Desconhecida por muitos e incompreendida pelos poucos que a conhecem, a Patrulha do Destino é certamente uma das equipes mais malucas dos gibis de super-herói e isso não poderia ser diferente com a série, que surgiu no DC Universe, mas agora faz parte do acervo do HBO Max. Então, para explicar um pouco como você pode tentar entender melhor a equipe de desajustados, a gente separou uma listinha de quadrinhos sobre os personagens. 

Hoje pode parecer inconcebível, mas a Patrulha já foi um gibi mais pé no chão, ainda mais se compararmos aos dias atuais. Nascida nos anos 60, a famosa Era de Prata dos super-heróis, o quadrinho contava com personagens desajustados e párias da sociedade como o Homem-Robô Mulher-Elástica e o Homem-Negativo, todos comandados pelo cientista conhecido como Chefe. Essa talvez tenha sido a fase mais “mainstream” da equipe, que acabou se tornando uma clara influência nos X-Men, da Marvel, que viriam a se tornar mais populares que sua inspiração. Essa fase, que durou 121 edições e elas podem ser encontradas no compilado da Era de Prata. 

A equipe permaneceu em um limbo, com uma aparição ou outra na revista solo da Supergirl, mas foi somente após a reformulação da DC com a mega saga Crise nas Infinitas Terras que o estranho grupo voltou a ter seu próprio título. Inicialmente capitaneada por Paul Kupperberg, a história seguia pelo caminho tradicional das HQs de super-herói da época e pouco se destacava. Ainda assim, foi o bastante para aparecerem em diversas outras revistas e especiais da editora. Tudo compilado no encadernado da Patrulha na Era de Bronze. 

Foi somente na edição 19 do pós-Crise que a Patrulha caiu nas mãos de Grant Morrison, que viria a transformar a equipe na loucura que ela é até os dias de hoje. O autor escocês abandona a premissa básica que permeia todo gibi do gênero e abraça o fator mais marcante da equipe: o bizarro. Em uma mistura de surrealidade e loucura, Morrison transforma a equipe em um gibi mais adulto, que viria a ser integrado no extinto selo Vertigo, voltado para leitores mais maduros da DC. De tudo que foi falado até aqui, esse é o período de maior influência na série. 

Foi nesse período experimental que Morrison criou vários personagens que hoje estão na série, como Danny, a rua senciente que abriga a patrulha e vira até mesmo membro da equipe por um período. Outro curioso herói que passa a integrar a equipe é Flex Mentallo, o homem com tanga de oncinha que é capaz de moldar a realidade apenas com a flexão dos próprios músculos. Flex chegou a ganhar seu próprio gibi pelas mãos de Morrison. 

Com o fim da era Morrison/Vertigo a equipe mais uma vez viria a flutuar pela mão de diversos autores sem ter uma identidade definida, indo do mais próximo de suas origens na era de prata ao genérico de super-heróis. 

Foi quando o cantor emo e escritor Gerard Way, autor de Umbrella Academy e vocalista da banda My Chemical Romance, resgatou a patrulha para as suas mãos que a equipe voltou a ter destaque. Como uma espécie de continuação espiritual da fase Morrison, Way escreve no ritmo frenético e louco que a equipe é hoje conhecida. O título ainda está sendo publicado nos Estados unidos, mas já começou a sair aqui no Brasil. 

Essas são apenas algumas das referências que podem ser usadas para entender a série. Mas toda semana lá no Canal A hora Suave, tem análise de episódio por episódio de patrulha do Destino.

Leave a comment

Share This