O Festival do Rio 2026 encerrou sua 28ª edição com a cerimônia de premiação realizada no Cine Odeon, no Rio de Janeiro. O evento consagrou os destaques das mostras Première Brasil e Novos Rumos, além de anunciar os vencedores do Prêmio Felix, da Première Latina, da Mostra Expectativa e de outras premiações concedidas por júris especializados e pelo público.
Ao longo da edição, o festival recebeu mais de 150 mil pessoas e exibiu 101 filmes brasileiros, entre longas e curtas-metragens. Desse total, 45 produções participaram das mostras competitivas oficiais.
Entre os principais destaques da noite está A Margem do Rio, de Enock Carvalho e Matheus Farias, vencedor do prêmio de Melhor Longa-Metragem de Ficção da Première Brasil. O filme também conquistou troféus em categorias técnicas, incluindo fotografia, som e atuação coadjuvante.
Já Elza, documentário dirigido por Eryk Rocha, levou o prêmio de Melhor Longa-Metragem Documentário. Na categoria de ficção, o público escolheu Vicentina Pede Desculpas, de Gabriel Martins, como seu filme favorito. O longa também rendeu ao cineasta os prêmios de Melhor Direção de Ficção e Melhor Roteiro.
A cerimônia foi apresentada pelos atores Vanessa Giácomo e Rafael Infante. Outro momento de destaque foi a homenagem a Guilherme Terreri, conhecido pela persona drag Rita von Hunty, escolhido como Personalidade do Ano pelo Prêmio Suzy Capó.
A Margem do Rio lidera entre os premiados da Première Brasil
Na principal mostra competitiva dedicada ao cinema brasileiro, A Margem do Rio se destacou ao conquistar o prêmio de Melhor Longa-Metragem de Ficção, além de Melhor Atriz Coadjuvante, para Renna Costa, Artia e Ísis Broken, Melhor Fotografia, para Luciana Baseggio, e Melhor Som, para Moabe Filho, Guma Farias, Daniel Turini e João Victor Coura.
O longa também foi reconhecido pelo trabalho de sua equipe artística e técnica, consolidando sua presença entre os principais vencedores da edição.
Outro destaque foi Vicentina Pede Desculpas, dirigido por Gabriel Martins, que venceu em Melhor Direção de Ficção e Melhor Roteiro. O filme também recebeu o prêmio de Melhor Longa-Metragem de Ficção pelo Voto Popular.
Na atuação, Victor di Marco foi premiado como Melhor Ator por LONDON. Isabel Teixeira, por Diário do Fogo, e Grace Passô, por A Professora de Francês, dividiram o prêmio de Melhor Atriz. Pedro Goifman, por A Professora de Francês, venceu como Melhor Ator Coadjuvante.
Confira outros vencedores da Première Brasil:
- Melhor Longa-Metragem Documentário: Elza, de Eryk Rocha.
- Melhor Curta-Metragem: Santo, de Maria Luísa Alves.
- Melhor Direção de Documentário: Camila Valença, por Cão Sem Plumas.
- Melhor Direção de Arte: Ana Paula Cardoso, por Funk.
- Melhor Figurino: Samy Sill, por LONDON.
- Melhor Trilha Sonora Original: Florencia Di Concilio, por A Professora de Francês.
- Prêmio Especial do Júri: O Filho da Puta, de Erica Maradona, Tania Anaya, Otto Guerra e Sávio Leite.
- Melhor Longa-Metragem Documentário pelo Voto Popular: Fui Olhar Você Dormir, de Anna Azevedo.
Na categoria de Melhor Montagem, houve empate entre Cristina Amaral, Fabio Meira e Juliano Castro, por A Extraordinária Vida de Vera Valdez, e Cristiane Oliveira e Tula Anagnostopoulos, por Ela Foi Ali Guardar o Coração na Geladeira.
Não Estamos Sonhando vence na Mostra Novos Rumos
A Mostra Novos Rumos, dedicada a produções que exploram diferentes caminhos do cinema contemporâneo, teve Não Estamos Sonhando, de Ulisses Arthur, como vencedor de Melhor Longa-Metragem.
O prêmio de Melhor Curta-Metragem ficou com Ondas de Silêncio, de Caio J. Bonfim. Thais Fujinaga venceu em Melhor Direção por Talismã, enquanto Nina Prado foi reconhecida como Melhor Atriz por O Deserto de Luiza. Pedro Leão levou o troféu de Melhor Ator por Não Estamos Sonhando.
O Prêmio Especial do Júri foi concedido ao elenco do curta-metragem Um Domingo, dirigido por Maíra Bühler e Rô Albuquerque. Já o público escolheu O Deserto de Luiza, de Alan Minas, como Melhor Longa-Metragem da mostra pelo Voto Popular.
Prêmio Felix destaca produções brasileiras e internacionais
O Prêmio Felix, voltado à diversidade no cinema, reconheceu produções nacionais e internacionais nesta edição.
A Margem do Rio, de Enock Carvalho e Matheus Farias, venceu como Melhor Filme Brasileiro. Entre os títulos internacionais, o destaque foi Em Segredo (À voix basse), de Leyla Bouzid, eleito Melhor Filme Internacional.
Na categoria de Melhor Documentário, o vencedor foi Pai e Pai (Father, Father), de Jake Witzenfeld. O Prêmio Especial do Júri ficou com Morfeu e Caronte, de Jocimar Dias Jr. e Luiz Ulian, enquanto Elefantes na Névoa (Tinīharū), de Abinash Bikram Shah, recebeu Menção Honrosa.
Além dos reconhecimentos aos filmes, o Prêmio Suzy Capó elegeu Rita von Hunty, persona criada pelo crítico cultural, escritor e educador Guilherme Terreri, como Personalidade do Ano.
Público também escolheu seus favoritos
O Voto Popular teve participação importante na premiação, reconhecendo produções de diferentes mostras do festival.
Na Mostra Expectativa, Maria Vitória, de Mário Patrocínio, foi escolhido pelo público e recebeu o Prêmio Aquisição TV Globo.
Já na Première Latina, o vencedor do Voto Popular foi Seis Meses no Prédio Rosa e Azul (Seis Meses en el Edificio Rosa con Azul), de Bruno Santamaría Razo. O filme também conquistou o prêmio de Melhor Filme Latino concedido pelo júri FIPRESCI, da Federação Internacional de Críticos de Cinema.
O FIPRESCI também reconheceu LONDON, de Victor di Marco e Márcio Picoli, como Melhor Filme Brasileiro.
Pelo júri da Associação dos Correspondentes de Imprensa Estrangeira no Brasil, Me Deixa Ser (Let Us Be), de Viviane D’Avilla, foi eleito Melhor Filme. A Menção Honrosa ficou com 144 – Apocalipse Não, de João Paulo Cuenca.
Confira a lista completa de vencedores do Festival do Rio 2026
Première Brasil — Júri Oficial
Melhor Longa-Metragem de Ficção: A Margem do Rio, de Enock Carvalho e Matheus Farias.
Melhor Longa-Metragem Documentário: Elza, de Eryk Rocha.
Melhor Curta-Metragem: Santo, de Maria Luísa Alves.
Melhor Direção de Ficção: Gabriel Martins, por Vicentina Pede Desculpas.
Melhor Direção de Documentário: Camila Valença, por Cão Sem Plumas.
Melhor Ator: Victor di Marco, por LONDON.
Melhor Atriz: Isabel Teixeira, por Diário do Fogo, e Grace Passô, por A Professora de Francês — empate.
Melhor Ator Coadjuvante: Pedro Goifman, por A Professora de Francês.
Melhor Atriz Coadjuvante: Renna Costa, Artia e Ísis Broken, por A Margem do Rio.
Melhor Roteiro: Gabriel Martins, por Vicentina Pede Desculpas.
Melhor Montagem: Cristina Amaral, Fabio Meira e Juliano Castro, por A Extraordinária Vida de Vera Valdez, e Cristiane Oliveira e Tula Anagnostopoulos, por Ela Foi Ali Guardar o Coração na Geladeira — empate.
Melhor Fotografia: Luciana Baseggio, por A Margem do Rio.
Melhor Direção de Arte: Ana Paula Cardoso, por Funk.
Melhor Figurino: Samy Sill, por LONDON.
Melhor Som: Moabe Filho, Guma Farias, Daniel Turini e João Victor Coura, por A Margem do Rio.
Melhor Trilha Sonora Original: Florencia Di Concilio, por A Professora de Francês.
Prêmio Especial do Júri: O Filho da Puta, de Erica Maradona, Tania Anaya, Otto Guerra e Sávio Leite.
Melhor Longa-Metragem Documentário — Voto Popular: Fui Olhar Você Dormir, de Anna Azevedo.
Melhor Longa-Metragem de Ficção — Voto Popular: Vicentina Pede Desculpas, de Gabriel Martins.
Mostra Novos Rumos
Melhor Longa-Metragem: Não Estamos Sonhando, de Ulisses Arthur.
Melhor Curta-Metragem: Ondas de Silêncio, de Caio J. Bonfim.
Melhor Direção: Thais Fujinaga, por Talismã.
Melhor Atriz: Nina Prado, por O Deserto de Luiza.
Melhor Ator: Pedro Leão, por Não Estamos Sonhando.
Prêmio Especial do Júri: elenco do curta Um Domingo, de Maíra Bühler e Rô Albuquerque.
Melhor Longa-Metragem — Voto Popular: O Deserto de Luiza, de Alan Minas.
Prêmio Felix
Melhor Filme Brasileiro: A Margem do Rio, de Enock Carvalho e Matheus Farias.
Melhor Filme Internacional: Em Segredo (À voix basse), de Leyla Bouzid.
Melhor Documentário: Pai e Pai (Father, Father), de Jake Witzenfeld.
Prêmio Especial do Júri: Morfeu e Caronte, de Jocimar Dias Jr. e Luiz Ulian.
Menção Honrosa: Elefantes na Névoa (Tinīharū), de Abinash Bikram Shah.
Prêmio Suzy Capó — Personalidade do Ano: Rita von Hunty / Guilherme Terreri.
Prêmios de aquisição e Voto Popular
Mostra Expectativa — Prêmio Aquisição TV Globo: Maria Vitória, de Mário Patrocínio.
Mostra Première Latina — Prêmio Aquisição Telecine: Seis Meses no Prédio Rosa e Azul, de Bruno Santamaría Razo.
Prêmio FIPRESCI
Melhor Filme Brasileiro: LONDON, de Victor di Marco e Márcio Picoli.
Melhor Filme Latino: Seis Meses no Prédio Rosa e Azul, de Bruno Santamaría Razo.
Prêmio da Associação dos Correspondentes de Imprensa Estrangeira no Brasil
Melhor Filme: Me Deixa Ser (Let Us Be), de Viviane D’Avilla.
Menção Honrosa: 144 – Apocalipse Não, de João Paulo Cuenca.
Com a entrega dos troféus, o Festival do Rio encerra mais uma edição dedicada à diversidade e à produção cinematográfica brasileira e internacional, reunindo realizadores, artistas, profissionais da indústria e público em torno das diferentes formas de contar histórias por meio do cinema.