“ELEGIA DE UM CRIME”, de Cristiano Burlan, estreia com exclusividade no CineSesc, em São Paulo, dia 14 de março. O longa, distribuído pela Vitrine Filmes, foi vencedor dos prêmios ABD-SP (Associação Brasileira de Documentaristas e Curta-Metragistas) e EDT (Associação dos Profissionais de Edição Audiovisual), do 23º Festival É Tudo Verdade, em 2018.

Após relembrar a morte do pai em “Construção” (2006) e o assassinato do irmão em “Mataram Meu Irmão” (2013), Burlan investiga o trágico assassinato de sua mãe neste documentário. O último filme da “trilogia do luto” procura reconstruir a imagem de Isabel Burlan da Silva mostrando o retrato de um crime cometido pelo próprio namorado, Jurandir Muniz de Alcântara. Impune, o responsável está solto, e a busca pela justiça é o que move a família Burlan.

O cineasta mostra, por meio dos depoimentos colhidos de familiares e amigos, um crime que milhares de mulheres sofrem todos os dias: “Minha mãe foi vítima de feminicídio, é preciso falar cada vez mais sobre isso”, diz Burlan. O criminoso, que agiu por ciúme, enforca a namorada sem dar a ela qualquer chance de defesa. Jurandir Muniz de Alcântara é foragido da polícia e já havia cometido esse ato anteriormente.

Para o diretor, filmar “ELEGIA DE UM CRIME” foi uma maneira de superar e se vingar do crime contra sua mãe. “Fazer filmes é olhar nos olhos do abismo. No ‘Elegia de um crime’ expus partes da minha tragédia familiar, ouvi parentes e amigos, cujos depoimentos trouxeram à tona destinos de diversos personagens, mapeando o histórico de dolorosas feridas emocionais destas pessoas e as minhas próprias”, completa.

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