A polêmica em torno do live-action da Disney da animação clássica Mulan de 1998 está esquentando. Nos últimos dias, a reação fora do Reino do Meio aumentou devido uma linha na lista de créditos do filme que supostamente agradece às autoridades de Xinjiang, incluindo uma entidade que está na lista de sanções dos EUA, por sua cooperação na criação de Mulan. A província de Xinjiang é uma área onde muçulmanos uigur foram detidos em campos de internamento em massa.
Na quarta-feira, o senador americano Josh Hawley enviou uma carta ao CEO da Disney Bob Chapek, condenando a empresa pelo que Hawley chamou de “encobrir o genocídio em curso de uigures e outras minorias étnicas muçulmanas durante a produção de Mulan”. O filme rodou parcialmente na província.
A carta de Hawley pergunta à Disney se ela retirará Mulan do Disney + “para evitar glorificar ainda mais os oficiais e agências do PCCh responsáveis pelas atrocidades em Xinjiang.” Ele também pede que a Disney explique que assistência o estúdio recebeu de agências do partido comunista “envolvidas no genocídio e como as agências foram compensadas”.
De acordo com o The New York Times, as entidades mencionadas nos créditos de Mulan incluem a delegacia de polícia em Turpan, uma cidade no leste de Xinjiang que tem uma grande população uigur. Em outubro passado, o governo Trump colocou esse escritório e outras organizações policiais em Xinjiang em uma lista negra que proíbe as empresas americanas de vender ou fornecer produtos para eles.
O filme estreou no Disney +, mas na China estreou nos cinemas com uma decepcionante bilheteria de US$ 23 milhões.
A Disney não foi ajudada pelo fato de que as autoridades chinesas locais impuseram um apagão da mídia na cobertura do título em uma tentativa de ofuscar e minimizar o crescente clamor fora da China sobre os laços do filme com a região de Xinjiang, no noroeste da China.
O filme americano com orçamento de $ 200 milhões dirigido pelo neozelandês Niki Caro está atualmente projetado para arrecadar meros $41 milhões (RMB 281 milhões) ao longo de todo o seu mês em cartaz na China, de acordo com Maoyan.
“Mulan é a aventura épica de uma jovem destemida que se disfarça de homem para combater os Invasores do Norte que estão atacando a China. A filha mais velha de um honrado guerreiro, Hua Mulan, é espirituosa, determinada e muito ágil. Quando o imperador emite um decreto que um homem de cada família deve servir no exército imperial, ela entra em cena para tomar o lugar de seu pai doente, tornando-se um dos maiores guerreiros da China.”
No elenco principal temos Liu Yifei como Mulan, Jet Li como o Imperador da China, Gong Li como a grande vilã do filme, e Donnie Yen como Comandante Tung, o mentor da guerreira.
O longa estreou em 4 de setembro na plataforma de streaming. O Disney + chegará ao Brasil em novembro.
Fonte: Deadline