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Crítica | Bom Menino – Terror para cachorro nenhum botar defeito

Em meio a uma enxurrada de remakes, reboots e continuações que insistem em reciclar as mesmas histórias, Bom Menino (Good Boy) talvez seja um dos poucos filmes desse ano que realmente tenta algo novo – e criativo, diga-se de passagem. A combinação de um filme “feel good” com um cachorro como protagonista e um terror sobrenatural de casa mal-assombrada visto pelos olhos do próprio animal, não só parece uma ótima ideia, como faz a gente se perguntar por que ninguém apostou nisso antes.

Claro que é preciso criatividade para manter essa proposta de pé, e o filme até escorrega em algumas repetições (e olha que a duração é curta). Ainda assim, a atmosfera de horror funciona tão bem, com aquela cara de produção independente que abraça o bizarro com paixão. E Indy, o grande protagonista de quatro patas, entrega uma performance tão autêntica — porque ele realmente parece estar vivendo aquele pesadelo todo — que fica impossível não torcer por ele.

Os acertos e erros de Bom Menino

Sair da caixinha ainda é um ato de coragem dentro do cinema hollywoodiano. Mesmo que isso não garanta grandes bilheterias, ao menos surge algo novo e instigante o bastante para justificar a ida ao cinema.

O novato Ben Leonberg, diretor e corroteirista, conduz Bom Menino com uma sensibilidade absolutamente inesperada: a câmera se mantém sempre na altura e no olhar do cachorro, criando uma imersão que valoriza a experiência do protagonista de quatro patas. Ele evita o caminho fácil dos sustos barulhentos e aposta em uma atmosfera mais pesada, sinistra, explorando sombras, silêncio e espaços apertados, e o resultado é que nós e o doguinho nos assustamos juntos.

Mesmo com um enredo um tanto quanto minimalista, a narrativa funciona muito bem justamente por não perder tempo explicando demais o que não precisa. O foco está onde deve estar: na relação quase de “final girl” do cachorro com seu dono, que parece viver em ameaça constante. Essa escolha simples, mas muito eficiente, transforma o filme em algo deliciosamente especial.

A trama, por sua vez, acompanha o dono de Indy, Todd (vivido pelo próprio diretor), viajando para uma cabana isolada que pertenceu ao seu avô. O problema é que, junto com o imóvel, veio também uma entidade maligna que assombra o lugar, e Indy parece ser o único capaz de enxergar e interagir com essa presença dark. Sempre em alerta para proteger seu humano, o cachorro coloca o corpo e os instintos à prova diante de acontecimentos cada vez mais perturbadores que passam a rondar a casa e a rotina da dupla.

Com a câmera em “primeiro cachorro”, o terror se constrói pela perspectiva de Indy, que sente, se assusta e entrega uma performance mais convincente do que Jared Leto em Tron: Ares, ou em qualquer outro filme, sejamos sinceros. Indy é o protagonista absoluto, e o longa nunca se esquece disso. Ele não fala, não tem pensamentos narrados e não vira mascote de filme infantil; somos nós que acompanhamos suas reações, tentando decifrar junto com ele o que diabos está acontecendo naquela cabana e como isso vai acabar.

E o que mais parte o coração, ironicamente, é perceber que o terror funciona tão bem justamente porque Indy é um personagem irresistível. Mesmo com alguns clichês e sustos convencionais pelo caminho, o cachorro parece totalmente imerso no pesadelo, o que torna tudo muito mais angustiante. O trabalho de adestramento é realmente impressionante, talvez uma das melhores performances de um animal em um filme em que ele é, de fato, o centro dramático da história. Para mim, foi a mais convincente que vi.

A cabana, com seu ar pesado, depressivo e silencioso, ajuda a construir um terror atmosférico que provoca mais do que simples sobressaltos: traz aquela sensação ruim de que algo maligno está sempre espreitando, pronto para atacar. É verdade que algumas sequências acabam se repetindo, afinal, essa premissa é criativa mas tem limitações narrativas, e o filme demora um pouco a engrenar rumo ao clímax, mas a tensão constante não deixa a gente respirar, especialmente do meio para o final, com um desfecho que remete à sobrevivente de O Massacre da Serra Elétrica, de 1974.

Veredito

Bom Menino pode até não ser perfeito, mas entrega uma experiência de terror diferente, divertida e cheia de personalidade. Aterrorizante de dar calafrios e, ao mesmo tempo, comovente como os filmes de cachorro dos anos 90. Uma prova de que ainda dá para surpreender mesmo dentro de um gênero tão explorado.

O filme brinca com o conceito de casa mal-assombrada com muita engenhosidade. Dá para sentir que há liberdade criativa, especialmente no modo como a narrativa se adapta ao olhar de Indy, sem jamais abrir mão da proposta de um terror direto e simples.

Indy, por sua vez, entrega uma das melhores performances do ano, e faz isso com uma naturalidade de deixar qualquer veterano do gênero morrendo de inveja. Ele é irresistível, adorável e quase nos faz esquecer que estamos em um filme assustador. No fim, Bom Menino prova que, quando o terror chama, tem cachorro que atende melhor do que muito ator que só late e não morde.

NOTA: 8/10

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“Mãe Fora da Caixa”, com Miá Mello e Danton Mello ganha pôster oficial

A +Galeria revelou o pôster oficial da comédia “Mãe Fora da Caixa”, novo filme nacional estrelado por Miá Mello (“De Pai para Filho”) e Danton Mello (“O Velho Fusca”).

A produção chega aos cinemas de todo o Brasil no dia 27 de novembro, prometendo arrancar risadas e emocionar ao retratar, com humor e sinceridade, os desafios da maternidade real.

O pôster recém-divulgado reflete o tom leve, caótico e afetuoso da história — um retrato divertido sobre como a chegada de um filho transforma completamente a vida de uma família.

Confira o pôster abaixo:

Sobre Mãe Fora da Caixa

Dirigido por Manuh Fontes, o longa é inspirado na peça homônima de sucesso protagonizada por Miá Mello e baseada no best-seller escrito por Thaís Vilarinho. O elenco também conta com Xando Graça, Malu Valle, Ester Dias, Lidiane Ribeiro e Welder Rodrigues.

“Mãe Fora da Caixa” é uma coprodução da +Galeria e Telefilms, com produção da Morena Filmes. O roteiro é assinado por Patrícia Corso, Clara Peltier e Tita Leme, inspirado na obra de Thaís Vilarinho. A produção é de Ricardo Costianovsky, Tomás Darcyl, Gabriel Gurman, Clara Ramos, Mariza Leão e Tiago Rezende, com produção executiva de Deborah Nikaido e Irina Neves (UPEX).

O filme estreia em 27 de novembro nos cinemas de todo o país, com distribuição da +Galeria.

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5 coisas que você precisa saber antes de curtir o Festival Turá em Porto Alegre

O Festival Turá está de volta! Neste fim de semana, dias 25 e 26 de outubro, o Anfiteatro Pôr do Sol será novamente o ponto de encontro da música brasileira. Serão dois dias de shows, DJs, comidas e muita energia boa às margens do Guaíba.
Para você aproveitar tudo o que o festival tem a oferecer, reunimos cinco dicas essenciais que vão deixar sua experiência ainda melhor.

1. O line-up é 100% brasileiro e 100% imperdível

O Turá é uma celebração da música nacional em todas as suas formas. No sábado, o público vai conferir BaianaSystem, Alcione, Armandinho, Fresno, Ultramen, Os Garotin e o Bloco Não Mexe Comigo Que Eu Não Ando Só.
No domingo, o palco recebe Ney Matogrosso, Nando Reis (com o filho Sebastião), Mano Brown, Silva, Cachorro Grande, Dingo e o Bloco Turucutá.
Do samba ao rap, do pop ao rock, o Turá é um retrato vibrante da diversidade musical brasileira.

2. Chegue cedo e viva o festival por completo

Os portões abrem às 12h30, e os shows começam às 13h35. Chegar cedo é a melhor forma de garantir um bom lugar, curtir o visual do Guaíba e já entrar no clima com as discotecagens entre os shows. Durante os intervalos, o som ficará por conta de DJs de festas queridas da cidade, como Espartano, Tieta, Cortex, Neue, BoomRap, Cadê Tereza?, Beco e Blow Up.

3. Prepare-se para uma experiência gastronômica à altura

O Turá também é um festival para quem gosta de comer bem. A curadoria gastronômica valoriza ingredientes locais e a comida de rua com toque autoral, oferecendo de petiscos a pratos completos, além de opções vegetarianas e sobremesas. Vale ir com fome e disposição para experimentar novos sabores.

4. Um reencontro que vai além da música

Esta edição marca o retorno do festival a Porto Alegre após quase dois anos de espera. O evento, que aconteceria em maio, precisou ser adiado devido às enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul. Agora, o Turá volta com um significado ainda mais especial: celebrar o reencontro, a alegria e a força da cultura gaúcha. Como destaca Francesca Alterio, CEO da T4F: “Queremos que o Turá seja um momento de alegria, conexão e celebração coletiva.”

5. Vá leve, confortável e com espírito aberto

Com o sol previsto para brilhar sobre o Guaíba, aposte em roupas leves, protetor solar, óculos escuros e uma garrafinha de água reutilizável (há pontos de abastecimento no local). Mas o mais importante é levar o espírito aberto. O Turá é sobre mistura, descoberta e pertencimento, você pode ir por um artista e sair apaixonado por outro.

O Turá Porto Alegre 2025 promete dois dias de celebração à música brasileira, encontros inesquecíveis e a energia única de um festival que tem o Brasil como protagonista.

LEIA TAMBÉM: Festival Turá retorna a Porto Alegre com dois dias de celebração à música e à cultura brasileira


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Festival Turá retorna a Porto Alegre com dois dias de celebração à música e à cultura brasileira

O Anfiteatro Pôr do Sol será novamente palco de um fim de semana de pura brasilidade. Neste sábado e domingo, dias 25 e 26 de outubro, acontece a segunda edição do Festival Turá em Porto Alegre, apresentado pelo Banco do Brasil e realizado pela T4F em parceria com a Maia Entretenimento.

Celebrando a cultura, a pluralidade e a essência do país, o evento promete dois dias de muita música, gastronomia e arte, com um line-up 100% nacional que reúne mais de 20 atrações — de nomes consagrados a novos expoentes da música brasileira.

Programação

Os portões abrem às 12h30, e os shows começam a partir das 13h35 em ambos os dias.

No sábado (25), o público vai vibrar com o retorno do BaianaSystem, que se apresenta pela primeira vez em Porto Alegre desde 2017. Também sobem ao palco Alcione, encerrando a turnê que celebra seus 50 anos de carreira; Armandinho, com seu repertório solar e dançante; Fresno, com a turnê Eu Nunca Fui Embora; o trio Os Garotin, cheio de groove e swing; e a Ultramen, com seus clássicos que misturam black music, reggae, samba rock e rap. A festa ainda contará com o bloco Não Mexe Comigo Que Eu Não Ando Só.

Nos intervalos, o som fica por conta dos DJs que representam algumas das festas mais queridas da cidade: Espartano (Johnny 420), Cortex (Gilzerax), Tieta (Joelma Terto) e Neue (JP Florence).

No domingo (26), o festival segue em alto nível com Ney Matogrosso, que traz o espetáculo Bloco na Rua; Nando Reis, revisitando sucessos das suas quatro décadas de carreira ao lado do filho Sebastião Reis; e Mano Brown, com clássicos dos Racionais MC’s e da sua trajetória solo. O palco ainda recebe Silva, apresentando faixas do álbum Encantado; Cachorro Grande, em turnê comemorativa de 25 anos; Dingo, com o repertório da nova fase da banda; e o animado Bloco Turucutá.

Entre as apresentações, a discotecagem ficará com as festas Beco (Schutz & Akeem), BoomRap (Milkshake), Cadê Tereza? (Nanni Rios) e Blow Up (Claus Pupp & Mely Paredes).

Um Festival de descoberta e conexão

“A alma do Turá é justamente essa mistura. Em dois dias, a gente tenta representar ao máximo a riqueza da música brasileira. O mais bonito é isso: você vai ver aquele artista que ama, mas também pode se encantar com algum que talvez nunca tenha ouvido. O Turá é um espaço de descoberta, troca e conexão com a nossa cultura”, destaca Maitê Quartucci, head de shows nacionais da T4F.

Esta será a segunda edição do Turá em Porto Alegre, marcando o reencontro com o público gaúcho após quase dois anos de espera. O festival estreou na capital em novembro de 2023, reunindo mais de 20 mil pessoas em dois dias de muita abertura, cultura, mistura e releitura — os quatro pilares que definem o evento.

O retorno, inicialmente previsto para maio de 2024, foi adiado devido às enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul.

“Acompanhamos de perto a tragédia climática e, desde então, estamos ansiosos para esse reencontro. Queremos que o Turá seja um momento de alegria, conexão e celebração coletiva”, comenta Francesca Alterio, CEO da T4F.

“O Turá vai trazer de volta aquela energia que deixou saudades em 2023. Serão dois dias de samba, pop, rap, rock, reggae, blocos de carnaval e DJ sets que traduzem a essência do festival — tudo isso no icônico Anfiteatro Pôr do Sol”, completa Gustavo Sirotsky, diretor da Maia Entretenimento.

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3 reality shows de organização do Discovery Home & Health para assistir na HBO Max

Para quem adora acompanhar transformações impressionantes e ver ambientes desorganizados ganharem nova vida, a HBO Max acaba de reforçar seu catálogo com três realities de organização do Discovery Home & Health. As produções exploram o poder da arrumação como ferramenta de autocuidado, sustentabilidade e melhoria da qualidade de vida.

Entre os destaques está “Menos é Demais”, produção nacional que acaba de estrear sua sexta temporada. Comandado por Carol Ribeiro e Bárbara Vieira, o programa traz histórias reais e dicas sobre consumo consciente, ajudando famílias a repensar seus espaços e hábitos. Além dos novos episódios, as temporadas 3, 4 e 5 também estão disponíveis para maratonar na plataforma.

Outro destaque é “Missão Faxina com Ellen Milgrau”, que acompanha a modelo e influenciadora ao lado de sua equipe de “faxiners” em uma jornada de limpeza e transformação. O reality mostra que colocar a casa em ordem vai muito além da estética — é também uma forma de cuidar de si e retomar o controle da rotina.

Fechando a lista, “Casa em Ordem com Cas Aarssen” traz a especialista em organização ajudando famílias a transformar cômodos caóticos em espaços funcionais. Por meio de chamadas de vídeo, Cas orienta cada etapa do processo e oferece soluções práticas para otimizar o dia a dia.

Essas e outras produções do universo de organização e lifestyle estão disponíveis no catálogo da HBO Max, prontas para inspirar quem quer transformar o lar — e a vida.

Se você ainda não é assinante da HBO Max, pode assinar clicando aqui. 

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Documentário “De Quanta Terra Precisa o Homem?” estreia no Canal Brasil

O Canal Brasil exibe na próxima segunda-feira, 20 de outubro, às 18h, o documentário “De Quanta Terra Precisa o Homem?”, dirigido por Adilson Mendes. A produção propõe uma reflexão sobre novas formas de economia e o impacto social de iniciativas que aproximam o mercado financeiro da agricultura popular no Brasil.

O longa acompanha o economista e ex-banqueiro Eduardo Moreira em uma jornada de transformação pessoal e profissional. Moreira desenvolve uma operação financeira voltada a fortalecer a produção do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), propondo um modelo alternativo de investimento que valoriza o trabalho coletivo, a sustentabilidade e o desenvolvimento social.

Ao longo de 74 minutos, o documentário investiga as tensões e possibilidades do encontro entre finanças e reforma agrária, destacando como a iniciativa pode inspirar outras experiências semelhantes no país. Com entrevistas e registros de campo, a obra lança luz sobre o papel da economia solidária na construção de um novo olhar sobre a terra e suas relações econômicas.

O filme promete provocar o público ao discutir como o sistema financeiro pode ser reimaginado em diálogo com movimentos sociais e práticas sustentáveis.

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3ª temporada de Euphoria ganha novidades no elenco

A HBO divulgou novas adições ao elenco da aguardada terceira temporada de Euphoria, série vencedora do Emmy® criada por Sam Levinson e produzida em parceria com a A24.

Entre os novos nomes estão Natasha Lyonne (Boneca Russa), Eli Roth (O Albergue), Danielle Deadwyler (Till), Kwame Patterson (The Wire), além de Gideon Adlon, Bill Bodner, Colleen Camp, Homer Gere, Jessica Blair Herman, Hemky Madera, Trisha Paytas, Rebecca Pidgeon, Bella Podaras, Cailyn Rice, Madison Thompson, Jack Topalian, Sam Trammell e Matthew Willig.

A nova temporada, prevista para estrear no segundo trimestre de 2026, também trará de volta parte do elenco já conhecido pelos fãs, incluindo Dominic Fike, Nika King, Melvin “Bonez” Estes, Daeg Ferch, Paula Marshall, Zak Steiner, Alanna Ubach e Sophia Rose Wilson.

Eles se juntam ao elenco principal formado por Zendaya, Hunter Schafer, Jacob Elordi, Sydney Sweeney, Alexa Demie, Maude Apatow, Eric Dane, Colman Domingo, Martha Kelly, Chloe Cherry e nomes já anunciados como ROSALÍA, Adewale Akinnuoye-Agbaje, Toby Wallace, Marshawn Lynch, Darrell Britt-Gibson, Kadeem Hardison, Priscilla Delgado, James Landry Hébert, Anna Van Patten, Asante Blackk e Sharon Stone.

Com trilha sonora assinada pelos renomados compositores Hans Zimmer e Labrinth, a terceira temporada promete aprofundar ainda mais os dramas e conflitos da geração retratada pela série. Sam Levinson retorna como criador, roteirista, diretor e produtor executivo ao lado de Zendaya.

A 3ª temporada de Euphoria estreia no segundo trimestre de 2026 na HBO e na HBO Max.

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Sesc Digital exibe filme argentino inédito da 49ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo e títulos premiados de todo o mundo

A plataforma Sesc Digital apresenta, a partir do dia 21 de outubro, uma nova curadoria especial com obras premiadas e inéditas do cinema contemporâneo, incluindo o longa argentino Depois, a Névoa (2024), integrante da 49ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo.

A seleção reúne produções do Brasil, França, China, Argentina e Japão, disponíveis gratuitamente até dezembro no site sesc.digital e no aplicativo Sesc Digital, sem necessidade de cadastro.

Dirigido por Martín Sappia, Depois, a Névoa acompanha César, um operário que abandona a rotina de décadas em uma fábrica para viajar pelas montanhas em busca das cinzas da irmã falecida. A jornada se transforma em um mergulho no luto e na transformação de um mundo tomado por incêndios e privatizações. O filme — inédito no Brasil — ficará disponível exclusivamente no app Sesc Digital até 29 de outubro, ou até alcançar 500 visualizações.

Outro destaque da programação é Levados Pelas Marés (2024), do aclamado diretor Jia Zhang-ke, que volta a retratar as mudanças sociais da China contemporânea através da história de um casal separado pelas transformações econômicas do país. Exibido na 48ª Mostra e vencedor do prêmio da crítica de Melhor Filme Internacional, o longa reafirma o olhar sensível e político de Jia sobre o tempo e a memória.

O francês Leos Carax também marca presença com o ensaio audiovisual Não Sou Eu (2024), obra criada a pedido do Museu Pompidou, na qual o cineasta revisita seus 40 anos de carreira e mergulha em suas inquietações artísticas e políticas.

Entre as produções consagradas, o público pode conferir o poético Paterson (2016), de Jim Jarmusch, estrelado por Adam Driver, e o novo longa de François Ozon, Quando Chega o Outono (2024), drama familiar ambientado em um vilarejo da Borgonha que explora segredos, culpa e recomeços com o olhar sensível característico do diretor.

O cinema brasileiro também marca presença com dois títulos:

  • Nelson Felix, Método Poético para Descontrole de Localidade (2018), de Cristiano Burlan, que investiga o processo criativo do artista Nelson Felix a partir do poema “Um lance de dados jamais abolirá o acaso”, de Mallarmé;
  • e Partida (2019), de Caco Ciocler, documentário que acompanha uma atriz decidida a concorrer à Presidência da República após as eleições no Brasil, em uma viagem política e afetiva até o Uruguai.

A nova programação do Sesc Digital reafirma o compromisso da plataforma em democratizar o acesso ao cinema mundial, oferecendo obras inéditas e premiadas gratuitamente ao público.

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Primeiras Impressões | IT: Bem-Vindos à Derry – O mal muda de forma

Antes de mais nada, vale destacar: esta crítica é livre de spoilers e se baseia nos cinco primeiros episódios da 1ª temporada de Bem-Vindos à Derry, nova série da HBO Max que contará com oito no total.

A produção funciona como um prelúdio direto dos filmes It: A Coisa (2017) e It: Capítulo 2 (2019), mergulhando nos eventos que antecedem a famosa história de Stephen King e nos “interlúdios” do livro, aqueles capítulos sombrios que narravam as tragédias da cidade. Aqui, Derry não é apenas cenário: é personagem, presença viva e amaldiçoada, uma ferida que sangra geração após geração.

Ambientada em 1962, quase vinte anos antes dos filmes, a série amplia o olhar sobre a cidade e sobre a origem do mal que a assombra. Cada episódio, com cerca de uma hora, reforça o que sempre foi o coração dessa história: o medo. Mas It:Bem-Vindos à Derry faz isso indo além do palhaço Pennywise, a entidade aqui assume múltiplas formas, refletindo fobias, traumas e pesadelos muito humanos.

Primeiras impressões de It: Bem-Vindos à Derry

O primeiro episódio é, sem dúvidas, o mais impactante até aqui. Denso, macabro e visualmente arrebatador, ele estabelece o tom da série com uma sequência inicial perturbadora que já anuncia o tipo de terror que vem pela frente. Há coragem em brincar com o desconforto, em mostrar que ninguém está a salvo, algo raro em produções que envolvem crianças. O resultado é um banho de sangue televisivo que respeita a essência de King, combinando o terror sobrenatural com o horror cotidiano das pequenas cidades americanas.

A partir do segundo capítulo, a trama se aprofunda em novos núcleos, introduzindo personagens e dilemas que ampliam o escopo da narrativa. O contexto dos anos 60 permite que a série aborde tensões raciais e sociais com mais peso, lembrando em certos momentos Lovecraft Country. Esse pano de fundo histórico se mistura bem ao sobrenatural, e o roteiro encontra espaço para sustos criativos, como uma sequência em um supermercado que é puro pesadelo. Mesmo quando o Pennywise clássico demora a aparecer, a série mantém o terror vivo ao explorar diferentes manifestações do mal.

O terceiro episódio se destaca por mudar completamente de registro, voltando no tempo para explorar o passado mais antigo de Derry. É aqui que o mistério ganha novas camadas, conectando as origens da cidade a um mal que parece existir desde sempre. O visual é mais fantasioso, com um clima quase gótico que lembra o cinema de Tim Burton, e o ritmo volta a se equilibrar depois de um segundo episódio mais irregular.

Já o quarto capítulo é o mais fraco entre os cinco primeiros. A série começa a se estender demais entre subtramas militares e investigações paralelas que nem sempre empolgam, e o ritmo sofre com a falta de foco. Ainda assim, o grotesco e o mistério seguem firmes, e o quinto episódio retoma a força inicial, reconectando tramas e preparando o terreno para o clímax que está por vir.

No conjunto, Bem-Vindos à Derry é uma série que sabe onde pisa. O envolvimento de Andy Muschietti e o aval de Stephen King garantem consistência ao projeto, que se beneficia também do investimento visível da HBO: a série é visualmente impressionante, com uma fotografia sufocante e uma direção de arte que entende a podridão bela e pulsante de Derry. O elenco, em especial os jovens, entrega atuações intensas, mesmo que a química entre eles não alcance o carisma do grupo dos filmes.

Há, contudo, um problema de dosagem. O tempo prolongado até a aparição de Pennywise – novamente vivido por Bill Skarsgård – na forma que o público mais espera pode frustrar, e alguns episódios parecem segurar demais suas cartas. Ainda assim, a série acerta ao transformar o medo em algo multifacetado, ora psicológico, ora visceral. Mas um pouco mais de Skarsgård faria bem.

Como expansão do universo de It, a série é bem-sucedida: explica sem exagerar, amplia sem esvaziar o mistério e reforça o que faz de Derry um dos lugares mais amaldiçoados da literatura de horror. Talvez nem todas as suas três temporadas planejadas se sustentem, mas, por enquanto, o resultado é promissor. It: Bem-Vindos à Derry é um retorno corajoso a um mundo que continua nos lembrando que o verdadeiro terror nunca vai embora, ele apenas muda de forma.

NOTA: 8/10

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Festival MixBrasil 2025 anuncia os filmes que estarão na programação

O Festival MixBrasil, um dos maiores eventos culturais LGBT+ da América Latina, que acontece de 12 a 23 de novembro em São Paulo, acaba de divulgar a lista dos 71 filmes nacionais selecionados entre os 542 filmes brasileiros inscritos. A lista inclui longas, médias e curtas-metragens de 18 estados, que estarão na programação da sua 33ª edição. 

Entre os filmes da programação, 8 títulos concorrem na Mostra Competitiva Brasil de Longas, 17 na Mostra Competitiva Brasil de Curtas e 8 na Mostra Reframe, que este ano se torna competitiva.

Com o tema A Gente Quer +, a edição 2025 do Festival MixBrasil de Cultura da Diversidade irácelebrar as diferentes identidades de gênero e orientações sexuais, bem como formatos e linguagens. O evento divulgará em breve sua programação completa que inclui cinema, música, exposições, literatura, games, festas, performances, experiências imersivas, workshops e o tradicional Show do Gongo, além dos filmes estrangeiros e a Mostra Competitiva de Inteligência Artificial.

Veja os filmes Nacionais que estão na programação do 33º Festival Mix Brasil: 

COMPETITIVA BRASIL • LONGAS

·      A Natureza Das Coisas Invisíveis (DF, dir. Rafaela Camelo)

·      Apenas Coisas Boas (GO, dir. Daniel Nolasco)

·      Apolo (SE/SP, dir. Tainá Müller, Ísis Broken)

·      Ato Noturno (RS, dir. Marcio Reolon, Filipe Matzembacher)

·      Morte e Vida Madalena (CE, dir. Guto Parente)

·      Ruas da Glória (RJ, dir. Felipe Sholl)

·      Torniquete (PR, dir. Ana Catarina Lugarini)

·      Trago Seu Amor (RJ, dir. Cláudia Castro)

COMPETITIVA BRASIL • CURTAS

·      A Vaqueira, A Dançarina e O Porco (CE, dir. Stella Carneiro, Ary Zara)

·      Além da Culpa (DF, dir. Israel Cordova)

·      Americana (PA, dir. Agarb Braga)

·      Boi de Salto (PI, dir. Tássia Araújo)

·      Como Nasce Um Rio (BA, dir. Luma Flôres)

·      Eu Estou Aqui (RN, dir. André Santos)

·      Fardado (BA, dir. Dan Biurrum)

·      Feiura Comovente (SP, dir. Ultra)

·      Fronteriza (SP/PR, dir. Rosa Caldeira, Nay Mendl)

·      Mãe (RS, dir. Jöão Monteiro)

·      Mensagem de Sergipe (SE/SP, dir. Fábio Rogério, Jean-Claude Bernardet)

·      Meu Pedaço de Mandioca (PR, dir. Raíssa Castor)

·      O Faz-Tudo (SP/PE, dir. Fábio Leal)

·      Peixe Morto (CE, dir. João Fontenele)

·      Sandra (SP, dir. Camila Márdila)

·      Vípuxovuko – Aldeia (MS, dir. Dannon Lacerda)

·      Vulkan (SP, dir. Julia Zakia)

MOSTRA REFRAME

·      A Artista Está Online (SP, dir. Anna Talebi)

·      Arrenego (PE/PI, dir. Fernando Weller, Alan Oliveira)

·      Ecologia do Naufrágio (DF, dir. Bruca Teixeira)

·      Gravidade (PE, dir. Leo Tabosa)

·      Iracema (RS, dir. Yuri Célico)

·      Matamortes (MA/SP, dir. Thiago Martins de Melo)

·      Resumo da Ópera (CE, dir. Honório Félix, Breno de Lacerda)

·      Voz Zov Vzo (RJ, dir. Yhuri Cruz)

MOSTRA QUEER.DOC

·      Bate Cabelo! (SP, dir. Luís Knihs)

·      Copacabana, 4 de Maio (RJ, dir. Allan Ribeiro)

·      Desejo de Viver (mutatis mutandis) (SP, dir. Giorgia Narciso)

·      Drags, um Super Filme (SP, dir. Luciano Oreggia)

·      Um Minuto é uma Eternidade para Quem Está Sofrendo (SE, dir. Fábio Rogério, Wesley Pereira de Castro)

CURTAS MIXBRASIL

·      2 de Copas (SP, dir. Ana Squilanti)

·      Agapornis (SP, dir. Gustavo Vinagre)

·      Ana Sofia (SP, dir. Beto Besant, Mayara Magri)

·      Babalu é Carne Forte (PE, dir. Xulia Doxágui)

·      Carlinha e André (SP, dir. Ricky Mastro)

·      Cissa Tempo (SP, dir. Oaj)

·      Cybersexo 19 (PE, dir. Chico Ludermir)

·      Du Bist So Wunderbar (Paradise Europe) (dir. Leandro Goddinho, Paulo Menezes)

·      E Seu Corpo É Belo (RJ, dir. Yuri Costa)

·      Entre Sinais e Marés (PR, dir. João Gabriel Ferreira, João Gabriel Kowalski)

·      Euteamo, Euteamo, Euteamo (…) (SP, dir. Boy Princess)

·      Fale a Ela o Que Me Aconteceu (PE, dir. Pethrus Tibúrcio)

·      Jantar Pra Seis (SP, dir. Isabela Lisboa)

·      Jurerê Internacional (SP, dir. Luiz Fernando Marques Lubi)

·      Kabuki (SP/SC, dir. Tiago Minamisawa)

·      Lá na Frente (PE, dir. Márcio Andrade)

·      Nesta Data Querida (SP, dir. André Leão)

·      Nhandê (AM, dir. Elisa Telles, Begê Muniz)

·      O Amor Não Cabe na Sala (BA, dir. Marcelo Matos de Oliveira, Wallace Nogueira)

·      O Mais Profundo é a Pele – LGBT60+ (SP, dir. Rafael Medina)

·      Picumã (SP, dir. Sladká Meduza)

·      Pocas Pra Entender (SP, dir. Stheffany Fernanda, Pedro Miosso)

·      Ponto e Vírgula (RJ, dir. Thiago Kistenmacker)

·      Posso Te Fazer Uma Pergunta? (SP, dir. Antônio Cortez, Danilo Teixeira)

·      Queimando Por Dentro (PE, dir. Enock Carvalho, Matheus Farias)

·      Quem se Move (dir. Stephanie Ricci)

·      Rainha (PA, dir. Raul de Lima)

·      Rainha do Carnaval (SP, dir. Rodrigo Pépe)

·      Rezbotanik (dir. Pedro Gonçalves Ribeiro)

·      Sobre Nós (RJ, dir. Marina Maux)

·      Tigrezza (BA, dir. Vinícius Eliziário)

·      Tudo o que Quiser (dir. Mariana Machado)

·      VBP (Vacas Brancas Preguiçosas) (SP, dir. Asaph Luccas)

O Festival MixBrasil acontece de 12 a 23 de novembro em São Paulo.

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