22ª Festival de Cinema Brasileiro de Miami homenageia Cacá Diegues, o mais novo imortal da ABL

A 22ª edição do Festival de Cinema Brasileiro de Miami (BRAFF), que acontece de 14 a 23 de setembro, homenageará Cacá Diegues, que acaba de ser eleito Imortal pela Academia Brasileira de Letras. Cacá concorreu com 11 candidatos e ocupará a Cadeira 7, no lugar do também cineasta Nelson Pereira dos Santos, que morreu em abril deste ano. Cacá é um cineasta de olhar refinado para retratar as diferentes realidades brasileiras e, ao longo de sua carreira, fez mais de 20 longas. No BRAFF, ganhará uma mostra especial, com exibição de três filmes emblemáticos: Orfeu (1999), Deus é Brasileiro (2003) e O Maior Amor do Mundo (2006).

Sobre a nomeação, Cacá comentou: “A ABL é uma Academia de Letras, mas que na verdade é uma Academia de Artes. Então todas as artes cabem na ABL, inclusive o Cinema. E o Cinema é uma das principais artes do Brasil hoje. Estou muito feliz, não poderia estar mais feliz! Estar na Academia Brasileira de Letras me deixa muito feliz e honrado. A ABL é um centro de produção e difusão cultural, onde o cinema brasileiro já esteve representado por Nelson Pereira dos Santos. Pretendo continuar seu trabalho e espero estar à altura de nosso mestre precursor do Cinema Novo”.

Além de Cacá, uma turma de peso do cinema nacional já confirmou presença nesta edição do festival: a produtora Renata Magalhães, Mariza Leão e Elisa Tolomelli, os atores Betty Faria e Danton Melo, os diretores Carolina Jabor (Aos Teus Olhos), Jeferson De (Correndo Atrás), Sergio Rezende (O Paciente – O Caso Tancredo Neves), Marcio Debellian (Fevereiros) e Tiago Arakilian (Antes Que Eu Me Esqueça), os roteiristas Helio de la Peña (de Correndo Atrás), Luisa Parnes (de Antes Que Eu Me Esqueça) e Flávia Guimarães (de Berenice Procura e Quero Botar Meu Bloco na Rua).

Na noite do dia 23 de setembro, no New World Symphony Soundscape Park, haverá a entrega das Lentes de Cristal para o melhor filme escolhido pelo público e a homenagem especial para Cacá Diegues. O evento terá o DJ Lupa, seguido da exibição gratuita do filme Bye Bye Brasil.

Na mostra competitiva deste ano os curadores do BRAFF, Anna Marie de la Fuente, editora-chefe para América Latina da revista Variety, Flavia Guerra, jornalista e documentarista, e Carlos Gutierrez, diretor do Cinema Tropical, selecionaram oito longas-metragens de ficção que retratam a diversidade do cinema nacional.

A seleção inclui a comédia Correndo Atrás, de Jeferson De, que tem elenco e equipe técnica quase 100% black, os dramas Benzinho, de Gustavo Pizzi, premiado como melhor filme no Festival de Gramado, Aos Teus Olhos, de Carolina Jabor, e As Boas Maneiras, de Juliana Rojas e Marco Dutra. Completam a seleção os elogiados Berenice Procura, de Allan Fiterman, com uma importante representação LGBT no elenco; e O Paciente – O Caso Tancredo Neves, thriller médico de Sérgio Rezende que revela detalhes da misteriosa morte do presidente que nunca tomou posse (estreia no Brasil na semana do festival); e as comédias Uma Quase Dupla, de Marcus Baldini, e Antes Que Eu Me Esqueça, de Tiago Arakilian.

Em sessões hors concours, o festival apresenta dois aguardados documentários também inéditos no Brasil: Quero Botar Meu Bloco na Rua, de Adriana L. Dutra, sobre o carnaval de rua carioca, e Fevereiros, de Marcio Debellian, que registra a vitória da Mangueira quando homenageou Maria Bethânia e acompanha a cantora nas festas da Nossa Senhora da Purificação, na Bahia.

Maior vitrine do audiovisual nacional nos Estados Unidos, o Festival de Cinema Brasileiro de Miami apresenta um panorama diversificado da mais recente produção audiovisual brasileira, com mostras e paineis que ocupam diversos espaços da cidade: o Regal South Beach 18 (tradicional cinema que sedia a mostra competitiva), New World Symphony SoundScape Park, Savor Cinema, Downtown Media Center e Florida Internacional University.

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