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Ataque ao Metrô | Tudo o que já sabemos sobre o novo filme com Mel Maia e Sérgio Malheiros

Foram finalizadas nos últimos dias as filmagens de “Ataque ao Metrô”, novo suspense nacional produzido pela INTRO Pictures, em coprodução e distribuição da The Walt Disney Company.

Dirigido por Mauricio Eça (“Maníaco do Parque” e ”A Menina que Matou os Pais”), o longa reúne um elenco de peso e promete prender a atenção do público do início ao fim.

Confira as informações já reveladas:

TRAMA ENVOLVENTE

A produção de ação e suspense acompanha a inauguração de uma nova linha de metrô, quando um trem é sequestrado por Diana (Mel Maia), uma jovem em busca de justiça por uma tragédia esquecida e que conta com Santiago (Sérgio Malheiros) para ajudá-la nessa missão. Com a cidade paralisada, a delegada Helena (Leticia Spiller) conduz as negociações, enquanto o jornalista Julio Barreto (Mateus Solano) desvenda as motivações da sequestradora, transformando o caso em uma disputa entre verdade e caos.

ELENCO DE PESO

Mel Maia, Sérgio Malheiros, Mateus Solano, Leticia Spiller e Marcelo Serrado são os protagonistas do filme que estreia em breve nos cinemas. Além deles, o elenco de “Ataque ao Metrô” conta com Rocco Pitanga, Talita Younan, Marina Moschen, Xando Graça e Leo Senna. Segundo o diretor Maurício Eça, “o grupo trouxe energia e autenticidade às cenas mais intensas, o que tornou a experiência de filmagem ainda mais desafiadora e prazerosa”.

CENAS DE TIRAR O FOLÊGO

Gravado ao longo do último mês, o filme aposta em sequências de ação que combinam explosões, efeitos especiais e dublês profissionais, garantindo realismo e adrenalina às cenas. A produção buscou reproduzir com precisão o ambiente metroviário para transportar o espectador para dentro da narrativa.

“Ataque ao Metrô” é inspirado livremente no livro “Linha 4 Amarela”, de Felipe S. Mendes. Tanto a obra literária quanto o filme não são baseados em fatos reais.

O longa estreia exclusivamente nos cinemas, com data de lançamento a ser anunciada.

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Chris Hemsworth, Halle Berry e Mark Ruffalo estrelam “Caminhos do Crime”, novo thriller da Sony; assista ao trailer

A Sony Pictures divulgou o trailer oficial de “Caminhos do Crime”, novo thriller estrelado por Chris Hemsworth, Halle Berry e Mark Ruffalo. Dirigido por Bart Layton (“American Animals”), o longa promete uma mistura de ação, suspense e drama criminal, com estreia marcada em breve nos cinemas.

Confira abaixo:

Sobre Caminhos do Crime

Baseado no conto “Crime 101”, presente no livro “A Queda”, de Don Winslow, o filme acompanha um ladrão enigmático (Hemsworth) que realiza assaltos de alto risco pela lendária rodovia 101, na Califórnia. Prestes a se aposentar do crime, ele planeja um último grande golpe — mas seus planos mudam quando cruza o caminho de uma corretora de seguros desiludida (Berry), formando com ela uma aliança improvável. Enquanto isso, um detetive obstinado (Ruffalo) se aproxima cada vez mais da verdade por trás do esquema.

O elenco de “Caminhos do Crime” ainda traz nomes como Barry Keoghan (“Saltburn”), Monica Barbaro (“Top Gun: Maverick”), Corey Hawkins (“Infiltrado na Klan”), Jennifer Jason Leigh (“Os Oito Odiados”) e Nick Nolte (“Cabo do Medo”).

Com atmosfera tensa e visual estilizado, o trailer antecipa uma trama repleta de perseguições, dilemas morais e reviravoltas — ingredientes que prometem colocar o filme entre os grandes lançamentos de ação do ano.

“Caminhos do Crime” estreia em breve nos cinemas.

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“Mãe Fora da Caixa”, nova comédia com Miá Mello e Danton Mello, ganha trailer oficial; veja

A maternidade real — com seus desafios, caos e momentos de ternura — é o tema central de “Mãe Fora da Caixa”, comédia estrelada por Miá Mello (“De Pai para Filho”) e Danton Mello (“O Velho Fusca”), que chega aos cinemas brasileiros em 27 de novembro.

A +Galeria divulgou o trailer oficial da produção, oferecendo um primeiro olhar sobre a história de Manu, personagem de Miá, que vê sua vida organizada virar de cabeça para baixo com a chegada da primeira filha.

Confira abaixo:

Sobre Mãe Fora da Caixa

Dirigido por Manuh Fontes, o longa é inspirado na peça homônima e no livro best-seller de Thaís Vilarinho, obras que conquistaram milhares de mães ao retratar a maternidade com sinceridade e humor. O trailer antecipa o tom leve e sensível do filme, equilibrando comédia e emoção para explorar as transformações e vulnerabilidades do puerpério.

“O puerpério é um território de silêncio. Falar sobre ele com humor é abrir espaço para a verdade, para a vulnerabilidade e para a força que existe nesse recomeço. Esse filme é sobre rir do que ninguém tem coragem de contar”, afirma Miá Mello, que também interpreta Manu nos palcos.

A produção é uma coprodução da +Galeria e Telefilms, com produção da Morena Filmes e roteiro de Patrícia Corso, Clara Peltier e Tita Leme, baseado na história de Thaís Vilarinho.

“Mãe Fora da Caixa” acompanha Manu (Miá Mello), uma mulher bem-sucedida e metódica que acredita ter o controle de tudo — até o nascimento da filha. Entre noites sem dormir, descobertas e crises de riso, ela se vê diante da experiência transformadora e imprevisível da maternidade.

“Mãe Fora da Caixa” estreia em 27 de novembro nos cinemas, com distribuição da +Galeria.

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ÍNDIGO anuncia line-up de DJs para evento no Parque Ibirapuera com shows de Weezer, Bloc Party e Mogwai

O selo curatorial ÍNDIGO, da produtora 30e, acaba de anunciar a programação de DJs que vai movimentar o evento marcado para o dia 2 de novembro, na Plateia Externa do Auditório Ibirapuera, em São Paulo.

O encontro, que celebra o universo indie e a música alternativa, traz no line-up principal Weezer, Bloc Party, Mogwai, Judeline e Otoboke Beaver, e contará também com uma cabine da Deezer — player oficial do evento — comandada por DJ Sophia, DJ Brenda Ramos, DJulia, Linda Green e um set especial do podcast Vamos Falar Sobre Música?.

Com ingressos quase esgotados disponíveis no site da Eventim, o evento promete uma experiência completa que une música, comunidade e diversidade sonora. Além de animar o público entre os shows, a Deezer prepara ativações exclusivas, incluindo experiências diferenciadas para seus “Superfãs”, usuários mais ativos da plataforma, que terão acesso privilegiado a alguns dos momentos mais aguardados do dia.

Entre os destaques da cabine, a DJ Sophia, conhecida por misturar clássicos do hip hop e novidades da cena brasileira — e por ter participado de projetos como o Boiler Room —, promete um set potente e cheio de identidade. Brenda Ramos traz um repertório centrado na celebração da diversidade musical brasileira, enquanto DJulia mescla black music, nostalgia e experimentações sonoras em apresentações marcadas pela conexão com o público.

A DJ Linda Green acrescenta à programação uma curadoria que transita entre música brasileira, R&B, soul, disco e rock — gênero que dialoga diretamente com as atrações principais do evento. Já o Podcast Vamos Falar Sobre Música?, formado por Isadora Almeida, Cleber Facchi, Renan Guerra e Nik Silva, sobe ao palco com um set que promete abrir a tarde com energia. “Vamos tocar juntos pela primeira vez em um evento desse porte, com artistas que fazem parte da nossa história e da nova música alternativa contemporânea”, comenta Isadora.

Idealizada como uma label que vai além dos shows, a ÍNDIGO busca criar experiências que aproximam o público e celebram o espírito comunitário da cena indie. A proposta do selo é transformar diferentes espaços — de bares intimistas a grandes palcos — em ambientes de descoberta e conexão.

Com a Deezer como parceira oficial, o evento reforça o compromisso do selo com a curadoria musical contemporânea e com a criação de experiências únicas ao longo de 2025.

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‘Um Rio de Janeiro’, estrelado por Humberto Carrão e Regina Casé, inicia as filmagens

As filmagens de “Um Rio de Janeiro”, novo longa-metragem dirigido por Angelo Defanti, estão em andamento e prometem um retrato instigante e multifacetado da capital fluminense.

A produção da Sobretudo Produção se baseia no romance Vento Sudoeste, de Luiz Alfredo Garcia-Roza, e conta com um elenco de peso liderado por Digão Ribeiro, Humberto Carrão, Regina Casé, Drica Moraes, Enrique Diaz e Pedro Ottoni.

Sobre Um Rio de Janeiro

Com locações que vão de Copacabana a Bangu, o filme busca explorar “dois rostos do Rio”, segundo o próprio Defanti — o cartão-postal presente no imaginário popular e o território ainda pouco retratado no cinema. É nesse contraste que se desenvolve a trajetória do protagonista Gabriel, interpretado por Digão Ribeiro, cuja vida é tomada por uma inquietante profecia.

Na trama, Gabriel tenta se entregar à polícia por um crime que ainda não cometeu. Um vidente previu que ele mataria alguém em seis meses, e, atormentado pela premonição, o personagem se vê a poucos dias do suposto desfecho. A partir dessa premissa, Defanti constrói um drama com toques de suspense, humor e realismo, que reflete sobre o destino, a culpa e a repetição dos ciclos sociais e pessoais.

“Garcia-Roza sempre escreveu impregnado pelos modos e pela geografia do Rio, mas se mantinha em Copacabana. No filme, esse território se amplia e agrega Bangu como novo eixo, conectando duas faces da mesma cidade”, explica o diretor.

Com quatro semanas de ensaio sob preparação de Nina Kopko, o elenco desenvolveu laços afetivos que reforçam o naturalismo da obra. “O processo de formar a família do protagonista foi especialmente bonito e afetuoso. Digão, Pedro e Regina criaram uma cumplicidade fora do set, e isso aparece nas cenas. Queríamos um tom de realismo que chocasse com as situações absurdas que o roteiro propõe”, conta Defanti.

O diretor, que volta à ficção após o premiado O Clube dos Anjos, destaca que o novo filme também funciona como um espelho do Brasil contemporâneo: “Gabriel acredita estar preso a uma profecia, e o país inteiro parece viver algo semelhante, como se estivéssemos condenados a repetir os mesmos erros e violências. O filme fala desse sentimento de impotência, mas também da vontade de resistir. O humor segue sendo uma das formas mais sofisticadas de inteligência coletiva no Brasil.”

As filmagens de Um Rio de Janeiro começaram em 13 de outubro e seguem até 16 de novembro. Segundo Defanti, o longa nasce do reconhecimento da impossibilidade de capturar a totalidade da cidade: “Seria ingênuo achar que um filme conseguiria abraçar o Rio inteiro. Um Rio de Janeiro é apenas um entre tantos outros que acontecem todos os dias.”

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“Ainda Não é Amanhã”, de Milena Times, estreia na faixa Negritudes do Canal Brasil

O Canal Brasil exibe na próxima segunda-feira, 27 de outubro, a partir das 20h, uma nova edição da faixa Negritudes, programação mensal dedicada à celebração da cultura negra e à diversidade de vivências no Brasil e no mundo. Entre os destaques da noite está a estreia do longa Ainda Não é Amanhã, dirigido por Milena Times, que abre a sessão.

O filme acompanha Janaína, jovem de 18 anos que vive com a mãe e a avó na periferia de Recife. Ao conquistar uma bolsa para cursar Direito, ela acredita estar prestes a transformar o destino da família, mas seus planos mudam com uma gravidez inesperada, que coloca em xeque suas ambições e revela os desafios da maternidade e da desigualdade social sob uma perspectiva feminina e periférica.

Em seguida, a programação apresenta o longa “Crônicas de Uma Jovem Família Preta”, de Davidson D. Candanda, que retrata o cotidiano do casal Hellena e Lucas e do filho Dom, em uma narrativa sensível sobre amor, trabalho e resistência. Logo depois, será exibido o premiado “Café com Canela” (2018), de Ary Rosa e Glenda Nicácio, sobre o reencontro entre duas mulheres marcadas pela dor e pela esperança.

A madrugada segue com a maratona da série “Milton Nascimento – Intimidade e Poesia”, de Cleisson Vidal e Leonardo Carvalhosa, que acompanha o cantor em turnê pelos Estados Unidos, revelando bastidores, reflexões e momentos de afeto do artista.

A sessão também inclui o longa “Maputo Nakuzandza” (2022), de Ariadine Zampaulo, que entrelaça cinco histórias ambientadas na capital moçambicana, e episódios da série “TransMissão”, de Kiko Goifman e Claudia Priscilla, com participações de Rincon Sapiência, Erica Malunguinho, Camila Mantovani e Lam Matos — nomes que abordam temas como racismo, resistência, espiritualidade e masculinidades negras e trans.

Encerrando a programação, o canal exibe o show “Elza Soares – Beba-me”, registro histórico da cantora interpretando 22 sambas clássicos em arranjos vigorosos, com direção de José Miguel Wisnik e Wadim Nikitin.

Com curadoria que valoriza narrativas negras e periféricas em múltiplas linguagens, a faixa Negritudes reafirma o compromisso do Canal Brasil em dar visibilidade a produções que celebram a identidade, a ancestralidade e a potência da arte negra.

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Cineasta suiço Fabrice Aragno participa de bate-papo na 49ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo

O cineasta suíço Fabrice Aragno participa, na próxima segunda-feira (27), de uma conversa com o público durante a 49ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo.

O encontro acontecerá logo após a exibição conjunta de seu longa-metragem ficcional O Lago e do curta documental Atelier Rolle, uma Jornada, às 21h10, na Sala 1 do Espaço Petrobras de Cinema (Rua Augusta, 1475). A conversa será mediada pelo realizador Gabe Klinger, e a participação está vinculada ao ingresso da sessão.

Aragno é conhecido por sua estreita colaboração com o lendário cineasta Jean-Luc Godard, tendo trabalhado em obras marcantes da fase final do francês, como Filme Socialismo (2010, 34ª Mostra), Adeus à Linguagem (2014) e Imagem e Palavra (2018, 42ª Mostra). Nessas produções, atuou em diferentes funções — de montador e diretor de fotografia a engenheiro de som e produtor.

Dessa parceria nasceu o curta Atelier Rolle, uma Jornada, codirigido com Jean-Paul Battaggia, que conduz o espectador por uma viagem poética e sensorial pelo estúdio de Godard em Rolle, na Suíça. O espaço é apresentado como uma verdadeira “floresta interior de cinema”, onde se misturam sombras, luzes e memórias do processo criativo do mestre franco-suíço.

O Lago, primeiro longa de Aragno, acompanha um casal que participa de uma competição de vela e vive dias e noites intensos em meio à imensidão de um lago. O filme conquistou menção especial do júri ecumênico no Festival de Locarno, destacando-se por sua abordagem contemplativa e visualmente refinada.

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Crítica | Springsteen – Drama tropeça no ego e chega a lugar nenhum

Se terapia tivesse virado tendência mais cedo, provavelmente metade dos artistas nem teria existido. Da dor nascem grandes canções, da tragédia vêm os filmes que agarram a gente pelo colarinho. Já do ego surgem aquelas cinebiografias grandiosas que juram que seu protagonista é um espetáculo, mesmo quando o brilho não é tão forte assim.

Bruce Springsteen vem tentando há algum tempo transformar sua trajetória de astro do rock em narrativa de cinema. Ele foi figura importante dentro de um movimento contracultural nos Estados Unidos, isso ninguém discute, mas seu caminho até a fama não chega exatamente a pedir uma versão IMAX com som estourando e câmera nas alturas.

Springsteen: Salve-me do Desconhecido aposta em um drama mais introspectivo, que acompanha o processo criativo do músico com toda a reverência possível. O problema é que falta conflito. Falta aresta. Falta aquela fagulha de caos que faz a gente acreditar que ali houve luta de verdade.

A história, baseada em fatos, vende dificuldade com tanta convicção que quase convence. Quase. Springsteen continua sendo um storyteller irresistível, alguém que sabe como poucos moldar a própria lenda. Só que o filme, em contrapartida, escorrega para a superfície, sem mergulhar de fato em nada. Raso nível poça d’água.

Os acertos e erros de Springsteen: Salve-me do Desconhecido

Para começo de conversa, assim como tantos projetos recentes fabricados em laboratório para seduzir os votantes do Oscar, o longa também parece carregar uma segunda missão: transformar Jeremy Allen White (O Urso) em estrela definitiva do cinema. O ator entrega tudo no que pode, corpo e alma em modo dedicado, só que o filme insiste em deixá-lo preso ao mínimo, como se tivesse medo de permitir que ele ultrapassasse o palco.

Springsteen: Salve-me do Desconhecido não se posiciona como a jornada de um homem atormentado em busca de reconciliação com seu passado, nos moldes de Better Man – A História de Robbie Williams ou, de forma ainda mais evidente, Um Completo Desconhecido, obra sobre Bob Dylan que parece ter servido de molde para este aqui. A produção até flerta com daddy issues e tenta espremer alguma tragédia paterna para temperar a narrativa, porém o centro de tudo é, obviamente, a depressão.

Curioso que, mesmo sendo esse o âmago emocional do protagonista, o roteiro pisa em ovos o tempo todo. Circula a escuridão, mostra a sombra, mas jamais ousa nomeá-la. A palavra “depressão” parece proibida no set, como se reconhecê-la fosse colocar o filme diante de um abismo mais complexo do que está disposto a encarar. Quase que covarde demais para aceitar a dor de seu protagonista e suas fragilidades humanas.

O filme constrói uma narrativa carregada, apostando na tensão entre a ambição artística de Springsteen, seu ego generoso e a tentativa constante de extrair drama de um passado que talvez não renda tanto assim. Quando se supera essa carência de conflitos, a história até consegue engrenar uma jornada minimamente envolvente, muito graças ao trabalho de Allen White, que carrega melancolia no olhar como um fardo impossível de largar.

Stephen Graham (Adolescência), como o pai alcoólatra e mergulhado na masculinidade tóxica, eleva ainda mais o material sempre que aparece. Springsteen só deseja ser amado e reconhecido por um pai incapaz de demonstrar afeto, porém esse dilema se revela frágil demais para justificar a quantidade de traumas que o roteiro insiste em jogar na mesa. O protagonista é, apesar do talento transbordando e da visão artística ousada, um sujeito não exatamente magnético de acompanhar. O filme não faz esforço para torná-lo mais atraente, ou talvez simplesmente não consiga.

Sob a direção de Scott Cooper, de O Pálido Olho Azul, Springsteen: Salve-me do Desconhecido concentra sua atenção em um trecho da vida e da carreira de Bruce: os dois anos em que ele concebeu aquele que seria seu álbum mais experimental, Nebraska, de 1982. Bruce está a poucos passos de se tornar um ícone absoluto do rock, só que sua fixação é outra. Ele busca criar algo que dialogue com sua infância difícil, com o pai violento, com as feridas que nunca cicatrizaram. A música precisa ser crua, brutal até, e sair direto do peito.

O filme, longe de apostar nos shows como espetáculo cinematográfico, escolhe o caminho da simplicidade. Intimista, básico, terreno. O que poderia ser uma limitação se transforma quase em argumento: não estamos diante de uma cinebiografia pirotécnica sobre um mito do rock, mas do retrato de um compositor imperfeito enfrentando suas próprias rachaduras. O problema é que tudo acontece em um ritmo tão lento e tão monocromático quanto a tristeza que o move. O resultado dá vontade de pedir para acelerar a vitrola só um pouquinho.

Veredito

Springsteen: Salve-me do Desconhecido até tem coração e tem intenção, elementos que já faltaram em filmes muito mais barulhentos sobre grandes nomes da música. A escolha por um recorte intimista e por uma mise-en-scène quase antiespetacular pode até desagradar quem espera solos de guitarra e plateias aos pulos, mas existe algo honesto na tentativa de olhar por dentro do mito e humanizá-lo. O problema é que esse mergulho nunca passa da cintura.

A obra promete profundidade emocional, mas se contenta com a superfície brilhante do gelo. Jeremy Allen White se desdobra para entregar mais do que o roteiro permite e Stephen Graham surge como quem salva o jogo no último minuto, embora ainda falte calor, risco e algum tipo de tempestade narrativa para justificar tanta reverência ao cantor de rock.

No fim das contas, é um filme que quer falar sobre depressão, mas se esconde da própria tristeza. Quer explorar traumas, mas parece sempre pedir desculpas por incomodar. A sensação é de que o longa quer muito ser o trabalho mais vulnerável de Springsteen, só que sem ficar vulnerável de verdade.

A cinebiografia funciona como curiosidade, como recorte histórico e como performance de dois atores em excelente forma, porém carece de pulseira e senha para entrar no clube das grandes histórias do gênero. Quem sabe, em outra vida, com mais conflito e menos polimento, esse mesmo filme teria sido aquele hino catártico que Springsteen tanto deseja cantar? Quem sabe com menos ego?

Nota: 5/10

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Festival Turá 2025 reúne mais de 20 mil pessoas em fim de semana de celebração da música brasileira

Foram dois dias para brindar a cultura brasileira em todas as suas misturas. Na segunda edição em Porto Alegre, o Festival Turá mostrou que vai muito além da música.

O evento apresentado pelo Banco do Brasil, realizado pela T4F e pela Maia Entretenimento, colocou no mesmo espaço bloco de carnaval, roda punk, emocore, reggae, groove e samba. Tudo isso diante do cenário natural do Anfiteatro Pôr do Sol, com direito a arco-íris atravessando o fim da tarde e o sol desaparecendo atrás do Guaíba enquanto o público vivia momentos inesquecíveis.

Mais de 20 mil pessoas passaram pelo festival no sábado e no domingo, 25 e 26 de outubro. Foram mais de 20 atrações, mostrando um line up totalmente nacional que uniu grandes nomes e talentos em ascensão. A festa começou com a Ultramen e sua mistura esperta de rap, reggae e samba, seguida do poder feminino do bloco Não Mexe Comigo Que Eu Não Ando Só. O clima permaneceu lá em cima com o suingue do trio Os Garotin, o reggae e as canções românticas de Armandinho e, depois, a catarse coletiva com os sucessos emocore da Fresno.

Quando a noite chegou, Alcione entregou um dos shows mais aguardados do sábado, transformando o anfiteatro em um grande templo do samba. A Marrom ainda surpreendeu com o clássico Canto Alegretense e um momento histórico ao dividir o palco com Lucas Silveira, vocalista da Fresno, para cantar Evidências. O encerramento da primeira noite trouxe uma experiência única com o espetáculo Nossa cultura em primeiro lugar, guiado pela força do BaianaSystem. A apresentação marcou o reencontro do grupo com Porto Alegre depois de sete anos.

No domingo, a programação começou com a Dingo colocando todo mundo para dançar. O bloco carnavalesco Turucutá manteve o ritmo e abriu caminho para o retorno da Cachorro Grande em formação clássica. Na sequência, Nando Reis uniu gerações em coro com Luz dos Olhos, Por Onde Andei e Relicário.

Mais tarde, Mano Brown apresentou um show potente, acompanhado por bailarinos e pelos MCs Lino Krizz e YLSAO. Silva trouxe leveza e romantismo com sucessos próprios e releituras que atravessam décadas. A grande despedida ficou nas mãos de Ney Matogrosso, que encerrou a noite em clima de pura celebração com o show Bloco na Rua, deixando o público extasiado.

A maratona sonora foi intensa. Mais de 10 horas de música por dia, incluindo DJs que transformaram os intervalos do palco em pista de dança. Festas tradicionais da cidade marcaram presença com sets especiais: Espartano por Johnny 420, Cortex por Gilzerax, Tieta por Joelma Terto, Neue por JP Florence, Beco por Schutz e Akeem, BoomRap por Milkshake, Cadê Tereza? por Nanni Rios e Blow Up por Claus Pupp e Mely Paredes.

Segundo Maitê Quartucci, head de shows nacionais da T4F, o retorno do Turá a Porto Alegre teve um significado especial. “Depois da enchente e de tantos desafios, foi emocionante reencontrar o público. Conseguimos montar um line up muito especial e transformar a cidade na capital da música brasileira por dois dias, com direito a arco-íris e pôr do sol como presente.”

Gustavo Sirotsky, diretor da Maia Entretenimento, reforça o sentimento de missão cumprida. “Celebramos a cultura brasileira em todos os sentidos, com música, gastronomia e experiências para todos. Vivemos momentos muito diferentes neste fim de semana e já estamos pensando no futuro, porque Porto Alegre merece novas experiências como esta.”

A gastronomia foi uma aliada forte nos dois dias de festa. As tendas ofereceram comidinhas brasileiras assinadas pelo Tangamandápio, hambúrgueres do De Rua e do Burger 35, pizzas da Ciao Slice Shop, hot dogs do Cachorro do Bigode, churros e pastéis da Senhora’s e sobremesas da Sorveteria 35. Quem quis recarregar as energias encontrou redes e bancos espalhados pelo gramado, além de muita gente curtindo os shows em cangas estendidas.

As marcas parceiras também movimentaram o público com ativações espalhadas pelo anfiteatro. O Banco do Brasil, em parceria com a Visa, apostou em tecnologia e brasilidade. A Chevrolet apresentou o Spark, seu novo SUV 100% elétrico, com jogos e desafios. A Schweppes assinou drinks exclusivos. A Pullman Artesano distribuiu kits especiais com o novo Artesano Brioche. A Elev Energy Drink levou seu novo Pink Lemonade Zero Açúcar para quem precisava daquela força. Corona garantiu o brinde gelado e, logo no começo do evento, a Ambev promoveu degustação da Flying Fish, sua nova cerveja saborizada.

A estrutura foi bastante elogiada, com pontos de hidratação oferecendo água gratuita, iniciativas de sustentabilidade, acessibilidade garantida e mais uma edição da parceria com a plataforma Livre de Assédio, que trabalha pela prevenção de qualquer forma de discriminação garantindo que todos curtam com segurança e liberdade.

O Turá encerrou sua segunda passagem por Porto Alegre com a sensação de que a música brasileira encontrou, mais uma vez, seu lugar perfeito às margens do Guaíba.

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Mostra de Tiradentes ganha prêmios inéditos para destacar a renovação do cinema nacional

Entre os dias 23 e 31 de janeiro de 2026, Tiradentes (MG) — patrimônio histórico e um dos destinos mais encantadores de Minas Gerais — volta a se transformar em ponto de encontro da criação audiovisual contemporânea. Em meio à arquitetura barroca e à atmosfera cultural única da cidade, acontece a 29ª Mostra de Cinema de Tiradentes, espaço de referência para o debate e a exibição do que há de mais ousado no cinema nacional.

Nesta edição, o festival ganha um importante reforço. Em parceria com a Universo Produções, a Embratur anuncia a criação de dois Prêmios Embratur, que totalizam R$ 40 mil, voltados à promoção e ao reconhecimento da produção audiovisual como um dos grandes cartões de visita do Brasil no exterior.

A iniciativa destaca a pluralidade cultural do país, a diversidade de linguagens e a constante renovação do cinema brasileiro. Para Marcelo Freixo, presidente da Embratur, o apoio à Mostra é estratégico:


“Os prêmios serão concedidos aos vencedores das duas principais mostras competitivas de longas-metragens, reconhecendo novos talentos e obras de vanguarda. Estamos divulgando um Brasil cuja riqueza cultural pulsa, se reinventa e conquista o mundo”.

Freixo também ressalta o impacto da Mostra na promoção do destino Tiradentes:

“O audiovisual é vetor fundamental para projetar a identidade, a diversidade e a criatividade brasileiras no cenário internacional, despertando o interesse de viajantes em vivenciar a cultura do país. É uma maneira de apresentar a genialidade de nossos cineastas e, ao mesmo tempo, a hospitalidade, a gastronomia e a história que fazem de Tiradentes um verdadeiro cenário de cinema.”

Para Raquel Hallak, diretora da Universo Produção e coordenadora da Mostra, a parceria amplia o alcance do evento:


“Esses prêmios consolidam uma integração essencial entre audiovisual e turismo cultural. A Mostra segue como espaço de descoberta, reflexão e difusão da produção brasileira, celebrando a criatividade, a diversidade e o olhar transformador dos nossos realizadores.”

Prêmios Embratur

Melhor Longa da Mostra Aurora – R$ 20 mil
Voltado a diretores e diretoras estreantes de longas-metragens de ficção ou documentário, o prêmio reconhece novos talentos que renovam a estética do cinema brasileiro. A Mostra Aurora é referência nacional por apresentar vozes autorais e discursos inovadores.

Melhor Longa da Mostra Olhos Livres – R$ 20 mil
Destinado a filmes que se destacam pela liberdade estética, pela experimentação e por novas abordagens narrativas. A Mostra Olhos Livres valoriza o risco criativo e obras que transitam com ousadia entre diferentes gêneros e formatos.

Sobre a Mostra de Cinema de Tiradentes

Considerada o maior evento dedicado ao cinema brasileiro contemporâneo, a Mostra chega à 29ª edição com programação gratuita, em formato presencial e online. São pré-estreias mundiais e nacionais, homenagens a personalidades do audiovisual, debates, seminários, oficinas, Mostrinha de Cinema, Conexão Brasil CineMundi, Fórum de Tiradentes e atividades artísticas — uma plataforma completa de formação, reflexão e difusão do cinema produzido no país.

Mais informações e detalhes da programação: www.mostratiradentes.com.br

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