Após meses de espera e longos adiamentos por conta da pandemia, finalmente saiu na Netflix o suspense A Mulher na Janela, da 20th Century Studios. Estrelado pela ótima Amy Adams (Liga da Justiça), a trama explora uma mulher com agorafobia que presencia um assassinato do outro lado da rua de seu apartamento e precisa descobrir se o que viu foi fruto da sua mente ou realmente aconteceu. Mas será que o desfecho faz sentido? Este artigo discute o final de A Mulher na Janela, portanto, conterá spoilers importantes. Então vamos lá!

[CUIDADO COM SPOILERS]

A Dra. Anna Fox (vivida pela Amy Adams) é agorafóbica. Ela passa a maior parte do tempo observando – do outro lado da rua – uma mulher alegre (Julianne Moore), uma adolescente estranho (Fred Hechinger), um casal chamado Russels – que precisa seriamente de férias ou medicamentos prescritos – (Gary Oldman e Jennifer Jason Leigh) e seu inquilino (Wyatt Russell), que mora no porão de sua enorme e escura casa. Ou olhar para a cidade, acaba presenciando um assassinato. A personagem de Moore, Jane, morre de um ferimento de faca.

Quando ela chama a polícia, eles, claro, não acreditam nela. O Sr. Russell afirma que Jane é outra pessoa e que ela nunca nem falou com sua esposa. A partir desse ponto não sabemos mais o que é real e o que foi apenas fruto dos remédios que Anna consome. No desfecho, o jovem Russell tem tendências psicóticas, provavelmente causadas pelo trauma de ter sido abusado pelos Russell e o abandono de sua mãe biológica (Moore). Então, ele vem atrás de Anna com o intuito de matá-la por ter descoberto todo o esquema. Anna foge para o jardim do telhado. Ela recebe o que equivale a um soco no rosto ao ser empalada com um leme de aço pelo jovem Ethan. Ela luta contra o aspirante a Norman Bates e o empurra pela claraboia para, enfim, encontrar sua morte. Mas será que foi apenas um delírio?

O que acontece depois?

Vale lembrar que uma subtrama secundária do filme é que a Dra. Fox não sai de casa porque sua filha e seu marido morreram em um acidente de carro provocado por ela durante uma nevasca. Esse fato a traumatizou totalmente e este foi provavelmente o motivo de sua luta constante para salvar Ethan e a falsa Jane das garras dos Russell, quando ainda acreditava na inocência do menino.

Agora, a vida e seu rosto estão remendados, ela chega a uma sensação de encerramento. Anna chega à conclusão de que não pode controlar coisas que não estão sob seu controle. Você não pode mudar, já que os problemas a encontraram em sua residência de qualquer maneira. Então ela sai de casa, desce a rua, aproveita o ar fresco, o sol em um dia frio de outono, e dá um passo de cada vez em direção a uma nova vida. No fim das contas, tudo que ela viveu foi REAL, apesar do complô para parecer loucura de sua cabeça, já adoecida por conta dos traumas do passado. Ela realmente desvenda o crime e desiste de pôr um fim em sua vida (ela apaga do seu celular o vídeo de despedida que havia gravado horas antes), agora que, finalmente, encontrou seu auto perdão.

O que você achou do final do filme da NetflixA Mulher na Janela? Deixa nos comentários suas interpretações e opiniões!

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