Crítica | O Enfermeiro da Noite – Suspense sombrio com protagonistas talentosos

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Baseado em uma história real e pegando carona na moda dos true crimes, O Enfermeiro da Noite (The Good Nurse), nova produção da Netflix, expõe a hipocrisia e o interesse próprio do caótico sistema de saúde americano. O thriller político investiga o abandono imprudente pelos hospitais quando se trata de atendimento ao paciente e como um assassino perverso pode usar isso a seu favor. Ou seja, feito com bastante competência, é um daqueles filmes onde vemos o mal ascender. E passamos raiva com isso do começo ao fim.

A trama e o elenco

Situado em 2003, grande parte da trama funciona muito por conta de seu elenco potente e seus personagens complexos. Charlie Cullen (vivido por um Eddie Redmayne sombrio) é ao mesmo tempo um amigo carinhoso e homem cercado de mistérios e estranhezas. Sua áurea passa tensão ao público desde os primeiros minutos. O diretor Tobias Lindholm sabiamente trabalha com zooms longos e lentos e sons sinistros para criar uma história que se desenrola lentamente diante das câmeras.

Embora Cullen seja o foco do enredo, Amy (Jessica Chastain é monstruosa) encarna as terríveis falhas do sistema de saúde com o desconforto silencioso de uma mulher que está fazendo o seu melhor. Ela é uma boa enfermeira e percebe que algo de errado não está certo naquele lugar após mortes suspeitas de diversos pacientes. Chastain divide tela com Redmayne e a dupla, com seus diferenciais, forma uma sintonia assustadora. Conforme a trama avança e cava mais fundo nas profundezes do hospital, sua podridão mostra que o mal vai além do esperado, afinal, temos um serial killer em ação.

O roteiro proporciona uma história extremamente bem trabalhada e meticulosamente pensada para carregar seu suspense sem deixar a bola cair. A atmosfera sombria e a tensão das sequências tornam a imersão bastante fácil, mesmo com a duração estendida do filme. A trama cresce de forma interessante e muito se deve a ótima trilha lenta e ritmada, que oscila entre o pavor e a serenidade. Essa construção do mistério serve para aumentar a sensação de perigo e nos faz temer pela vida da protagonista, pois o roteiro nos arrasta lenta e inevitavelmente em direção a uma conclusão estranhamente previsível, ainda que satisfatória.

Conclusão

Com isso, O Enfermeiro da Noite faz uma verdadeira autópsia no precário sistema de saúde americano e expõe seus piores pesadelos. Mesmo com uma trama construída lentamente, a história não testa nossa inteligência o desempenho profundamente assustador do elenco envolve e torna o mistério asfixiante do começo ao fim. Um thriller acima da média da Netflix, baseado em uma história real igualmente perturbadora e que mistura drama com terror de maneira selvagem.

NOTA: 8/10

Leia também: O Enfermeiro da Noite | Por que Charles Cullen assassinou pacientes? Entenda o final do filme da Netflix


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