Crítica | Minha Irmã e Eu – Comédia festiva com enredo genuinamente brasileiro

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No mundo moderno, o final de ano se tornou a época em que a maioria das pessoas fazem pausas em suas rotinas agitadas para que possam valorizar aquilo que mais importa: a família. Por isso, é sempre reconfortante ir ao cinema em clima de festas e se deparar com filmes que prestigiam justamente as pessoas que estão — e sempre estiveram —  ao nosso lado, como Minha Irmã e Eu.

A trama e o elenco

Na comédia dirigida por Susana Garcia (Os Homens São de Marte…E é pra Lá Que Eu Vou, 2014) as irmãs Mirian e Mirelly precisam se reconectar para encontrar sua mãe que desapareceu após uma festa da família. As duas, porém, têm personalidades muito distintas, e isso acaba sendo um obstáculo a ser superado para que possam cumprir sua missão. 

Mirian (Ingrid Guimarães) é a típica dona de casa que está sempre colocando o bem-estar dos filhos e dos maridos na frente de desejos e sonhos próprios. Extremamente metódica, ela lidera a busca por sua mãe perdida enquanto descobre que o mundo fora de sua casa pode ser muito interessante. 

Minha Irmã e Eu

Por outro lado, Mirelly (Tatá Werneck) é a irmã mais nova que foi tentar a vida na cidade grande. Ainda que seja muito mais ousada e extrovertida que Mirian, a caçula tenta o tempo todo manter uma imagem que foi forjada a partir de redes sociais — mas que não condizem com sua realidade. Dessa forma, ao retornar para a terra natal, Mirelly tem a oportunidade de relembrar onde estão plantadas suas raízes e onde moram as pessoas que sempre cuidarão dela.

Ao trabalhar personagens que representam ideais tão extremos, Susana Garcia (que também assina o roteiro ao lado de Fil Braz e Verônica Debom) consegue abrir espaço para momentos realmente cômicos. As respostas da personagem de Tatá Werneck aos comportamentos neuróticos da irmã são responsáveis por cenas hilárias. 

Aliás, o trabalho de Tatá Werneck é um dos destaques do filme. O timing cômico da atriz é admirável e, muitas vezes, acaba sendo difícil acompanhá-lo. Sua atuação é leve e não se limita apenas ao humor, pois a atriz consegue equilibrar muito bem a comédia com momentos de seriedade. 

Em contrapartida, Ingrid Guimarães apresenta uma certa dificuldade em ser conduzida pelo ritmo de Tatá. Por mais que sua personagem funcione como “a voz da razão” nos momentos de respiro da trama, Mirian não se destaca na comédia. O sotaque mineiro falso da atriz, inclusive, mais irrita que convence. 

Veredito

Minha Irmã e Eu é carregado de clichês (espere por momentos musicais). No entanto, é fácil ignorar seus defeitos quando nos entregamos a uma narrativa que fala sobre família e, mais especificamente, fraternidade. É um divertimento fácil para o fim de ano, época em que passamos muito de nosso tempo consumindo comédias festivas hollywoodianas. Dessa forma, acaba sendo uma grata experiência poder se identificar tanto com enredo genuinamente brasileiro. 

Nota: 7/10

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