Debutantes, bailes, duques e escândalos. O que poderia dar errado, não é mesmo? São esses os ingredientes básicos de Bridgerton, nova série da Netflix, adaptação dos livros de mesmo nome da autora Julia Quinn.

Confesso que essa é uma das séries que estive esperando mais ansiosamente durante o ano, e posso dizer com convicção que estou plenamente contemplada. Apesar do medo que tive quando anunciaram Shonda Rhimes na produção, e quando algumas mudanças de elenco foram divulgadas, a série consegue captar o romance, a doçura e a leveza da escrita de Quinn perfeitamente.

Bridgerton acompanha Daphne Bridgerton (Phoebe Dynevor) em sua primeira temporada social, o debut onde as jovens moças devem conseguir aquilo que foram preparadas a vida toda: um casamento bem-sucedido e respeitável. Ela vem de uma família perfeita, de oito irmãos, frutos de um casamento incomum à época: por amor. Já Simon (Regé-Jean Page), o Duque de Hastings, perdeu a mãe no parto e nunca conheceu afeto familiar, já que seu pai o rejeitava. Através de um acordo, eles começam a fingir que estão em uma corte… E o resto da história vocês podem imaginar. Mas não pense que o fator clichê romântico é um fator negativo nessa série. Jamais! Muita água corre nesse rio até que o clichê que tanto amamos se consolide.

A química entre os dois em cena é incrível, e você se vê torcendo e eletrizada por momentos como um toque de mãos, um alisar de peles durante uma dança. É a beleza da sutileza.

Como dito, são oito filhos só dos Bridgertons, some isso as outras famílias de lordes e ladies. São muitos personagens, muitos nomes e rostos para se familiarizar, muitas histórias paralelas, mas tudo foi conduzido de forma tão boa, que você nem sente a uma hora de episódio passar. Além do que, os personagens são realmente muito cativantes. Uma das principais mudanças feitas pela Shonda Rhimes foi no intuito de dar mais diversidade ao elenco, incluindo várias famílias negras na nobreza, e a explicação realmente convence.

A escolha de elenco foi sensacional. É até um pouco difícil diferenciar os homens Bridgerton no início (eles são tantos!), e os atores conseguiram captar a essência de cada personagem (e acredite, falando como fã dos livros, são 3 anos lendo, eles tem uma imagem muito consolidada em minha mente). A ambientação da Londres aristocrática do século XVIII, com os figurinos, os castelos e os costumes também está incrível. A trilha sonora foi uma coisa a parte, e pode render algumas risadinhas ou até mesmo estranheza com as músicas da época atual (toca Taylor Swift, Ariana Grande, Billie Eilish e afins!) transformadas em instrumental pra casar com a série.

Um ponto muito forte da série é a presença forte das mulheres. Nenhuma das moças tem interesse em ser a perfeita mocinha recatada e que simplesmente deixa os outros tomarem decisões para a sua vida. Os livros tem essa característica muito forte, e a série soube trazer com perfeição. As moças são fortes, com pensamentos “feministas” por assim dizer, de lutar pela sua felicidade, pelo poder de suas escolhas, e de não baixar a cabeça para ninguém – seja homem, ou alguma outra adversidade que enfrentem. Isso tudo narrado por Lady Whistledown, uma espécie de Gossip Girl da nobreza. A fofoqueira que sabe todos os segredos, todos os escândalos, e que ajuda a, de certa forma, fazer as coisas acontecerem entre nossas famílias queridas.

Com figurinos pomposos, personagens cativantes, humor na medida e muito romance, Bridgerton é um presente de natal e tanto da Netflix. Uma maratona convidativa, que quem já conhece a história vai amar ver nas telas e imergir ainda mais nesse universo, e quem ainda não conhece, com certeza vai se apaixonar.

Mal posso esperar pra ver mais de Anthony, Benedict, Colin, Daphne, Eloise, Francesca, Gregory e Hyacinth! Que venham mais temporadas!

Nota: 10/10

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