O 15º Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba anunciou os vencedores de sua edição de 2026, consolidando dois dos títulos mais comentados da mostra competitiva brasileira como os grandes destaques do evento. O cearense Fiz um Foguete Imaginando que Você Vinha, dirigido por Janaína Marques, e o alagoano Olhe Para Mim, de Rafhael Barbosa, foram os filmes mais premiados da competição nacional.
Representando diferentes vertentes do cinema brasileiro contemporâneo, as duas produções conquistaram o júri com propostas autorais e fortes identidades visuais. Fiz um Foguete Imaginando que Você Vinha recebeu o prêmio de Melhor Atuação, concedido ao elenco, além de conquistar o principal troféu da competição, o Prêmio Olhar de Melhor Filme.
O longa acompanha Rosa, que, durante um exame de ressonância magnética, mergulha em uma jornada subjetiva na qual reencontra sua mãe e cria memórias que nunca existiram. A obra se destaca pela abordagem sensível sobre lembranças, afetos e imaginação.
Já Olhe Para Mim saiu da premiação com três troféus: Melhor Direção para Rafhael Barbosa, Melhor Direção de Arte para Nina Magalhães e Melhor Som para Lucas Coelho. Inspirado pelo imaginário popular às margens do Rio São Francisco, o filme mistura fantasia, religiosidade e elementos místicos para contar a história de Marcelo, que ainda tenta lidar com o desaparecimento da mãe dez anos após uma tradicional festa religiosa.
Outros destaques da Mostra Competitiva Brasileira foram Adulto/Homem, de Pedro Diógenes, vencedor do prêmio de Melhor Roteiro, e A Noite e os Dias de Miguel Burnier, de João Dumans, que levou os troféus de Melhor Fotografia e Melhor Montagem.
Entre os curtas-metragens brasileiros, Pirexia, de Nico da Costa, conquistou o Prêmio Olhar de Melhor Filme. Já Pinguim de Doce de Leite, de Ana Vitória Miotto Tahan, recebeu o Prêmio Especial do Júri, enquanto Duwid Tuminkiz – Makunaima é Duwid?, de Gustavo Caboco Wapichana, venceu o Prêmio do Público.
Com 80 filmes de diversos países em sua programação, o Olhar de Cinema reafirma seu papel como uma das principais vitrines do cinema autoral no Brasil, reunindo produções que dialogam com diferentes linguagens, territórios e perspectivas contemporâneas.