Crítica | As Passageiras – Thriller estiloso (porém entediante) sobre vampiros

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A melhor forma de descrever As Passageiras (Night Teeth) – novo Original da Netflix – é que é um thriller de vampiro bastante comum, que habita a confortável – porém entediante – zona de conforto e, embora não traga nada de novo para o gênero, também não tira nada.

Mesmo com um enredo divertido e ideias interessantes, a trama se aprofunda em uma história maçante e que perde o ânimo conforme avança gradativamente para seu fraco clímax. E com tantas histórias de vampiros na cultura pop, é realmente difícil que essa tenha qualquer sobrevida após seu término.

A trama e o elenco

O clichê da sensualidade vampiresca é levado ao extremo em As Passageiras, uma vez que o enredo apresenta suas personagens misteriosas e cria uma áurea de desejo, atração e medo em torno delas. Se por um lado o suspense instiga nossa curiosidade, por outro, a introdução – estilosa – porém desnecessária da ambientação acaba por entregar cedo demais sua premissa.

Los Angeles é um cenário denso, perfeitamente iluminado por luzes neon e um ótimo palco para tramas sobre ambição, morte e seres sobrenaturais com vida eterna, isso é um fato, porém, por vezes o filme mais parece uma cutscene de algum jogo de videogame cyberpunk do que algo que ultrapasse seu visual estonteante e entregue uma história realmente atrativa. Muito estilo e pouca justificativa para tal é a briga constante entre a direção visionária e o roteiro raso.

A trama central acompanha Benny (Jorge Lendeborg Jr), que depois de passar uma noite como motorista particular indo de festa em festa com uma dupla de jovens vampiras, é atraído para o sombrio e perigoso mundo dos imortais e acaba por se apaixonar por uma das criaturas (Bella Swan manda lembranças!).

Com a guerra aparentemente estourando entre humanos e vampiros, Benny tem que ajudar suas novas amigas Blaire (Debbie Ryan) e Zoe (Lucy Fry) na tentativa de garantir sua própria sobrevivência no submundo secreto de L.A.

Dessa iniciativa auspiciosa de mesclar ação desenfreada, carros e forças sobrenaturais, o roteiro até estabelece uma ambientação promissora e a direção de Adam Randall (À Espreita do Mal) cria sua atmosfera divertida, mas a narrativa não os acompanha.

A apresentação do elenco é exageradamente lenta e o ritmo caminha sem pressa, enquanto a história – que não promete surpresas e, como tal, termina previsível – parece merecer algo mais vertiginoso e veloz.

No meio disso, há muitas estrelas talentosas e de renome salpicando na tela, como Alexander Ludwig, Megan Fox, Bryan Batt, Sydney Sweeney e Alfie Allen, no elenco de coadjuvantes. Todos plenamente esquecíveis por sinal, assim como suas performances no preguiçoso “piloto automático”. Se forçar muito a barra, certamente Fox é a que tem um papel mais duradouro e, sem dúvida, seu carisma merecia maior destaque.

Conclusão

Dessa forma, obviamente já estamos esgotados de filmes de vampiros pouco engenhosos e não precisamos de mais um tedioso, porém, no fim das contas, com o somatório de toda a técnica e o estilo inegável que possui, As Passageiras acaba por ser uma obra divertida em sua essência, mas que desperdiça o potencial máximo com um roteiro interessante porém descartável.

Para os que buscam algo memorável, é entediante do começo ao fim, já para àqueles que desejam uma diversão sem culpa, é uma boa pedida para assistir em uma sexta-feira à noite sem precisar pensar muito.

Nota: 5/10


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