Crítica | Luke Cage – 2ª Temporada

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A relação Marvel/Netflix já vem esfriando faz um tempinho e isso se deve bastante pela queda de qualidade das séries, que eram bastante elogiadas logo no começo da parceria. Talvez a primeira obra a começar essa derrocada tenha sido a primeira temporada de Luke Cage, que, apesar de ter todo o esmero das produções “netflixianas” no que dizia respeito à imersão.

A segunda temporada do herói de aluguel chegou com o peso de mudar essa impressão negativa e talvez voltar a trazer interesse do público nos vigilantes urbanos da casa das ideias. Mas será que funcionou?

A primeira impressão dessa temporada é extremamente positiva, depois de 3 aparições em séries, Cage não regrediu ao estado de introspectivo e parece ter assumido de vez o status de homem poderoso do Harlem. Essa faceta ajuda muito o andamento da série, que flui sem depender de cenas forçadas na fraca interpretação de Mike Colter.

E já tendo conhecido o protagonista em Jessica Jones, na sua série solo e em Defensores, o roteiro caminha por definir mais seus personagens secundários como Claire e Misty Knight, um ponto bem positivo.
 
Os vilões também seguem uma mudança, coma entrada de Bushmaster, originalmente um vilão do Punho de Ferro nos quadrinhos, que traz uma mudança no clima da série. Enquanto a 1ª temporada seguia todo o clima do hip-hop, a entrada do novo vilão traz os sons da Jamaica e toda a cultura dos Rude Boys.

Mustafa Shakir não consegue atingir o nível de Mahershala Ali, mas pelo menos não deixa a peteca cair como Erik LaRay Harvey. Bushmaste é um bom desafio físico e tem uma personalidade interessante.

O ponto negativo fica pelo abandono de certos cuidados da série, algo que eu já havia percebido com a segunda temporada de Jessica Jones. Todo o cuidado com cores, enquadramento e direção parece ter sido abandonado e Luke Cage fica com cara de série comum de televisão com um orçamento muito alto.

O protagonista não se ajuda, ainda mais com um ator muito fraco. A fraqueza da atuação fica ainda mais clara quando momentos sérios envolvendo Rosario Dawson ou Alfre Woodard.
 
Por fim a segunda temporada de Luke Cage ainda sai com saldo positivo em relação a primeira e estabelece mais caminhos para encontros dos Marvel Knights fora da série dos Defensores, mas ainda está muito abaixo das produções de quadrinhos da Netflix.

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