino e consequência. “Ali” mistura ringue e vida pública, com um retrato de época. Esse trio mostra como o boxe rende cinema, mesmo em estilos distintos. 

A lista recente também puxa para outros terrenos. “Ford v Ferrari” encontra drama na engenharia e no risco, sem romantizar o trabalho. “Hustle” coloca o foco em observação e aposta profissional, no sentido de avaliar talento. “The Blind Side” usa o futebol americano para falar de estrutura e oportunidade, e rendeu Oscar para Sandra Bullock. São histórias que criam tensão fora do campo, com decisões pequenas e caras. 

  • Rocky (1976) – boxe e chance tardia
  • Ali (2001) – biografia e peso da fama
  • Million Dollar Baby (2004) – treino, confiança e limite
  • Ford v Ferrari (2019) – corrida, projeto e risco
  • The Blind Side (2009) – futebol americano e mudança de vida 

Retratos de atletas e equipes

Tênis e arenas de alto nível

“Challengers” aposta no triângulo emocional e no jogo mental, com o torneio como estopim. “King Richard” entra pela porta do treino e da disciplina familiar, acompanhando a formação de duas estrelas do tênis. Em ambos, a quadra aparece como ambiente de trabalho, não como espetáculo vazio. O conflito cresce no dia a dia, entre método e ansiedade. 

Gelo, água e o corpo como relógio

“I, Tonya” traz a patinação com ritmo de crônica, alternando ambição e turbulência. “Nyad” chama atenção pelo recorte simples e duro: a travessia longa, a idade e a repetição. O filme usa mar aberto e cansaço como narrativa, sem depender de rival fixo. O resultado é mais próximo de resistência do que de vitória. 

Remos e bastidores de equipe

“The Boys in the Boat” trabalha união e disciplina, com um olhar para a universidade e a Olimpíada de 1936. “The Wrestler” vai para o lado oposto, com solidão e desgaste físico. “The Iron Claw” amplia essa ideia em torno de uma família ligada ao wrestling. Os três lembram que esporte também é ambiente, com regras internas e pressão constante. 

  • Biografias tendem a destacar treino, rotina e escolhas fora da arena
  • Dramas de equipe costumam usar liderança e confiança como eixo
  • Filmes recentes alternam espetáculo e bastidor, para dar ritmo 

Fecho da lista

Uma boa sessão de esporte no cinema não depende do título mais famoso. Depende de reconhecer um padrão real, como cansaço, medo e persistência. Por isso, listas diferentes acabam se cruzando nos mesmos temas. Cada esporte vira uma linguagem para falar de risco e controle. 

Esta seleção ajuda a variar o tipo de história. Há filmes que entregam energia e competição direta, como “Challengers”. Há os que preferem tensão lenta, como “Nyad” e “The Wrestler”. Também existe o filme que se apoia em números e feito histórico, como “Rocky” e seu impacto de bilheteria. Essa alternância evita a sensação de fórmula. 

No conjunto, o esporte aparece menos como vitrine e mais como lupa. O detalhe do treino explica mais do que o lance final. A relação com treinador, família e equipa muda o sentido de cada vitória. E o cinema ganha quando trata isso com calma e precisão, sem exagero. 

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Crítica | Isso Ainda Está de Pé? – Crise de meia idade em dramédia sonolenta

Não é de hoje que a comédia vem perdendo espaço nas salas de cinema. Talvez por isso surpreenda que Isso Ainda Está de Pé? tenha escolhido as telonas (e não o streaming!) como destino. É claro que ter um nome como Bradley Cooper na direção pesa no marketing e desperta curiosidade, mas, mesmo defendendo que o gênero precisa reconquistar seu espaço nas telas, sobretudo quando aposta em um texto mais inteligente, aqui a irregularidade de ritmo denuncia que o projeto talvez funcionasse melhor mesmo no conforto de casa.

Cooper, como diretor, gosta de tensionar seus atores ao limite e costuma extrair deles personagens intensos, com presença e química evidentes. Esse traço, felizmente, permanece e a gente agradece. Ainda assim, nesta comédia madura sobre reaprender a viver depois dos 50, falta é fôlego. Há boas intenções e momentos pontuais de brilho, mas a energia nunca se sustenta o bastante para transformar a experiência em algo memorável – ou mesmo divertido de acompanhar por mais de 2 longas horas.

Os acertos e erros do filme

A premissa do longa da Searchlight Pictures parte, obviamente, de uma crise masculina de meia-idade: um casamento em que ainda existe amor, mas cuja engrenagem já não gira como antes. Um estudo de personagem bastante interessante, diga-se de passagem. É um ponto de partida honesto — e até necessário.

Há mérito em ver um roteiro (escrito por homens) abrir espaço para conflitos mais maduros, menos idealizados, encarando a vida a dois sem filtros. Nesse contexto, a comédia, especialmente o stand-up, surge como válvula de escape, quase uma terapia improvisada, onde o protagonista encontra um palco seguro para expor suas inseguranças como homem.

O texto, assinado por Cooper em parceria com Will Arnett, que também protagoniza o filme, demonstra coragem ao retratar a fragilidade de um homem que já não se enxerga como o provedor incontestável da família. O problema é que a crise apresentada, embora legítima, soa pequena e cotidiana demais para sustentar uma narrativa tão longa. Entre conflitos que não ganham densidade e situações que se acumulam sem propósito claro, o filme se dispersa e os ruídos acabam falando mais alto do que o próprio drama que pretende explorar. De metade para o desfecho, a história nunca consegue encontra seu final ideal.

Por mais divertida que seja a ideia de acompanhar um paizão de 50 anos redescobrindo o mercado do amor (e do sexo) depois de mais de duas décadas de casamento, é Laura Dern quem se torna o verdadeiro coração disso aqui. Mesmo com uma personagem que, em essência, funciona como motor para que a trama aconteça, a atriz transcende a função narrativa. Dern é dessas intérpretes que elevam qualquer material, e aqui sua química genuína com Arnett é um dos maiores prazeres da sessão.

Arnett, por sua vez, também entrega um protagonista cheio de nuances criativas. Alex é um homem passional, atravessado por sentimentos que nunca soube verbalizar, alguém que usa o humor como escudo, como mecanismo de defesa. A performance é convincente e, em certa medida, íntima, como se o ator expusesse algo muito pessoal em cena.

Ainda assim, trata-se de uma história melancólica demais, por vezes até abatida para o próprio formato deprê. O humor nem sempre consegue aliviar o peso do drama, que se alonga em alguns momentos. O estudo psicológico proposto é interessantíssimo, mas também torna a narrativa mais densa do que envolvente, exigindo do espectador uma entrega que o filme nem sempre recompensa, uma vez que boa parte das piadas são nada além de medianas. E o desfecho, mais clichê impossível.

Veredito

Embora funcione como um estudo de personagem interessante dentro de uma rara comédia dramática madura, Isso Ainda Está de Pé? parece não saber a hora de encerrar sua própria crise de meia idade. Bradley Cooper é um realizador competente, mas carrega a tendência de acreditar que seus personagens são mais complexos do que o roteiro realmente sustenta. Aqui, a impressão é de que a premissa se esgota cedo demais e o filme segue tentando extrair dela uma profundidade que já não encontra.

Há qualidades, sem dúvida. A química do elenco é genuína, e a disposição em abordar as fragilidades masculinas sem caricatura é um mérito. São elementos que justificam a experiência. Ainda assim, é difícil ignorar que se trata de uma obra que talvez encontrasse melhor abrigo no streaming, onde seu ritmo irregular seria menos evidente.

No fim, manter a trama de pé exige um esforço que o espectador nem sempre está disposto a fazer, especialmente quando a vontade é se acomodar na poltrona e fechar os olhos por alguns minutos. E, mesmo que isso acontecesse, a sensação seria a mesma: a de que a história não teria saído do lugar.

NOTA: 5/10

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Novo longa de Almodóvar, ‘Natal Amargo’ ganha primeiro trailer; assista

O público já pode conferir um pouco mais de Natal Amargo, novo filme assinado pelo premiado diretor Pedro Almodóvar (O Quarto ao LadoTudo Sobre Minha Mãe), que acaba de receber o primeiro trailer. Lançamento da Warner Bros. Pictures, o longa chega aos cinemas brasileiros em 28 de maio. 

Os novos materiais revelam mais detalhes sobre esta tragicomédia, que explora temas como luto e relacionamentos a partir de duas tramas paralelas que se encontram e se complementam. 

Confira abaixo:

Com Bárbara Lennie e Leonardo Sbaraglia no elenco, o filme promete muita emoção e reflexão, além de algumas doses de risada. 

Natal Amargo chega aos cinemas brasileiros em 28 de maio de 2026. 

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Feito Pipa ganha trailer antes da estreia mundial no 76º Festival de Berlim

O longa-metragem brasileiro Feito Pipa divulgou seu trailer internacional e confirmou sua estreia mundial na programação oficial do 76º Festival de Berlim. Dirigido por Allan Deberton e filmado no Ceará, o filme integra a mostra competitiva Generation e também concorre ao Teddy Award, principal premiação dedicada ao cinema LGBTQIA+ no circuito internacional.

A equipe estará presente no festival para acompanhar a exibição, incluindo o diretor, o protagonista Yuri Gomes e os atores Lázaro Ramos e Teca Pereira.

Produzido pelas empresas Deberton Filmes e Biônica Filmes, o longa será distribuído no Brasil pela Paris Filmes, com vendas internacionais a cargo da Mappeal. A trama acompanha Gugu, um menino de quase 12 anos que sonha em se tornar jogador de futebol. Criado pela avó Dilma em um ambiente afetuoso e livre, ele enfrenta a instabilidade provocada pelo agravamento da saúde da avó. Temendo ser separado de sua principal referência familiar, Gugu tenta esconder a situação para evitar ir morar com o pai, que não o aceita como ele é.

O trailer antecipa os conflitos familiares que atravessam a narrativa, além de destacar a paisagem do sertão cearense como parte fundamental da ambientação. As filmagens ocorreram em Quixadá e região, nas imediações da barragem de Barragem de Araújo Lima. O filme propõe uma história sobre pertencimento, amadurecimento e busca por autonomia.

Além de Yuri Gomes, o elenco reúne Teca Pereira, Lázaro Ramos, Carlos Francisco e Georgina Castro, além de jovens atores, reforçando a aposta da produção em novos talentos.

O filme estreia nos cinemas em 2026.

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