Dark | Entenda como Charlotte é mãe e filha de Elizabeth ao mesmo tempo

[O TEXTO ABAIXO CONTÉM SPOILERS DA SÉRIE ‘DARK’)

Desde sua primeira temporada ‘Dark’ brinca com conceitos paradoxais. Isto acabou se tornando uma das marcas registradas da série alemã da Netflix, que incorporou ao longo de suas três temporadas vários paradoxos conhecidos pela ciência. O mais conhecidos pelos fãs de Dark é o Paradoxo de Bootstrap, conceito apresentado logo nos primeiros episódios. 

Leia a nossa crítica da terceira temporada de Dark

Por se tratar de um paradoxo, porém, tal teoria pode acabar sendo um tanto quanto confusa quando colocada em prática. Não é para menos, afinal a lógica dos paradoxos se baseia na contradição, ou seja, ao mesmo tempo que um fato aparenta ser verdadeiro, ele leva a uma constatação que foge do senso comum. A informação acaba sendo verdadeira e falsa simultaneamente. 

O Paradoxo de Bootstrap diz o seguinte: se um objeto, ou informação, volta no tempo (pressupondo que o tempo se comporte de forma cíclica, como em Dark), ele passa a ser esse mesmo objeto ou informação que seguiria o seu rumo na história até chegar o momento em que o voltaria no tempo novamente para que o ciclo fosse reiniciado. Deste modo, tal objeto, ou informação, passariam a existir sem sequer terem sido criados. A série explica tal conceito em sua primeira temporada, a partir do livro escrito por H.G.Tannhaus, “Uma Jornada Através do Tempo”. A versão mais jovem de Tannhaus recebe o seu próprio livro, escrito por sua versão mais velha, graças a uma viagem temporal. Isso possibilitou que o mesmo viesse a publicar “Uma Jornada Através do Tempo” e, assim, reiniciar o ciclo, uma vez que o livro publicado voltaria para as mãos de sua versão mais jovem. 

É graças a esse mesmo paradoxo que a existência de Charlotte e Elizabeth foi possível. Como se sabe, Charlotte é, ao mesmo tempo, filha e mãe de Elizabeth. Consequentemente, Elizabeth também é filha e mãe de Charlotte. Por isso, nem adianta quebrar a cabeça tentando encontrar uma origem para as duas, pois sua existência é paradoxal e só pode ser entendida se abraçarmos este conceito, lógico e ilógico ao mesmo tempo. 

Podemos, porém, enxergar a situação por duas vias diferentes: a primeira, a partir do ponto de vista de Charlotte. A garota foi criada na década de 70/80 por H.G Tannhaus, conheceu Peter e teve duas filhas: Franziska e Elizabeth. No dia do apocalipse, porém, acabou viajando no tempo para 2053, quando conheceu a versão mais velha de sua filha. A segunda forma de compreender melhor essa relação é analisá-la através do ponto de vista de Elizabeth. A garota foi uma das poucas sobreviventes do apocalipse que ocorreu em 2020. Assim, Elizabeth cresceu neste mundo devastado e acabou conhecendo Noah, com quem teve uma filha chamada Charlotte. Na terceira temporada, porém, descobrimos que, a mando de Adam, as versões adultas de Charlotte e Elizabeth voltaram no tempo para raptar a bebê Charlotte e a enviarem para a década de 70, quando passou a ser criada por Tannhaus, iniciando assim a história da Charlotte que conhecemos. Se pararmos para pensar a respeito, não há começo, meio e fim, mas tudo acontece simultaneamente, de forma cíclica, colocando em “prática” as ideias propostas pelo Paradoxo de Bootstrap.

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