“Um filme com Jason Statham dando uma voadora num tubarão gigante tem que ser bom” é a frase mais dita quando o assunto é Megatubarão (The Meg). E ela condiz bastante com o clima da produção. Infelizmente – SPOILER – a voadora não acontece.

No longa, Statham interpreta Jonas Taylor, um mergulhador de resgate que é tachado como louco depois de um resgate complicado, onde perde alguns amigos e jura que uma criatura gigantesca foi a culpada.

Anos depois, um grupo de exploradores dá de cara com a tal criatura: um tubarão pré-histórico enorme e invencível. Jonas é forçado a voltar ao trabalho, o que faz sem pestanejar, afinal, é um personagem de Jason Statham.

Megatubarão, obviamente, é um pipocão feito apenas para divertir. E faz isso bem quase o tempo todo. As situações são absurdas, a maioria dos personagens cativam em algum momento (em especial os vividos por Bingbing Li, Rainn Wilson e Cliff Curtis) e o equilíbrio entre ação e humor é atingido.

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Porém, os efeitos especiais oscilam demais, o que é preocupante num filme onde o principal atrativo é um tubarão gigantesco criado por CGI. Para piorar, os clichês costumeiros de um filme de monstro Do mar estão todos presentes: falsos sustos, vítimas idiotas e situações em que tudo poderia ser resolvido facilmente, mas em que, misteriosamente, as armas de alto calibre parecem apenas fazer cócegas no monstro da vez.

Ainda assim, Megatubarão atinge seu objetivo de divertir. O truque é desligar o cérebro ao entrar na sala de cinema e só religá-lo algum tempo depois do fim dos créditos. Nada que já não tenhamos feito por Jason Statham antes, com ótimos resultados.

Para os nerds de plantão, é interessante rever Masi Oka (o Hiro da série Heroes) e conferir o trabalho de Ruby Rose, recentemente anunciada como a Batwoman da TV.

Texto enviado por Leonardo Vicente 

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