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O trailer de Power Rangers e a dura realidade de que nostalgia não tem cura

“This your time” é a frase que abre o novo trailer do novo filme dos Power Rangers.
Essa frase de abertura soa de forma curiosa se pararmos para pensar que essa é uma franquia que teve o seu auge há bastante tempo – pode colocar uns 20 anos aí na conta – quando marcou uma geração inteira de crianças que brincavam de se imaginar sendo o ranger vermelho, o azul (apenas quando havia a concorrência dos demais amigos da rua, vamos combinar), o preto ou a rosa se a criança fosse uma menina. Sem falar nos inúmeros bonecos que giravam a cabeça, nos cartuchos de Super Nintendo, ah… definitivamente os Power Rangers são heróis “do meu tempo”.

Sim, eu era uma das crianças dos anos 90 que se apaixonou perdidamente pela Kimberly, que ficou horas grudado na TV vendo aquele show de cores morphando na minha cara enquanto megazords lutavam contra monstros gigantes. Ai ai ai ai ai… tudo era tão perfeito.

Quando o novo filme foi anunciado, com status de remake da clássica Mighty Morphin que eu tanto amei, lógico que criei expectativas. Eu finalmente poderia matar a nostalgia que me assolava. Mal sabia eu que nostalgia não tem cura!

A cada nova imagem divulgada, cada anuncio feito, cada novidade que saia sobre a produção do novo longa, minha decepção só aumentava. Os novos trajes, o novo Alpha 5, a Rita Repulsa, informações sobre o enredo, tudo me fazia pensar: “Isso não é Power Ranger”. E de fato não eram os Power Rangers, pelo menos não os do meu tempo. E, repensando, isso pode ser ótimo!

Esse trailer me fez perceber que a forma como eu conhecia a franquia, com personagens caricatos, vilões com viés humorístico, cabeças flutuantes, armaduras de tecido e zords de plástico não funcionariam nos dias de hoje. Essa fórmula que parece perfeita na minha memória não se adequa aos dias atuais e vive apenas na minha nostalgia que, como vocês já sabem, me acompanhará para o resto da vida.

Esses, meus amigos, são os novos Power Rangers, e “this is their time”. Talvez por isso a frase do início seja também a frase que encerra o trailer – que só por se tratar de um trailer é, na verdade, apenas o convite para um novo começo!

Go go power rangers!

Por: Pedro Henrique Rangel

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Moana é sobre ser o que você quiser ser

Para nossa alegria (rs), a Disney parece  decidida em romper cada vez mais com o tradicionalismo hollywoodiano e se mostrar mais aberta à narrativas que quebrem paradigmas cinematográficos. Nos dois últimos filmes de Star Wars, por exemplo, tivemos mulheres decididas e fortes como protagonistas, que não deixaram nada a desejar em relação a quaisquer personagens masculinos. E agora Moana vem para quebrar mais algumas dessas regras, só que dessa vez no campo da animação. Se você esperava que a nova princesa da Disney viesse em uma carruagem, com aparatos reais, bons modos, vestidos luxuosos ou com uma história romântica que terminaria com um beijo do príncipe encantado, você está bem enganado.

A sinopse oficial retrata Moana Waialiki como uma corajosa jovem, filha do chefe de uma tribo na Oceania, vinda de uma longa linhagem de navegadores. A questão é que sua tribo abandonou as grandes navegações e esqueceu-se de suas orignes. Sendo assim, Moana parte em uma aventura mar adentro para ajudar sua tribo e descobrir mais sobre sua história.

Cá entre nós, a verdade é que a Disney está novamente em bons ventos no mundo das animações. Se os anos 90 foram marcados por A Bela e a Fera (1991), Aladdin (1992), O Rei Leão (1994) e Hércules (1997), a década atual com certeza está sendo marcada por Frozen (2013), Zootopia (2016) e Moana (2017). Essa mistura do tradicional com o novo que conferimos na nova produção é marcada pela direção de Ron Clements e John Musker, os mesmos responsáveis por trazer as adaptações dos contos de fadas A Pequena Sereia (1989), Aladdin (1992), Hércules (1997) entre outros.

E, se estamos falando do contraste entre tradicionalismo e atualidade ,não poderíamos deixar faltar o principal: a parte musical. Moana não só se estabelece como um excelente musical, mas ainda traz consigo representatividade e saudação ao povo polinésio. As letras de Lin-Manuel Miranda (conhecido pelo musical Hamilton) captam a essência dos personagens com os ritmos oriundos da cultura local.

A riqueza de detalhes técnicos em Moana é de deixar até mesmo o público mais exigente boquiaberto. A perfeição na finalização do filme chega ao ponto de passar a sensação exata do cabelo ao vento e da água do mar, fazendo com que mergulhemos fundo com a princesa em sua aventura.

Além da ótima protagonista, o filme ainda conta com o icônico semi-deus  Maui, um metamorfo cheio de tatuagens,  chamadas por ele de mini Maui, que além de trazer alívio cômico à produção, ajudam na compreensão de sua história. Somando forças à dupla destaque do filme, temos ainda o porco Pua e o galinho Heihei, que tem como função principal serem bonecos à venda para crianças, pouco contribuindo para narrativa, mas promovendo tambémalgumas piadas. Outro detalhe fantástico é que no filme o mar também tem vida própria, interagindo com os protagonistas todo tempo. O humor da produção é bem dosado e contenta desde o público mais jovem aos adultos que não dispensam uma animação.

“Você é uma princesa. É a filha do ‘rei’ e tem um animalzinho, é uma princesa”, diz Maui.

Princesa ou não, Moana aceita quem ela é e mostra para sua tribo quem verdadeiramente eles são. Com chave de ouro, o ano de 2017 brinda mais uma animação para os novos tempos de glória nas animações da Disney.

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Vencedores People’s Choice Awards 2017

Na noite desta quarta-feira, dia 18, houve a cerimônia de premiação do People’s Choice Awards 2017, premiando celebridades da música, cinema, Tv e Internet. Os vencedores foram  eleitos pelo público através de votação eletrônica.

Quem apresentou a cerimônia foi o comediante Joel McHale, e tivemos a consagração da apresentadora Ellen DeGeneres, com a maior quantidade de estatuetas na história do PCA, 20 no total.

Confira a lista completa dos vencedores das categorias de cinema e Tv:

CINEMA

Filme Favorito

Procurando Dory

Ator Favorito

Ryan Reynolds

Atriz Favorita

Jennifer Lawrence

Filme de Ação Favorito

Deadpool

Ator de Filme de Ação Favorito

Robert Downey Jr.

Atriz de Filme de Ação Favorita

Margot Robbie

Dublagem de Animação Favorita

Ellen DeGeneres (Procurando Dory)

Filme de Comédia Favorito

Perfeita é a Mãe

Ator de Filme de Comédia Favorito

Kevin Hart

Atriz de Comédia Favorita

Melissa McCarthy

Filme Dramático Favorito

Como Eu Era Antes de Você

Ator Dramático Favorito

Tom Hanks

Atriz Dramática Favorita

Blake Lively

Filme Familiar Favorito

Procurando Dory

Thriller Favorito

A Garota no Trem

Ícone do Cinema

Johnny Depp

 

TELEVISÃO

Série de Comédia Favorita de Canal Aberto

The Big Bang Theory

Ator de Comédia Favorito

Jim Parsons

Atriz de Comédia Favorita

Sofia Vergara

Série Dramática Favorita de Canal Aberto

Grey’s Anatomy

Ator Favorito de Série Dramática

Justin Chambers

Atriz Favorita de Série Dramática

Priyanka Chopra

Comédia Favorita de Canal Fechado

Baby Daddy

Drama Favorito de Canal Fechado

Bates Motel

Ator de Canal Fechado Favorito

Freddie Highmore

Atriz de Canal Fechado Favorita

Vera Farmiga

Série Dramática Premium Favorita

Orange Is the New Black

Série de Comédia Premium Favorita

Fuller House

Ator de Série Premium Favorito

Dwayne Johnson

Atriz de Série Premium Favorita

Sarah Jessica Parker

Série Criminal Favorita

Criminal Minds

Ator de Série Criminal Favorito

Mark Harmon

Atriz de Série Criminal Favorita

Jennifer Lopez

Série Fantástica/Sci-fi Favorita de Canal Aberto

Supernatural

Série Fantástica/Sci-fi Favorita de Canal Fechado

The Walking Dead

Série Fantástica/Sci-fi Premium Favorita

Outlander

Ator de Série Fantástica/Sci-fi Favorito

Sam Heughan

Atriz de Série Fantástica/Sci-fi Favorita

Caitriona Balfe

Ator Favorito de Série Estreante

Matt LeBlanc

Atriz Favorita de Série Estreante

Kristen Bell

Série Animada Favorita

Os Simpsons

Comédia Estreante Favorita

Man With a Plan

Série Dramática Estreante Favorita

This Is Us

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PIPOCAS TV |CINCO SÉRIES PARA FICAR DE OLHO EM 2017

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No vídeo anterior falamos sobre as expectativas para o cinema (https://www.youtube.com/watch?v=A3shyD0dNpA). E agora vamos falar das expectativas para as séries, vamos falar sobre séries que irão estrear esse ano e pra ficar de olho. Se liga ai!

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Calendário de estreias no cinema em 2017

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Um novo ano chegou e já promete muitos lançamentos esperadíssimos nos Cinemas. Tem reboot, remake, continuação de franquias de sucessos, animações, super-heróis e muito mais. É filme pra todo gosto! Preparamos um vídeo com alguns dos lançamentos do ano e você pode conferir aqui.

Calendário completo das principais estreias do cinema em 2017 abaixo:

Obs: Datas sujeitas a alterações.

Janeiro

05/01 Moana

Passageiros

Sete Minutos Depois da Meia-Noite

12/01 Assassin’s Creed

A Criada

Eu Fico Loko

19/01 La La Land

Manchester à Beira-Mar

Triplo X: Reativado

Os Penetras 2: Quem dá mais?

26/01 Resident Evil 6: O Capítulo Final

Aliados

Max Steel

Até o Último Homem

Beleza Oculta

Quatro Vidas de Um Cachorro

Fevereiro

02/02 Fences

Estrelas Além do Tempo

Chamados

Moonlight

TOC: Transtornada Obsessiva Compulsiva

09/02 Cinquenta Tons Mais Escuros

Lego Batman

Nunca Diga Seu Nome

John Wick: Um Novo Dia Para Matar

16/02 A Torre Negra

A Lei da Noite

Lion: Uma Jornada Para Casa

23/02 A Grande Muralha

 Março

02/03 Logan

A Cabana

09/03 Kong: A Ilha da Caveira

Antes Que Eu Vá

Dona Flor e Seus Dois Maridos

16/03 Paciente Zero

Fome de Poder

Tinha Que Ser Ele?

23/03 Power Rangers

A Múmia

Rei Arthur e a Lenda da Espada

Pastoral Americana

Fragmentado

30/03 A Bela e a Fera

Ghost in the Shell: Vigilante do Amanha

Os Smurfs: A Vila Perdida

O Espaço Entre Nós

A Crucificação: Demônios são reais

Abril

06/04 O Poderoso Chefinho
13/04 Velozes e Furiosos 8
27/04 Guardiões da Galáxia Vol. 2

 Maio

04/05 Vizinhos Nada Secretos
11/05 Extraordinário

Vida

Baywatch

Alien: Covenant

18/05 Annabelle 2

Diário de um Banana 4

25/05 Piratas do Caribe: A Vingança do Salazar

 Junho

01/06 Mulher-Maravilha
15/06 Carros 3

Kingsman: The Golden Circle

22/06 Transformers: O Último Cavaleiro

A Comédia Divina

O Marinheiro Popeye

29/06 Meu Malvado Favorito 3

 Julho

06/07 Homem-Aranha: De Volta a Lar
13/07 Planeta dos Macacos: A Guerra

Guerra Mundial Z 2

Cavaleiro de Copas

Os Normais 3

 Agosto

03/08 Emoji: O Filme

Snatched

17/08 Valerian e a Cidade dos Mil Planetas

Capitão Cueca

24/08 Missão Impossível 6
31/08 Se a Vida Começasse Agora

 Setembro

07/09 It: A Coisa

 Outubro

05/10 Tomb Raider

Blade Runner 2049

Pica-Pau

Olhos Famintos 3

Mulheres Alteradas

O Candidato Honesto 2: O Impeachment

12/10 Sexta-Feira 13
26/10 Sobrenatural 4

 Novembro

03/11 Thor: Ragnarok

G.I Joe 3

16/11 Liga da Justiça

Assassinato no Expresso do Oriente

 Dezembro

14/12 Star Wars: Episódio VIII

Oito Mulheres e Um Segredo

As Crônicas de Nárnia: A Cadeira de Prata

Como o Grinch Roubou o Natal

21/12 A Escolha Perfeita

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Confira a lista completa de vencedores do Globo de Ouro 2017

Aconteceu nesta noite de domingo (8), em Beverly Hills, na Califórnia, Estados Unidos, uma das principais premiações de Hollywood anteriores ao Oscar: o Globo de Ouro. A cerimônia, realizada pela Associação de Imprensa Estrangeira em Hollywood, revelou os melhores do cinema e da televisão e contou com a apresentação do badalado Jimmy Fallon (The Tonight Show starring Jimmy Fallon).

O grande destaque da noite foi La La Land, ganhando sete estatuetas, incluindo o prêmio de melhor filme musical/ comédia. Já nas séries, The Night Manager ficou no topo com três prêmios.
Confira abaixo a lista completa de vencedores da noite.

LISTA COMPLETA DE GANHADORES DO GLOBO DE OURO
1. Melhor atriz em filme dramático: Isabelle Huppert por Elle

2. Melhor ator em filme dramático: Casey Affleck por Manchester à Beira-Mar

3. Melhor filme de humor ou musical: La La Land: Cantando Estações

4. Melhor atriz em filme de humor ou musical: Emma Stone por La La Land: Cantando Estações

5. Melhor ator em série de humor ou musical: Donald Glover por

6. Melhor diretor de filme: Damien Chazelle por La La Land: Cantando Estações

7. Melhor série dramática: The Crown

8. Melhor atriz em série dramática: Claire Foy por The Crown

9. Melhor ator em uma minissérie ou telefilme: Tom Hiddleston por The Night Manager.

10. Melhor filme em lingua estrangeira: Elle (França)

11. Melhor longa animado: Zootopia: Essa Cidade é o Bicho

12. Melhor roteiro de filme: Damien Chazelle por La La Land: Cantando Estações

13. Melhor ator em filme de humor ou musical: Ryan Gosling por La La Land: Cantando Estações

14. Melhor atriz coadjuvante em série, minissérie ou telefilme: Olivia Colman, Night Manager

15. Melhor atriz coadjuvante em filme: Viola Davis por Fences

16. Melhor canção original: “City of Stars” de La La Land: Cantando Estações

17. Melhor trilha sonora original: La La Land: Cantando Estações

18. Melhor ator coadjuvante em série, minissérie ou telefilme: Hugh Laurie por Night Manager

19. Melhor minissérie ou telefilme: The People v O.J. Simpson: American Crime Story

20. Melhor atriz em uma minissérie ou telefilme: Sarah Paulson por The People v O.J. Simpson

21. Melhor série de humor ou musical:Atlanta

22. Melhor atriz em série de humor ou musical: Tracee Ellis Ross por Black-ish

23. Melhor ator em série dramática: Billy Bob Thornton por Goliath

24. Melhor ator coadjuvante: Aaron Taylor-Johnson por Animais

25. Melhor filme dramático: Moonlight

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The OA: a nova e perturbadora série de ficção científica da Netflix

“Nós morremos mais vezes do que pudemos contar”, diz Praire, protagonista de The OA. Sob a perspectiva de que haja vida após a morte, criadores de The OA reúnem diversos elementos que vão da ficção científica ao suspense no novo drama da Netflix.

Não é de hoje que os amantes do gênero Sci-Fi se debruçam para construir roteiros que abordam o destino da humanidade após a morte. Muitas são as tentativas de explicar o que vem após o fechar dos olhos e se de alguma forma é possível acessar esse “outro plano”. Devemos concordar que a forma mais óbvia de saber mais sobre um local que não conhecemos é perguntando a alguém que já esteve lá, certo? Essa é exatamente a premissa de The OA, nova série original da Netflix.

Dos criadores Zal Batmanglij e Brit Marling (atriz que interpreta a protagonista da série), a produção conta com apenas oito episódios com durações que variam de 40 minutos à 1h20. Lançada em Dezembro de 2016, The OA já é considerada por alguns como a melhor novidade do gênero Sci-Fi do ano na Netflix, depois de The Black Mirror. O site Rotten Tomatoes registrou para a série uma aprovação dos críticos de 72% baseando-se em 36 resenhas, com uma nota média de 7,5/10 e uma aprovação do público de 73%. No IMDb, The OA atualmente detém uma nota 8,1 de 10 em um total de mais de 17 mil avaliações no site. Brad Pitt, Dede Gardner, Jeremy Kleiner e Sarah Esberg, da Plan B (produtora indicada ao Oscar por 12 Anos de Escravidão) e Michael Sugar, da Anonymous Content (True Detective, Mr. Robot e The Knick) são os produtores executivos da séries junto a Marling e Batmanglij.

The OA conta com um excelente elenco, embora a maioria dos atores e atrizes não tenham carreiras de grande repercussão internacional. Dando vida a personagens bem elaborados e características complexas, as atuações de Emory Cohen (Homer), Scott Wilson (Abel Johnson), Alice Krige (Nancy Johnson), Jason Isaacs (Dr. Hunter Hap), Phylliss Smith (Elizabeth Broderick-Allen), Patrick Gibson (Steve Winchell), Brandon Perea (French/Alfonso Sosa), Brendan Meyer (Jesse), Sharon Van Etten (Rachel), Ian Alexander (Buck Vu) e Vai Brill (Scott Brown) são de tirar o chapéu. Outro ponto fascinante da produção é sua fotografia, muito semelhante aos romances europeus, com pouca saturação e planos amplos, além de dinâmicas de câmera que fazem com que nos sintamos dentro da série, fugindo do lugar comum se tratando de ficção científica.

A série tem início com a forte cena da tentativa de suicídio da protagonista, Praire Johnson, que se lança de cima de uma ponte. Uma das características da cena já mostra a originalidade da produção: a série tem início com uma gravação de celular ( e em modo “retrato”)! Em seguida, somos apresentados a história da garota, até então desaparecida por quase uma década. Além do burburinho causado por sua volta, um outro fator chama a atenção das pessoas da região: quando desapareceu, Praire era cega, mas agora a moça retorna enxergando normalmente. Tendo de lidar com o assédio da imprensa, as investigações do FBI sobre seu desaparecimento e as consequências da distância da família, a protagonista articula uma estratégia para colocar em pratica uma suposta missão que envolve uma série de conhecimentos apreendidos durante seu desaparecimento. Para colocar seu plano em prática, Praire recruta cinco indivíduos repletos de problemas pessoais e começa com eles uma profunda jornada de imersão em sua história, contando-lhes desde suas premonições infantis ao cativeiro em que esteve presa durante sete longos anos.

Ao longo dos oito episódios que compõe a primeira temporada, somos detalhadamente apresentados à jornada de Praire, desde sua infância até seu retorno após uma quase uma década desaparecida. Com uma dinâmica semelhante à utilizada em “As aventuras de Pi”, The OA flerta com a tênue linha entre a realidade e a fantasia, entre o profundo conhecimento das coisas e as invenções de uma mente emocionalmente abalada por um grande trauma. A série traz à tona questionamentos existenciais milenares, como “existe vida após a morte?”, “podemos voltar ao plano atual após morrer?” ou mesmo “é possível que existam outras dimensões além da que vivemos?”. Apesar de um tanto quanto confusa a priori, a produção não parece ter a pretensão de responder de maneira objetiva a nenhum dos questionamentos levantados, mas sim levar o expectador a um grau de incomodo intelectual em que ele anseie por essas respostas.

Como nem tudo são flores, é preciso reconhecer que a série tem um ritmo um pouco lento, com cenas um pouco enfadonhas eventualmente, mas ainda assim com episódios bem encaixados, costurando de forma coerente toda a história. Apesar do enredo bastante complexo, o último episódio da temporada fecha a narrativa de eventos proposta em seu início, embora deixe uma série de pontos em aberto que parecem apontar para uma segunda temporada.

Em um ano com excelentes produções do gênero Sci-Fi, The OA é uma série diferente sob diversos aspectos, desde o enredo até mesmo a produção técnica. Seu ineditismo cativa os amantes da ficção científica e faz o que se espera de toda boa série do gênero: mantém sua cabeça ligada nos eventos da narrativa mesmo após a conclusão dos episódios. A primeira temporada está disponível na Netflix desde 16 de dezembro e não há previsão de estreia para segunda temporada, embora Batmanglij tenha dito, em entrevista à Variety,  que “se vai acontecer ou não – a segunda temporada -, depende de vocês, todas as pessoas no mundo. Se as pessoas se conectarem a série. Gostaria de ver essa história continuar. Brit e eu já temos toda a história em mãos”, completou.

Uma coisa é certa: a série já figura, merecidamente, entre os grandes destaques do catálogo da Netflix. A trama, a direção, o elenco e a proposta são excelentes e a execução técnica é um show à parte. Então prepara a pipoca e senta no sofá que vale muito a pena conferir The OA.

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PIPOCAS TV | POR QUE A NETFLIX DEMORA A ATUALIZAR?

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Se você tá assistindo alguma série pela Netflix, talvez ficou reclamando da demora para chegar outra temporada. A gente explica o porquê de isso acontecer nesse vídeo:

 

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De Frank Sinatra à Katy Perry: Sing é uma animação que todo amante de música deve conferir

Quando pensamos que o ano de 2016 não tinha mais o que apresentar aos fãs de animação, eis que surge Sing – Quem canta seus males espanta. A animação da Illumination, segunda lançada pelo estúdio no ano passado, conta com os mesmos criadores de Meu Malvado Favorito e Pets.

O filme, conta a história de Buster Moon, um coala dono de um teatro recheado de problemas financeiros. Como uma saída para crise, Buster promove um show de calouros que movimenta toda a cidade, afinal todos querem o prêmio de 100 mil doletas e os 15 minutos de fama. Como sempre, as coisas saem do controle e Buster terá que se virar nos trinta para dar conta da confusão que criou. A produção conta com mais de 85 canções que vão desde sucessos dos anos 40 até hits atuais. Além desse enorme repertório de sucessos, Sing também conta com uma canção especial, composta exclusivamente para o filme por uma parceria entre ninguém mais ninguém menos que Stevie Wonder e Ariana Grande. Uma curiosidade interessante é que Sing foi a quarta animação lançada em 2016 cuja ambientação dá-se por animais antropomórficos, ou seja, animais que vivem como humanos.

Com boas piadas e músicas escolhidas a dedo, o filme entretém do início ao fim, mesmo sem ter uma história muito bem elaborada. A grande tirada do filme é a diversidade de personalidades reunida sob um interesse comum: cantar. Mais interessante que a trama principal, relacionada a execução do show de calouros, as sub-tramas individuais dão um tom mais profundo ao enredo. Os protagonistas vão desde um gorila integrante de uma família criminosa a uma elefanta com problemas de autoestima, todos tentando melhorar de vida através da música.

Outro ponto que vale o destaque é o equilíbrio na apresentação das músicas. Quem não é fã de musicais infantis (como eu) não terá nenhum problema em acompanhar as apresentações, sempre bem comedidas e ecléticas, indo de Frank Sinatra à Katy Perry.

Com um orçamento de 75 milhões de dólares, o filme já se mostra bastante lucrativo, tendo em vista que na primeira semana de exibição arrecadou quase U$$ 103 milhões em apenas uma semana. Na verdade, este ano foi bastante promissor para o gênero. Dentre os 15 lançamentos com maior arrecadação de bilheteria em 2016, figuram três animações: Procurando Dory (2º lugar -$1,027,771,569), Zootopia (3º lugar – $1,023,784,195) e Kung Fu Panda 3 (14º lugar – $521,170,825).

Outra curiosidade interessante do filme é seu time de dubladores aqui no Brasil. A versão em português de “Sing” tem vários famosos entre os dubladores, incluindo a cantora de 33 anos Sandy, que emprestou sua voz afinada para a elefanta Meena. Quem for ao cinema reconhecerá, além de Sandy, a voz de Wanessa Camargo na pele da porco-espinho roqueira Ash, Fiuk como o gorila Johnny e Marcelo Serrado e Mariana Ximenes como a dupla de porquinhos descontraídos Gunter e Rosita.

Já assistiu o filme? Conta pra gente o que achou e segue a gente nas redes sociais:

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Sully e as consequências de fazer o certo

Baseado na autobiografia Highest Duty, escrita por Chesley Sullenberger e Jeffrey Zaslow, Sully narra a incrível história do pouso bem-sucedido de uma aeronave norte-americana no rio Hudson, em Nova Iorque.  O incidente ficou conhecido como “O milagre do rio Hudson” e teve repercussão na imprensa internacional.

O longa conta a história do pouso forçado realizado pelo capitão Chesley Sullenberger após seu avião colidir com pássaros pouco após a decolagem. Mais que focar no acidente em si, o filme narra o escrutínio, para não dizer perseguição, pelo qual o piloto e copiloto passaram nas mãos do NTSB (departamento nacional de segurança no transporte), que buscava culpados para o incidente que provocou a total destruição da aeronave, ainda que nenhuma morte.

Conhecido por explorar a coragem do homem comum, Eastwood encaminha o raso roteiro de Todd Komarnicki em uma perspectiva sóbria e realista, optando por focar na humanidade do protagonista, ainda que, contraditoriamente, seja justamente o fator humano que esteja em julgamento pelo NTSB. Sem torná-lo um mito a ser idolatrado, mas sim alguém que apenas reconhece a responsabilidade da situação, Clint atribui à bravura de Sully diversos aspectos verossímeis que fazem com que os espectadores desenvolvam ainda mais admiração pelo piloto.

Com oscilações entre dúvidas e certezas, podemos reconhecer na interpretação de Tom Hanks as mais profundas agonias vividas pelo capitão nos momentos em que sua honra e carreira eram postos a prova. Com frases profundas e significativas, passando longe dos clichês, podemos até mesmo refletir o próprio sentido de sucesso estabelecido pela sociedade em cenas como, por exemplo, quando o piloto questiona com sua esposa o fato de sua carreira de 40 anos sem incidentes ser marcada justamente pelo voo que “deu errado”.

Além da brilhante interpretação de Hanks, o elenco do filme é um show a parte, contando com nomes de peso como Anna Gunn, Mike O’Malley, Laura Linney e Aaron Eckhart que dão um verdadeiro show de interpretação e tornam a trama ainda envolvente.

A estreia de Sully no Brasil foi adiada devido ao trágico acidente de avião envolvendo a equipe de futebol brasileira Chapecoense dois dias antes.

Sem dúvida um show de direção e elenco, Sully é um drama daqueles filmes que lhe prendem na cadeira do início ao fim. Apesar da fotografia um pouco sem saturação e do enredo raso, o longa entrega o que promete: uma obra que retrata os feitos de um verdadeiro herói da vida real. Vale a pena conferir.

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