Crítica | As Tartarugas Ninja – Caos Mutante garante boas gargalhadas em uma ótima adaptação

Possivelmente o maior fenômeno dos quadrinhos independentes, As Tartarugas Ninja se tornaram ícones da cultura pop e tem atravessado as últimas décadas sempre presentes no imaginário popular através de bonecos, jogos, desenhos e cinema. Hoje a franquia pode não ter o mesmo impacto de quando despontou para o estrelato na década 1980, mas, no que depender de As Tartarugas Ninja: Caos Mutante, os personagens seguem vivos para os saudosistas e pavimentam uma nova estrada para conquistar a garotada.

Quando materiais radioativos começam a ser roubados na cidade de Nova York por um vilão conhecido como Super Mosca, As Tartarugas Ninja começam a pensar que deter o bandido pode ser um bom caminho para virarem heróis diante dos seres humanos. Agora, o grupo formado por Leonardo, Donatello, Michelangelo e Rafael vai ter que sair de seu recluso lar para lutar contra o mal.

Adaptar As Tartarugas Ninja pode até parecer, mas nunca é uma tarefa fácil. Em seus quase 40 anos de existência, o grupo de heróis já teve os mais variados tipos de interpretação possível. E talvez esse seja um dos principais acertos do filme: a forma como somos apresentados aos personagens. E essa ótica tem muito a ver com Seth Rogen, produtor, roteirista e uma das vozes do filme. Rogen é fã de longa data de quadrinhos, já tendo se envolvido em outras adaptações como The Boys e Invencível. Ao escrever o roteiro de As Tartarugas Ninja: Caos Mutante, ele decidiu mostrar as tartarugas como adolescentes de fato, seja em seus gostos, suas gírias e até seus conflitos pessoais. Isso consegue unir o melhor de dois mundos, pois ainda são os personagens amados por quase quatro décadas, mas falando de coisas atuais como MCU, BTS, Jo Jo’s Bizarre Adventure e roupa da moda.

Muito da personalidade do filme também vem pelo estilo de animação que foi escolhido. Misturando desenho manual, stop motion, histórias em quadrinhos e o 3D habitual das animações de hoje em dia, Caos Mutante se assemelha muito ao que Aranhaverso já fez nos cinemas, mas também bebe das animações da década de 1990 da Nickelodeon, em seus estilo mais assimétrico de personagens e fluidez de movimento.

O carisma dos personagens também é um ponto a se destacar. Durante o evento de exibição do filme para a imprensa, assistimos ao filme dublado, mas isso não trouxe nenhum ponto negativo para As Tartarugas Ninja: Caos Mutante. A dublagem brasileira faz valer sua fama internacional e entrega uma caracterização incrível, não apenas dos protagonistas, mas de todo elenco de apoio. É impossível não se identificar com o quarteto de garotos e seus dilemas da puberdade e suas piadas bobas. Mesmo sabendo que as vozes originais são compostas por um elenco estelar, vale a pena ir ao cinema assistir a versão em português.

O filme também é muito autocontido, algo a se louvar nos dias de hoje em que tudo tem que ser interligado em franquias infinitas e multiversos a perder de vista. Isso não quer dizer que não se pavimenta um caminho para futuras aparições das tartarugas, mas isso é feito sem sacrificar a trama ou a narrativa do próprio filme.

As Tartarugas Ninja: Caos Mutante acaba se tornando uma das opções mais completas para ver no cinema esse ano. Aos fãs mais velhos, aos mais novos, aos que querem conhecer e aos que nunca nem ouviram falar nos personagens. Uma animação com muito coração e que vai arrancar boas gargalhadas do público.

Nota: 9/10


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