Crítica | A Noite do Jogo

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Situações completamente inacreditáveis, usualmente, são as grandes protagonistas dos filmes de comédia. Exemplos como Se Beber Não Case (2009) e Superbad (2007) são pautados nos acontecimentos absurdos que rodeiam seus protagonistas durante toda a trama, criando situações extremamente inesperadas e cômicas. Dirigido por John Francis Daley e Jonathan M. Goldstein, A Noite do Jogo chega aos cinemas com uma premissa parecida como esta, mas no fim, não entrega o que se é esperado.

Unidos por seu caráter competitivo, o casal formado por Max (Jason Bateman) e Annie (Rachel McAdams) participa, todas as semanas, de  uma noite de jogos com seus amigos mais íntimos. Certo dia, o irmão de Max, Brooks (Kyle Chandler) – que durante toda sua vida o rebaixou -, chega à cidade para uma visita e propõe uma noite de jogos em suas casa, prometendo que seria diferente de tudo o que eles estavam acostumados. A ideia seria organizar uma típica “noite do assassinato misterioso”, contratando uma empresa especializada que faz com que todo o negócio fique mais realista. Entretanto, a ideia acaba saindo pela culatra quando os eventos que seguem durante a noite se mostram como sendo verdadeiros e bastante perigosos.

A ideia por trás do longa, em geral, é interessante. Manter a piada sobre a ingenuidade dos personagens, em um primeiro momento, é uma boa jogada. Por outro lado, a partir do momento em que este fator é abandonado logo no segundo ato, as cenas cômicas elaboradas de forma inteligente passam a dar espaço a uma série de reviravoltas contínuas que, apesar de inusitadas, não se comparam à experiência anterior – enquanto os personagens ainda não sabiam pelo que estavam passando.

 

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Francis Daley e Goldstein tem em mãos um bom elenco. A química entre os atores até flui, o problema está no timing cômico da dupla de diretores, que faz com que algumas cenas com potencial de arrancar boas risadas pareçam forçadas e, desta forma, desviem a atenção do espectador. Em contrapartida, as piadas foram inteligentemente pensadas, sem que a comédia precisasse apelar para qualquer tipo de ofensa (fator recorrente em filmes do gênero) e isto vale ser ressaltado.

Apesar de tudo isso, algumas cenas merecem sim reconhecimento por serem bem trabalhadas e conseguirem garantir algumas risadas do público. É o caso do momento com o “cachorro ensanguentado” e o da “extração da bala” que evidenciam o tom do filme (muita apreensão pelas situações perigosas misturadas com toda a confusão das personagens que não fazem ideia de como contorná-las).

O que vemos em A Noite do Jogo é uma intensa tentativa de criar algo novo para o gênero, sem que, para isso, exista qualquer tipo de discriminação gratuita ou precise apelar para piadas de cunho sexual. O roteiro  apresenta boas ideias, o que prejudica a história é sua execução. Aqueles que forem assistir ao filme com expectativas de serem apresentados à maior comédia dos últimos tempos podem acabar se decepcionando. Entretanto, aqueles que forem conferir o longa de forma descompromissada devem flagrar a si mesmos rindo na poltrona em alguns momentos específicos e saindo da sala de cinema pensando mais nos pontos que poderiam ser melhorados do que naquilo que realmente os satisfez.

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