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1922 | Confira o trailer do novo filme da Netflix baseado em obra de Stephen King

1922, novo filme original Netflix baseado em um conto de Stephen King, ganhou o trailer oficial. 

Confira: 

https://www.youtube.com/watch?v=4WULwt-1sWc

Wilfred James (Thomas Jane), até então um pacato fazendeiro, bola um plano macabro para solucionar o seu problema financeiro. Ele decide assassinar Arlette (Molly Parker), sua mulher. Mas, para conseguir fazer tudo direito, Wilfred precisa convencer Henry (Dylan Schmid), seu filho, a ajudá-lo.

O longa de terror tem direção de Zak Hilditch e estreia no dia 20 de outubro na Netflix.

 

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FESTIVAL DO RIO | Cine Encontro: Animal Cordial fortalece o poder feminino

A ficção Animal Cordial foi pauta do Cine Encontro na útlima quarta-feira (11), mediado pelo curador da Cinemateca do Museu de Artes Moderna (MAM). O debate contou com a participação da diretora Gabriela Amaral, Rodrigo Teixeira, Ana Kormansky, Luciana Paes, Jidu Pinheiro, Rafael Cavalcanti e Luana Demange. Trata-se de um restaurante de classe média, que é invadido por dois ladrões.

A princípio, a diretora discursou sobre a discriminação feminina na direção de filmes de terror. “Eu notei que, por um lado, nas exibições do filme, há 3 adjetivos: que o filme é sangrento, violento e pesado. São adjetivos que sempre são atribuídos e quando me conhecem falam “Nossa, você não tem cara de quem dirige esse filme”, ou “Você dirige como um homem”, ou “Você se mexe em um gênero que não é comum de uma mulher”. 

“Então, acho que é meu dever dizer que o artista tem essa possibilidade de transitar, onde quer que queira.Não é raro as mulheres estarem distantes de um filme de terror, porque envolve ações físicas. É como se a mulher não pudesse tratar desse assunto. Então, como sempre, convenciona-se em colocar as mulheres em lugares contidos e restritos. Há muitas mulheres nas quais me inspiram na história do terror e a gente está entrando, agora, no cinema que é uma máquina do poder e dinheiro cada vez mais como narradores e donas das nossas histórias, então, lidem com isso”.

​Segundo Amaral, todo o processo de filmagem aconteceu em 18 dias e o que facilitou foi a possibilidade de filmar em sequência. “Filmar na sequência, tornou possível fazer em tão pouco tempo. No cinema, geralmente, a gente filma tudo desmembrado e depois monta.  Nesse filme, a gente teve o luxo e a sorte de seguir cronologicamente”. Também citou que a dualidade do feminino e masculino foi representada em vários aspectos na produção, “Tem toda uma linguagem de mise-en-scène que lida basicamente com o feminino e o masculino, então, acho que essa foi a chave para as escolhas de movimentação em contraste e de sempre colocar esses personagens em oposição ao espaço”.

A atriz, Luciana Paes, reforçou isso ao dizer que isso facilitou no desempenho do papel. “Você sempre tem que ficar se lembrando sobre o que estava vivendo. Nesse, foi, simplesmente, um ritual. Isso deixa uma sensação de que a gente passou por isso [pela cena]. Para mim, não foi um job. Foi muito além de um trabalho”.

Por fim, Rodrigo Teixeira disse sua opinião inicial sobre o projeto, “Eu achei o projeto sólido e forte o suficiente e de uma erupção criativa que eu nunca vi”. Enquanto Rafael Cavalcanti contou sobre como extraiu o medo através de contos infantis. “Quem trouxe essa energia violenta, sanguinolenta e perigosa, no primeiro contato, foi o entusiasmo da Gabriela, e aí, depois nos ensaios, a gente foi aprofundando. A gente foi para um lugar muito lúdico também, então, a gente brincava com uns contos infantis pra ir nesse medo da infância”.

Texto: Maria Cabeços

Fotos: Brenda Vianna

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FESTIVAL DO RIO | Cine Encontro: Animal Cordial fortalece o poder feminino

A ficção Animal Cordial foi pauta do Cine Encontro na útlima quarta-feira (11), mediado pelo curador da Cinemateca do Museu de Artes Moderna (MAM). O debate contou com a participação da diretora Gabriela Amaral, Rodrigo Teixeira, Ana Kormansky, Luciana Paes, Jidu Pinheiro, Rafael Cavalcanti e Luana Demange. Trata-se de um restaurante de classe média, que é invadido por dois ladrões.

A princípio, a diretora discursou sobre a discriminação feminina na direção de filmes de terror. “Eu notei que, por um lado, nas exibições do filme, há 3 adjetivos: que o filme é sangrento, violento e pesado. São adjetivos que sempre são atribuídos e quando me conhecem falam “Nossa, você não tem cara de quem dirige esse filme”, ou “Você dirige como um homem”, ou “Você se mexe em um gênero que não é comum de uma mulher”. 

“Então, acho que é meu dever dizer que o artista tem essa possibilidade de transitar, onde quer que queira.Não é raro as mulheres estarem distantes de um filme de terror, porque envolve ações físicas. É como se a mulher não pudesse tratar desse assunto. Então, como sempre, convenciona-se em colocar as mulheres em lugares contidos e restritos. Há muitas mulheres nas quais me inspiram na história do terror e a gente está entrando, agora, no cinema que é uma máquina do poder e dinheiro cada vez mais como narradores e donas das nossas histórias, então, lidem com isso”.

​Segundo Amaral, todo o processo de filmagem aconteceu em 18 dias e o que facilitou foi a possibilidade de filmar em sequência. “Filmar na sequência, tornou possível fazer em tão pouco tempo. No cinema, geralmente, a gente filma tudo desmembrado e depois monta.  Nesse filme, a gente teve o luxo e a sorte de seguir cronologicamente”. Também citou que a dualidade do feminino e masculino foi representada em vários aspectos na produção, “Tem toda uma linguagem de mise-en-scène que lida basicamente com o feminino e o masculino, então, acho que essa foi a chave para as escolhas de movimentação em contraste e de sempre colocar esses personagens em oposição ao espaço”.

A atriz, Luciana Paes, reforçou isso ao dizer que isso facilitou no desempenho do papel. “Você sempre tem que ficar se lembrando sobre o que estava vivendo. Nesse, foi, simplesmente, um ritual. Isso deixa uma sensação de que a gente passou por isso [pela cena]. Para mim, não foi um job. Foi muito além de um trabalho”.

Por fim, Rodrigo Teixeira disse sua opinião inicial sobre o projeto, “Eu achei o projeto sólido e forte o suficiente e de uma erupção criativa que eu nunca vi”. Enquanto Rafael Cavalcanti contou sobre como extraiu o medo através de contos infantis. “Quem trouxe essa energia violenta, sanguinolenta e perigosa, no primeiro contato, foi o entusiasmo da Gabriela, e aí, depois nos ensaios, a gente foi aprofundando. A gente foi para um lugar muito lúdico também, então, a gente brincava com uns contos infantis pra ir nesse medo da infância”.

Texto: Maria Cabeços

Fotos: Brenda Vianna

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FESTIVAL DO RIO | Cine Encontro: O Muro em debate

Na tarde da última quarta-feira (11), rolou o debate sobre o documentário O Muro que retrata a divisão política no Brasil com os eventos de 2016. O debate com cerca de 30 espectadores, teve presença do mediador Pablo Villaça, a produtora Leticia Montes e o diretor Lula Buarque.

Pablo começa conversando sobre a força do filme e como ele se torna angustiante e em seguida pergunta para o diretor como se iniciou o projeto. Lula responde que com tudo o que estava acontecendo no país e com a cara de pau dos políticos chegarem em frente às câmeras dizendo que são inocentes. A partir deste momento, se veio a ideia de mostrar tudo o que estava acontecendo em Brasília, e ao ver o muro sendo formado, ele se deu conta que o filme todo estava ali, no muro, que não só divide pessoas e sim famílias.

Pablo dá destaque para o ponto de vista narrativo, as vozes desassociadas as pessoas e a escolha da trilha sonora. O diretor responde que a inspiração veio das artes plásticas, onde os planos são longos e o espectador presta atenção em todos os detalhes. Quanto as vozes a ideia era que o espectador prestasse atenção na fala das pessoas, e não criassem nem empatia e nem afastamento do locutor. O diretor ressalta que ao longo do filme não aparece nenhum político, pois a ideia era mostrar a sociedade naquele momento.

Ao decorrer da conversa é levado em questão em como o muro ainda está metaforicamente de pé, e como no filme a polícia é retratada como um muro no filme. Para o diretor a polícia está como proteção do poder. Os espectadores também levantam a questão sobre o muro que estão querendo construir nos EUA. O diretor responde relatando que como foi um filme sem roteiro, e com a crescente dos acontecimentos no mundo, ele foi aos lugares e foram filmando. Que a ideia toda era mostrar uma sociedade vivendo ofuscada pelos muros.

O debate chegou ao seu final com Lula apontando para síntese final do final do filme, em que o muro a ser erguido é para dividir a sociedade dos intolerantes.

 

Texto: Carol Matheus

Fotos: Eduardo Rocha

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FESTIVAL DO RIO | Cine Encontro: O Muro em debate

Na tarde da última quarta-feira (11), rolou o debate sobre o documentário O Muro que retrata a divisão política no Brasil com os eventos de 2016. O debate com cerca de 30 espectadores, teve presença do mediador Pablo Villaça, a produtora Leticia Montes e o diretor Lula Buarque.

Pablo começa conversando sobre a força do filme e como ele se torna angustiante e em seguida pergunta para o diretor como se iniciou o projeto. Lula responde que com tudo o que estava acontecendo no país e com a cara de pau dos políticos chegarem em frente às câmeras dizendo que são inocentes. A partir deste momento, se veio a ideia de mostrar tudo o que estava acontecendo em Brasília, e ao ver o muro sendo formado, ele se deu conta que o filme todo estava ali, no muro, que não só divide pessoas e sim famílias.

Pablo dá destaque para o ponto de vista narrativo, as vozes desassociadas as pessoas e a escolha da trilha sonora. O diretor responde que a inspiração veio das artes plásticas, onde os planos são longos e o espectador presta atenção em todos os detalhes. Quanto as vozes a ideia era que o espectador prestasse atenção na fala das pessoas, e não criassem nem empatia e nem afastamento do locutor. O diretor ressalta que ao longo do filme não aparece nenhum político, pois a ideia era mostrar a sociedade naquele momento.

Ao decorrer da conversa é levado em questão em como o muro ainda está metaforicamente de pé, e como no filme a polícia é retratada como um muro no filme. Para o diretor a polícia está como proteção do poder. Os espectadores também levantam a questão sobre o muro que estão querendo construir nos EUA. O diretor responde relatando que como foi um filme sem roteiro, e com a crescente dos acontecimentos no mundo, ele foi aos lugares e foram filmando. Que a ideia toda era mostrar uma sociedade vivendo ofuscada pelos muros.

O debate chegou ao seu final com Lula apontando para síntese final do final do filme, em que o muro a ser erguido é para dividir a sociedade dos intolerantes.

 

Texto: Carol Matheus

Fotos: Eduardo Rocha

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FESTIVAL DO RIO | Michel Hazanavicius apresenta “O Formidável” no Cine Odeon

O longa-metragem “O Formidável” é a mais nova produção do francês Michel Hazanavicius e teve a sua estreia no Festival do Rio na última quinta-feira (12) no CCLSR – Cine Odeon NET Claro com a presença do próprio diretor. O filme conta a história de amor entre os ícones Jean-Luc Godard e Anna Karina durante as filmagens de “A Chinesa” em 1967 um pouco antes da eclosão dos conflitos políticos de maio de 1968 em Paris.

Hazanavicius foi vencedor de cinco Oscars pelo filme “O Artista”, incluindo os prêmios de melhor diretor e de melhor filme, e trabalha em “O Formidável” com jovens atores consagrados como o francês Louis Garrel (de “Os Sonhadores”), que interpreta Godard,  e a franco-americana Stacy Martin (de “A Ninfomaníaca”) no papel de Anna Karina.

O diretor franco-suíço Jean-Luc Godard é um ícone inquestionável da história do cinema. Sendo um dos fundadores do movimento cinematográfico francês Nouvelle Vague ao lado de François Truffaut e de outros grandes nomes, Godard tem uma obra que se divide entre seguidores apaixonados e detratores que não se entendem com a sua fase mais política a partir do final da década de 1960.

Poucos anos antes de dar uma guinada revolucionária em sua carreira, Godard se apaixonou e se casou com a atriz Anna Karina, que se transformou em uma musa onipresente em suas produções por alguns anos. Anna construiu uma carreira sólida e é um dos nomes mais importantes da cinematografia francesa, alcançando também o status de diva por suas interpretações magistrais e por sua sensualidade incomum que ainda hoje arrebata as novas gerações.

Em uma entrevista Michel Hazanavicius falou sobre a importância de Godard e Anna Karina em sua vida e sobre a produção de “O Formidável”.

Você havia afirmado em uma conferência que o filme não é uma adoração a Godard. Por que você afirma isso?

Porque o filme não é uma apologia ao Godard. Ele é uma figura muito controversa e paradoxal. Algumas pessoas o amam, outras o odeiam. Ele se posiciona politicamente e não é só um artista, é muito mais do que isso. Quando digo que não é uma apologia quero dizer que nem tudo é grandioso na vida dele. Tentei fazer algo mais equilibrado e paradoxal como eu penso que ele é.

E o que tanto Anna Karina quanto Jean-Luc Godard representam para você?

Anna Karina é uma pessoa cheia de charme. Ela é realmente charmosa e eu a amo como atriz. E quando a gente fala de Godard se fala de Anna Karina. Ela traz aos filmes algo de sedução e luz. Eu realmente a admiro. E a minha maior preocupação em fazer um filme sobre Jean-Luc Godard era ter a Anna Karina nele.

E sobre Godard acho que ele é amplo, não pensa em apenas uma coisa. É um artista muito importante porque são poucos os diretores que você pode dizer que de fato mudou a regra do jogo. E não existem muitos diretores como ele. Eu amo a primeira década de seus trabalhos, principalmente a primeira metade dos anos de 1960. Depois desse período eu acho um pouco chato. Não acho que como um pensador político ele tenha as suas melhores habilidades, mesmo observando que ele tente ser bastante político. Mas Godard é um grande criador de imagens e formas.

E como foi realizar este trabalho com o Louis Garrel e com a Stacy Martin?

Os dois são realmente muito bons atores. Eu tive que convencer o Louis Garrel porque ele achou que o projeto era um pouco assustador. Eu sabia que ele queria trabalhar comigo e ficou feliz em trabalharmos juntos. No início ele ficou preocupado, mas eu expliquei que eu queria fazer uma comédia e ele percebeu o tipo de filme que poderia ser. No início nós não podíamos entender o porquê ou como poderíamos contar essa história. E quando ele leu o roteiro descobriu momentos da vida de Jean-Luc Godard que ele não conhecia, e finalmente aceitou fazer.

Com a Stacy Martin foi bem mais fácil. Ela é uma atriz maravilhosa e também traz muito charme ao filme. Ela trouxe muitas coisas interessantes para essa história de amor. Eu acho que tem muita coisa dela que nos faz querer que o casal sobreviva e dê certo nessa história. E a gente se sente muito mal no final.

Você concorda com a afirmação de alguns críticos e jornais de que Godard é um artista incompreendido e incompreensível?

Eu não diria incompreendido. Acho que ele conscientemente decidiu abandonar o cinema tradicional, e com isso, é óbvio, perdeu uma boa parte do seu público. Eu tenho uma relação bem clássica com os filmes dele, então posso afirmar isso. Os filmes dos anos de 1960 são muito sedutores e fáceis de amar. Quando a gente assiste a Anna Karina e Jean Paul Belmondo é muito prazeroso. Mas a partir de 1968 ou 1969 as suas produções começam a ficar muito difíceis. Não são fáceis de se gostar. Você praticamente não consegue pensar “Essa noite eu vou assistir a esse filme com a minha mulher e os meus filhos”. Não é esse tipo de filme. A questão não é ser compreendido ou incompreendido, mas sim o que ele quer fazer e que tipo de espectador ele quer atingir. Com certeza não será um grande público. É claro que muita gente se sentiu traída ou perdida, mas foi isso o que ele quis fazer.

Texto: Fernando Flack

Foto: Jackie Durans

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FESTIVAL DO RIO | Michel Hazanavicius apresenta “O Formidável” no Cine Odeon

O longa-metragem “O Formidável” é a mais nova produção do francês Michel Hazanavicius e teve a sua estreia no Festival do Rio na última quinta-feira (12) no CCLSR – Cine Odeon NET Claro com a presença do próprio diretor. O filme conta a história de amor entre os ícones Jean-Luc Godard e Anna Karina durante as filmagens de “A Chinesa” em 1967 um pouco antes da eclosão dos conflitos políticos de maio de 1968 em Paris.

Hazanavicius foi vencedor de cinco Oscars pelo filme “O Artista”, incluindo os prêmios de melhor diretor e de melhor filme, e trabalha em “O Formidável” com jovens atores consagrados como o francês Louis Garrel (de “Os Sonhadores”), que interpreta Godard,  e a franco-americana Stacy Martin (de “A Ninfomaníaca”) no papel de Anna Karina.

O diretor franco-suíço Jean-Luc Godard é um ícone inquestionável da história do cinema. Sendo um dos fundadores do movimento cinematográfico francês Nouvelle Vague ao lado de François Truffaut e de outros grandes nomes, Godard tem uma obra que se divide entre seguidores apaixonados e detratores que não se entendem com a sua fase mais política a partir do final da década de 1960.

Poucos anos antes de dar uma guinada revolucionária em sua carreira, Godard se apaixonou e se casou com a atriz Anna Karina, que se transformou em uma musa onipresente em suas produções por alguns anos. Anna construiu uma carreira sólida e é um dos nomes mais importantes da cinematografia francesa, alcançando também o status de diva por suas interpretações magistrais e por sua sensualidade incomum que ainda hoje arrebata as novas gerações.

Em uma entrevista Michel Hazanavicius falou sobre a importância de Godard e Anna Karina em sua vida e sobre a produção de “O Formidável”.

Você havia afirmado em uma conferência que o filme não é uma adoração a Godard. Por que você afirma isso?

Porque o filme não é uma apologia ao Godard. Ele é uma figura muito controversa e paradoxal. Algumas pessoas o amam, outras o odeiam. Ele se posiciona politicamente e não é só um artista, é muito mais do que isso. Quando digo que não é uma apologia quero dizer que nem tudo é grandioso na vida dele. Tentei fazer algo mais equilibrado e paradoxal como eu penso que ele é.

E o que tanto Anna Karina quanto Jean-Luc Godard representam para você?

Anna Karina é uma pessoa cheia de charme. Ela é realmente charmosa e eu a amo como atriz. E quando a gente fala de Godard se fala de Anna Karina. Ela traz aos filmes algo de sedução e luz. Eu realmente a admiro. E a minha maior preocupação em fazer um filme sobre Jean-Luc Godard era ter a Anna Karina nele.

E sobre Godard acho que ele é amplo, não pensa em apenas uma coisa. É um artista muito importante porque são poucos os diretores que você pode dizer que de fato mudou a regra do jogo. E não existem muitos diretores como ele. Eu amo a primeira década de seus trabalhos, principalmente a primeira metade dos anos de 1960. Depois desse período eu acho um pouco chato. Não acho que como um pensador político ele tenha as suas melhores habilidades, mesmo observando que ele tente ser bastante político. Mas Godard é um grande criador de imagens e formas.

E como foi realizar este trabalho com o Louis Garrel e com a Stacy Martin?

Os dois são realmente muito bons atores. Eu tive que convencer o Louis Garrel porque ele achou que o projeto era um pouco assustador. Eu sabia que ele queria trabalhar comigo e ficou feliz em trabalharmos juntos. No início ele ficou preocupado, mas eu expliquei que eu queria fazer uma comédia e ele percebeu o tipo de filme que poderia ser. No início nós não podíamos entender o porquê ou como poderíamos contar essa história. E quando ele leu o roteiro descobriu momentos da vida de Jean-Luc Godard que ele não conhecia, e finalmente aceitou fazer.

Com a Stacy Martin foi bem mais fácil. Ela é uma atriz maravilhosa e também traz muito charme ao filme. Ela trouxe muitas coisas interessantes para essa história de amor. Eu acho que tem muita coisa dela que nos faz querer que o casal sobreviva e dê certo nessa história. E a gente se sente muito mal no final.

Você concorda com a afirmação de alguns críticos e jornais de que Godard é um artista incompreendido e incompreensível?

Eu não diria incompreendido. Acho que ele conscientemente decidiu abandonar o cinema tradicional, e com isso, é óbvio, perdeu uma boa parte do seu público. Eu tenho uma relação bem clássica com os filmes dele, então posso afirmar isso. Os filmes dos anos de 1960 são muito sedutores e fáceis de amar. Quando a gente assiste a Anna Karina e Jean Paul Belmondo é muito prazeroso. Mas a partir de 1968 ou 1969 as suas produções começam a ficar muito difíceis. Não são fáceis de se gostar. Você praticamente não consegue pensar “Essa noite eu vou assistir a esse filme com a minha mulher e os meus filhos”. Não é esse tipo de filme. A questão não é ser compreendido ou incompreendido, mas sim o que ele quer fazer e que tipo de espectador ele quer atingir. Com certeza não será um grande público. É claro que muita gente se sentiu traída ou perdida, mas foi isso o que ele quis fazer.

Texto: Fernando Flack

Foto: Jackie Durans

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1922 | Confira o trailer do novo filme da Netflix baseado em obra de Stephen King

1922, novo filme original Netflix baseado em um conto de Stephen King, ganhou o trailer oficial. 

Confira: 

https://www.youtube.com/watch?v=4WULwt-1sWc

Wilfred James (Thomas Jane), até então um pacato fazendeiro, bola um plano macabro para solucionar o seu problema financeiro. Ele decide assassinar Arlette (Molly Parker), sua mulher. Mas, para conseguir fazer tudo direito, Wilfred precisa convencer Henry (Dylan Schmid), seu filho, a ajudá-lo.

O longa de terror tem direção de Zak Hilditch e estreia no dia 20 de outubro na Netflix.

 

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1922 | Confira o trailer do novo filme da Netflix baseado em obra de Stephen King

1922, novo filme original Netflix baseado em um conto de Stephen King, ganhou o trailer oficial. 

Confira: 

https://www.youtube.com/watch?v=4WULwt-1sWc

Wilfred James (Thomas Jane), até então um pacato fazendeiro, bola um plano macabro para solucionar o seu problema financeiro. Ele decide assassinar Arlette (Molly Parker), sua mulher. Mas, para conseguir fazer tudo direito, Wilfred precisa convencer Henry (Dylan Schmid), seu filho, a ajudá-lo.

O longa de terror tem direção de Zak Hilditch e estreia no dia 20 de outubro na Netflix.

 

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Justiceiro | Novo cartaz traz Frank Castle querendo a verdade

O Justiceiro ganhou um novo pôster, divulgado no perfil oficial do Instagram. 

Confira: 

https://www.instagram.com/p/BaMiol_nHOO/

Depois de se vingar dos responsáveis pela morte de sua mulher e de seus filhos, Frank Castle (Jon Bernthal) revela uma conspiração que corre de forma muito mais profunda do que o submundo do crime em Nova York. Agora, conhecido na cidade como O Justiceiro, ele deve descobrir a verdade sobre injustiças que afetam não só a sua família.  

A série tem produção executiva do showrunner Steve Lightfoot (Hannibal), Jim Chory (Marvel – Demolidor, Marvel – Jessica Jones, Marvel – Luke Cage) e Jeph Loeb (Marvel – Demolidor, Marvel – Jessica Jones, Marvel – Luke Cage), que também é diretor da divisão de Televisão da Marvel. Marvel – O Justiceiro é produzido pela Marvel Television em associação com ABC Studios para Netflix.

O elenco ainda apresenta Ebon Moss-Bachrach (Girls), Deborah Ann Woll (Demolidor), Ben Barnes (Westworld), Amber Rose Revah (Emerald City), Michael Nathanson (O Lobo de Wall Street), Jaime Ray Newman (Bates Motel), Jason R Moore (A Lonely Place for Dying), Daniel Webber (11.22.63) e Paul Schulze (Nurse Jackie).

Confira o trailer: 

https://youtu.be/6m3DvnsSxt8

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