A Netflix está a surpreendendo a todos com a quantidade de conteúdo. As séries e filmes são de diversos temas e atingem muitos tipos de público.

São produções que passeiam pelo mundo inteiro, como Alemanha (Dark), Espanha (La Casa de Papel), Brasil (3%), Itália (Suburra: Sangue em Roma), Noruega (Nobel), México (Roma), entre outras nacionalidades. É uma gama infinita de oportunidades que garantem a diversão no sofá, por um preço totalmente acessível.

Para este ano de 2019, a intenção da famosa plataforma é lançar 90 produções originais. Um feito gigantesco, mas será que manterão a qualidade?

O fato de a Netflix não produzir diretamente esses conteúdos, pode variar em relação à qualidade. São poucas produções que vão impactar como Beast of No Nation ou mesmo o enredo impressionante de Black Mirror.

Como cineasta, também preciso avaliar que o tipo de público é bastante diversificado, a mãe assiste, o filho, a vó, neste sentido, a qualidade é relativa e alcançar um maior número de variações produzidas é realmente importante para a plataforma.

Além do mais, esse espaço para mostrar a forma de fazer cinema e televisão de várias partes do mundo traz uma oportunidade que as grandes produtoras não conseguiam proporcionar.

Com tanto empenho e revolução total no cenário Blockbusters, a Netflix conseguiu um feito que muitas produtoras tentam a anos, a indicação ao Oscar. Roma, que retrata o cotidiano de uma família controlada pela babá, foi apresentado no Festival de Veneza, de onde saiu com o Leão de Ouro de Melhor Filme. Com 10 indicações ao Oscar, incluindo o de melhor filme, a produção mexicana da Netflix pode proporcionar um dos feitos mais intensos e inusitados à produção de cinema no mundo.

Texto enviado por Daniel Bydlowski*

*cineasta brasileiro é membro do Directors Guild of America e artista de realidade virtual. Faz parte do júri de festivais internacionais de cinema e pesquisa temas relacionados às novas tecnologias de mídia, como a realidade virtual e o future do cinema. Daniel também tenta conscientizar as pessoas com questões sociais ligadas à saúde, educação e bullying nas escolas. É mestre pela University of Southern California (USC), considerada a melhor faculdade de cinema dos Estados Unidos. Atualmente, cursa doutorado na University of California, em Santa Barbara, nos Estados Unidos. Recentemente, seu filme Bullies foi premiado em New Port Beach como melhor curta infantil, no Comic Con recebeu 2 prêmios: melhor filme fantasia e prêmio especial do júri. O Ticket for Success, também do cineasta, foi selecionado no Animamundi e ganhou de melhor curta internacional pelo Moondance International Film Festival.

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