Crítica | Jack Ryan – 1° Temporada

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Alec Baldwin, Harrison Ford, Ben Affleck, Chris Pine. Todos eles já interpretaram o analista, professor, soldado e agente secreto Jack Ryan nos cinemas. Criado por Tom Clancy nos livros em 1984, o personagem chegou aos cinemas em 1990 e desde então se tornou um interessante fenômeno. Com cinco produções para as telonas, Ryan nunca desapareceu por muito tempo, mas também nunca formou um fandom significativo.

Todos os filmes são bons, nada espetaculares, mas nunca deram tanto dinheiro para justificar o contínuo investimento. Por sorte a Paramount insistiu e agora lançou um seriado do Jack Ryan, um formato que combina mais com a trajetória do personagem, que nos livros já assumiu diversos postos, sempre evoluindo na vida profissional e pessoal.

Com apenas 8 episódios em sua primeira temporada, a série consegue ser direta e contar bem sua história. O analista (ou como alguns dizem, contador de luxo da CIA) Jack Ryan percebe uma movimentação exorbitante de dinheiro que pode significar um atentado terrorista iminente e, junto de seu novo superior, James Greer, começa a desvendar os planos do líder terrorista Mousa Bin Suleiman.

Jack Ryan (2018)
John Krasinski

O ator John Krasinski consegue dar a profundidade e identidade que este Jack Ryan precisa para se destacar de seus antecessores. Quem já conhece o personagem, sabe que ele prefere ficar longe da ação, mas sempre acaba sendo arrastado para tiroteios e operações secretas. E nisso Krasinski se destaca, mesmo com porte para ser herói de ação, ele passa a impressão correta de alguém que, justamente por ter passado por poucas e boas, prefere se distanciar disso, mesmo que saiba se virar.

O roteiro é inteligente, com algumas reviravoltas, mas o destaque vai mesmo para o desenvolvimento dos personagens. Praticamente metade da temporada nos mostra uma história com dois protagonistas, Ryan e Mousa Bin Suleiman (Ali Suliman), desenvolvido de maneira que entendemos bem suas motivações, suas decepções e a origem de sua cruzada, ainda que nada justifique os atos cometidos por ele.

James Greer, personagem presente nos filmes, agora é interpretado por Wendell Pierce e vem com sua cota de problemas pessoais e uma atitude que divide instantaneamente nossas opiniões, sendo divertido e escroto ao mesmo tempo. Por isso mesmo é o melhor personagem coadjuvante, e sua relação com Ryan dita muito da história.

Em tempos que estamos cheios de filmes de espionagens e tramas de terrorismo, esse novo Jack Ryan tem ótimas cenas de ação, mas a espinha dorsal da série são as relações pessoais, o que torna tanto o mocinho quanto o vilão, humanos.

Jack Ryan (2018)
TK and TK

A única falha em tudo isso é o desenvolvimento de Cathy Mueller (Abbie Cornish), o interesse romântico de Ryan. A relação é muito artificial, rende cenas de sexo que soam apelativas e, quando  enfim parece que algo vai sair desse mato, as coisas se resolvem de maneira jogada e anticlímax.

Ainda assim, Jack Ryan é uma boa série que está sendo bem recebida por público e crítica. E a Paramount está confiante, a renovando para uma segunda temporada antes mesmo do lançamento da primeira. O final deixa uma ponta que indica uma história já adaptada antes, o que é o tipo de fanservice que todo mundo gosta.

Texto enviado por Leonardo Vicente

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