Sabe aquelas séries que você não dá nada e de repente é surpreendido? Pronto, Upload da Amazon Prime Video é exatamente esta série. Eu já maratonei a série e vou contar pra vocês tudo sobre essa mistura de Black Mirror com The Good Place.

Confira no vídeo abaixo ou no texto a seguir:

Pois bem, quando eu vi o trailer de Upload eu dei o total de 0 créditos para ela. Tinha muita cara de ser uma bomba! Só que aí a série foi lançada e a crítica internacional toda elogiando, e de repente alguns amigos que são bons de indicação começaram a falar e eu naquela né, não é possível. Pois bem, dei o play!

A série se passa em 2033 e segue Nathan, vivido por Robbie Amell, de the Flash e Code8, um desenvolvedor de aplicativos. Nathan sofreu um acidente horrível e, neste mundo futuro, precisa escolher entre cirurgia e morte ou ter sua consciência “carregada” em uma vida após a morte virtual.

A série vem do mesmo criador de The Office, Greg Daniels, e com exceção do primeiro episódio, todos os outros são de mais ou menos de 30 minutos, o que torna a série ainda mais agradável e fácil de maratonar.

Se pensarmos nas formas que Black Mirror muitas vezes critica o nosso uso da tecnologia, Upload consegue fazer isso, e de maneira muito mais despretensiosa sem arrotar inteligência.

Nesse mundo de 2033, as mentes dos mortos são digitalizadas para um sistema que recria sua personalidade em diversos “limbos virtuais”, onde essa pessoa, já falecida, passa a existir, se comunicar e viver novamente, como se nada tivesse acontecido. Porém, esse “paraíso digital” nada mais é do que uma realidade virtual desenvolvida por empresas e, com isso, essas pessoas precisam conviver com as limitações, as falhas do sistema, atualizações e compras de objetos dentro do lugar, como se estivessem, de fato, em uma espécie de ‘The Sims’ e dessa forma a série traz vários questionamentos sobre o luto e o nosso conceito de vida após a morte que geralmente está entre a religião e o ceticismo.

Por mais que levante esses temas a série não se aprofunda e se prende mais ao humor e as bizarrices que essas situações podem causar. Aliás, o design de produção futurista é excelente e pega várias ideias que já vimos em outras obras por aí, mas que funcionam perfeitamente dentro do contexto: como carros autônomos e a forma que eles se alimentam, fazem sexo, trabalham, e por aí vai.

O elenco também está muito bem. Robie Amell vive o protagonista galã, que precisa descobrir se sua morte foi um acidente ou se ele foi assassinado por motivos que são, um a um, desvendados nos capítulos. Andy Allo vive sua tutora, chamada de “Anjo”, que cuida de sua vida no Paraíso. Ambos têm uma química boa suficiente para a criação do romance improvável.

Resumindo: ‘Upload’ mistura ‘Black Mirror’ com ‘The Good Place’ e entrega uma temporada divertida, estranha e regada de criatividade. Há algumas ideias desperdiçadas e excesso de tempo gasto em outras que cansam conforme passam os episódios, mas, de um modo geral, tem uma narrativa enérgica e propõe reflexões sobre assuntos densos, de forma leve e descontraída.

Tem vários assuntos que podem ganhar mais destaque na segunda temporada, que inclusive já está confirmada!

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