O longa-metragem Oeste Outra Vez, escrito e dirigido por Erico Rassi, ganhou novo pôster inédito que destaca os personagens de Babu Santana e Ângelo Antônio. O cartaz foi criado pelo designer Gus Kondo, em colaboração com André Kamehama. A produção da Vietnam, Panaceia e Rio Bravo Filmes, com coprodução do Telecine e Canal Brasil, chega aos cinemas brasileiros no dia 27 de março com distribuição da O2 Play.
Confira o pôster abaixo:
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Sobre Oeste Outra Vez
A história de Oeste Outra Vez acontece no sertão de Goiás e acompanha Totó (Ângelo Antônio) e Durval (Babu Santana), dois homens brutos que após serem abandonados pela mesma mulher, se voltam violentamente um contra o outro. A narrativa aproveita os elementos de um western para tratar temas como solidão e homens incapazes de lidar com suas próprias fragilidades.
No 52º Festival de Cinema de Gramado, um dos mais importantes do Brasil, que desde 1973 premia anualmente os melhores e longa-metragens do ano, o drama foi premiado como Melhor Filme, Melhor Fotografia para André Carvalheira e Melhor Ator Coadjuvante com Rodger Rogério.
Oeste Outra Vez também estará presente na 16ª edição da Mostra O Amor, a Morte e as Paixões de Goiás no próximo dia 23 de fevereiro. A exibição contará com a presença do diretor e elenco. O longa também teve sua estreia antecipada para 6 de fevereiro em Goiás.
O longa estreia dia 27 de março nos cinemas brasileiros.
O novo suspense de ficção científica da Warner Bros., Acompanhante Perfeita, continua a atrair o público brasileiro aos cinemas, já tendo arrecadado mais de R$5.5 milhões em bilheteria nacional.
Dirigido e roteirizado por Drew Hancock, o longa equilibra elementos de ficção científica, terror e suspense, tanto na narrativa quanto na abordagem visual. “Não queríamos ser muito sci-fi, nem muito terror”, explica Hancock.
Esse equilíbrio influenciou diretamente a forma como os efeitos visuais foram concebidos. O supervisor de efeitos visuais, Jamison Goei, combinou técnicas práticas e digitais para preservar o realismo das cenas. “Eu não gosto de ver toneladas de CGI em todo o lugar. Então, sempre que puder, defenderei que os efeitos sejam feitos de forma prática”, afirma.
Um exemplo dessa abordagem está no braço robótico da protagonista, Iris. Em vez de criar a peça inteiramente em computação gráfica, a equipe optou por um efeito prático, como Goei relembra: “Por que não construímos uma mão de marionete e utilizamos alguns marionetistas e varas verdes? Vamos remover o braço real dela e usar apenas um fantoche“. Essa escolha permitiu que a atriz Sophie Thatcher interagisse fisicamente com o objeto, tornando sua performance mais natural.
Para Sophie, interpretar uma androide exigiu uma adaptação pessoal significativa. “Interpretar um robô foi um grande desafio para mim, porque tenho uma fisicalidade muito específica e sou muito solta com meu corpo. Para Iris, eu tive que ficar quieta e encontrar essa vulnerabilidade dentro dessa quietude”, explica a atriz.
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Sobre Acompanhante Perfeita
A produtora New Line Cinema, do arrebatador “Diário de uma Paixão” e do assustador “Noites Brutais”, cordialmente convida você a experimentar um novo estilo de romance…
Escrito e dirigido por Drew Hancock (series “My Dead Ex”, “Suburgatório”), Acompanhante Perfeita é estrelado por Sophie Thatcher (série “Yellowjackets”, “Boogeyman: Seu Medo é Real”), Jack Quaid (série “The Boys”, “Homem-Aranha: Através do Aranhaverso”), Lukas Gage (“Sorria 2”, série “Dead Boy Detectives”), Megan Suri (série “Eu Nunca…”, “Não Abra”), Harvey Guillén (“O Que Fazemos nas Sombras”, “Besouro Azul”) e Rupert Friend (série “Deserto Selvagem”, “Asteroid City”).
Acompanhante Perfeita foi produzido por Raphael Margules, J.D. Lifshitz, Zach Cregger e Roy Lee, de “Noites Brutais”, com produção executiva de Tracy Rosenblum e Jamie Buckner.
A equipe de produção criativa do diretor Drew Hancock inclui o diretor de fotografia Eli Born (“Boogeyman: Seu Medo é Real”, “Hellraiser – Renascido do Inferno”); o design de produção Scott Kuzio (“Dinheiro Fácil”, a trilogia “Rua do Medo”); os editores Brett W. Bachman (minissérie “A Queda da Casa de Usher”, “Pig: A Vingança”) e Josh Ethier (“Não Se Mova”, “Órfã 2: A Origem”); a figurinista Vanessa Porter (“The Toxic Avenger”, série “Arquivo 81”); e Nancy Nayor (“Jogos Mortais X”, “Noites Brutais”), responsável pelo elenco. A trilha sonora foi composta por Hrishikesh Hirway (série de podcast “Song Exploder”, série “Everything Sucks!”), com Rob Lowry (“Justiceiras”, série “Miracle Workers”) na supervisão musical.
A New Line Cinema apresenta uma produção BoulderLight Pictures, em associação com Vertigo Entertainment e Subconscious. Acompanhante Perfeita segue em cartaz nos cinemas brasileiros.
O aguardado longa “Vitória”, estrelado por Fernanda Montenegro e dirigido por Andrucha Waddington (“O Juízo”), foi escolhido como o filme de abertura do 27º Festival de Cinema Brasileiro de Paris. A produção será exibida no dia 29 de abril no L’Arlequin, cinema de rua modernista no bairro de Saint Germain-des-Près, sede do evento.
A edição de 2025 do Festival celebra o Ano França-Brasil e acontece entre os dias 29 de abril e 6 de maio. O evento, realizado pela Jangada, da carioca Katia Adler, terá como tema “Do norte ao sul, um só Brasil”, com homenagem à atriz e diretora Dira Paes e um dia dedicado ao Festival de Cinema de Gramado – o mais tradicional evento audiovisual do país, realizado na Serra Gaúcha.
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Sobre Vitória
O filme é inspirado na história verídica de Joana da Paz, aposentada que desmascarou uma quadrilha de traficantes e policiais corruptos, na Ladeira das Tabajaras, na Zona Sul do Rio, com filmagens em fitas VHS. Incluída no Serviço de Proteção à Testemunha, foi apelidada de “Vitória” e teve a sua identidade mantida em sigilo por 17 anos, até falecer em 2023, após o término das filmagens do longa-metragem. A atriz Fernanda Montenegro se emociona ao falar de Joana, “uma mulher que nos comove por sua coragem e amor”.
Inspirado na obra literária “Dona Vitória da Paz“, de Fábio Gusmão, jornalista que noticiou o caso, o filme Original Globoplay tem produção assinada pela Conspiração em coprodução com a MyMama Entertainment e apoio da Globo Filmes. O longa é produzido por Andrucha Waddington e Breno Silveira, com produção executiva de Renata Brandão, Mariana Vianna, Tania Pacheco, Mayra Faour Auad e Ilda Santiago, e produção associada de Leonardo M. Barros. Paula Fiúza assina o roteiro.
A estreia nos cinemas brasileiros será no dia 13 de março, com distribuição da Sony Pictures.
A Max acaba de anunciar o lançamento de seu novo filme Max Original UM TERROR DE PARENTES. Com direção de Craig Johnson, a produção estreia em 13 de março na plataforma.
A comédia acompanha o jovem casal Rohan e Josh enquanto eles organizam um fim de semana perfeito no campo para apresentar seus pais. Mas, à medida que as tensões aumentam entre os tradicionais Sharon e Frank e os descontraídos Liddy e Cliff, as famílias logo descobrem que a casa – administrada pela excêntrica Brenda – é assombrada por um poltergeist de 400 anos. Quando um dos pais acaba completamente possuído, cabe a Rohan e Josh e a intrometida melhor amiga Sara unir as famílias e derrotar a entidade maligna de uma vez por todas.
No elenco estão Nik Dodani (Rohan), Brandon Flynn (Josh), Brian Cox (Frank), Edie Falco (Sharon), Lisa Kudrow (Liddy), Dean Norris (Cliff), Parker Posey (Brenda), Vivian Bang (Sara), entre outros.
TERROR DE PARENTES é dirigido por Craig Johnson, com roteiro de Kent Sublette. A produção é de Chris Bender e Jake Weiner, com produção executiva de Richard Brener, Chris Pan, David Neustadter e Jared Ian Goldman.
Se você ainda não é assinante da Max, pode assinar clicando aqui.
A Netflix as primeiras imagens de Pulso, que estreia mundialmente no dia 3 de abril. A nova série médica acompanha um grupo de residentes da emergência de um Centro de Trauma em Miami, que enfrentam seus conflitos pessoais em meio a uma situação caótica: um furacão que se aproxima da cidade, com a tempestade se intensificando a cada instante.
“Queríamos que esses personagens fossem pessoas reais, que precisam passar pelos problemas que surgem entre colegas de trabalho, em um lugar onde há muita pressão. Muitos podem se identificar com isso.” diz a criadora, showrunner e produtora executiva, Zoe Robyn. “Relacionamentos se formam e se desfazem em Pulso”, complementa.
“Hoje em dia, seu grupo de trabalho pode ser, com exceção de sua família, a comunidade mais importante na qual você está inserido.” comenta o showrunner e produtor executivo Carlton Cuse. “As questões que surgem – entre o que se passa dentro e fora do horário de trabalho – podem se tornar complicadas, as coisas podem se confundir. É isso que queremos explorar em Pulso”.
Confira as imagens abaixo:
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Sobre Pulso
Enquanto um furacão avança em direção ao Centro de Trauma Nível 1 mais movimentado de Miami, a residente, Dr. Danny Simms (Willa Fitzgerald), recebe uma promoção inesperada após a suspensão do renomado residente-chefe, Dr. Xander Phillips (Colin Woodell).
Em meio ao agravamento da tempestade e aumento significativo dos casos de trauma, o hospital entra em quarentena, e Danny e Phillips precisam encontrar uma maneira de trabalhar juntos – mesmo quando os detalhes bombásticos de um romance complicado e ilícito entre eles começam a se espalhar.
O resto do time da emergência precisa processar as consequências da relação deles enquanto equilibra os seus próprios desafios, tanto pessoais como profissionais, trabalhando sob a pressão do risco de vida ou morte. Porque para este grupo de médicos, salvar a vida dos seus pacientes é, muitas vezes, menos complicado do que viver suas próprias vidas.
“Ainda Estou Aqui” inicia a semana com três novos prêmios. O longa de Walter Salles recebeu nesta segunda-feira, 17, em Berlim, o prêmio de Filme Mais Valioso do Ano, no Cinema for Peace. A premiação, concedida pela Fundação Cinema for Peace, visa reconhecer produções cinematográficas que discutam causas humanitárias e ambientais. Os roteiristas Murilo Hauser e Heitor Lorega estiveram na cerimônia em Berlim representando a equipe do filme e receberam o prêmio.
Também na segunda-feira, “Ainda Estou Aqui” levou o prêmio de Melhor Filme em Língua Não Inglesa no Latino Entertainment Film Awards, e Fernanda Torres foi escolhida como a Melhor Atriz pela Associação de Jornalistas Latinos de Entretenimento (LEJA). As vitórias na 7ª edição da premiação ocorrem no momento em que o filme é lançado em parte da América Latina e é abraçado pelo público local, que vem tomando as redes sociais com relatos sobre a representatividade da produção para a região latino-americana.
Nesta terça-feira, 18, Walter Salles recebeu também o Goya de Melhor Filme Ibero-Americano, conquistado no último dia 8 de fevereiro. O cineasta foi recepcionado por uma cerimônia na Academia de Artes e Ciências Cinematográficas da Espanha, em Madrid.
“Ainda Estou Aqui” soma agora 38 prêmios nacionais e internacionais e participa, no dia 23 de fevereiro, do OFTA Film Award, onde disputa Melhor Filme Estrangeiro e Melhor Atriz (Fernanda Torres). Para o Oscar, que ocorre no dia 2 de março, foi definido pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas que Rodrigo Teixeira e Maria Carlota Bruno serão os produtores representantes de “Ainda Estou Aqui” na categoria de Melhor Filme.
Entre as novas conquistas de “Ainda Estou Aqui”, se destaca também a importante marca alcançada nas bilheterias brasileiras: 5,1 milhões de espectadores. Em sua 15ª semana em cartaz, ocupando 670 salas, o filme segue com um ótimo público nas salas de cinema.
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Repercussão do público pelo mundo
Mundialmente, espectadores e crítica seguem abraçando o filme. Neste fim de semana, “Ainda Estou Aqui” superou US$ 25,4 milhões globais, e, nos Estados Unidos acabou de atingir US$ 3,5 milhões arrecadados, se tornando o terceiro maior filme brasileiro exibido no território. O longa também ocupou um circuito recorde de mais de 700 cinemas por lá. Em Portugal, a produção foi vista por 214,7 mil espectadores, e liderou as bilheterias por quatro fins de semana consecutivos desde sua estreia.
Na França, mais de 275,8 mil pessoas já assistiram ao filme, segundo o site AlloCiné. A recepção na Itália, México, Chile, Venezuela e Bolívia também foi positiva, com ampla aprovação da crítica especializada. A nova fase de lançamento internacional chegou, neste fim de semana, na Colômbia, e, no dia 20 de fevereiro, quem recebe a estreia é Argentina, Peru, Uruguai, República Dominicana e Equador. Para além da América Latina, o filme também estreia em fevereiro na Inglaterra e na Espanha (21 de fevereiro), e na Austrália (27 de fevereiro) e 12 de março na Alemanha.
Festivais e prêmios
Selecionado para mais de 50 festivais nacionais e internacionais, “Ainda Estou Aqui” vem conquistando crítica e público. Dos 38 prêmios, sete são de Melhor Filme segundo o Júri Popular: pelo Gold Derby, no Festival Internacional de Cinema de Roterdã, Festival Internacional de Cinema de Miami; 48ª Mostra de S. Paulo; Festival Internacional de Cinema de Vancouver, no Canadá; Festival de Cinema de Mill Valley, nos Estados Unidos; e Festival de Pessac, na França, onde também recebeu o Prêmio Danielle Le Roy, dado pelo júri jovem (confira aqui a lista completa de premiações).
A produção já foi exibida em festivais de mais de 20 países, incluindo Itália, Canadá, França, Estados Unidos, China, Suíça, Inglaterra, Turquia, Áustria, Portugal, Espanha, Marrocos, Egito, Alemanha, Estônia, Eslovênia, Sérvia, Bulgária, Irlanda, Austrália e Holanda. Recentemente, foi também o filme de abertura do FICPunta (Festival Internacional de Cine de Punta del Este), que acontece de 15 a 21 de fevereiro.
Sobre Ainda Estou Aqui
Rio de Janeiro, início dos anos 70. O país enfrenta o endurecimento da ditadura militar. Estamos no centro de uma família, os Paiva: Rubens, Eunice e seus cinco filhos. Vivem na frente da praia, numa casa de portas abertas para os amigos. Um dia, Rubens Paiva é levado por militares à paisana e desaparece. Eunice - cuja busca pela verdade sobre o destino de seu marido se estenderia por décadas - é obrigada a se reinventar e traçar um novo futuro para si e seus filhos. Baseada no livro biográfico de Marcelo Rubens Paiva, a história emocionante dessa família ajudou a redefinir a história do país.
O filme continua em cartaz nos cinemas brasileiros.
O Apple TV+ anuncia “BE@BRICK“, uma nova série de comédia animada em computação gráfica para crianças e famílias, que estreia mundialmente na sexta-feira, 21 de março. Baseada nos icônicos bonecos BE@RBRICK da MEDICOM TOY, a série em 13 episódios, produzida e animada pela DreamWorks e Dentsu Inc., traz canções originais e visa ajudar crianças e famílias a aceitarem quem realmente são por meio da linguagem universal da música.
Confira abaixo:
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Sobre BE@RBRICK
“BE@RBRICK” segue Hasmine Finch e seus companheiros de banda em sua busca para inspirar as pessoas. Mas isso não será fácil vivendo em um mundo em que o papel de todos é previamente escolhido e o visual pintado que você recebe ao se formar determina quem você será pelo resto da vida. Jasmine percebe que, para mudar seu mundo, ela e seus amigos precisarão agir.
A série musical é desenvolvida pela indicada ao Daytime Emmy Meghan McCarthy (“My Little Pony: A Amizade É Mágica”, “Mundo dos Centauros”), que também assina como showrunner, produtora executiva e roteirista. Alex Almaguer (“TrollsTopia”) é produtor supervisor, com Taylor Orci (“Kipo e os Animonstros”) atuando como editor da história e Anthena Hofmann (“Amateur”) atuando como produtora de linha. Na versão original, o elenco de vozes dá vida aos personagens, com Brianna Bryan como Jasmine, Skyla I’Lece como Holly, Isaiah Crews como Nick, Alison Jaye como Ada e Noah Bentley como Klaus.
Além da história vibrante, a série conta com o talento musical do produtor quatro vezes vencedor do Grammy Timbaland, que assina como produtor musical executivo, e uma trilha sonora original de Jina Hyojin Na (“Com Carinho, Kitty”) e Sjirley Song (“Exploding Kittens”).
“BE@RBRICK” marca a mais nova colaboração entre Apple TV+ e DreamWorks Animation, juntando-se à série animada indicada ao Emmy de Jim Cooper e Jeff Dixon “Uma Maldição de Família”, com produção-executiva de John Krasinski; a série indicada ao GLAAD Media Award “Pinha e Pony”, baseada no livro “The Princess and the Pony” da autora best-seller do New York Times Kate Beaton; e “Doug – O Robô Curioso”, baseada na série de livros “Doug Unplugged” de Dan Yaccarino.
Para Flow, primeiro indicado da Letônia a uma edição do Oscar, a presença humana e suas intervenções são o que menos importa quando se trata do “fim do mundo”, ou meramente de um dilúvio aqui. Não à toa, o filme de Gints Zilbalodis elimina qualquer vestígio de suas presenças que não sejam a arquitetura das casas ou de grandes monumentos que começam a ser engolidos pela água. Tudo que nasceu pelas mãos humanas passa a ficar submerso, exceto um pequeno barco (arca?) que carrega um Gato, um Cachorro, uma Garça, um Lemurê e uma Capivara, ao mesmo tempo em que uma Baleia também os acompanha.
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Os acertos e erros de Flow
No campo das animações, tantos exemplares ao longo dos anos da Disney/Pixar e Dreamworks nos habituaram a acompanhar animais antropomórficos que reproduziam e incorporavam características humanoides, desde sua comunicação até a forma de viver em sociedade, indo de casa para seus empregos e de volta para suas casas. Em Flow, a comunicação se dá através da dinâmica instintiva dos animais que acompanhamos, livre de qualquer diálogo convencional e mergulhado (com o perdão do trocadilho) numa nova dinâmica social onde estes bichinhos, mais do que lutar pela sobrevivência, também encontram novas constituições familiares em seus esforços mútuos de apoio.
A água também é um personagem importante de Flow. Sem dar qualquer vislumbre sobre o mundo de antes e o que talvez venha a ser o mundo do futuro, a água assume essa posição de elemento misterioso e lírico, tanto um elemento de tensão e perigo (como segurar os nervos quando a água começa a subir e o Gato se encontra ilhado?) quanto de fascínio (os animais nadando livremente quando se lançam na água e observam os peixes coloridos). Este elemento, a substância primordial da sobrevivência, tanto criadora quanto destruidora, também simboliza o olhar da animação para com os bichos como eles são por natureza. É um elemento transformador, tal qual a relação construída entre animais com instintos de sobrevivência tão distintos.
Claro, apesar de serem animais, o que não falta são graus de personalidade aos bichinhos que nos ajudam a criar nossa própria identificação com suas escolhas e até mesmo anseios, como a garça que é abandonada pelos seus semelhantes.
Os arquétipos de transformação estão ali, prontos para serem explorados dentro das mais diversas possibilidades que nos aproximam da crença de que aquela constituição familiar é possível em meio ao caos. Mas não há tons emotivos nesse explorar, o que fora sua exuberância visual (já vamos comentar sobre isso), talvez seja o grande acerto do roteiro de Zilbalodis junto a Matiss Kaza e Ron Dyens.
Existe a intensificação de certos momentos de perigo para nos fazer temer pelos nossos bichinhos, mas na maior parte do tempo, Flow é unicamente sobre acompanhar aquelas criaturas tentando entender sobre o que seu mundo está se tornando e como o sair da zona de conforto também é sinônimo da sobrevivência não mais individual, mas coletiva.
Através desta simplificação de olhares e narrativa, o filme cativa e nos transporta para a sua realidade com uma facilidade que é das mais comoventes, sem precisar de grandes arroubos para isso – executando uma cena particular em que a fantasia irrompe na narrativa sem grandes explicações, tão misteriosa quanto a água que ronda os animais naquele barco.
Finalizado no período de 5 anos com uma equipe reduzida e utilizando as técnicas do Blender, um programa de animação 3D gratuito, Flow encontra um de seus pontos mais charmosos nessa técnica imperfeita, fascinante aos olhos justamente pelas inúmeras possibilidades de explorar as suas imagens para muito além de qualquer pretenso realismo: o gato mergulha diversas vezes na água, mas nunca sai molhado dela, por exemplo. Mas para uma animação que explora, justamente, as imperfeições da existência, os aspectos mais rústicos e variáveis da técnica da animação se complementam muito organicamente à proposta do conjunto. É exuberante sem apelar à grandiosidade desmedida, uma vez que o senso de espetáculo de Flow se dá muito mais por essa jornada de redescobertas e sacrifícios (a cena final é de cortar o coração).
Veredito
Complete a tudo isso um trabalho de som meticuloso com toda a reprodução não só dos sons emitidos pelos animais, mas de toda a fauna e flora que busca renascer após o dilúvio, e Flow termina não somente como o provável merecedor da estatueta de melhor animação no Oscar 2025 (ele também está indicado a filme internacional), mas também um dos filmes mais misteriosos e líricos dessa temporada. São pouco mais de 80 minutos sobre a força da coletividade, mas também da individualidade e sobre como tudo isto, somado, dá sentido à existência. Lindo, lindo, lindo.
Ah, e uma dica: deem uma olhada nas redes do diretor Gints Zilbalodis. Vocês vão ver o quanto ele se mostra orgulhoso por esse projeto ter ganho a luz das salas de cinema e ter chegado até onde chegou.
THE MOON: SOBREVIVENTE, após pedido público, chega mais uma vez aos cinemas. Desta vez, o longa, que conta com distribuição da Sato Company, invade os cinemas nesta quinta-feira (20). Embora seja um cenário frequente em ficções científicas, a Lua ganha uma nova abordagem ena obra que é escrita e dirigida pelo sul-coreano Kim Yong-hwa, o mesmo criador da bem-sucedida franquia da Netflix, Along with the Gods.
Entre as praças confirmadas, estão: São Paulo, Belo Horizonte, Campinas, Ribeirão Preto, Jaboatão dos Guararapes, Macapá, Teresina, Uberlândia, Caruaru, Suzano, Aracaju, Vitória da Conquista, Rio de Janeiro, Ananindeua, Florianópolis e Brasília. A classificação indicativa do filme é de 14 anos.
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Sobre The Moon: Sobrevivente
A trama se passa em 2029, quando uma nave é mandada para explorar a Lua e uma explosão solar mata toda a tripulação, deixando apenas um sobrevivente Hwang Sun-woo (interpretado pelo adorado cantor e ator Do Kyung-soo (D.O.), do grupo KPOP EXO e de “Along with the Gods”, da Netflix. Anos antes, uma missão parecida acabou em tragédia, matando toda a tripulação. Agora, como Hwang sobreviveu, ele se torna o centro da atenção do mundo todo que torce por seu resgate.
Na Terra, uma equipe sob a liderança de Kim Jae-gook (interpretado por Sul Kyung-gu, de Memórias de um Assassino) é encarregada de resgatar o astronauta. Para Kim, a missão assume um caráter pessoal, pois ele se sente responsável pelo desastre ocorrido anteriormente.
Kim Yong-hwa, que também é responsável pelo roteiro do filme e possui um histórico de mais de 200 milhões de ingressos vendidos em sua carreira, direciona sua câmera para a Lua, oferecendo uma perspectiva inovadora sobre o espaço, frequentemente retratado em filmes do gênero.
THE MOON: SOBREVIVENTE recebeu seis indicações no Grand Bell Awards, a principal premiação cinematográfica da Coreia do Sul, incluindo melhor ator (Do Kyung-soo) e fotografia. No Blue Dragon Awards, outra grande premiação do país, o filme conquistou o troféu pelas suas qualidades técnicas.
A National Geographic apresentou o trailer da nova série Sabor Caseiro com Antoni Porowski que estreia na íntegra no dia 24 de fevereiro no Disney+. A fascinante produção documental convida o público a acompanhar Antoni Porowski, o especialista em culinária e estrela vencedora do Emmy® por Queer Eye, em viagens épicas com celebridades para explorar as raízes culinárias de seus antepassados.
Confira o trailer abaixo:
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Sobre Sabor Caseiro com Antoni Porowski
Das ruas movimentadas da Itália às exuberantes selvas de Bornéu, cada episódio promete explorar a herança por trás de saudosas receitas de família. A série oferece uma deliciosa combinação de gastronomia, cultura e descoberta pessoal com um elenco estelar que inclui:
· A atriz vencedora do Emmy Awkwafina (Uma Verdadeira Vida de Inseto, “Awkwafina Is Nora From Queens”);
· O ator indicado ao SAG Awards Henry Golding (Podres de Ricos, Guerra sem Regras);
· O ator indicado ao Emmy James Marsden (Paradise, Sonic 3 – O Filme);
· A atriz indicada ao Oscar® Florence Pugh (Todo Tempo que Temos, Duna: Parte 2);
· A atriz indicada ao Emmy Issa Rae (Insecure, Ficção Americana),
· E o ator vencedor do Emmy Justin Theroux (The Leftovers, Os Fantasmas Ainda Se Divertem: Beetlejuice Beetlejuice).
“Descobrir o nosso passado através da grande conexão que é a comida é uma bela aventura”, disse Porowski. “É uma honra embarcar nesta viagem de autodescoberta com novos e velhos amigos, juntamente com a National Geographic, enquanto aprendemos juntos as formas como diferentes culturas celebram a comida e vivem suas tradições”.
Em cada episódio, Antoni e seus convidados descobrem as histórias únicas por trás de adorados pratos de família, como as origens da deliciosa massa da família de Theroux na Itália ou os sabores requintados da herança coreana de Awkwafina. Ao longo do caminho, eles se encontram com locais que compartilham suas próprias tradições culinárias e histórias familiares, culminando em uma refeição familiar que inclui um prato regional clássico para realçar a beleza de cada cultura. De jantar com a realeza até explorar trilhas em carros 4×4, cada aventura culinária está recheada de momentos emocionantes, sabores vibrantes e revelações surpreendentes que surgem das histórias por trás dos ancestrais de cada convidado.
Lista de Episódios:
A Odisseia Inglesa de Florence Pugh
Antoni ajuda Florence a explorar as origens da paixão da família pela comida enquanto viajam por Oxford, pela costa de Yorkshire e Londres. Juntos, eles se deliciam com comidas maravilhosas e descobrem as histórias dos antepassados cujas vidas deram origem a uma paixão pela comida que transcendeu gerações.
As raízes coreanas de Awkwafina
Awkwafina perdeu sua mãe quando era criança. Em uma tentativa de a ajudar a reencontrar a sua herança culinária e ancestral sul-coreana, Antoni a acompanha em uma viagem de descoberta repleta de novas experiências, revelações familiares e sabores evocativos que oferecem a Awkwafina uma nova perspectiva de sua identidade.
Justin Theroux em busca da Itália
Em busca das origens de uma massa familiar, Antoni leva Justin em uma viagem repleta de descobertas deliciosas e surpresas reveladoras pela Itália. Da criação de galinhas a pegar amêijoas, eles desfrutam alguns dos melhores pratos da região e descobrem como a ascendência italiana de Justin se conecta a um prato familiar que atravessou o Atlântico.
James Marsden serve um prato alemão
Em busca das origens de uma amada milanesa de bisteca à moda do sul conhecida como “chicken fried steak” da família de Marsden, Antoni leva James das planícies do Texas até à Alemanha. Juntos, eles descobrem como as experiências dos seus antepassados alemães moldaram a história da família de James. Enquanto jantam com a realeza e escalam os Alpes da Baviera, eles desvendam os segredos dramáticos por trás da decisão dos antepassados de James de emigrar.
A linhagem real senegalesa de Issa Rae
Antoni leva Issa à terra natal de seu pai, o Senegal, onde descobrem histórias ancestrais de mulheres poderosas e vínculos reais. Através desta viagem culinária, Issa conhece mais sobre a épica história da família e como tudo isto se relaciona com sua própria identidade.
A aventura malaia de Henry Golding
Antoni viaja com Henry para Bornéu, onde descobrem histórias familiares e exploram sabores que os ligam profundamente com a herança de Iban, a mãe de Henry. Enquanto cozinham com parentes distantes e novos amigos, Henry aprende que a genealogia nesta tradição oral é muito mais do que contar histórias.
Sabor Caseiro com Antoni Porowski é produzida pelo Studio Ramsay Global. Isto reforça a relação bem-sucedida de programação culinária ente a produtora de Gordon Ramsay e a National Geographic, uma parceria consolidada na criação de quatro temporadas do premiado programa de viagens gastronômicas Sabores Extremos com Gordon Ramsay.
Além de ser o apresentador, Porowski é o produtor executivo da série ao lado de Ramsay e Lisa Edwards. O showrunner é Robin O’Sullivan e a responsável pela produção é Jill Greenwood. A série tem direção de Leo McRea, Jenny Dames e Graeme Hart. Por parte de National Geographic, Betsy Forhan é a produtora executiva, Charlie Parsons é o vice-presidente sênior de Desenvolvimento, Bengt Anderson é o vice-presidente sênior de Produções Não-Roteirizadas, e Tom McDonald é o vice-presidente executivo de Conteúdo Global Factual e Não-Roteirizado.
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