O segundo dia do Rio2C começou com a palestra do Chief Content Officer da Netflix, Ted Sarandos, e do ator Wagner Moura. Com a Sala Grande lotada, Ted apresentou os planos da Netflix para o Brasil e o atual cenário de produção no país. O executivo teceu muitos elogios à indústria nacional e revelou planos da empresa para o Brasil com números bastante expressivos. “O Brasil tem talentos extraordinários e uma longa tradição em contar grandes histórias. É por este motivo que estamos animados em aumentar nosso investimento na comunidade criativa brasileira. Esses 30 projetos, em vários estágios de produção em diferentes locais espalhados pelo país, serão feitos no Brasil e consumidos pelo mundo”, disse Sarandos. “No atual cenário, ouvir isso da boca do Ted é extraordinário”, comemorou o ator Wagner Moura.

Durante o bate-papo, Sarandos elogiou o trabalho de Wagner na série “Narcos” e adiantou a próxima parceria entre o canal e o ator. “Acabamos de produzir o longa ‘Sérgio’, sobre a vida do diplomata Sérgio Vieira de Mello. Sempre quis apresentar personagens latinos sem serem caricatos e consegui vender essa ideia para a Netflix”, explica Wagner. O ator também elogia a forma de trabalho com o canal. “Eles dão muita liberdade criativa para os artistas, uma coisa que não acontece nos estúdios americanos. Geralmente, eles querem nos direcionar por um caminho que eles acreditam, a Netflix tem outra postura: se te contrataram, eles querem que você desenvolva da sua forma.”

No fim da tarde de hoje, Charlie Brooker e Annabel Jones, respectivamente criador e produtores executivos da série inglesa “Black mirror” participaram de uma palestra com o vice-presidente de séries originais da Netflix, Peter Friedlander. Brooker e Jones falarão sobre como a criação da série foi um exercício para descrever uma sociedade transformada por inovações tecnológicas e inserida num mundo digital distópico, destacando certos episódios e escolhas criativas no processo de desenvolvimento da série.

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