A 25ª edição do Prêmio Grande Otelo consagrou dois vencedores inéditos na principal categoria da noite. Em cerimônia realizada nesta terça-feira (4), no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, “Manas”, de Marianna Brennand, e “O Agente Secreto”, de Kleber Mendonça Filho, empataram na votação e dividiram o troféu de Melhor Longa-Metragem de Ficção, principal reconhecimento do cinema brasileiro.
Além da vitória na categoria máxima, “Manas” saiu como um dos grandes destaques da premiação ao conquistar cinco estatuetas. O longa venceu ainda Melhor Direção para Marianna Brennand, Melhor Roteiro Original, Melhor Montagem de Ficção e Melhor Atriz Coadjuvante, com Dira Paes.
Já “O Agente Secreto” levou quatro prêmios no total, incluindo Melhor Direção de Fotografia, Melhor Direção de Arte e Melhor Efeito Visual, consolidando mais um capítulo de sucesso na trajetória do filme de Kleber Mendonça Filho.
O filme mais premiado da noite, no entanto, foi “Homem com H”, de Esmir Filho. A cinebiografia de Ney Matogrosso conquistou seis troféus, entre eles o de Melhor Filme pelo Júri Popular e Melhor Ator, entregue a Jesuíta Barbosa por sua interpretação do cantor. A produção também venceu nas categorias de Figurino, Maquiagem, Som e Trilha Sonora.
Entre as interpretações, Denise Weinberg venceu como Melhor Atriz por O Último Azul, enquanto Rodrigo Santoro recebeu o prêmio de Melhor Ator Coadjuvante, também pelo longa.
Nos documentários, “Apocalipse nos Trópicos”, de Petra Costa, conquistou os prêmios de Melhor Longa-Metragem Documentário e Melhor Montagem de Documentário. Já “Velhos Bandidos”, de Claudio Torres, venceu como Melhor Longa-Metragem Comédia.
Na televisão e no streaming, “Máscaras de Oxigênio não Cairão Automaticamente” foi eleita a melhor série de ficção e ainda rendeu o prêmio de Melhor Ator de Série para Johnny Massaro. Já Alice Carvalho venceu como Melhor Atriz de Série por sua atuação em Cangaço Novo.
A categoria de Melhor Longa-Metragem Ibero-Americano também terminou em empate. Os vencedores foram o argentino “Belén”, dirigido por Dolores Fonzi, e o português “O Riso e a Faca”, de Pedro Pinho.
Homenagens e celebração dos 25 anos
Realizada pela Academia Brasileira de Cinema, a cerimônia celebrou os 25 anos da premiação e foi apresentada por Marieta Severo e Silvia Buarque, mãe e filha.
A abertura ficou por conta de Ney Matogrosso, que interpretou “O Tempo Não Para”, clássico de Cazuza, acompanhado por Sasha ao piano e um quarteto de cordas, enquanto cenas de Homem com H eram exibidas no telão.
Ao longo da noite, a Academia também prestou homenagem ao produtor Luiz Carlos Barreto, figura fundamental da história do cinema nacional, além de celebrar a diversidade da produção audiovisual brasileira, destacando obras indígenas, periféricas, negras, antirracistas e LGBTQIAPN+.
Durante seu discurso, a presidente da Academia Brasileira de Cinema, Renata Almeida Magalhães, dedicou a edição ao cineasta e produtor, ressaltando a importância da produção independente para o fortalecimento do cinema brasileiro.
Outro anúncio da noite veio do prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Cavaliere, que confirmou a inclusão oficial do Prêmio Grande Otelo no calendário oficial da cidade, transformando a cerimônia em um evento permanente do município.
Os principais vencedores do Grande Otelo 2026
- Melhor Longa-Metragem de Ficção: Manas e O Agente Secreto (empate)
- Melhor Direção: Marianna Brennand (Manas)
- Melhor Ator: Jesuíta Barbosa (Homem com H)
- Melhor Atriz: Denise Weinberg (O Último Azul)
- Melhor Ator Coadjuvante: Rodrigo Santoro (O Último Azul)
- Melhor Atriz Coadjuvante: Dira Paes (Manas)
- Melhor Filme pelo Júri Popular: Homem com H
- Melhor Documentário: Apocalipse nos Trópicos
- Melhor Comédia: Velhos Bandidos
- Melhor Série de Ficção: Máscaras de Oxigênio não Cairão Automaticamente
- Melhor Filme Ibero-Americano: Belén e O Riso e a Faca (empate)