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3ª temporada de ‘Falando a Real’ ganha trailer e data de estreia

O Apple TV apresentou o trailer da terceira temporada da sua popular comédia “Falando a Real”(“Shrinking”), protagonizada pelo indicado ao Emmy Jason Segel (“How I Met Your Mother”) e o vencedor de vários prêmios Harrison Ford (“Star Wars”), com atuações elogiadas das estrelas Christa Miller (“CSI: Miami”), a indicada ao Emmy Jessica Williams (“Animais Fantásticos: Os Segredos de Dumbledore”), Luke Tennie (“CSI: Vegas”, “À Beira do Caos”), o indicado ao Emmy Michael Urie (“Ugly Betty”), Lukita Maxwell (“Generation”) e Ted McGinley (“Um Amor de Família”).

Criada pelos vencedores do Emmy Bill Lawrence e Brett Goldstein (ambos de “Ted Lasso”, também da Apple) ao lado de Segel, a terceira temporada de “Falando a Real” estreará mundialmente, com um episódio de uma hora, na quarta-feira, 28 de janeiro, seguido por um novo episódio semanalmente, toda quarta-feira até 8 de abril, no Apple TV.

Confira o trailer abaixo:

Sobre a 3ª temporada de Falando a Real

Falando a Real” acompanha Jimmy (Segel), um terapeuta em luto que começa a quebrar as regras e a dizer aos pacientes exatamente o que pensa. Ignorando seu treinamento e ética, ele acaba promovendo grandes e tumultuadas mudanças na vida das pessoas… incluindo na sua própria.

Além do elenco principal, a terceira temporada de “Falando a Real” retorna com os atores convidados Brett Goldstein (“Ted Lasso”, da Apple), Damon Wayans Jr. (“Operação Big Hero”), Wendie Malick (“A Nova Onda do Imperador”) e Cobie Smulders (“Vingadores: Era de Ultron”), ao lado das novas participações de Jeff Daniels (“A Lula e a Baleia”) e do multipremiado ator e ativista Michael J. Fox (franquia “De Volta para o Futuro”).

A série é produzida, para o Apple TV, pela Warner Bros. Television, com a qual Lawrence e Goldstein mantêm um acordo geral de produção, e a produtora de Lawrence, a Doozer Productions. LawrenceSegelGoldsteinNeil Goldman(“Community”), James Ponsoldt (“O Fim da Turnê”), Jeff Ingold (“Ted Lasso”, da Apple), Liza Katzer (“Ted Lasso”), Randall Winston (“Scrubs”), Rachna Fruchbom (“Fresh Off the Boat”), Brian Gallivan (“O Desinformante!”), Ashley Nicole Black(“Ted Lasso”) e Bill Posley (“Cobra Kai”) são produtores executivos.

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Conheça ‘Verdade Oculta’, nova série do Disney+ estrelada por Ethan Hawke

Os assinantes do Disney+ já podem assistir Verdade Oculta, a nova série dramática do FX do aclamado produtor Sterlin Harjo que é estrelada pelo produtor executivo Ethan Hawke.

Verdade Oculta acompanha as obscuras aventuras do jornalista independente Lee Raybon, um autoproclamado “historiador da verdade” de Tulsa, cuja obsessão por desmascarar a corrupção sempre o coloca em apuros. Quando sua mais recente reportagem, investigando a poderosa família Washberg, é seguida pelo suspeito suicídio de Dale Washberg (Tim Blake Nelson), Lee sabe que está diante de algo grande. Seguindo as pistas deixadas por Dale, Lee descobre que a viúva Betty Jo (Jeanne Tripplehorn) parece mais interessada no cunhado e candidato a governador Donald Washberg (Kyle MacLachlan) do que no falecido marido.

Composta por oito episódios, a série foi criada pelo produtor executivo Sterlin Harjo, que também escreveu e dirigiu o episódio piloto. Garrett BaschEthan Hawke e Ryan Hawke também atuam como produtores executivos. Verdade Oculta é uma produção da FX Productions.

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Relembre os filmes e séries que marcaram 2025 no Disney+

A chegada de dezembro marca o início do fim do ano, uma época de festas e de relembrar o que se passou nos meses anteriores. Se o assunto for cultura pop, 2025 fez bonito graças ao lançamento de grandes filmes e séries que nos fizeram rir, chorar, nos apaixonar e até temer.

Para ajudar a recordar, abaixo você encontra uma retrospectiva com alguns dos principais lançamentos deste ano nas telonas e telinhas que podem ser assistidos (ou até reassistidos) agora mesmo no Disney+.

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Filmes

Lilo & Stitch

Foto filme – Lilo & Stitch | Divulgação Disney+

Lilo & Stitch voltaram em 2025. A amada animação ganhou uma versão live-action para contar a história de Lilo (Maia Kealoha), uma pequena órfã, e Stitch, alienígena que é um fugitivo interplanetário, mas que se disfarça como um fofo animal de estimação terráqueo. Enquanto aprontam pelo Havaí e se escondem das autoridades, eles descobrem o significado de família.

Vale lembrar que este ano também trouxe o live-action de Branca de Neve e os Sete Anões, igualmente disponível no Disney+.

A Verdadeira Dor

Foto filme – A Verdadeira Dor | Divulgação Disney+

A Verdadeira Dor é um filme escrito e dirigido e protagonizado por Jesse Eisenberg (Truque de Mestre). Na produção, ele interpreta Benji, jovem que vai à Polônia junto com o primo David (Kieran Culkin) para prestar homenagem à recém-falecida avó dos dois. Turbulenta, a viagem é marcada pelos altos e baixos da relação entre os dois. Misturando drama e comédia, o longa rendeu a Kieran Culkin o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante.

Um Completo Desconhecido

Foto filme – Um Completo Desconhecido | Divulgação Disney+

Os fãs de cinebiografias musicais puderam conferir Um Completo Desconhecido, a cinebiografia do lendário Bob Dylan. Com Timothée Chalamet no papel principal, o filme se dedicou a contar a ascensão do músico no folk até o polêmico momento em que decidiu usar instrumentos elétricos. Dirigido por James Mangold (Logan), o longa traz um elenco estelar que inclui Edward NortonElle FanningBoyd HolbrookMonica Barbaro para contar um dos momentos mais importantes da música dos Estados Unidos.

Elio

Foto filme – Elio | Divulgação Disney+

Produção da PixarElio acompanha o garoto que dá nome ao filme em uma aventura nas estrelas. Se sentindo isolado e deslocado na Terra, ele se esforça para enviar um sinal ao espaço para ser abduzido. Um dia, esse projeto dá certo e ele acaba levado ao Comuniverso, onde vê seu sonho de viver tranquilamente nas estrelas ser ameaçado pela chegada de uma ameaça que pode colocar fim à paz

Quarteto Fantástico: Primeiros Passos

Foto filme – Quarteto Fantástico: Primeiros Passos | Divulgação Disney+

A primeira família da Marvel abrilhantou 2025 com Quarteto Fantástico: Primeiros Passos. O filme apresentou uma nova versão da equipe formada por Senhor Fantástico (Pedro Pascal), Mulher Invisível (Vanessa Kirby), Tocha Humana (Joseph Quinn) e Coisa (Ebon Moss-Bachrach), que precisam se unir para deter Galactus (Ralph Ineson), o Devorador de Mundos, e sua arauta, a Surfista Prateada (Julia Garner).

Vale lembrar que, neste ano, o Universo Marvel também recebeu Capitão América: Admirável Mundo Novo Thunderbolts*, filmes que também estão disponíveis no Disney+.

Uma Sexta-Feira Mais Louca Ainda

Foto filme – Uma Sexta-Feira Mais Louca Ainda | Divulgação Disney+

Um dos filmes mais amados dos anos 2000 ganhou continuação em 2025. Uma Sexta-Feira Mais Louca Ainda volta à vida de Anna (Lindsay Lohan) e Tess (Jamie Lee Curtis) anos após elas trocarem de corpo e viverem a vida uma da outra por um tempo. Agora, Anna é mãe de Harper (Julia Butters) e está prestes a se casar com o pai de Lilly (Sophia Hammons), duas jovens que não se gostam e detestam mais ainda a ideia de se tornarem uma família. Uma dinâmica que fica ainda mais intensa quando o quarteto troca de corpo e as jovens assumem o lugar das adultas.

Séries

Uma Mente Excepcional

Foto série – Uma Mente Excepcional | Divulgação Disney+

Uma Mente Excepcional se tornou uma das grandes surpresas de 2024 ao apresentar Morgan (Kaitlin Olson), uma mãe solteira que passa de faxineira da Polícia de Los Angeles a consultora do Departamento ao enxergar padrões que passam despercebidos pelos agentes. O sucesso da produção levou à segunda temporada, que chegou em 2025 mantendo o alto nível da mistura entre comédia, drama e suspense policial.

Paradise

Foto série – Paradise | Divulgação Disney+

Por falar em surpresas, a de 2025 foi Paradise. O suspense se passa em uma comunidade em que vivem algumas das pessoas mais importantes do mundo, um local tranquilo até o presidente dos Estados Unidos (James Marsden) ser misteriosamente assassinado. Suspeito do crime, o chefe do serviço secreto Xavier Collins (Sterling K Brown) corre contra o tempo para encontrar o verdadeiro culpado e provar a própria inocência.

Andor

Foto série – Andor | Divulgação Disney+

O universo Star Wars foi movimentado neste ano, com a chegada de Skeleton Crew e da terceira temporada da animação Visions. Porém, nenhum lançamento foi tão celebrado quanto a segunda temporada de Andor, que coroou a produção como um dos pontos altos dessa franquia situada em uma galáxia tão, tão distante.

Demolidor: Renascido

Foto série – Demolidor: Renascido | Divulgação Disney+

Os fãs de super-heróis foram presenteados pela estreia de Demolidor: Renascido, a série do Disney+ sobre o Homem Sem Medo. Com a ascensão de Wilson Fisk (Vincent D’Onofrio) à prefeitura de uma Nova York cada vez mais violenta com a chegada do assassino Muso (Hunter Doohan), Matt Murdock (Charlie Cox) volta a combater o crime como Demolidor.

Vale lembrar que em 2025, o Marvel Studios também lançou a série live-action Coração de Ferro e as animações Seu Amigão da Vizinhança Homem-AranhaMarvel Zumbis Olhos de Wakanda, todas disponíveis no Disney+.

Maria e o Cangaço

Foto série – Maria e o Cangaço | Divulgação Disney+

A retrospectiva não ficaria completa sem Brasil! Maria e o Cangaço contou a história de Maria Bonita (Isis Valverde), companheira de Lampião (Júlio Andrade) e primeira mulher a participar de um grupo de cangaceiros. O diferencial da produção é fazer um estudo aprofundado dessa personagem histórica, contando sua jornada desde antes de se juntar ao bando até o ponto crítico em que se viu diante de uma das mais duras leis do movimento ao engravidar.

O Urso

Foto série – O Urso | Divulgação Disney+

O restaurante mais movimentado da cultura pop reabriu as portas em 2025! A premiada série O Urso voltou para a quarta temporada após o tenso final da terceira. O novo ano mostrou o cotidiano do restaurante, que dá nome à produção, após a aguardada crítica no jornal Chicago Tribune. Uma jornada que leva Carmy (Jeremy Allen White), Sydney (Ayo Edebiri), Richie (Ebon Moss-Bachrach) e companhia a experimentarem novos altos e baixos dentro e fora da cozinha.

Alien: Earth

Foto série – Alien: Earth | Divulgação Disney+

Os fãs de terror puderam finalmente curtir uma das franquias mais amadas do terror nas telinhas. Alien: Earth trouxe a franquia (e principalmente o xenomorfo) à Terra após a queda de uma nave que transportava mortíferas criaturas alienígenas. Esse evento atrai as atenções da Prodigy, uma empresa que envia um grupo de híbridos – pessoas humanas que habitam corpos sintéticos – para investigar o ocorrido.

The Voice Brasil

Foto série – The Voice Brasil | Ricardo Bufolin/Formata

O Disney+ também é casa de grandes reality shows, e 2025 provou isso com a nova temporada de The Voice Brasil. Apresentada por Tiago Leifert, a atração que busca a nova grande voz do país foi repaginada, com direito a um cenário novinho, dinâmicas expandidas e a chegada de PériclesMumuzinhoMatheus & Kauan Duda Beat como técnicos. Uma combinação de ingredientes que tornou essa competição musical ainda mais emocionante e contagiante.

Tudo é Justo

Foto série – Tudo é Justo | Divulgação Disney+

Nova produção de Ryan Murphy (GleeAmerican Horror Story), Tudo é Justo acompanha um grupo de advogadas especialistas em divórcio que monta o próprio escritório após deixar um comandado por homens para trás. Cheia de reviravoltas, segredos e escândalos, a produção conta com um elenco de peso que inclui Sarah Paulson (American Crime Story), Naomi Watts (Cidade dos Sonhos), Niecy Nash-Betts (Dahmer: Um Canibal Americano), Glenn Close (101 Dálmatas), Teyana Taylor (Uma Batalha Após a Outra) e Kim Kardashian (American Horror Story).

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Crítica | Hamnet – Um filme sobre como a dor vira arte

Uma das histórias mais contadas (e cansativamente recontadas!) da humanidade ganha aqui uma surpreendente nova camada ao se afastar da lenda para olhar o que existe por trás dela. Hamnet: A Vida Antes de Hamlet é a prova de que o cinema não se esgota quando escolhe revisitar o já conhecido, desde que encontre um ponto de vista honesto. A ganhadora do Oscar Chloé Zhao (Eternos, Nomadland), fiel ao seu delicioso cinema intimista e de delicadeza quase silenciosa, opta por revelar o lado mais humano de alguém eternizado pela cultura popular. E acerta categoricamente.

Claro, transformar William Shakespeare em uma figura terrena é um desafio e tanto, mas o filme (e sua diretora experiente), produzido por Sam Mendes e por Steven Spielberg, encontra força justamente ao deslocar o foco para sua família comum, oferecendo um retrato íntimo, cru e sensível do impacto que uma perda devastadora de um filho pode ter na vida dos pais.

De fato, a magia está em nunca saber exatamente o que Shakespeare sentia ao escrever suas peças eternizadas, mas o romance de Maggie O’Farrell, que inspira o filme, mergulha de cabeça na complexidade e, ao mesmo tempo, na simplicidade de um amor avassalador, de uma maternidade profundamente devotada e de um pai em busca de si mesmo. Doce sem ser ingênuo, cortante quando necessário, este é, sem dúvida, o trabalho mais tocante da carreira de Zhao.

Os acertos e erros do filme

Embora o livro se permita embriagar no campo da ficção, levantando hipóteses e exercendo sua liberdade criativa para explorar esse momento devastador da família inglesa — que mais tarde serviria de inspiração para a tragédia Hamlet —, somos apresentados a esses personagens em instantes profundamente íntimos. Do romance intenso entre o poeta (vivido pelo sempre ótimo Paul Mescal) e Agnes (Jessie Buckley), sua companheira fiel, ao nascimento conturbado dos filhos e, mais adiante, à perda trágica de um deles, evento que transforma para sempre a dinâmica da casa e o estado emocional de todos.

Hamnet acompanha, sobretudo, a rotina de Agnes e sua conexão com a natureza, com o campo e com o místico — fica implícito que ela descende de uma linhagem de bruxas —, além de seu papel como mãe superprotetora e como a presença feminina que sustenta um homem que, não raras vezes, coloca o trabalho acima da vida doméstica.

A partir disso, Chloé Zhao constrói uma obra sensorial potente, com um quê teatral irresistível e trágico, não apenas por meio de cenas grandiosas e muito bem filmadas fora de estúdio, mas ao compreender o poder narrativo do cinema através de imagens que, mesmo silenciosas, transbordam simbolismo e beleza, como a cena de arrepiar de Agnes parindo sua filha ao ar livre, sob uma árvore. O filme quer falar sobre luto, saudade e esse sentimento de interrupção, mas também sobre o papel da mulher em sua forma mais natural e selvagem, sem economizar afeto e poder.

Um dos melhores atores de sua geração, Paul Mescal já fez muito com o pouco que tinha em mãos, em filmes como Gladiador 2 e Aftersun, e entrega aqui o sentimentalismo essencial do poeta melancólico e depressivo, com um carisma que cria conexão imediata com o público. Há nele o tal do “charme artístico” e uma doçura que ajuda a humanizar a figura de Shakespeare, como se aproximasse o mito do homem (e do pai) que ele possivelmente foi, e o seu processo profundo em transformar o luto enraizado em dramaturgia. Ainda assim, o filme deixa claro que esta não é, de fato, a história dele.

Não adianta, Hamnet é sobre Agnes e sobre a perda que a atravessa — ainda que essa dor reverbere e inspire todos ao redor de maneiras diferentes. Jessie Buckley (Men – Faces do Medo) surge, então, como a força mais impressionante do cinema neste ano e isso deve lhe render um merecido Oscar. Sua atuação é o verdadeiro eixo emocional que segura as mais de 2 horas de filme, capaz de sustentar toda a jornada com uma entrega colossalmente satisfatória. Mas isso é óbvio quando se trata dela, né? Brilhante e precisa, Buckley nunca soa excessiva e transforma Agnes em muito mais do que o arquétipo da “mulher forte” ou da “esposa dedicada”: ela é o centro gravitacional desse universo. O menino Jacobi Jupe (que dá vida à Hamnet) também rouba a cena como uma surpresa promissora.

O roteiro é simples e linear, mas sabiamente explora como a dor, o luto e as perdas pessoais atravessam e inspiram a arte, em especail o teatro, não importa o tempo. O arco dramático é um pouco óbvio, mas se consolida a partir da perda de um dos filhos — um tema que Zhao já explorou em Nomadland — e, a partir daí, o filme assume um tom mais sombrio e melancólico. A trilha sonora de Max Richter, com peças profundamente emotivas como a já onipresente nas redes sociais “On the Nature of Daylight”, amplifica essa dor até seu ponto máximo, sem jamais parecer manipuladora ou piegas. O cena final é de partir o coração e deve arrancar lágrimas genuínas do público, afinal, não existe nada mais difícil do que aceitar que alguém nunca mais irá voltar para sua vida.

Veredito

Hamnet: A Vida Antes de Hamlet é cinema em sua forma mais essencial. É dramaturgia e tragédia, matérias-primas que moldaram a história da arte, atravessadas pelo olhar sensível de Chloé Zhao, que transforma tudo isso em uma experiência sensorial, feminina, melancólica e profundamente emocional. Um começo arrebatador para o cinema em 2026.

Sustentado por uma atuação extraordinária de Jessie Buckley, o filme funciona ao mesmo tempo como um drama familiar delicado, cheio de afeto, e como uma reflexão sobre como a experiência pessoal, o luto e a saudade atravessam o tempo e se transformam em expressão artística. Zhao segue amadurecendo dentro do cinema dramático e, a cada novo trabalho, parece fazer ainda mais maravilhas. Toda grande tragédia nasce fora do palco. Hamnet prova isso.

NOTA: 9

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Karine Teles será a grande homenageada da 29ª Mostra de Cinema de Tiradentes

A 29ª edição da Mostra de Cinema de Tiradentes, um dos eventos mais importantes do calendário cinematográfico brasileiro, homenageará a atriz Karine Teles durante sua programação, que acontece de 23 a 31 de janeiro de 2026 em Tiradentes (MG).

A homenagem celebra a trajetória de uma das intérpretes mais relevantes do cinema brasileiro contemporâneo. Teles tem construído uma carreira marcada por papéis impactantes no cinema nacional, incluindo os premiados Que Horas Ela Volta? (2015), Bacurau (2019), e pela televisão, com destaque na novela Vale Tudo (2025), exibida no principal horário da televisão aberta.

Em sua 29ª edição, a Mostra de Tiradentes reafirma seu compromisso com a formação, reflexão e difusão do cinema brasileiro, oferecendo uma programação diversificada que inclui exibições, debates, oficinas e encontros com profissionais do meio audiovisual. Realizada em formato presencial e online, a edição de 2026 promete ser um ponto de encontro para cineastas, críticos e público em geral, consolidando o papel do festival como referência no cenário nacional.

A homenagem a Karine Teles integra a programação oficial e inclui exibições de trabalhos selecionados, além de eventos especiais voltados para celebrar sua contribuição ao audiovisual brasileiro.

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Crítica | Anaconda: uma comédia satírica repleta de metalinguagem

Temas. Os pilares de qualquer produção cinematográfica. As almas dos roteiros de sucesso. Qual seria a maior validação de um filme, se não a complexidade de seus temas? Ou melhor, qual seria o resultado de uma obra que não se importa em fazer seu público parar para refletir, mas sim em abraçar o caos desenfreado?

Bem, a resposta está no remake de Anaconda, de Tom Gormican, que traz uma abordagem completamente diferente dos primeiros filmes da franquia iniciada em 1997: sai o terror trash, entra uma comédia satírica repleta de metalinguagem.

Os acertos e erros de Anaconda

O remake apresenta dois amigos de infância, Doug e Griff, interpretados por Jack Black e Paul Rudd, respectivamente. Doug é um diretor e roteirista que desperdiça toda sua criatividade em uma agência que produz vídeos para casamentos extremamente bregas. Já Griff é um ator falido que luta por papéis pequenos em produções questionáveis.

A grande questão é que os dois são apaixonados por obras do terror cult e tudo muda quando eles conseguem os direitos para fazer um remake de Anaconda (lembra da metalinguagem mencionada anteriormente?). Assim, eles se juntam a outros amigos das antigas e viajam até o Brasil para realizar o sonho de gravar um filme de baixo orçamento com a intenção de chamar atenção do mercado.

Obviamente, tudo vai por água abaixo quando eles chegam na Amazônia e se deparam com uma cobra assassina exageradamente gigantesca. Essa virada, no entanto, é feita de forma tão brusca e tosca que fica fácil entender, desde o começo, que a trama e os personagens pouco importam: a essência do filme está no caos e na ridicularização de obras “idiotas” que tentam ser inteligentes demais e acabam se perdendo na busca incessante por temas vazios e batidos.

O absurdo em Anaconda funciona e dá personalidade a um roteiro autoconsciente que satiriza a busca por essência, fazendo seus próprios personagens — assim como seus sonhos e dilemas — de reféns. Afinal, a dupla de protagonistas está sempre falando dos tais “temas” que farão seu filme ser um grande sucesso. No entanto, todo e qualquer sinal de desenvolvimento é interrompido por uma piada absurda — normalmente envolvendo a cobra gigante, que não se faz explicar em nenhum momento do longa e simplesmente existe.

O timing cômico de Jack Black e Paul Rudd é ótimo, o que faz parecer que são a dupla perfeita para qualquer obra nonsense. Selton Mello é o Brasil no filme, interpretando um personagem extremamente peculiar que combina perfeitamente com a energia insana do longa. Ouvir nativos falando português o tempo todo traz um sabor especial para a experiência que é ver Anaconda.

Veredito

Poderia finalizar dizendo que “o principal tema do filme é não ter temas”. Ou ainda que “nem sempre as histórias no cinema precisam ser complexas e fazer o espectador refletir, às vezes as obras só existem para divertir”. No entanto, nada disso realmente importa. Se Anaconda tem algum tipo de essência, ela está em nós lembrar que cobras gigantes e monstruosas podem ser realmente perigosas, e como é curioso o fato de não pensarmos nisso com mais frequência.

Nota: 7/10

Clique aqui e compre seu ingresso para o filme

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A Odisseia”, adaptação épica de Christopher Nolan, ganha trailer oficial

Universal Pictures divulgou o trailer oficial da produção épica “A Odisseia” (The Odyssey), novo e esperado filme de Christopher Nolan, ganhador do Oscar de melhor diretor e melhor filme por “Oppenheimer”. Com estreia prevista para 16 de julho de 2026, o longa é uma adaptação cinematográfica do poema de Homero, estrelada por Matt Damon e pela vencedora do Oscar Anne Hathaway

Confira abaixo:

Sobre A Odisseia

Após a Guerra de Tróia, o guerreiro grego Odisseu (Matt Damon) enfrenta criaturas míticas e deuses em sua épica jornada de volta para casa, onde sua esposa Penélope (Anne Hathaway) o aguarda. A produção reúne um elenco estelar para contar essa grandiosa história, com Tom Holland, Zendaya, Mia Goth, Robert Pattinson e as também ganhadoras do prêmio da Academia Charlize Theron e Lupita Nyong’o entre os confirmados. 

“A Odisseia” tem distribuição pela Universal Pictures e estará disponível nos cinemas a partir de 16 de julho de 2026,em IMAX, e em versões acessíveis.  

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Assinantes do Disney+ agora pagam meia-entrada no Cinemark

Neste mês de dezembro, os assinantes do Disney+ passam a contar com benefícios especiais na rede de cinemas Cinemark em todo o Brasil, prontos para curtir os próximos lançamentos dos estúdios nas salas da rede.

Se você ainda não é assinante do Disney+, pode assinar clicando aqui.

O primeiro deles é o desconto de 50% nos ingressos para sessões de filmes em salas 2D, 3D e XD (de segunda a domingo) e para Salas Prime e Poltronas D-BOX (segunda e terça, exceto feriados, em cinemas selecionados), conforme condições do regulamento. Além disso, os assinantes Disney+ também contam com 20% de desconto em combos selecionados da bomboniere, incluindo:

– Combo Disney+ Família (1 balde de pipoca refil + 2 refrigerantes grandes + 1 pipoca doce pequena)

– Combo Disney+ Individual (1 pipoca grande refil + 1 refrigerante grande + 1 pipoca doce pequena) (sujeito aos termos e condições do regulamento).

“Queremos que nossos assinantes vivam a magia Disney em todas as suas formas — 4nas produções que assistem em casa e nas experiências que compartilham no cinema”, afirma Renato D’Angelo, Head of Direct-To-Consumer, LATAM & General Manager da The Walt Disney Company Brasil. “A parceria com a Cinemark é mais um benefício para os assinantes Disney+, que passam a contar com experiências cada vez mais especiais.”

Mecânica de ativação do benefício

Para participar, o assinante Disney+ deve se cadastrar na landing page da promoção, utilizando o mesmo e-mail da sua conta Disney+. Esse cadastro inclui o assinante na base de clientes da Cinemark e libera o benefício de meia-entrada. O e-mail utilizado no site da Cinemark deve ser o mesmo e-mail da conta Disney+, pois a validação do benefício é feita por meio desse endereço, conforme aponta o regulamento disponível em www.cinemark.com.br.

Após a vinculação das contas, que é feita apenas uma vez na landing page, o assinante pode usufruir dos benefícios por meio do site da Cinemark sempre que quiser, utilizando o seu endereço de e-mail cadastrado. Basta seguir os passos:

  • Acessar o site da Cinemark e fazer login com o mesmo e-mail e senha da conta Disney+.
  • Escolher o cinema, o filme e o assento desejados.
  • Na etapa de seleção do tipo de ingresso, selecionar a opção “Meia Disney+”.
  • O desconto será aplicado automaticamente.

A validação é feita online, no momento da compra, por meio do e-mail cadastrado. Já na área de Snack Bar, o menu “Disney+” estará disponível para a compra dos combos com o desconto especial.

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Apple TV revela a primeira imagem de “Mulheres Imperfeitas”, série estrelada por Elizabeth Moss e Kerry Washington 

O Apple TV revelou a primeira imagem de “Mulheres Imperfeitas” (“Imperfect Women”), novo thriller psicológico estrelado e com produção executiva de Elisabeth Moss (“O Conto da Aia”, “Iluminadas”, da Apple, “Mad Men”) e Kerry Washington (“Escândalos: Os Bastidores do Poder”, “Pequenos Incêndios Por Toda Parte”, “Fora da Prisão”), e criada por Annie Weisman (“Physical”, da Apple, “Um Grande Garoto”, “Desperate Housewives”), que também assina como showrunner.

A série de oito episódios estreia mundialmente, no Apple TV, com os dois primeiros episódios na quarta-feira, 18 de março, seguidos de novos episódios semanais até 29 de abril.

Sobre Mulheres Imperfeitas

Baseada no romance “Imperfect Women” de Araminta Hall, a produção examina um crime que abala uma amizade de décadas entre três mulheres. O suspense psicológico não convencional explora a culpa e a retribuição, o amor, a traição e as concessões que fazemos e que alteram nossas vidas para sempre. À medida que a investigação acontece, também revela a verdade sobre como até mesmo os relacionamentos mais íntimos podem mudar com o tempo.

O elenco que atua ao lado das vencedoras do Emmy Moss e Washington inclui Kate Mara (“House of Cards”, “Perdido em Marte”), Joel Kinnaman (“For All Mankind”, da Apple), Corey Stoll (“House of Cards”), Leslie Odom Jr. (“Hamilton”, “Central Park”, da Apple), Audry Zahn (“Wildcat”), Jill Wagner (“Operação Lioness”), Rome Flynn (“With Love”), Sheryl Lee Ralph (“Abbott Elementary”), Violette Linnz (“Lakers: Hora de Vencer”), Indiana Elle (“A Empregada”, “Uma Questão de Química”, da Apple), Jackson Kelly (“The Pitt”), Keith Carradine (“Madam Secretary”), Ana Ortiz (“Ugly Betty”) e Wilson Bethel (“All Rise”).

“Mulheres Imperfeitas” é uma coprodução entre a 20th Television e a Apple Studios. Annie Weisman assina como showrunner, marcando sua mais recente parceria com o Apple TV após a comédia dramática “Physical”. A série limitada tem produção executiva de Moss e Lindsey McManus (“Iluminadas”, da Apple) por meio de sua produtora Love & Squalor Pictures, que inicialmente adquiriu o livro. Washington é produtora executiva pela Simpson Street ao lado de Pilar Savone (“Django Livre”, “O Suspeito da Rua Arlington”, “Kill Bill: Volume 1”). A autora Hall é produtora executiva ao lado da roteirista Kay OyegunLesli Linka Glatter (“Homeland – Segurança Nacional”, “Amor e Morte”) assina como diretora e produtora executiva do primeiro episódio.

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Digger | Warner Bros. Pictures anuncia novo filme com Tom Cruise

Warner Bros. Pictures acaba de divulgar material inédito do filme Digger, longa que tem como ator principal Tom Cruise (Top GunMissão Impossível). O anúncio veio acompanhado de um post nas redes da estrela de Hollywood, que divulgou em primeira mão para seus seguidores o novo trabalho. 

Esse é o primeiro gostinho que o público pode ter do longa que promete trazer uma comédia de proporções catastróficas às telonas. A data de lançamento será divulgada em breve, mas todos já podem se preparar para grandes surpresas com a volta de Tom Cruise aos cinemas. 

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