Durante o início da década de 90, a Disney encontrou uma oportunidade imperdível de produzir um filme que fala sobre amizade, família, perseverança e a vontade de vencer. Nós Somos Os Campeões (The Mighty Ducks) conquistou uma legião de fãs na época em que foi lançado, com sua história sobre um time de hóquei formado por crianças que se encontram sem um treinador, até que surge Gordon Bombay, um frustrado ex-jogador do esporte. O sucesso foi tanto que o filme ganhou duas continuações! O roteirista dessas histórias foi Steven Brill, que também trabalhou como ator em Edward Mãos de TesouraBatman: O Retorno e, mais recentemente, como diretor em O Halloween do Hubie, filme estrelado por Adam Sandler, lançado em 2020 pela Netflix. O criador da trilogia original retorna à franquia em 2021 com a série Virando O Jogo dos Campeões, que já estreou no Disney+.

Segundo a sinopse oficial, agora os Mighty Ducks deixaram de ser apenas desajeitados para se tornar uma equipe de hóquei juvenil super competitiva e poderosa. Depois que Evan Morrow (Brady Noon), de 12 anos de idade, foi cortado do time dos Ducks, ele e sua mãe, Alex (Lauren Graham), começam a construir sua própria equipe de desajustados para desafiar os adversários. Com a ajuda de Gordon Bombay (Emilio Estevez, que retorna ao papel), eles redescobrem as alegrias de jogar apenas por amor ao jogo.

A empresária e colecionadora brasileira Carol Zara vive, atualmente, no Canadá, país em que Virando O Jogo dos Campeões foi filmada. Ela conseguiu conversar com Steven Brill, criador da trilogia original e, que na série que está a caminho, assume os cargos de produtor executivo e roteirista principal. Confira, a seguir, a entrevista exclusiva!

1) Nós Somos Os Campeões é uma franquia que marcou a vida de muitas pessoas que eram crianças ou jovens durante a década de 90. A trilogia de filmes também tem uma importância especial para você?

Essa franquia foi e ainda é extremamente importante para mim. The Mighty Ducks foi a primeira coisa que escrevi que foi, de fato, tirada do papel. Era uma história pela qual eu estava apaixonado, mas as chances de que virassem filmes não eram muito altas. Eu escrevi o roteiro e mandei para várias pessoas, que provavelmente nem leram. Até que a Disney deu uma chance e resolveu se arriscar comigo. 

2) De que forma escrever essas histórias influenciou a sua carreira?

Escrever essa franquia catapultou a minha carreira! Os filmes foram tão populares na época que me deram a oportunidade de me tornar diretor. O estúdio queria que eu fizesse outros filmes para eles e optei por escrever e dirigir Pesos Pesados com Judd Apatow. Isso não teria acontecido sem a trilogia Nós Somos Os Campeões.

3) É verdade que, na época, você quis interpretar o personagem de Gordon Bombay? 

Eu nunca quis interpretar Gordon Bombay, pois sabia que não era um ator viável para esse papel. O que eu achava era que Peter Berg, que trabalhava como diretor de cinema na época, pudesse estrelar o filme. Assim que o pessoal da Disney comprou o roteiro, porém, já me desiludiram da ideia de que qualquer um de nós dois interpretaria esse papel.

4) Depois do fim da trilogia, você manteve algum contato com o elenco?

Sim, muitos atores do elenco original se tornaram grandes amigos meus. Emilio (Gordon Bombay) e eu permanecemos próximos. Também mantive contato com Joshua Jackson (Charlie Conway) e Kenan Thompson (Russ Tyler).

Steven e Emilio. Foto: reprodução/Facebook/Steve Brill

5) Como surgiu a ideia de revisitar a franquia Mighty Ducks? Você levou isso para a Disney+ ou a empresa que abordou você com essa oportunidade?

A ABC Signature, uma empresa de propriedade da Disney, foi quem me abordou. Eu estava aberto para ideias, e a executiva de lá fez isso aflorar e se tornar um produto. 

6) O que foi mais desafiador: escrever uma trilogia de filmes durante os anos 90 ou escrever uma série de 10 episódios para o streaming?

A parte mais difícil foi conseguir criar 10 episódios de meia hora que contassem uma longa história, mas que também tivessem ganchos empolgantes entre cada um deles. A estrutura é diferente no streaming, então tive que aprender a contar uma boa história com apenas 30 minutos.

7) Revisitar uma história quase 30 anos depois exige certas adaptações – afinal, os problemas de hoje em dia não são mais os mesmos daqueles que existiam nos anos 90. As crianças da atualidade vão se identificar com os dramas dos novos personagens? 

Acredito que todos os personagens serão igualmente identificáveis. Hoje em dia, as crianças têm mais acesso às informações por conta da internet, então estão mais conectadas do que em 1990. Mas acho que os desejos e emoções continuam os mesmos!

8) Os adultos ficarão nostálgicos ao assistir à série?

Sim, os adultos sentirão um sentimento nostálgico e agridoce. Eu realmente trabalhei duro para que as pessoas possam sentir essa série da mesma forma como sentiram os filmes antigos. 

Novos episódios de Virando o Jogo dos Campeões estreiam às sextas no Disney+.

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