Crítica | Por Trás de Seus Olhos

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Para quem acompanha séries há algum tempo, o nome da personagem Serena Van Der Woodsen pode não ser tão desconhecido assim. Em meados de 2007, a série Gossip Girl ia ao ar pela primeira vez, onde víamos o dia a dia dos adolescentes ricos de Manhattan e suas confusões. A personagem em questão foi o ponto inicial de Blake Lively nas telas, onde ela foi reconhecida por seu papel de uma garota fútil que tem sua vida inteira transformada durante aqueles episódios.

Mais de um década depois, vemos Blake em filmes com diretores renomados, como Oliver Stone no filme SelvagensWoody Allen com Café Society e, não só isso, vimos a atriz conseguir carregar grandes produções basicamente sozinha, como A Incrível História de Adaline e Águas Rasas (e claro, podemos lembrar de Blake em Lanterna Verde, onde contracenou com Ryan Reynolds).

Agora, na mão de outro diretor conhecido, Marc Forster (Quantum of SolaceEm Busca da Terra do NuncaO Caçador de Pipas), Blake embarca na história de Gina e James (Jason Clarke) que ao que tudo indica é um casal feliz, que vive em Bangkok, mesmo quando aprendemos que a personagem sofreu um acidente de carro na infância e ficou cega. Com a ajuda de seu marido, Gina mesmo que dependente dele, consegue ter uma vida boa e parcialmente sem problemas devido sua cegueira.
 

Só que depois de uma nova cirurgia, Gina é capaz de ter sua visão de volta, pelo menos de um de seus olhos e a partir deste momento conhecemos um novo lado desse casal: o que estavam acostumados com aquele relacionamento dependente, mas não verdadeiramente apaixonados. Ela começa a querer ver as coisas, sair, conhecer lugares, enquanto James se vê perdendo o controle que exercia sobre aquela mulher que ele dizia se sentir especial ao cuidar dela. Vemos todo o caminho da dependência até Gina começar a tomar a iniciativa com a sua própria vida.

Em Por Trás dos Seus Olhos, o diretor Marc Forster consegue apresentar uma nova visão sobre a deficiência visual, isso porque em muitos momentos ele nos faz ter o ponto de vista (literalmente falando) de Gina. Assim, o espectador tenta enxergar o que acontece, mas se vê deparado com vultos e sombras, forçando a nossa capacidade de tentar escutar o que está acontecendo mesmo quando não podemos ver a cena completa.

No que tange o visual do filme, ele consegue oferecer imagens de uma cidade comum mas que se tornam um pesadelo claustrofóbico e até bem mais caótico que muito filme de terror por aí. Ao passar dos minutos percebemos que Forster que nos trazer sentimentos relacionados a situação de Gina e que consigamos sentir tudo o que ela sente – aflição, medo, ansiedade, vontade de comandar as rédeas da história.

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Como toda história adulta de hoje em dia, temos grandes cenas voltadas ao sexo, mas de uma maneira diferente dessa vez. Aqui o sexo se transforma em não apenas um ato físico, mas sim em controle, em manipulação. A partir do momento que Gina consegue ver, ela se coloca de forma igual ao seu marido na cama – e até mesmo fora.

Ao chegar ao final do filme nos sentimos angustiados, amargados, pois o roteiro nos apresenta inúmeros momentos que envolvem os protagonistas em situações questionáveis – talvez para testar o espectador? Um ponto negativo ao final desta história é que a tradução do titulo deveria ter sido “Eu só vejo você”, causaria mais impacto ao tempo que vemos o filme chegando aos seus minutos finais. O nome “Por trás dos seus olhos” acaba tirando o poder uma grande cena.

De qualquer maneira, Por Trás dos Seus Olhos, é uma obra de suspense inteligente, que mesmo que se exceda em algumas cenas, consegue ser repleta de camadas discutíveis e questionáveis. O novo filme de Marc Forster é um daqueles que vale a pena ver, discutir e perceber a importância de um dialogo como este na sociedade.

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