ELEGIA DE UM CRIME”, de Cristiano Burlan, que estreia com exclusividade no CineSesc, em São Paulo, dia 14 de março, terá sessão especial de lançamento, às 19h30. Os ingressos são gratuitos e poderão ser retirados no cinema uma hora antes da exibição. Após a sessão, haverá debate com o diretor do filme e com a diretora executiva do Instituto Patrícia Galvão, Jacira Melo. A mediação será da jornalista e crítica de cinema Neusa Barbosa.

Distribuído pela Vitrine Filmes, o longa, que estreia nas demais cidades brasileiras em 28/3, foi vencedor dos prêmios ABD-SP (Associação Brasileira de Documentaristas e Curta-Metragistas) e EDT (Associação dos Profissionais de Edição Audiovisual), do 23º Festival É Tudo Verdade, em 2018.

Após relembrar a morte do pai em “Construção” (2006) e o assassinato do irmão em “Mataram Meu Irmão” (2013), Burlan investiga o trágico assassinato de sua mãe neste documentário. O último filme da “trilogia do luto” procura reconstruir a imagem de Isabel Burlan da Silva mostrando o retrato de um crime cometido pelo próprio namorado, Jurandir Muniz de Alcântara. Impune, o responsável está solto, e a busca pela justiça é o que move a família Burlan.

O cineasta mostra, por meio dos depoimentos colhidos de familiares e amigos, um crime que milhares de mulheres sofrem todos os dias: “Minha mãe foi vítima de feminicídio, é preciso falar cada vez mais sobre isso”, diz Burlan. O criminoso, que agiu por ciúme, enforca a namorada sem dar a ela qualquer chance de defesa. Jurandir Muniz de Alcântara é foragido da polícia e já havia cometido esse ato anteriormente.

Para o diretor, filmar “ELEGIA DE UM CRIME” foi uma maneira de superar e se vingar do crime contra sua mãe. “Fazer filmes é olhar nos olhos do abismo. No ‘Elegia de um crime’ expus partes da minha tragédia familiar, ouvi parentes e amigos, cujos depoimentos trouxeram à tona destinos de diversos personagens, mapeando o histórico de dolorosas feridas emocionais destas pessoas e as minhas próprias”, completa.

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